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terça-feira, 9 de julho de 2013

Ex-ministro das Finanças será primeiro-ministro do Egito

O ex-ministro das Finanças Hazem al-Biblawi, foi nomeado hoje chefe de governo interino do Egito. É um economista liberal, fundador do Partido Social-Democrata Egípcio. Seu nome não tinha sido citado em dois anúncios anteriores não confirmados.

Favorito no primeiro momento, o ex-diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica Mohamed ElBaradei, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2005, foi vetado pelo partido salafista Nour. Hoje foi indicado para vice-presidente.

Líder da Frente de Salvação Nacional, que se opõe à islamização da política, ElBaradei é uma das principais vozes liberais do Egito revolucionário. É visto com desconfiança por parte do país por ter passado a maior parte de sua vida pública no exterior.

Ontem, o presidente interino Adli Mansour anunciou que um referendo para aprovar uma nova Constituição preparada por uma comissão de notáveis será realizado dentro de quatro meses e meio. As eleições parlamentares devem ocorrer no início de 2014. Depois da instalação do novo Parlamento, haveria uma nova eleição presidencial

A Irmandade Muçulmana rejeitou o cronograma do presidente interino, insistindo na reinstauração no poder do presidente deposto, Mohamed Mursi.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

ElBaradei deve ser primeiro-ministro do Egito

O ex-diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) Mohamed ElBaradei, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2005 junto com a instituição, é o candidato mais provável à vaga de primeiro-ministro interino do Egito.

ElBaradei chefia o Partido da Constituição e é um dos líderes da Frente de Salvação Nacional, que luta contra a islamização da política do país. Chegou a lançar sua candidatura à Presidência no ano passado, mas desistiu porque estava mal nas pesquisas e apoiou o ex-ministro do Exterior e ex-secretário-geral da Liga Árabe, Amir Moussa.

Como diretor da AIEA, ElBaradei foi enfático em 2003 ao negar as acusações dos Estados Unidos de que o Iraque estaria desenvolvendo armas nucleares antes da invasão do país a mando do então presidente George W. Bush, supostamente para tomar as armas de destruição em massa de Saddam Hussein, nunca encontradas. Também defendeu o regime fundamentalista do Irã das acusações de Israel e do Ocidente de que estaria desenvolvendo bombas atômicas.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Frente de Salvação Nacional boicota eleições no Egito

A Frente de Salvação Nacional, maior aliança oposicionista do Egito, anunciou ontem que vai boicotar as eleições parlamentares convocadas para 27 de abril pelo presidente Mohamed Mursi por falta de garantias de transparência e lisura.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Mursi rejeita formação de governo de união nacional

Durante visita à Alemanha, o presidente Mohamed Mursi rejeitou a proposta da oposição de formar um governo de união nacional para resolver a crise política no Egito. A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, insistiu para que o país não abandone o processo de democratização, noticia o jornal The New York Times.

"No Egito, há um governo estável trabalhando dia e noite no interesse de todos os egípcios", reagiu o presidente, eleito em maio de 2012 como representante da Irmandade Muçulmana, a maior e mais antiga entidade fundamentalista islâmica. Um novo governo, acrescentou, só depois das próximas eleições parlamentares, a serem realizadas com base na nova Constituição, repudiada pela oposição.

Merkel condicionou a ajuda alemã ao respeito a princípios democráticos: "É importante para todos nós que os canais de diálogo estejam sempre abertos para todas as forças políticas do Egito". No ano passado, o país recebeu US$ 130 milhões da Alemanha.

A proposta de formação de um governo de união nacional foi feita pelo ex-diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica Mohamed ElBaradei, um dos líderes da oposicionista Frente de Salvação Nacional, através do Twitter. Ao propor um encontro com o presidente, os ministros da Defesa e do Interior, a Irmandade Muçulmana e os salafistas, ElBaradei sugere que Mursi não controla todos os pilares do Estado egípcio.

"Acabar com a violência é a prioridade", explicou o ex-diplomata. A frente exige ainda a formação de um novo governo e a criação de uma comissão para emendar a recém-aprovada Constituição. Mas Mursi se nega a abrir mão de seu poder, mantendo o impasse que, na advertência do ministro da Defesa e comandante do Exército, pode levar ao "colapso do Estado". Insiste em esperar pelas eleições, na expectativa de consolidar o poder da Irmandade Muçulmana.