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quarta-feira, 7 de outubro de 2020

Eddie van Halen, grande guitarrista da história do rock, morre de câncer

Eddie van Halen, o imigrante holandês que foi menino para a Califórnia e fundou com seu irmão uma grande banda com o sobrenome dos dois que vendeu 65 milhões de discos, morreu ontem aos 65 anos depois de dez anos de luta contra um câncer na garganta. 

Van Halen chegou depois dos maiores, Jimi Hendrix, Jimmy Page, Eric Clapton, mas deixou sua marca na história do rock, tocando com as duas mãos no braço da guitarra. Ele foi o guitarrista de Thriller, talvez o maior sucesso de Michael Jackson.

A revista americana Rolling Stone, uma bíblia do rock, publicou uma entrevista inédita com ele e 20 de seus melhores solos.

sábado, 18 de março de 2017

Morre Chuck Berry, um dos gênios criadores do rock

O cantor e compositor americano Chuck Berry, um dos pais do rock'n'roll, autor de sucessos como Johnny B. Goode e Roll over Beethoven, morreu hoje aos 90 anos. Foi um dos gênios criadores do rock. A polícia o encontrou inconsciente em casa, no condado de São Carlos, no estado do Missouri, no início da tarde. Ainda tentou animá-lo, sem sucesso.

Com seus solos de guitarra, seus riffs caminhando feito um pato pelo palco, músicas sobre temas da vida cotidiana dos jovens dos anos 1950s e 1960s, como carros e garotas, reunindo elementos do blues, rhythm & blues, gospel e música folclórica, Chuck Berry definiu o estilo do rock como nenhum outro.

Charles Edward Anderson Berry nasceu em São Luís, no estado do Missouri, em 18 de outubro de 1926. Aprendeu a tocar blues na guitarra na adolescência e deu seu primeiro show na escola durante o ensino médio.

Filho de um carpinteiro trabalhou na General Motors e estudou para ser cabeleireiro. Preso por assalto a mão armada, passou três anos no reformatório. Formou a primeira banda com o pianista Johnnie Johnson em 1952. Depois de conhecer Muddy Waters, Berry foi apresentado a Leonard Chess, da gravadora Chess Records, e gravou seu primeiro disco em 1955.

Maybellene chegou ao 5º lugar nas paradas de sucessos. No final dos anos 1950, já tinha mais de 40 sucessos, inclusive Roll over Beethoven, Johnny B. Goode, Carol, School Day e Back in the USA

Se Elvis Presley foi o primeiro ídolo popular em escala internacional, foi, na visão do jornal The New York Times, um "gênio conceitual" do rock. Ao fundir blues e country, Chuck Berry também criou seu próprio estilo de tocar guitarra, que descreveu em Johnny B. Goode como "tocando um sino".

Sua música influenciou e foi tocada pelas maiores bandas de rock, como os Beatles e os Rolling Stones, The Doors, The Kinks, The Beach Boys, The Grateful Dead, e cantores como James Taylor, Peter Tosh, Judas Priest, Dwight Yoakam, Phish e Sex Pistols. Confira e interpretação de Nadine, com Keith Richards.

"Os Rolling Stones ficam muito tristes ao saber da passagem de Chuck Berry", declarou a banda em nota. "Ele foi um verdadeiro pioneiro do rock & roll e teve uma tremenda influência sobre nós. Chuck não era apenas um guitarrista brilhante, cantor e showman, era um mestre artesão como compositor. Suas músicas vão viver para sempre."

Em outra gravação histórica, ele toca guitarra com Richards e Eric Clapton. Confira esta com seu contemporâneo Jerry Lee Lewis, acompanhados por Richards, seguida der uma apresentação com Bruce Springsteen, ambos no Hall da Fama do Rock'n'Roll.

Ao apresentar Chuck Berry no Hall da Fama do Rock, Richards confessou: "Chupei tudo o que esse cara fez." Em suas memórias, o rolling stone comentou: "O mais bonito na maneira de tocar de Chuck Berry é que é um embalo que sai sem esforço. Nada de suadouro, trabalho árduo ou caretas, apenas um embalo sem muito esforço como o de um leão."

