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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Maioria republicana no Senado absolve Trump no processo de impeachment

Como era esperado, os senadores do Partido Republicano absolveram hoje o presidente Donald Trump no julgamento do processo de impeachment. Só um senador republicano, o ex-candidato a presidente Mitt Romney, condenou Trump por abuso de poder. Eram necessários os votos de pelo menos 20 senadores do partido para afastar o presidente.

O processo começou em setembro na Câmara dos Representantes, dominada pelo Partido Democrata, de oposição. Trump foi investigado por pressionar o novo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a investigar as atividades de Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente Joe Biden, principal rival de Trump na eleição deste ano. Hunter dirigia uma empresa de gás no país.

Trump segurou uma ajuda militar de 391 milhões de dólares aprovada pelo Congresso para pressionar o líder ucraniano. Também queria um inquérito para acusar a Ucrânia e não à Rússia pela interferência indevida nas eleições de 2016 nos Estados Unidos.

Um agente secreto que teve acesso ao conteúdo de um telefonema de Trump e Zelensky em 25 de julho deu o alerta. O presidente exigia um anúncio oficial da abertura de investigações sobre Biden e o filho. Usou a máquina pública para conseguir um trunfo na campanha eleitoral deste ano.

Em 17 de dezembro, a maioria democrata na Câmara aprovou a denúncia contra o presidente com duas acusações: abuso de poder ao usar a máquina pública para pressionar o presidente da Ucrânia em benefício próprio e obstrução do Congresso ao se negar a entregar documentos e a autorizar assessores a depor. 

Pela Constituição dos Estados Unidos, basta maioria simples para a Câmara denunciar um presidente num processo de impeachment. Mas a condenação no Senado exige dois terços dos votos. Meu comentário:

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Câmara dos EUA denuncia Trump por abuso de poder e obstrução do Congresso

Os líderes do Partido Democrata na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos formalizaram hoje duas acusações ao presidente Donald Trump num processo de impeachment por "ignorar e ferir os interesses da nação. A votação final na Câmara deve acontecer antes do Natal.

A denúncia tem nove páginas. Acusa Trump de corrupção ao pedir ao governo da Ucrânia que iniciasse investigações para atingir adversários políticos, especialmente o ex-vice-presidente Joe Biden, favorito no momento para ser o principal candidato da oposição na eleição presidencial de novembro de 2020. 

Para pressionar o novo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, Trump usou dois instrumentos de seu poder como presidente dos Estados Unidos: segurou uma ajuda militar de 391 milhões de dólares, mais de 1 bilhão 621 milhões de reais, e barganhou com uma visita oficial de Zelensky à Casa Branca.

“Em tudo isto”, diz a denúncia, “o presidente Trump abusou dos poderes da Presidência ignorando e ferindo a segurança nacional e outros interesses nacionais vitais para obter benefício político pessoal impróprio". Ele também é acusado de trair a nação ao "aliciar uma potência estrangeira a corromper eleições democráticas.” Meu comentário:

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Trump dobra a aposta e pede à China que investigue Joe Biden

Cada vez mais irritado com o inquérito sobre um possível processo da impeachment, o presidente Donald Trump dobra a aposta e pede à China e à Ucrânia que investiguem o ex-vice-presidente Joe Biden, seu principal adversário na eleição de 2020.

Apesar de ser alvo de investigação por pedir a ajuda de um governo estrangeiro para atacar um rival, interferindo na eleição nos Estados Unidos, o presidente sem limites surpreendeu mais uma vez pela arrogância, prepotência e desfaçatez.

Ontem, em uma entrevista coletiva patética na Casa Branca ao lado do presidente da Finlândia, Trump negou qualquer irregularidade. Insistiu que a conversa telefônica de 25 com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi absolutamente normal, que corruptos são os democratas e parte da imprensa, que o presidente da comissão que o investiga é um traidor e que o agente que denunciou ameaças à segurança nacional dos Estados Unidos não passa de um espião.

Hoje de manhã, em mais um acesso de fúria, declarou: “A China deve iniciar uma investigação sobre os Biden porque o que aconteceu na China é tão ruim quanto o que aconteceu na Ucrânia.”


