Pelo menos dois soldados e um civil foram mortos hoje, no segundo dia de combates do Exército do Líbano contra extremistas muçulmanos sunitas possivelmente ligados à milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, noticiou a agência Reuters. Outros cinco soldados saíram feridos.
As forças de segurança disseram ao jornal libanês The Daily Star que os milicianos avançaram em direção aos soldados e abriram fogo sem advertência. Oficialmente o Exército declarou ter entrado em choque com um grupo de militantes que tentavam bloquear uma estrada na localidade de Mhamra.
Na versão oficial, os soldados perseguiram e mataram vários milicianos. Ainda impediram o sequestro de cinco soldados na região de Akkar.
Os dois incidentes acontecem no momento em que o Exército enfrenta supostos militantes do Estado Islâmico em Trípoli, a maior cidade do Norte do Líbano. Um civil foi morto e 20 pessoas saíram feridas do confronto, inclusive oito soldados.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 25 de outubro de 2014
domingo, 29 de dezembro de 2013
Arábia Saudita dá ajuda militar de US$ 3 bi ao Líbano
Diante da desestabilização do Líbano pela guerra civil na Síria, a Arábia Saudita vai dar uma ajuda militar de US$ 3 bilhões ao país, anunciou hoje o presidente libanês, Michel Suleiman.
As monarquias ricas em petróleo do Golfo Pérsico, que são sunitas, temem o fortalecimento da milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), que luta ao lado da ditadura de Bachar Assad na Síria com a ajuda do Irã.
No fundo, há uma disputa pelo poder regional entre a Arábia Saudita e o Irã, entre sunitas e xiitas. Com o desinteresse dos Estados Unidos de intervir militarmente na Síria e sua reaproximação com o Irã, a monarquia saudita passou em 2013 a adotar uma política externa mais independente de Washington.
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