Diante de uma grande manifestação de protesto, o líder na disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em novembro de 2016, o bilionário Donald Trump, suspendeu um comício marcado para o ginásio de esportes de uma universidade de Chicago, um dos redutos políticos do presidente Barack Obama e do Partido Democrata.
Com o anúncio da suspensão do comício, manifestantes e partidários de Trump entraram em conflito. O candidato é acusado de fomentar a violência. Em 23 de fevereiro, enquanto um manifestante era retirado de um de seus eventos, Trump disse: "Gostaria de dar um soco na cara daquele cara."
Nesse clima, seus seguidores têm agredido manifestantes que protestam contra as declarações racistas, sexistas e antimuçulmanas no candidato. A decisão de cancelar o comício de Chicago foi tomada depois uma briga em Saint-Louis entre partidários e adversários de Trump que terminou com dezenas de presos.
Em entrevista à CNN, Trump negou que estimule a violência. Ele nunca retirou nem pediu desculpas por ofender mulheres, chamar os imigrantes mexicanos de criminosos, traficantes e estupradoras, e chegou a aceitar o apoio do movimento racista branco Ku Klux Klan.
Trump aposta no eleitorado branco pobre, desempregados e desamparados pela concorrência internacional da globalização, e aposta na raiva como instrumento de fazer política, no pior estilo demagógico e populista.
Depois do cancelamento do comício, um jovem desfraldou uma bandeira do México e gritou: "Nós paramos Trump."
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 11 de março de 2016
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Ataque de morteiro mata 21 em comício pró-Assad
Um ataque de morteiros contra um comício da campanha à reeleição do ditador Bachar Assad matou pelo menos 21 pessoas ontem à noite na cidade de Derá, na Síria. Nenhum grupo reivindicou a autoria. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres, atribuiu a ação a uma brigada rebelde islamita.
Assad não participava do comício. Não foi visto em nenhum, na campanha para a eleição presidencial de 3 de junho de 2014, uma maneira de reafirmar a legitimidade do presidente em meio a uma guerra civil cruel e brutal com mais de 162 mil mortes.
Assad não participava do comício. Não foi visto em nenhum, na campanha para a eleição presidencial de 3 de junho de 2014, uma maneira de reafirmar a legitimidade do presidente em meio a uma guerra civil cruel e brutal com mais de 162 mil mortes.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Chávez impede transmissão de comício da oposição
Em mais uma demonstração de que faz qualquer coisa para se reeleger, o presidente Hugo Chávez impediu a transmissão ao vivo pela televisão de um comício do candidato da oposição à Presidência da Venezuela, Henrique Capriles, na eleição de 7 de outubro. Assim que ele começou a falar, entrou no ar uma cadeia nacional de rádio e televisão convocada pelo ditador para exaltar as conquistas de seu governo e as virtudes do socialismo.
"Outra cadeia de rádio e televisão continua mentindo para o povo venezuelano a apenas 20 dias da eleição", protestou Capriles através do Twitter.
Os chavistas rejeitaram a acusação alegando que os programas sociais servem para ajudar os pobres e não para comprar votos. Chávez diz que só usa as cadeias nacionais para negócios de Estado e não para fazer campanha, mas às vezes fica horas no ar e não perde oportunidades para atacar seus adversários políticos.
Desde o início oficial da campanha, em 1º de julho, Chávez ficou mais de 70 horas no ar, reporta a agência de notícias Reuters. O presidente lidera as pesquisas eleitorais.
"Outra cadeia de rádio e televisão continua mentindo para o povo venezuelano a apenas 20 dias da eleição", protestou Capriles através do Twitter.
Os chavistas rejeitaram a acusação alegando que os programas sociais servem para ajudar os pobres e não para comprar votos. Chávez diz que só usa as cadeias nacionais para negócios de Estado e não para fazer campanha, mas às vezes fica horas no ar e não perde oportunidades para atacar seus adversários políticos.
Desde o início oficial da campanha, em 1º de julho, Chávez ficou mais de 70 horas no ar, reporta a agência de notícias Reuters. O presidente lidera as pesquisas eleitorais.
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