Mais estranho ainda, é ter feito um apelo à China, que está em plena guerra comercial com os Estados Unidos por causa dos tarifaços de Trump. A China tem interesse direto na derrota do presidente em 2020. E não foram só a China e a Ucrânia. Meu comentário:

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Trump se declara vítima de golpe

Sob intensa pressão do inquérito para instruir um processo de impeachment, o presidente Donald Trump escalou a retórica contra a oposição democrata, alegando ser vítima de um golpe: "Como aprendo cada vez mais a cada diz, estou chegando à conclusão de que o que está acontecendo não é um impeachment, é um golpe", protestou no Twitter.

Na visão do presidente, a investigação sobre seu abuso de poder "pretende tirar o poder do povo, seus votos, suas liberdades, a Segunda Emenda, a religião, os militares, o muro na fronteira e seus direitos dados por Deus como cidadãos dos Estados Unidos."

Há uma semana, a presidente da Câmara dos Representantes, a deputada democrata Nancy Pelosi, anunciou a abertura de inquérito depois que Trump pressionou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a investigar o ex-vice-presidente Joe Biden e seu filho Hunter Biden.

Na semana passada, a Casa Branca divulgou uma versão editada de uma conversa telefônica de 25 de julho em que Trump pediu ajuda a Zelensky, que mostrou interesse em comprar armas dos EUA. O presidente americano segurou uma ajuda militar de US$ 390 milhões à Ucrânia.

Em 12 de agosto, um agente da CIA (Agência Central de Inteligência) comunicou ao inspetor-geral de Inteligência que o presidente havia ameaçado a segurança nacional dos EUA ao usar o poder do cargo para pressionar um chefe de Estado estrangeiro a interferir nas eleições americanas. Joe Biden é o favorito entre os pré-candidatos do Partido Democrata à Presidência em 2020.

Como na investigação de um suposto conluio de sua campanha com a Rússia na eleição de 2016, Trump se defende atacando, posando como vítima de uma "caça às bruxas" e de um "golpe", o que rebaixaria os EUA ao nível de "um país de Terceiro Mundo".

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Agente acusa Trump de abuso de poder e Casa Branca de tentar acobertar

A reclamação enviada por um analista de informações ao inspetor-geral de Inteligência dos Estados Unidos, revelada hoje, acusou o presidente Donald Trump de abusar do poder em benefício próprio e funcionários não identificados da Casa Branca de tentar encobrir o caso, noticiou o jornal The Washington Post.

Em conversa telefônica em 25 de julho, Trump pressionou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a investigar o filho do ex-vice-presidente Joe Biden, Hunter Biden, que foi diretor de uma companhia ucraniana de gás, e Joe Biden, favorito para ser o candidato do Partido Democrata à Presidência em 2020.

O presidente americano insinua que o então vice-presidente pressionou o governo da Ucrânia a afastar o procurador-geral do país para proteger o filho. Na verdade, o procurador-geral está impedindo o combate à corrupção.

"No exercício das minhas funções, recebi informações de vários funcionários do governo que o presidente dos EUA está usando o poder do cargo para pedir a interferência de um governo estrangeiro na eleição de 2020 nos EUA", escreveu o denunciante em 12 de agosto. Ele também disse que a Casa Branca tentou esconder a gravação.

No domingo, Trump admitiu ter falado no assunto durante o telefonema. A presidente da Câmara dos Representantes, a deputada democrata Nancy Pelosi, decidiu então abrir um inquérito para investigar possíveis crimes de responsabilidade capaz de levar a um processo de impeachment do presidente.

Neste momento, o diretor-geral interino da Inteligência Nacional, Joseph Maguire, está depondo na Comissão de Justiça da Câmara.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Donald Trump vira alvo de um processo de impeachment

A transcrição de um telefonema de 25 de julho entre Trump e o presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, reforça a impressão de que o presidente dos Estados Unidos pressionou um chefe de Estado estrangeiro para investigar um adversário político, o ex-vice-presidente Joe Biden, favorito para ser o candidato do Partido Democrata na eleição presidencial de 2020.

Em 12 de agosto, um analista de informações que teve acesso ao conteúdo do telefonema advertiu o inspetor-geral de inteligência de que o presidente tomara atitudes capazes de comprometer a segurança nacional dos Estados Unidos. 

O inspetor-geral manifestou preocupação. A notícia foi divulgada primeiro pelo jornal conservador The Wall Street Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova York. A primeira dúvida era qual seria o país.

