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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Trump ameaça convocar Exército para conter protestos

O presidente Donald Trump declara guerra aos manifestantes que protestam há dias nas ruas de 75 cidades americanas contra o assassinato do segurança negro George Floyd há uma semana na cidade de Mineápolis, nos Estados Unidos.

Durante 8 minutos e 46 segundos, o policial branco Derek Chauvin pisou com o joelho no pescoço de Floyd, acusado de ter usado uma nota falsa de 2º dólares para comprar cigarros. Suas últimas palavras, repetidas várias vezes, foram: “Por favor, eu não consigo respirar.” 

A tortura e morte foram filmadas por pessoas que estavam na rua. Os quatro policiais presidentes foram demitidos no dia seguinte. 

Três dias depois, a Procuradoria-Geral do estado de Minnesota denunciou Chuavin por homicídio em terceiro grau, sem a intenção de matar. Foi pouco e tarde. As multidões já estavam na rua. 

Na noite anterior, haviam incendiado a delegacia de polícia onde os policiais estavam lotados. O prefeito de Mineápolis, Jacob Frey, acusado por Trump de ser esquerdista e fraco, retirara a polícia das ruas para evitar mortes. Frey declarou que um prédio de tijolos e argamassa pode ser reconstruído. Houve saques e violência. Carros e prédios foram incendiados. 

Até agora, os governadores de 15 estados pediram apoio da Guarda Nacional para tentar reassumir o controle das ruas. As manifestações se espalharam por pelo menos 75 cidades americanas: Nova York, Los Angeles, Chicago, Miami, Atlanta, Boston, São Francisco, Denver, Houston, Detroit, Saint Paul...

Primeiro, o presidente Trump sugeriu que a polícia atirasse nos manifestantes, citando uma frase de um delegado racista de Miami nos anos 60: “Quando os saques começam, os tiros começam.” 

Hoje, em conversas telefônicas com governadores de estado acusou-os de fraqueza no combate aos protestos violentos e fracassos. Reclamou que os Estados Unidos viraram motivo de piada no resto do mundo e pediu uma ação mais forte para conter as manifestações. 

Mais tarde, em pronunciamento no jardim da Casa Branca, oi além. Ameaçou convocar o Exército para ocupar as ruas e atacar os manifestantes. O governador de Illinois já rejeitou qualquer possibilidade de permitir que isto aconteça. Meu comentário:

sábado, 30 de maio de 2020

Tortura e morte de negro deflagra onda de cólera nos EUA

No quarto dia de cólera contra a tortura e morte de George Floyd, de 46 anos, diante das câmeras em Mineápolis, os protestos contra o racismo institucional e a violência policial se espalharam por várias cidades dos Estados Unidos, inclusive Nova York, Los Angeles, Chicago, Washington, Denver, Detroit e Atlanta. Na capital, manifestantes cercaram a Casa Branca.

Floyd morreu na segunda-feira depois que um policial o imobilizou no chão apertando seu pescoço com o joelho durante nove minutos, enquanto três colegas assistiam e populares filmavam e pediam que parasse com a tortura. "Não consigo respirar", gritava a vítima antes de perder os sentidos. Ele foi detido sob suspeita de usar uma nota de dinheiro falsa.

Embora o policial assassino, Derek Chauvin, tenha sido preso ontem e acusado de homicídio em terceiro grau (não intencional), não foi suficiente para conter a revolta popular. Os quatro policiais haviam sido demitidos. Lojas e edifícios foram depredados e saqueados.

Na noite de quinta-feira, a multidão incendiou a delegacia de polícia onde os policiais estavam lotados. O prefeito de Mineápolis, Jacob Frey, tirou a polícia das ruas para evitar um confronto maior dizendo que "tijolos e argamassa" podem ser reconstruídos.

Ontem o governador democrata de Minnesota, Tim Walz, chamou a Guarda Nacional para impor um toque de recolher noturno, que não foi respeitado. Mais cedo, em outro ato racista, Omar Jimenez, um repórter negro da rede de televisão CNN foi preso e solto horas depois

Em Atlanta, na Geórgia, onde a sede da CNN foi atacada, a prefeita Keisha Bottoms decretou estado de emergência e fez um discurso enérgico pedindo aos manifestantes que parassem de depredar a cidade e votassem nas eleições de novembro, se quiserem mudar os EUA.

O presidente Donald Trump chamou os manifestantes de bandidos e ameaçou mandar o Exército: "Quando os saques começarem, os tiros vão começar", escreveu no Twitter, que fez uma advertência afirmando que ele estava violando as regras da rede social.

Em Detroit, um homem foi baleado por alguém que atirou contra a multidão de manifestantes.