Em sua primeira declaração pública desde que fugiu na Síria na semana passada, o ex-primeiro-ministro Riad Farid Hijab afirmou que "o regime está desabando moral, material e economicamente" e já não controla mais do que 30% do território nacional.
O ex-primeiro-ministro fez um apelo à unidade das oposições para derrubar a ditadura de Bachar Assad.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Riad Hijab. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Riad Hijab. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 14 de agosto de 2012
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Assad reaparece na TV com enviado do Irã
Um dia depois da deserção do primeiro-ministro Riad Hijab, a maior defecção de seu regime em um ano e cinco meses de revolta popular, o ditador Bachar Assad apareceu hoje na televisão estatal da Síria recebendo o enviado especial do Irã Said Jalili. Ele não era visto na TV desde 22 de julho.
Ontem, teria sido um dos dias mais violentos da revolta, com 226 mortes, sendo 147 de civis. Um novo governo se reuniu, sob a chefia do primeiro-ministro interino Omar Ghalawanji.
Assad reagiu à deserção do mais importante membro sunita do governo intensificando o bombardeio a Alepo, principal centro econômico da Síria. Tanques do Exército entraram no bairro de Saladino, dominado pelos rebeldes, que estariam parcialmente cercados e com pouca munição, informa a agência de notícias Reuters. Aviões de guerra também atacaram Alepo.
Numa escala em Beirute, no Líbano, antes de chegar a Damasco, o enviado iraniano defendeu uma solução para o conflito com base em "regras democráticas, sem envio de armas nem derramamento de sangue".
No sábado, os rebeldes sírios capturaram 48 iranianos descritos pelo governo do Irã como "peregrinos". Os rebeldes afirmam que são membros da Guarda Revolucionária Iraniana prontos para entrar em ação ao lado das forças governistas.
A Síria e o Irã acusam os Estados Unidos, a Arábia Saudita, o Catar e a Turquia de financiar, treinar e armar os rebeldes, que por sua vez denunciam o apoio militar do Irã ao regime ditatorial sírio.
Ontem, teria sido um dos dias mais violentos da revolta, com 226 mortes, sendo 147 de civis. Um novo governo se reuniu, sob a chefia do primeiro-ministro interino Omar Ghalawanji.
Assad reagiu à deserção do mais importante membro sunita do governo intensificando o bombardeio a Alepo, principal centro econômico da Síria. Tanques do Exército entraram no bairro de Saladino, dominado pelos rebeldes, que estariam parcialmente cercados e com pouca munição, informa a agência de notícias Reuters. Aviões de guerra também atacaram Alepo.
Numa escala em Beirute, no Líbano, antes de chegar a Damasco, o enviado iraniano defendeu uma solução para o conflito com base em "regras democráticas, sem envio de armas nem derramamento de sangue".
No sábado, os rebeldes sírios capturaram 48 iranianos descritos pelo governo do Irã como "peregrinos". Os rebeldes afirmam que são membros da Guarda Revolucionária Iraniana prontos para entrar em ação ao lado das forças governistas.
A Síria e o Irã acusam os Estados Unidos, a Arábia Saudita, o Catar e a Turquia de financiar, treinar e armar os rebeldes, que por sua vez denunciam o apoio militar do Irã ao regime ditatorial sírio.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Primeiro-ministro sírio deserta e foge para Jordânia
![]() |
| Riyad Hijab |
É o funcionário mais importante a desertar até agora, em pouco menos de um ano e cinco meses de revolta popular. Era o mais importante membro sunita do governo. A televisão estatal disse que ele foi demitido.
"Anuncio hoje minha deserção deste massacre e do regime terrorista, e declaro que me uni às fileiras da revolução pela liberdade e a dignidade. A partir de hoje, sou um soldado desta revolução abençoada", declarou o primeiro-ministro em texto lido por um porta-voz na rede de televisão árabe especializada em notícias Al Jazira.
Ex-ministro da Agricultura, Hijab estava na chefia do governo há apenas dois meses, quando Assad realizou uma reforma ministerial depois de eleições realizadas para dar uma satisfação ao então mediador Kofi Annan, enviado especial da Liga Árabe e das Nações Unidas para negociar a paz na Síria. Outros três ministros desertaram com ele.
Annan renunciou à missão na semana passada e acusou as grandes potências do Conselho de Segurança da ONU de não terem impedido que o conflito sírio se transformasse numa guerra civil generalizada.
Pelo menos três pessoas saíram feridas de uma explosão na sede da direção da televisão estatal síria, em Damasco, informa o jornal The Washington Post.
Assinar:
Postagens (Atom)
