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quinta-feira, 23 de junho de 2022

UE deve aprovar início de negociações para da Ucrânia

 Em reunião de cúpula hoje e amanhã em Bruxelas, na Bélgica, a União Europeia (UE) deve aprovar o início dos processos de associação das ex-repúblicas soviéticas da Ucrânia e da Moldova, que devem levar anos. A Guerra da Ucrânia completa 120 dias sem perspectiva de paz. O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Jens Stoltenberg, acredita que a guerra deve durar anos.

No campo de batalha, a Rússia está prestes a tomar Sievierodonetsk e bombardeia intensamente Lissichansk, as duas principais regiões da província de Lugansk onde os ucranianos ainda resistem, mas só controla 60% da província de Donetsk. Estas duas regiões do Leste da Ucrânia, que Moscou reconheceu como repúblicas independentes antes da guerra, são há dois meses os principais alvos dos russos.

Ao mesmo tempo, na frente sul, as forças ucranianas resistem em Mikolaiv e bombardeiam a Ilha da Cobra, estrategicamente importantes para defender o porto de Odessa e o acesso ao Mar Negro. Sem saída para o mar, a Ucrânia sofreria um abraço de urso da Rússia capaz de sufocar sua economia. Os contra-ataques indicam que a Ucrânia recebeu novas armas de alta tecnologia de seus aliados ocidentais.

Um novo foco de tensão surgiu em Kaliningrado, uma região russa na costa do Mar Báltico espremida entre a Lituânia e a Polônia, dois países da OTAN. Por causa das sanções da UE, na sexta-feira passada, a Lituânia anunciou que não permitiria mais a passagem de mercadorias russas por seu território. 

O Kremlin denunciou a medida como um bloqueio, mas não tem muitas opções de retaliação sem o risco de iniciar um conflito com a OTAN, que poderia levar a uma guerra nuclear. Uma possibilidade de reação é fazer ataques cibernéticos.

Como a Ásia, especialmente a China e a Índia, aumentaram a importação de petróleo russo a preços com desconto, o rublo é a moeda que mais se valorizou neste ano no mundo. Isto permite à Rússia manter o esforço de guerra, enquanto há uma fadiga na Europa por causa do impacto econômico do conflito. A maioria dos europeus quer a paz logo.

A Ucrânia denuncia o roubo de terras, empresas, equipamentos e safras agrícolas. Com a queda nas exportações ucranianas e as sanções à Rússia, há uma escassez de energia e alimentos que causa inflação e risco de desabastecimento e fome no mundo. 

O crescimento de preços nos Estados Unidos e no Reino Unido é o maior em 40 anos. Com a pandemia, a guerra e o aquecimento global, mais 49 milhões de pessoas podem começar a passar fome no mundo nos próximos meses. Meu comentário:

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Parlamento aprova novo governo da Moldova

Com os votos de 57 dos 101 deputados, o Parlamento da ex-república soviética da Moldova (antiga Moldávia) aprovou o governo liderado pelo primeiro-ministro Pavel Filip, acabando com um impasse político que vinha desde outubro de 2015, quando caiu o governo anterior em meio a um escândalo de corrupção, informou a Rádio Europa Livre.

Filip pertence ao Partido Democrático e era ministro das Telecomunicações desde 2011.

Do lado de fora do Parlamento, grupos políticos rivais como uma aliança oposicionista apoiada pela Rússia e o movimento pela adesão à União Europeia protestaram contra o novo governo exigindo a realização de novas eleições.

A Moldova tem uma população com a maioria de origem romena que gostaria de se juntar à Romênia, mas, como na maior parte das ex-repúblicas soviéticas, há um enclave de maioria russa, no caso a região da Transnístria, que prefere reforçar os laços com Moscou.

domingo, 27 de setembro de 2015

Partidos pró-Rússia protestam contra governo da Moldova

Cerca de 20 mil pessoas protestaram hoje contra o governo da ex-republica soviética da Moldova diante da sede do Parlamento, em Chisinau, a capital do país, informou a agência Associated Press (AP). Dois partidos favoráveis a uma aliança com a Rússia organizaram o protesto.

