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terça-feira, 10 de março de 2020

Biden ganha primárias democratas em Michigan, Missouri e Mississípi

Com uma grande vitória no estado de Michigan, maior prêmio das eleições prévias de hoje, o ex-vice-presidente Joe Biden reafirma sua liderança na disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 3 de novembro.

Apurados dois terços dos votos em Michigan, centro história da indústria automobilística americana, Biden lidera com 53% contra 39% para o senador socialista Bernie Sanders. No Mississípi, o estado mais pobre do país, onde o eleitorado democrata é sobretudo negro, o ex-vice-presidente venceu por 81% a 15%. No Missouri, a vitória foi de 60% a 34%.

Também realizam primárias hoje os estados de Dakota do Norte, Idaho e Washington. No fim da noite, Biden venceu em Idaho e Sanders em Dakota do Norte. No estado de Washington, a apuração ainda não acabou.

No discurso da vitória, na cidade da Filadélfia, onde cancelou um comício por causa da epidemia do coronavírus, depois de citar todos os ex-pré-candidatos democratas que aderiram à sua campanha, Biden se dirigiu aos partidários do adversário: "Quero agradecer a Bernie Sanders e seus partidários por sua energia inesgotável e sua paixão. Temos um objetivo comum. Juntos, vamos derrotar Donald Trump."

Em Michigan, Sanders obteve uma ampla vitória sobre Hillary Clinton nas eleições primárias de 2016. Na eleição presidencial, Hillary perdeu para o presidente Donald Trump por pouco mais de 10 mil votos. Fui um dos estados decisivos, ao lado de Ohio, Pensilvânia e Wisconsin, para a eleição de Trump.

Ao derrotar Sanders num estado onde o partido tem uma forte base operária, Biden se mostra capaz de vencer Trump num estado-chave em novembro.

Joe Biden tem o voto do eleitorado negro, em parte por ter sido vice-presidente de Obama, e a maioria do voto latino-americano por causa da perseguição de Trump a imigrantes. Seu desafio é reconquistar os eleitores das classes média e baixa branco sem curso superior que abandonaram o Partido Democrata e votaram no atual presidente.

Na disputa pelos delegados à Convenção Nacional do Partido Democrata que vai indicar o candidato da oposição de 13 a 16 de julho em Milwaukee, no estado de Wisconsin, Biden tem agora 812 contra 655 para Sanders.

Para garantir a indicação, um candidato preciso do apoio de no mínimo 1.991 delegados. Nesta noite, restam 129 delegados a serem alocados de acordo com os resultados das primárias ainda em apuração.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Senadora Amy Klobuchar deixa disputa democrata e deve apoiar Biden

A senadora moderada Amy Klobuchar abandonou a luta pela candidatura democrata à Presidência dos Estados Unidos e está viajando para o Texas, onde hoje à noite deve anunciar apoio ao ex-vice-presidente Joe Biden e aparecer ao lado dele num comício.

Desde o início da campanha, Klobuchar se apresentava como uma democrata moderada capaz de aglutinar o partido e vencer o presidente Donald Trump em 3 de novembro. Mas, com a exceção da eleição primária de Novo Hampshire, em que chegou em terceiro com 19,7% do voto popular, nunca chegou perto dos líderes.

Sua saída na véspera da superterça-feira, 3 de março, quando haverá eleições prévias em 14 estados, assim como a desistência do ex-prefeito Pete Buttigieg ontem, revelam a intenção da fortalecer a candidatura do ex-vice-presidente Joe Biden, um moderado, e evitar que o senador socialista Bernie Sanders tome uma dianteira insuperável.

No sábado, o bilionário california Tom Steyer saiu fora. Ontem, foi a vez do ex-prefeito Pete Buttigieg, que pretendia ser o primeiro gay assumido a concorrer à Casa Branca. Hoje, Klobuchar desistiu.

A campanha democrata se afunila com a disputa entre Biden e Sanders, com o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, um bilionário que financia sua própria campanha, correndo por fora. Sua pré-candidatura toma votos de Biden.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Peronismo obtém grande vitória em eleições prévias na Argentina

O candidato peronista Alberto Fernández, da Frente de Todos, que tem a ex-presidente Cristina Kirchner como candidata a vice-presidente, conquistou mais de 47% dos votos na eleição prévia para a Presidência da Argentina realizada ontem, contra apenas 32% para o presidente Mauricio Macri, da aliança Juntos pela Mudança.

Pela lei do país, bastam 45% mais um dos votos válidos para ser eleito em primeiro turno. Fernández é assim o franco favorito para a eleição de 27 de outubro. A meta do kirchnerismo é ganhar no primeiro turno para evitar uma união contra si no segundo turno, previsto para 24 de novembro.

"Não viemos para restaurar nenhum regime e, sim, para criar uma nova Argentina em que se acabarão os rachas, as divisões e as vinganças", declarou Fernández diante de uma multidão eufórica. "Nunca fomos loucos governando. Vamos arrumar o que os outros estropiaram. Nosso objetivo é que os argentinos recuperem a felicidade."

Com a economia em profunda crise, a derrota do macrismo foi total. Na província de Buenos Aires, onde o governo contava com a popularidade da governadora María Eugenia Vidal, ela ficou nos mesmos 32% de Macri, enquanto o ex-ministro da Economia do governo Cristina Kirchner, Axel Kicillof, chegou perto dos 50%.

A grande expectativa é qual será a reação do mercado financeiro nesta segunda-feira. Como as últimas pesquisas se mostraram totalmente erradas e eram favoráveis a Macri, a Bolsa de Valores de Buenos Aires, os índices de confiança e os bônus da dívida pública se valorizaram, na expectativa de reeleição do presidente no segundo turno.

