A censura à Internet cresce no mundo inteiro e toma formas cada vez mais sofisticadas, indica uma pesquisa realizada pela OpenNet Initiative (Iniciativa Rede Aberta), formada por quatro universidades. Dos 41 países estudados, 26 filtram ou bloqueiam conteúdos oferecidos na rede mundial de computadores, especialmente informações sobre política, hábitos sociais, religião, segurança nacional e os sites de grupos separatistas ou radicais
Pela pesquisa realizada pelas universidades de Cambridge e Oxford, na Inglaterra; de Harvard, nos Estados Unidos; e de Toronto, no Canadá, os países investigados que mais censuram a Internet são China, Irã, Mianmar (Birmânia), Síria, Tunísia e Vietnã.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 19 de maio de 2007
quinta-feira, 15 de março de 2007
Censura à Internet está aumentando
A censura à internet avança rapidamente, sendo praticada em mais de metade de 40 país estudados numa pesquisa acadêmica transatlântica divulgada hoje pelo jornal inglês Financial Times.
O exemplo recente mais notório foi a decisão da Justiça da Turquia de bloquear o acesso ao YouTube por causa de comentários ofensivos sobre o fundador da república turca, Mustafá Kemal Atatürk, o grande herói nacional, insinuando que ele e seus companheiros eram homossexuais.
Após seis meses de pesquisas, a Iniciativa Rede Aberta - que reúne a Faculdade de Direito de Harvard e as universidades de Toronto, no Canadá, e Cambridge e Oxford, na Inglattera - concluiu que o uso da censura está aumentando. Cada vez mais países aprendem com a China, que aproveita os mais modernos recursos tecnológicos para tentar "orientar o pensamento" de seus 137 milhões de internautas.
Para realizar o trabalho, os pesquisadores tentaram ter acesso a mil sites de notícias e outros assuntos em cada um dos 40 países examinados.
Entre os países que mais censuram a Internet, estão, além da China, a Arábia Saudita, Mianmar, a Tunísia, o Usbequistão e o Zimbábue.
O exemplo recente mais notório foi a decisão da Justiça da Turquia de bloquear o acesso ao YouTube por causa de comentários ofensivos sobre o fundador da república turca, Mustafá Kemal Atatürk, o grande herói nacional, insinuando que ele e seus companheiros eram homossexuais.
Após seis meses de pesquisas, a Iniciativa Rede Aberta - que reúne a Faculdade de Direito de Harvard e as universidades de Toronto, no Canadá, e Cambridge e Oxford, na Inglattera - concluiu que o uso da censura está aumentando. Cada vez mais países aprendem com a China, que aproveita os mais modernos recursos tecnológicos para tentar "orientar o pensamento" de seus 137 milhões de internautas.
Para realizar o trabalho, os pesquisadores tentaram ter acesso a mil sites de notícias e outros assuntos em cada um dos 40 países examinados.
Entre os países que mais censuram a Internet, estão, além da China, a Arábia Saudita, Mianmar, a Tunísia, o Usbequistão e o Zimbábue.
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