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terça-feira, 5 de abril de 2016

BP paga US$ 20,8 bilhões por vazamento de óleo no Golfo do México

Um juiz federal de Nova Orleans aprovou ontem o acordo entre o governo dos Estados Unidos e a companhia de petróleo BP, a antiga British Petroleum, para que a empresa pague US$ 20,8 bilhões (R$ 76 bilhões) como responsável pelo vazamento de petróleo no Golfo do México em 2010, o maior acidente ecológico da história do país.

A plataforma Horizonte de Águas Profundas explodiu em 20 de abril daquele ano, causando um vazamento de cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto durante 87 dias. Cada barril de petróleo tem 42 galões. No total, foram quase 800 milhões de litros.

"A BP está recebendo a punição que merece, enquanto também provê a compensação necessária pelos danos causados ao meio ambiente e à economia da região do Golfo", declarou a ministra da Justiça e procuradora-geral dos EUA, Loretta Lynch.

O acordo prevê o pagamento de mais de US$ 14 bilhões (R$ 51 bilhões) ao governo federal com base na Lei da Água Limpa e na Lei de Poluição de Petróleo e US$ 5,5 bilhões (R$ 20,19 bilhões) aos estados da orla do golfo: Alabama, Flórida, Louisiana, Mississípi e Texas.

domingo, 3 de abril de 2016

Vazamento revela milhões de documentos sobre lavagem de dinheiro

Um vazamento sem precedentes de 11,5 milhões de documentos da companhia panamenha Mossack Fonseca, especialista na criação de empresas de fachada em paraísos fiscais, revela como 12 chefes de Estado ou de governo, outros 128 políticos e altos funcionários, 29 bilionários, grandes empresas e celebridades do esporte e da cultura, com a ajuda de mais de 500 bancos, esconderam fortunas para não pagar impostos, informa o jornal francês Le Monde.

Os Papéis do Panamá foram obtidos pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos e 109 meios de comunicação de vários países. Cobrem um período de 1977 a 2015. É o maior vazamento de dados da história do jornalismo, 1,5 mil vezes maior do que os do WikiLeaks, e a maior revelação sobre o mundo obscuro dos paraísos fiscais e da lavagem de dinheiro. São 2,6 terabytes de dados.

Entre os figurões com firmas e contas secretas no exterior, estão os presidentes da Rússia, Vladimir Putin; da Ucrânia, Petro Porochenko; do Azerbaijão, Ilham Aliev; da Síria, Bachar Assad; da África do Sul, Jacob Zuma; da Argentina, Mauricio Macri; e do México, Enrique Peña Nieto; o sultão da Arábia Saudita, Salman Abdulziz al-Saud; o ex-presidente do Egito Hosni Mubarak, os primeiros-ministros da Islândia, Sigmundur Davío Gunnlaugsson; e do Paquistão, Nawaz Sharif; o craque argentino Lionel Messi, o ex-vice-presidente da FIFA Jérôme Valcke e o ex-jogador francês e ex-presidente da UEFA (União Europeia de Futebol Associativo) Michel Platini.

Só o grupo ligado a Putin teria movimentado US$ 2 bilhões, foco principal da cobertura do jornal inglês The Guardian. A lista completa será divulgada até maio. O boletim argentino Infobae fez uma lista inicial dos políticos.

No Brasil, a Mossack Fonseca foi citada na Operação Lava Jato como uma máquina de fabricar lavanderias de dinheiro sujo. A companhia criou para 57 indivíduos citados na investigação, entre elas 16 offshores para para seis grandes empresas e famílias acusadas na Lava Jato, ligadas à empreiteira Odebrecht e às famílias Mendes Júnior, Shahin, Queiroz Galvão, Feffer e Walter Faria. A gerente Renata Pereira Britto foi presa na 22ª parte da operação.

"O cliente interessado na constituição de uma empresa offshore recebe uma lista contendo diversos nomes de empresas já existentes e escolhe qualquer a um custo de US$ 2,5 mil mais US$ 1.877 de anuidade", explicou a gerente da Mossack Fonseca Brasil.

Um dos personagens revelados no vazamento é banqueiro David Muino, "gestor das contas que pertenceriam ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha", informa o blogue do jornalista Fernando Rodrigues. Apesar das evidências enviadas pela Procuradoria-Geral da Suíça, Cunha nega ter contas no exterior.