É a Ucrânia. Depois de segurar uma ajuda militar de 391 milhões de dólares e uma ajuda econômica de 250 milhões de dólares, Trump pediu ao presidente Zelensky que investigasse Hunter Biden, que foi diretor de uma empresa ucraniana de gás quando o pai era vice-presidente no governo Barack Obama. 

Trump avisou Zelensky que o ministro da Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, e o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, advogado particular de Trump, iriam entrar em contato para ajudar na investigação. Iam procurar lama para sujar o nome de Biden na campanha. Meu comentário:

Transcrição de conversa com líder da Ucrânia compromete Trump

Sob intensa pressão da oposição democrata, a Casa Branca divulgou na manhã de hoje uma transcrição editada de um telefonema de 25 de julho em que o presidente Donald Trump pressiona o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a abrir inquérito para investigar os negócios de Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente Joe Biden, hoje o principal adversário de Trump na eleição presidencial de 2020.

Na conversa, depois de segurar ajudas militar e econômica à Ucrânia, Trump avisa Zelensky que o ministro da Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, e o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani vão entrar em contato para ajudar na investigação.

"Queria que você nos fizesse um favor", pediu Trump, quando Zelensky falou em comprar equipamentos militares americanos. Depois de dizer que os EUA "fizeram muito pela Ucrânia", o presidente acrescentou: "Então, o que você puder fazer como procurador-geral será ótimo."

Trump alegou que "há muita conversa sobre o filho de Biden, que Biden teria bloqueado a investigação e muita gente quer saber o que houve."

Zelensky respondeu que "o próximo procurador-geral será 100% meu, será meu candidato. Ele ou ela vai examinar a situação."

Em 12 de agosto, um oficial de informações que teve acesso ao conteúdo do telefonema alertou o diretor-geral de Inteligência de que o presidente havia feito algo capaz de comprometer a segurança nacional dos EUA.

Ontem, a presidente da Câmara dos Representantes, a deputada democrata Nancy Pelosi, abriu inquérito para um possível processo de impeachment contra Trump, alegando que o presidente violou a Constituição dos EUA e que "ninguém está acima da lei".

domingo, 22 de setembro de 2019

Trump admite ter falado sobre filho de Biden com presidente da Ucrânia

Diante de mais um escândalo que pode justificar um processo de impeachment, o presidente Donald Trump sugeriu hoje que mencionou Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente Joe Biden, numa conversa telefônica com o novo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em 25 de julho. 

Em 12 de agosto, um agente secreto que ouviu a gravação advertiu o inspetor-geral de inteligência de que o presidente cometeu uma irregularidade capaz de afetar a segurança nacional dos Estados Unidos.

Em troca de um empréstimo de US$ 250 milhões necessário à recuperação da economia da Ucrânia, abalada pela guerra civil fomentada pela Rússia, Trump teria pedido que Zelensky investigasse Hunter Biden, que foi diretor de uma companhia de gás ucraniana quando o pai era vice-presidente do governo Barack Obama (2009-17).

Hoje, Joe Biden é o favorito para conquistar a candidatura do Partido Democrata à eleição presidencial de 2020. O adversário será Trump.

Na sua estratégia de se defender atacando, Trump e aliados atacaram Biden neste domingo, pedindo a abertura de inquérito sobre a atuação de pai e filho na Ucrânia. Até agora, não há qualquer indício de qualquer irregularidade.

Primeiro, o presidente negou tudo e alegou ser notícia falsa, "outro desastre da mídia". Hoje, reconheceu ter tocado no assunto.

O inspetor-geral de inteligência considerou o caso suficientemente grave para contar às comissões do Congresso dos EUA. A Casa Branca abriu guerra contra os pedidos de informação e de entrega de documentos da Câmara desde que a oposição democrata passou a ser maioria, no início deste ano.

Durante a campanha em Iowa, onde serão realizadas as primeiras eleições primárias, em 3 de fevereiro de 2020, Biden atacou Trump sem comentar as acusações: "Nenhum órgão de imprensa levou a sério estas alegações. Nenhum. Então, não tenho nenhum comentário a fazer, a não ser que o presidente deve começar a ser presidente."

Em nota, o ex-vice-presidente foi mais duro: "Se estes relatos são verdadeiros, então não há verdadeiramente limite para a determinação do presidente Trump de abusar do poder e de rebaixar nosso país. Este comportamento é especialmente execrável porque explora a política externa do nosso país e mina a segurança nacional com objetivos políticos."