Mostrando postagens com marcador Enrico Letta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Enrico Letta. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Primeiro-ministro da Itália pede demissão

Depois de sofrer um voto de desconfiança, o primeiro-ministro Enrico Letta acaba de renunciar à liderança do Partido Democrático, de esquerda, e amanhã vai pedir demissão ao presidente Giorgio Napolitano, abrindo caminho para a formação de um novo goerno na Itália.

O novo líder da esquerda italiana é o prefeito de Florença, Matteo Renzi, de 39 anos, que deve ser indicado primeiro-ministro por Napolitano. O presidente não pretende antecipar as eleições enquanto o Congresso estiver discutindo uma reforma eleitoral para evitar o impasse crônico da política italiana.

Embora Renzi tinha manifestado a intenção de concluir o mandato do parlamento atual, que vai até 2018.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Governo da Itália sobrevive a voto de confiança

O governo do primeiro-ministro Enrico Letta recebeu hoje um voto de confiança do Congresso da Itália, depois que o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi recuou da decisão de retirar seu partido, o Povo da Liberdade, da grande coalizão que governa a Itália.

A reviravolta marca o declínio definitivo de Berlusconi como líder incontestável da direita italiana desde 1994, quando surgiu para ocupar o vácuo deixado pelo colapso da Democracia Cristã com as denúncias da Operação Mãos Limpas, de combate à corrupção.

Apesar do esforço de juízes e promotores, e de milhares de prisões, o resultado da campanha anticorrupção na Itália foram quase duas décadas do arquicorrupto Berlusconi como líder da direita. Foi o primeiro-ministro a ficar mais tempo no poder no país depois da Segunda Guerra Mundial.

Ao enfrentar uma rebelião de seu próprio partido, o Povo da Liberdade, diante da perspectiva de colapso do governo e antecipação das eleições, Berlusconi percebeu ter ido longe demais na tentativa de se proteger dos escândalos de corrupção. Ameaçado de perder o mandato de senador por causa de uma sentença condenatória definitiva por fraude e evasão fiscal, o Cavalière apostou na queda do governo para ter uma sobrevida política. Perdeu a parada.

Agora, o Congresso vai decidir se cassa seu mandato. É o triste fim deste misto de mafioso e palhaço que dominou a direita italiana por quase duas décadas e não teve o menor constrangimento de levar os neofascistas para o poder.

Berlusconi recua e apoia governo

Diante da revolta de seu partido, o Povo da Liberdade, o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi voltou atrás e decidiu apoiar o governo Enrico Letta no voto de confiança a que será submetido hoje no Congresso da Itália.

Ameaçado de perder o mandato de senador depois de uma condenação definitiva por fraude e evasão fiscal, Berlusconi decidiu derrubar o governo, forçando os cinco ministros do partido a pedir demissão, no sábado passado, e defendendo a realização de novas eleições, no domingo.

Como as eleições de fevereiro tiveram resultado inconclusivo, com vitória da direita no
Senado e da esquerda na Câmara, o presidente Giorgio Napolitano fez um esforço para evitar a antecipação do pleito, capaz de agravar a crise econômica italiana, que enfrenta sua mais longa e profunda recessão desde a Segunda Guerra Mundial. Sob pressão de seu vice-líder e de parte da bancada do PdL, Berlusconi recuou.

domingo, 29 de setembro de 2013

Berlusconi quer eleições antecipadas na Itália

Depois de derrubar o governo ao obrigar os cinco ministros de seu partido Povo da Liberdade a pedir demissão ontem, o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi propôs hoje a realização de eleições antecipadas na Itália.

Como as eleições de fevereiro deste ano foram inconclusivas, dando a vitória à esquerda na Câmara e à direita no Senado, o presidente Giorgio Napolitano deve convocar os líderes dos partidos que formam a grande coalizão do primeiro-ministro Enrico Letta para tentar evitar a realização de novas eleições.

A instabilidade crônica da política italiana agrava a crise econômica do país, que praticamente não cresceu no século 21. Amanhã, os investidores estarão atentos à variação nas taxas de juros cobradas para financiar a dívida pública da Itália, uma das maiores do mundo, de quase 200% do produto interno bruto.

