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sexta-feira, 29 de abril de 2022

Ameaças da Rússia indicam dificuldade no campo de batalha

O ditador Vladimir Putin ameaçou retaliação com a velocidade de um raio, com armas nucleares, a quem interferir na guerra da Ucrânia. Em primeiro lugar, foi ele que invadiu um país independente e soberano, declarando que não tem o direito de existir, numa violação da carta das Nações Unidas e o direito internacional. 

Como todo ditador, Putin só entende a linguagem da força, mas as repetidas ameaças de usar armas nucleares são sinais de fraqueza. O ditador usa o poderio militar e nuclear para tentar restaurar o status de grande potência que o país perdeu com o fim da União Soviética. 

Nos últimos 14 anos, invadiu a Ucrânia duas vezes, a Geórgia em 8 de agosto de 2008, interveio na guerra civil da Síria a partir de 30 de setembro 2015 e enviou mercenários à África, para a Líbia, a República Centro-Africana, o Sudão e o Mali. 

O ministro do Exterior, Sergei Lavrov, acusa o Ocidente de travar uma guerra indireta com a Rússia ao armar a Ucrânia e alerta para o risco de uma escalada para um conflito nuclear. 

Putin quer declarar vitória em 9 de maio, quando a Rússia festeja a vitória da União Soviética sobre a Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial, em 1945. Mas o desempenho das Forças Armadas da Rússia está abaixo da expectativa. Meu comentário:

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Parlamento aprova novo governo da Moldova

Com os votos de 57 dos 101 deputados, o Parlamento da ex-república soviética da Moldova (antiga Moldávia) aprovou o governo liderado pelo primeiro-ministro Pavel Filip, acabando com um impasse político que vinha desde outubro de 2015, quando caiu o governo anterior em meio a um escândalo de corrupção, informou a Rádio Europa Livre.

Filip pertence ao Partido Democrático e era ministro das Telecomunicações desde 2011.

Do lado de fora do Parlamento, grupos políticos rivais como uma aliança oposicionista apoiada pela Rússia e o movimento pela adesão à União Europeia protestaram contra o novo governo exigindo a realização de novas eleições.

A Moldova tem uma população com a maioria de origem romena que gostaria de se juntar à Romênia, mas, como na maior parte das ex-repúblicas soviéticas, há um enclave de maioria russa, no caso a região da Transnístria, que prefere reforçar os laços com Moscou.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Parlamento Europeu aprova associação da Moldova

Por 535 a 94 votos, o Parlamento Europeu aprovou ontem um acordo de associação e de livre comércio com a ex-república soviética da Moldova. O acordo cobre todo o território do país, inclusive a região da Transnístria, onde há um movimento separatista apoiado pela Rússia.

Ao aprovar a associação, o Parlamento Europeu pediu à União Europeia que trabalhe ativamente para resolver a questão da Transnístria. Antes de entrar em vigor, o acordo precisa ser ratificado pelos parlamentos nacionais dos 28 países do bloco europeu.

domingo, 11 de maio de 2014

Moldova apreende listas de quem pede intervenção russa

A ex-república soviética da Moldova confiscou uma série de caixas com listas de assinaturas de residentes da Transnístria que querem uma intervenção militar de Moscou para que a região seja anexada à Rússia.

As caixas estavam em Quixinau, a capital da Moldova (antiga Moldávia), a bordo de um avião russo que levava o vice-primeiro-ministro Dimitri Rogozin, depois de uma visita à região separatista para festejar o Dia da Vitória na Segunda Guerra Mundial, na última sexta-feira.

Tanto a Romênia quanto a Ucrânia proibiram a passagem do avião de Rogozin por seus espaços aéreos.