Desde sua fundação, em 1977, a Mossack Fonseca criou 214 mil empresas de fachada em 21 paraísos fiscais a pedido de clientes de mais de 200 países e territórios. Em contraste com vazamentos anteriores de determinados bancos, como os suíços HSBC e UBS, ou de um país, caso de Luxemburgo, os Papéis do Panamá traçam um mapa global da ocultação de patrimônio.

Em 2015, uma fonte anônima começou a enviar os documentos para o jornal liberal alemão Süddeutsche Zeitung. O objetivo era demonstrar a participação da Mossack Fonseca em fraudes fiscais cometidas pelo Commerzbank, o segundo maior banco da Alemanha.

Diante da massa formidável de dados, o jornal alemão pediu ajuda ao Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, que tem experiência em investigações sobre transações financeiras internacionais suspeitas.

Sob pressão, a Mossack Fonseca atribuiu a responsabilidade pela lavagem de dinheiro a 14 mil intermediários como bancos, corretoras de valores, escritórios de advocacia, contadores e companhias de gestão de fortunas. Em entrevista à televisão panamenha, Ramón Fonseca, fundador da empresa, a comparou a uma "fábrica de automóveis", que não tem responsabilidade sobre crimes cometidos com seus carros.

O Panamá resiste à pressão da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para aderir à luta contra a evasão e a fraude fiscal com um controle maior das empresas offshore. Para Le Monde, não faltam leis contra a lavagem de dinheiro. Falta maior aplicação na sua fiscalização.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

BP paga US$ 20,8 bi por vazamento de petróleo no Golfo do México

A companhia de petróleo BP, a antiga British Petroleum, concordou em pagar US$ 20,8 bilhões em compensações pelo vazamento de cerca de 800 milhões de litros de petróleo bruto no Golfo do México em 2010, anunciou ontem o Departamento da Justiça dos Estados Unidos, informa o jornal Latin American Herald Tribune.

Pelo acordo, a empresa vai pagar mais de US$ 14 bilhões ao governo federal americano com base na Lei da Água Limpa e a Lei da Poluição por Petróleo, e quase US$ 5 bilhões a cinco estados com litoral no Golfo do México: Alabama, Flórida, Louisiana, Mississípi e Texas.

Em entrevista coletiva, a ministra da Justiça e procuradora-geral, Loretta Lynch, descreveu o acordo como o "maior já realizado com uma única entidade na história dos EUA".

Uma explosão no poço Macondo, em 20 de abril de 2010, matou 11 trabalhadores na plataforma Horizonte de Águas Profundas e provocou um vazamento que durou 87 dias. O petróleo se depositou numa área de mais de mil quilômetros quadrados no fundo do mar e contaminou mais de mil km no litoral da Flórida ao Texas.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

BP paga US$ 18,7 bilhões por acidente no Golfo do México

A companhia de petróleo BP, a antiga British Petroleum, fez um acordo para pagar US$ 18,7 bilhões de indenização em 18 anos a governos municipais, estaduais e federal dos Estados Unidos pelo acidente com uma plataforma de petróleo no Golfo do México em que 11 pessoas morreram cinco anos atrás.

Além da União, o acordo envolve os estados do Alabama, da Lousiana, da Flórida, do Mississípi e do Texas, e 400 municípios e entidades. Uma multa de US$ 5,5 bilhões será aplicada com base na Lei da Água Limpa por causa do desastre ambiental causado pelo vazamento de petróleo no mar.

A plataforma Horizonte de Águas Profundas explodiu em chamas em 20 de abril de 2010 e afundou no mar dois dias depois. Como a boca do poço de petróleo ficava a 1,5 mil metros de profundidade, a companhia só conseguiu estancar o vazamento em 17 de julho, 87 dias depois.

Ao todo, 4,9 milhões de barris ou 780 milhões de litros de petróleo contaminaram o golfo e regiões litorâneas na costa dos EUA.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Manning não se livra de acusação de colaborar com inimigo

O ex-soldado americano Bradley Manning, denunciado por um tribunal militar por roubar segredos de Estado dos Estados Unidos e entregá-los ao WikiLeaks não conseguiu se livrar da acusação de "colaborar com o inimigo", que pode levá-lo à prisão perpétua sem direito a liberdade condicional.

Manning declarou ser inocente e pediu que essa acusação fosse retirada.