Mais uma vez, Berlusconi, condenado com sentença definitiva por fraude e evasão fiscal, ameaçado de perder a cadeira no Senado e a imunidade, resolveu derrubar o governo para tentar salvar a própria pele.

É incrível que um personagem arquicorrupto e venal continue dominando a direita italiana. A Itália não consegue se livrar de Berlusconi. Não admira que o maior partido hoje seja o Movimento 5 Estrelas, do comediante Beppe Grillo.

sábado, 28 de setembro de 2013

Partido de Berlusconi deixa governo na Itália

Por causa da condenação que deixou o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi inelegível, os cinco ministros do partido Povo da Liberdade deixaram hoje o governo de coalizão liderado por Enrico Letta, que fica sem maioria no Congresso, devendo cair e convocar eleições antecipadas.

Em consequência de condenação definitiva por fraude e não pagamento de impostos, Berlusconi deve perder a cadeira que conquistou no Senado nas eleições de fevereiro, que deram maioria à esquerda na Câmara, à direita no Senado e a maior votação ao Movimento 5 Estrelas, do humorista Beppe Grillo.

A saída foi a formação de uma grande coalizão liderada por Letta. Em mais um sinal da instabilidade crônica da política italiana, o governo durou apenas cinco meses.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Supremo Tribunal confirma prisão para Berlusconi

O supremo tribunal de justiça da Itália confirmou hoje a condenação do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi a quatro anos de prisão e cinco anos de interdição para exercer funções públicas no processo sobre sonegação de impostos na compra de direitos de transmissão de eventos esportivos por sua rede de televisão Mediaset.

A primeira condenação foi anunciada em outubro de 2012. O ex-primeiro-ministro recorreu. Agora, a sentença é definitiva.

Aos 76 anos, Berlusconi deve escapar da prisão por causa de sua idade, mas a decisão é mais um golpe contra seu partido direitista. A frágil coalizão de governo liderada pelo primeiro-ministro Enrico Letta pode ser a primeira vítima.

sábado, 27 de abril de 2013

Itália anuncia formação de novo governo

Depois de um acordo com a coalizão de direita liderada pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, o novo primeiro-ministro designado Enrico Letta, vice-líder do Partido Democrático, de centro-direita, anunciou hoje a formação de um novo governo na Itália.

Nesta grande coalizão de governo, Angelino Alfano, aliado de Berlusconi, será vice-primeiro-ministro e ministro do Interior. A ex-comissária europeia Emma Bonino será ministra do Exterior. O diretor do banco central Fabrizio Saccomanni será ministro das Finanças.

A Itália está sem governo com apoio da maioria no parlamento desde dezembro de 2012, quando caiu o governo tecnocrático chefiado pelo primeiro-ministro interino, Mario Monti, que tinha o apoio da Berlusconi. Este era chefe de governo até novembro de 2011, quando foi afastado sob pressão da Alemanha no auge da crise das dívidas públicas da Zona do Euro.

Com a vitória da esquerda na Câmara e da direita no Senado, e o inesperado surgimento do anarquista Movimento 5 Estrelas, do humorista Beppe Grillo, hoje o maior partido italiano, as eleições de fevereiro de 2013 criaram um Congresso dividido.

O maior desafio do novo governo será retomar o crescimento da economia italiana, sufocada por uma dívida superior a 2 trilhões de euros, cerca de 125% do produto interno bruto, toda a riqueza que o país produz num ano menos as importações.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Itália tem novo candidato a formar governo

O presidente Giorgio Napolitano nomeou hoje Enrico Letta, ex-vice-líder do Partido Democrático, novo primeiro-ministro da Itália.

Letta, de 46 anos, foi o ministro mais jovem da História da Itália, mas politicamente pertence à velha guarda. Deve tentar formar uma grande coalizão de governo com a direita liderada pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi e o pequeno partido tecnocrático de centro do primeiro-ministro interino Mario Monti.

Dois meses depois das últimas eleições legislativas, a Itália ainda não tem um novo governo porque a esquerda ganhou na Câmara e a direita no Senado, impedindo a formação de um governo com maioria nas duas casas do Congresso.

Berlusconi já fez suas propostas. Quer revogar o aumento do imposto predial e territorial e reformar o Poder Judiciário para tentar se livrar de seus processos.