Até hoje, nenhuma ex-república soviética conseguiu se libertar totalmente do jugo do Kremlin. A Ucrânia faz sua segunda revolução e está sob virtual intervenção militar da Rússia.

sábado, 10 de maio de 2014

Romênia fecha espaço aéreo para vice-primeiro-ministro da Rússia

A pedido dos Estados Unidos, a Romênia fechou seu espaço aéreo, negando passagem a um avião que transportava o vice-primeiro-ministro da Rússia, Dimitri Rogozin, de volta de uma viagem à região das Transnístria, parte da ex-república soviética da Moldova onde os russos são maioria e querem se unir a Moscou. A Ucrânia também impediu a passagem do avião.

Durante a Guerra Fria, a Romênia pertencia ao Bloco Soviético. Hoje, faz parte da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), duas organizações que o presidente russo, Vladimir Putin, considera associadas e hostis.

O governo romeno teme que a revolta insuflada pelo Kremlin na Ucrânia atinja a Transnístria, onde a comunidade russa local pede a separação da Ucrânia e a união com a Rússia.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Transnístria pede reconhecimento à Rússia

Diante da intervenção militar da Rússia na Ucrânia, a Transnístria, uma região de maioria russa da ex-república soviética da Moldova, pediu às autoridades do Kremlin o reconhecimento de sua independência.

A esperança é que o presidente Vladimir Putin lance uma nova operação militar a pretexto de proteger os russos, como está fazendo na Ucrânia sem admitir publicamente, como se a revolta no Leste do país fosse espontânea. A Transnístria fica do outro lado, faz fronteira com o Oeste da Ucrânia, a região mais ocidentalizada. Mais um enclave russo cercaria a Ucrânia.

Ontem, durante conversas telefônicas com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, Putin alegou que "a Ucrânia está à beira da guerra civil".

Ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, o protoditador pediu que condene o governo provisório da Ucrânia por "desrespeitar os direitos e interesses dos russos". Mais um blefe. Tudo de acordo com seu plano de provocar uma reação armada para justificar uma invasão com os 40 mil soldados russos estacionados do outro lado da fronteira.

Até onde vai Putin? No discurso em que justificou a anexação da Crimeia, o protoditador russo lembrou o fim da União Soviética, que descreve como a "maior catástrofe geopolítica do século 20". Desde então, 25 milhões de russos passaram a ser estrangeiros nos países onde viviam.

Nesta lógica, deveria recriar a URSS. Os russos da Moldova entraram na fila para voltar à pátria-mãe.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Putin promete a Merkel retirada parcial

Em conversa telefônica com a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, nesta segunda-feira, o presidente Vladimir Putin prometeu retirar parte das tropas da Rússia estacionadas perto da fronteira com a Ucrânia, como pedira na semana passada o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Merkel e Putin discutiram meios para estabilizar a Ucrânia e a região da Transnístria, uma parte da Moldova onde a maioria russa gostaria de se unir a Moscou.

O Ministério da Defesa ucraniano confirmou a retirada progressiva das tropas russas, atribuindo-a a negociações entre os EUA e a Rússia. Há quatro dias, havia pelo menos 100 mil soldados russos perto da fronteira da Ucrânia.

No sábado, durante encontro com o secretário de Estado americano, John Kerry, o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, garantiu não haver "absolutamente nenhuma intenção ou interesse" em invadir a Ucrânia, mas defendeu a adoção do federalismo pelo país vizinho. Isso permitiria a Moscou manter sua influência nas regiões de maioria russa.

terça-feira, 18 de março de 2014

Transnístria pede anexação à Rússia

A reintegração da Crimeia à Rússia se reflete em outras ex-repúblicas da União Soviética. O presidente do parlamento regional da Transnístria, Mikhail Burla, pediu oficialmente anexação à Rússia ao presidente da Duma do Estado, a Câmara do parlamento russo, Serguei Narichkin.

Em 2006, 97,2% dos eleitores do território votaram pela independência da Moldova e integração à Rússia. Cerca de 200 mil russos vivem na Transnístria, uma estreita faixa de terra entre o Rio Dniéster, no Leste da Moldova, e Oeste da Ucrânia.

Como na Ucrânia, quando a Moldova prepara-se para assinar um acordo de livre comércio com a União Europeia, as forças pró-Rússia se levantam.