Com mais três vitórias, nos estados de Michigan, no Mississípi e no Havaí, o biblionário Donald Trump avançou na luta pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em novembro de 2016. Mas enfrenta uma resistência cada vez maior dentro do seu próprio partido.
Quem não o apoia preferia ver os senadores Ted Cruz ou Marco Rubio numa disputa direta com Trump ou até mesmo uma rebelião na convenção nacional republicana, marcada para 18 a 21 julho na cidade de Cleveland, no estado de Ohio.
Em pesquisa da rede de televisão ABC e do jornal The Washington Post realizada antes das prévias de ontem, Trump lidera a corrida republicana à Casa Branca com 34% dos votos de republicanos e independentes com tendência a votar na oposição ao presidente Barack Obama.
O histriônico magnata imobiliário está estagnado em cerca de um terço. O senador evangélico texano Ted Cruz, mais conservador do que Trump e igualmente rejeitado pelo eleitorado independente, é o segundo com 25%. Rubio ficou em terceiro com 18% e o governador de Ohio, John Kasich, com 13%.
Depois de desrespeitar negros, latino-americanos e mulheres com suas tiradas nazifascistoides em busca de votos, Trump se tornou o pré-candidato com a maior rejeição em todos os partidos. Mas avança nas eleições primárias e convenções que escolhem os candidatos à convenção nacional.
Ontem, Trump ganhou no Havaí com 42% contra 33% para Cruz. E Michigan, o estado mais importante com prévias ontem, Trump teve 37% contra 25% contra Cruz. No Mississípi, o estado mais pobre dos EUA, Trump venceu Cruz por 47% a 36%. Cruz bateu Trump em Idaho por 45% a 28%.
Se o partido negar a candidatura a Trump depois da vitória nas prévias, ele deve concorrer como independente, tirando votos à direita do candidato republicano.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 9 de março de 2016
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