Macri tem o apoio dos Estados Unidos, do governo Jair Bolsonaro e do Fundo Monetário Internacional (FMI), que emprestou US$ 57 bilhões para conter a queda do peso. As pesquisas davam uma vantagem de 0,5 a 8 pontos percentuais a Fernández, o que colocaria o presidente como favorito no segundo turno.

A crise é brutal. O desemprego passa de 10%, o que não acontecia desde 2006. No ano passado, a inflação ficou em 47,6, a maior em 27 anos, e o produto interno bruto caiu 2,5%. Nos últimos 12 meses até junho, a inflação foi de 55,8%. No fim do primeiro trimestre, o PIB registrava baixa de 5,8%, depois da quatro trimestres em queda. A taxa básica de juros está em 64%.

O peso argentino caiu 51% em relação ao dólar em 2018 e mais 14% no início do ano.

Outra vítima da derrota de Macri pode ser o acordo de livre comércio da União Europeia com o Mercosul, que depende da aprovação pelos parlamentos de todos os países participantes. A oposição a Macri já se pronunciou contra o acordo, considerando-o lesivo aos interesses dos trabalhadores argentinos.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Santorum ganha eleição primária no Missouri

O ex-senador ultraconservador Rick Santorum ganhou agora à noite a eleição prévia no estado do Missouri, mantendo-se vivo na luta pela candidatura do Partido Republicano à eleição presidencial de 6 de novembro de 2012.

Por 55% a 25%, Santorum bateu o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, que lidera a corrida mas é considerado pouco conservador pela ala mais radical do partido.

O ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, que disputa com Santorum o apoio de grupos mais à direita, evangélicos e o movimento Festa do Chá, não disputou a prévia no Missouri.

Nos estados do Colorado e de Minnesota, houve convenções regionais onde a disputa está indefinida.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Gingrich lidera pesquisa na Flórida

A vitória na Carolina do Sul ressuscitou a candidatura do ex-presidente da Câmara Newt Gingrich para ser o adversário do presidente Barack Obama na eleição de novembro de 2012.

Uma nova pesquisa lhe dá hoje vantagem de 47% a 26% sobre o ex-governador Mitt Romney no estado da Flórida, um dos mais importantes na disputa pela Casa Branca, onde o então vice-presidente Al Gore perdeu a eleição de 2000 para George W. Bush.

A eleição primária da Flórida será realizada em 31 de janeiro.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Perry apoia Gingrich para a Casa Branca

Ao anunciar sua saída da disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, o governador do Texas, Rick Perry, acaba de dar apoio ao ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, que descreveu como um verdadeiro conservador capaz de reformar o país e restabelecer sua glória.

Em tom sombrio, cabisbaixo, Perry disse que volta para casa de cabeça erguida para reavaliar sua campanha. A imagem indicava o contrário.

Nas duas eleições prévias realizadas até agora, Perry teve menos de 10% dos votos. Como o custo das campanhas eleitorais nos EUA é muito alto, especialmente para a Casa Branca, ele resolveu desistir.

Ex-piloto da Força Aérea, declarou que o importante é cumprir a missão e indicou Gingrich como o mais indicado para derrotar o presidente Barack Obama e recuperar a economia dos EUA.

Antes da decisiva eleição primária da Carolina do Sul, em 21 de janeiro, o ex-presidente da Câmara também recebeu o apoio da ex-governadora do Alasca Sarah Palin, candidata a vice na chapa derrotada por Obama em 2008.

Palin é outra grande decepção da campanha republicana. Depois de flertar com a opinião pública e fazer fortuna com livros e programas de televisão, ela decidiu não lançar sua candidatura. Ironicamente, era a favorita da direita republicana e do governo Obama, que a vê como uma radical com problemas com o eleitorado centrista.

O bom trânsito junto aos independentes é o grande trunfo do favorito entre os republicanos, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney. Dos atuais nomes republicanos, é o mais temido pelo Partido Democrata.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Gingrich lidera prévia republicana em Iowa

O ex-presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos Newt Gringrich avançou 21 pontos percentuais e lidera as pesquisas no estado de Iowa sobre quem será o principal adversário do presidente Barack Obama na eleição de 2012.

A convenção regional de Iowa, marcada para 3 de janeiro, fará a primeira prévia para escolher o candidato do Partido Republicano. O estado não tem muito peso, mas, ao lado do diminuto Novo Hampshire, abre a série de convenções e eleições primárias que vai indicar os concorrentes à Casa Branca.

Na última pesquisa do Instituto Marista para a TV NBC News, Gingrich tem 26% das preferências dos filiados ao partido que deveem votar em Iowa, superando o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, que disputa a liderança desde o início.

Romney foi o segundo, com 18%. É considerado o mais elegível dos pré-candidatos republicanos, mas sofre rejeição da ala mais direitista do partido por ser considerado liberal demais.

Logo atrás, com 17%, vem o deputado texano Ron Paul, o libertário da turma, contra a intromissão do Estado na vida do cidadão, contra a Previdência Social, contra as intervenções militares no exterior.

Como a pesquisa foi feita antes da desistência de Herman Cain, ex-executivo de restaurantes atingido por uma série de escândalos sexuais, ele caiu 11 pontos percentuais. Ficou com 9%, ao lado do governador do Texas Rick Perry, que entrou como um favorito, com apoio da direita religiosa, mas desabou nas pesquisas depois de uma série de gafes em debates na televisão.

Nenhum outro aspirante republicano chegou a 5% das intenções de votos de quem deve participar da convenção de Iowa.

Se a candidatura à reeleição de Obama não for desafiada, o Partido Democrata não fará prévias.