Por 10 a 1, o Conselho Eleitoral Superior rejeitou hoje 19 petições da oposição para anular o referendo constitucional de 16 de abril de 2017 por desequilíbrio na campanha, fraudes na votação e apuração dos resultados, noticiou a agência turca Anadolu.
O presidente Recep Tayyip Erdogan e seu Partido da Justiça e do Desenvolvimento, no poder desde 2003, obtiveram 51,4% dos votos na consulta popular que transformou o regime político do país de parlamentarista em presidencialista e deu superpoderes ditatoriais ao chefe de Estado e agora também de governo.
A oposição e observadores internacionais da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) questionaram a legitimidade do referendo. O governo usou a máquina pública, inclusive os meios de comunicação estatais na campanha, e milhões de cédulas não estariam carimbadas.
Diante das denúncias de fraude, Erdogan mandou prender dezenas de oposicionistas que participaram de manifestações de protesto depois da divulgação dos resultados oficiais.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 19 de abril de 2017
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Crise derruba primeiro-ministro da Ucrânia
Sob pressão das ruas, o presidente Viktor Yanukovitch tinha oferecido o cargo à oposição, que não aceitou. Hoje o primeiro-ministro Mikola Azarov pediu demissão com todo o ministério. Horas antes, o Parlamento revogara leis que proibiam manifestações de protesto não autorizadas.
A oposição exige a saída de Yanukovitch, a antecipação da eleição presidencial e a introdução de um regime parlamentarista.
A oposição exige a saída de Yanukovitch, a antecipação da eleição presidencial e a introdução de um regime parlamentarista.
domingo, 27 de junho de 2010
Quirguistão faz plebiscito sobre parlamentarismo
Apesar da onda de violência que matou mais de 250 pessoas há duas semanas, a antiga república soviética do Quirguistão realiza hoje um plebiscito sobre uma reforma constitucional para introduzir o regime parlamentarismo.
O objetivo do governo interino, no poder há dois meses, desde que uma revolta derrubou o presidente Kurmanbek Bakiev, é fortalecer a democracia e o Parlamento, evitando a concentração de poderes no presidente.
A presidente interina, Roza Otunbayea, acusa Bakiev de ter fomentado a violência étnica contra a minoria usbeque para desestabilizar o governo provisório e impedir a realização da consulta popular.
O objetivo do governo interino, no poder há dois meses, desde que uma revolta derrubou o presidente Kurmanbek Bakiev, é fortalecer a democracia e o Parlamento, evitando a concentração de poderes no presidente.
A presidente interina, Roza Otunbayea, acusa Bakiev de ter fomentado a violência étnica contra a minoria usbeque para desestabilizar o governo provisório e impedir a realização da consulta popular.
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