Foi a primeira manifestação desde 6 de setembro, quando dezenas de milhares de oposicionistas protestaram contra o fracasso no combate à corrupção e na realização de reformas. A oposição pede a dissolução do governo e a convocação de eleições antecipadas.

A manifestação de hoje acontece dias depois que o Fundo Monetário Internacional (FMI) avisou que não vai negociar um novo empréstimo para o governo moldavo pagar salários e pensões.

Embora não tenha fronteira com a Moldova, a Rússia tenta manter o controle sobre todas as ex-repúblicas soviéticas, o chamado exterior próximo, que considera parte de sua área de influência. A Moldova é étnica e linguisticamente romena e gostaria de aderir à União Europeia (UE).

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Ex-repúblicas soviéticas rejeitam documento contra sanções à Rússia

Num encontro de ministros do Exterior de 11 ex-repúblicas da União Soviética, o Azerbaijão, a Moldova, o Turcomenistão, a Ucrânia e o Usbequistão se recusaram a assinar um documento contra as sanções internacionais impostas à Rússia pelos Estados Unidos e a União Europeia em protesto contra a intervenção militar na Ucrânia, noticiaram no fim de semana as Rádios Europa Livre e Liberdade.

A Armênia, a Bielorrússia, o Casaquistão, o Quirguistão, a Rússia e o Tajiquistão firmaram o documento a ser apresentado à Organização sobre Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Com a anexação ilegal da Crimeia pela Rússia e a crise no Leste da Ucrânia, o antigo império interior soviético se divide. Uma parte apoia a Rússia e a outra se aproxima das posições do Ocidente.

Não participaram da reunião as três ex-repúblicas bálticas da URSS, Estônia, Letônia e Lituânia, e a Geórgia, derrotada pela Rússia em agosto de 2008 numa guerra para tentar retomar as regiões da Abecásia e da Ossétia do Norte, hoje entregues à máfia russa. O mesmo acontece na Crimeia.

É mais um golpe no sonho do protoditador do Kremlin, Vladimir Putin, de recriar um arremedo de URSS sob o nome de União Eurasiana. Das 15 ex-repúblicas, só cinco permanecem na órbita de Moscou.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Partidos pró-Europa formam governo na Moldova

Três partidos favoráveis à aproximação com o Ocidente e à adesão à União Europeia - o Partido Liberal-Democrata, o Partido Democrata e o Partido Liberal - aliaram-se ontem para formar o próximo governo da ex-república soviética da Moldávia, que mudou de nome para Moldova, anunciou a televisão estatal.

A coalizão terá 55 deputados, 23 do PLD, 19 do PD e 13 do PL, garantindo maioria no Parlamento. Uma comissão está preparando um programa de governo para os próximos quatro anos.

Como a Ucrânia, a Geórgia e outras ex-repúblicas soviéticas, a Moldova sofre intensa pressão da Rússia para manter a dependência em relação a Moscou. Ainda há tropas russas estacionadas na província da Transnístria, onde a população de origem russa luta pela independência, enquanto o país como um todo se identifica mais com a Romênia.

Por isso, os partidos da nova coalizão de governo ampliar o acordo de associação firmado com a UE rumo a uma adesão definitiva. Foi justamente isso que levou à intervenção militar ordenada pelo protoditador russo Vladimir Putin na ex-república soviética da Ucrânia.

Ontem, ao prestar contas ao Parlamento, Putin atribuiu a crise a uma reação negativa dos Estados Unidos e da Europa ao "ressurgimento da Rússia", e não a seus próprios erros como a anexação ilegal e ilegítima da região ucraniana da Crimeia, sem esquecer a violação do Memorando de Budapeste (1994), acordo pelo qual a Ucrânia entregou as armas nucleares que herdou da União Soviética a Moscou em troca de garantias de segurança.

Na televisão governista Russia Today, a queda do rublo se deve à baixa nos preços internacionais do petróleo e não às sanções impostas pelo Ocidente.