"Chuck Berry foi o maior praticamente do rock, guitarrista e o maior autor do puro rock & roll já visto", escreveu Springsteen no Twitter

Jimi Hendrix fez sua versão de Johnny B. Goode. John Lennon gravou com o próprio Chuck Berry.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Rei do blues B. B. King morre aos 89 anos

O cantor e guitarrista americano Riley Ben King, mais conhecido como B. B. King, o Rei do Blues, morreu ontem às 21h40 aos 89 anos em Las Vegas, nos Estados Unidos (1h40 de hoje em Brasília), anunciou seu advogado, Brent Bryson, citado pela agência de notícias Associated Press (AP).

Seu prenome artístico, B. B., de Blues Boy, King ganhou no fim dos anos 1940s, quando animava um programa de uma rádio de Memphis, no Tennessee. O sobrenome de rei é de família. Era provavelmente o músico de blues mais famoso do mundo, um embaixador da música que nasceu do lamento dos escravos nas plantações de algodão do Sul dos EUA.

Doutor honorário da Universidade de Yale, King ganhou 15 prêmios Grammy e a Medalha da Liberdade, a mais alta condecoração civil do país. Mas recusava o título de Rei do Blues.

B. B. King nasceu em 16 de setembro de 1925 em Itta Bena, uma fazenda de algodão próxima da cidade de Indianola, no estado do Mississípi, no Sul dos EUA. Foi criado pela avó até os nove anos, quando ela morreu.

O primeiro contato com a música veio nos cantos do trabalho e da Igreja. Aos 14 anos, ganhou a primeira guitarra. Em 1943, ele começou a trabalhar na lavoura de algodão. Durante o serviço militar, King conheceu o jazz. Logo começou a tocar e cantar na rua.
Em maio de 1946, King decidiu viver da música e foi para Memphis, mas teve de voltar à lavoura antes de conseguir trabalho regular em Memphis, em 1948, num clube noturno e na rádio onde virou B. B.

Seu estilo característico, em que a guitarra é "um verdadeiro prolongamento da voz", nas palavras do biógrafo Sébastian Danchin, se define a partir do lançamento de Blind Love (Amor Cego), gravada em junho de 1953. Influenciou músicos como os Rolling Stones, Jimmy Page, Eric Clapton, John Mayall e Johnny Winter. Seu maior sucesso, The Thrill is Gone (A Emoção se Foi), foi lançado em dezembro de 1969.

Confira um grande show em 2011 no Royal Albert Hall, em Londres, com a participação de Ronnie Wood, guitarrista dos Stones, e Mick Hucknall, vocalista do Simply Red, entre outros amigos do Rei do Blues. Tem outra gravação fantástica com Jimi Hendrix em show no Generation Club, em Nova York, em 1968, mas só de áudio.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Morre Johnny Winter, a lenda albina dos blues

O guitarrista americano Johnny Winter, um dos grandes mestres de blues, morreu ontem em Zurique, na Suíça, aos 70 anos.

John Dawson Winter III era albino como o irmão Edgar Winter. Fez sua primeira apresentação aos 10 anos de idade e o último show no Festival de Blues de Cahors, na França, dois dias antes de morrer. A causa da morte não foi revelada.

Mais conhecido por seus riffs em guitarras de cordas de aço nos anos 1960s e 1970s, Winter produziu três albuns do legendário Muddy Waters que ganharam prêmio Grammy.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Morre o guitarrista flamenco Paco de Lucía

O guitarrista espanhol Paco de Lucía, que revolucionou o flamenco, uma música e dança de origem cigana, morreu hoje aos 66 anos de ataque cardíaco em Cancún, no México, noticiou o jornal espanhol El País.

Francisco Sánchez Gómez nasceu em Algeciras, na província de Cádiz, na Andaluzia, no Sul da Espanha, começou a tocar aos cinco anos sem ter estudado música. Nunca aprendeu a ler partituras. Era o maior representante da música flamenca, que popularizou e enriqueceu com influência de outros estilos como o jazz, a bossa nova e os blues.

Confira o show de um dos melhores violonistas do mundo no Festival de Jazz de Montreux, na Suíça, em 2012.