Quanto mais a Rússia ameaça, maior é o risco de isolamento. Com a crise econômica, a pressão sobre o Kremlin só tende a aumentar. A tendência de um líder autoritário como Putin é reagir atacando.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Parlamento Europeu aprova associação da Moldova

Por 535 a 94 votos, o Parlamento Europeu aprovou ontem um acordo de associação e de livre comércio com a ex-república soviética da Moldova. O acordo cobre todo o território do país, inclusive a região da Transnístria, onde há um movimento separatista apoiado pela Rússia.

Ao aprovar a associação, o Parlamento Europeu pediu à União Europeia que trabalhe ativamente para resolver a questão da Transnístria. Antes de entrar em vigor, o acordo precisa ser ratificado pelos parlamentos nacionais dos 28 países do bloco europeu.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Geórgia e Moldova vão fazer acordos com UE

Um dia depois da Moldova, outra ex-república soviética assediada por Vladimir Putin, a Geórgia, anunciou hoje que deve assinar um acordo de associação com a União Europeia em 27 de junho.

A Moldova assina na mesma data. São reações à intervenção militar da Rússia na Ucrânia, primeiro para anexar a península da Crimeia e depois para desestabilizar o Leste do país, onde grande parte da população fala russo.

domingo, 11 de maio de 2014

Moldova apreende listas de quem pede intervenção russa

A ex-república soviética da Moldova confiscou uma série de caixas com listas de assinaturas de residentes da Transnístria que querem uma intervenção militar de Moscou para que a região seja anexada à Rússia.

As caixas estavam em Quixinau, a capital da Moldova (antiga Moldávia), a bordo de um avião russo que levava o vice-primeiro-ministro Dimitri Rogozin, depois de uma visita à região separatista para festejar o Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial, na última sexta-feira.

Tanto a Romênia quanto a Ucrânia proibiram a passagem do avião de Rogozin por seus espaços aéreos.

Até hoje, nenhuma ex-república soviética conseguiu se libertar totalmente do jugo do Kremlin. A Ucrânia faz sua segunda revolução e está sob virtual intervenção militar da Rússia.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Transnístria pede reconhecimento à Rússia

Diante da intervenção militar da Rússia na Ucrânia, a Transnístria, uma região de maioria russa da ex-república soviética da Moldova, pediu às autoridades do Kremlin o reconhecimento de sua independência.

A esperança é que o presidente Vladimir Putin lance uma nova operação militar a pretexto de proteger os russos, como está fazendo na Ucrânia sem admitir publicamente, como se a revolta no Leste do país fosse espontânea. A Transnístria fica do outro lado, faz fronteira com o Oeste da Ucrânia, a região mais ocidentalizada. Mais um enclave russo cercaria a Ucrânia.

Ontem, durante conversas telefônicas com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, Putin alegou que "a Ucrânia está à beira da guerra civil".

Ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, o protoditador pediu que condene o governo provisório da Ucrânia por "desrespeitar os direitos e interesses dos russos". Mais um blefe. Tudo de acordo com seu plano de provocar uma reação armada para justificar uma invasão com os 40 mil soldados russos estacionados do outro lado da fronteira.

Até onde vai Putin? No discurso em que justificou a anexação da Crimeia, o protoditador russo lembrou o fim da União Soviética, que descreve como a "maior catástrofe geopolítica do século 20". Desde então, 25 milhões de russos passaram a ser estrangeiros nos países onde viviam.

Nesta lógica, deveria recriar a URSS. Os russos da Moldova entraram na fila para voltar à pátria-mãe.

terça-feira, 18 de março de 2014

Transnístria pede anexação à Rússia

A reintegração da Crimeia à Rússia se reflete em outras ex-repúblicas da União Soviética. O presidente do parlamento regional da Transnístria, Mikhail Burla, pediu oficialmente anexação à Rússia ao presidente da Duma do Estado, a Câmara do parlamento russo, Serguei Narichkin.

Em 2006, 97,2% dos eleitores do território votaram pela independência da Moldova e integração à Rússia. Cerca de 200 mil russos vivem na Transnístria, uma estreita faixa de terra entre o Rio Dniéster, no Leste da Moldova, e Oeste da Ucrânia.

Como na Ucrânia, quando a Moldova prepara-se para assinar um acordo de livre comércio com a União Europeia, as forças pró-Rússia se levantam.