Os três homens-bomba que se detonaram há dois dias no Aeroporto Ataturk, em Istambul, a maior cidade da Turquia, vieram de ex-repúblicas da União Soviética, informou hoje a televisão pública britânica BBC citando como fonte funcionários do governo turco.
Os três terroristas suicidas eram da Quirguistão, do Usbequistão e da república muçulmana do Daguestão, parte da Federação Russa no Norte da região do Cáucaso.
Até agora, nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado, atribuído pelas autoridades da Turquia à milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que tem recrutado voluntários na antiga URSS.
Hoje a polícia turca prendeu 13 suspeitos nas cidades de Istambul e Esmirna. O total de mortos no ataque ao aeroporto subiu para 43, com mais de 230 feridos.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 30 de junho de 2016
Terroristas do aeroporto de Istambul vieram de ex-repúblicas soviéticas
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domingo, 12 de setembro de 2010
Polícia russa mata sete rebeldes no Cáucaso
A polícia da Rússia matou hoje sete rebeldes muçulmanos na república do Daguestão, que faz parte da Federação Russa, em meio a uma nova onda de violência extremista no Norte do Caúcaso.
Os policiais reagiram à morte do comissário que comandava o combate ao extremismo muçulmano na região. Horas depois que Gapal Gadjiev foi baleado dentro do próprio carro, a polícia cercou uma casa suspeita na periferia de Makhachkala, a capital do Daguestão.
Há quatro dias, uma explosão de carro-bomba atribuída a islamita radicais matou 17 pessoas e feriu outras 100 na vizinha república da Ossétia do Norte.
A Rússia travou duas guerras na vizinha Chechênia, adotando uma política de terra arrasada. Defensores dos direitos humanos acreditam que a pobreza, a corrupção e a violência das forças de segurança da Rússia acabam estimulando a revolta muçulmana.
Os policiais reagiram à morte do comissário que comandava o combate ao extremismo muçulmano na região. Horas depois que Gapal Gadjiev foi baleado dentro do próprio carro, a polícia cercou uma casa suspeita na periferia de Makhachkala, a capital do Daguestão.
Há quatro dias, uma explosão de carro-bomba atribuída a islamita radicais matou 17 pessoas e feriu outras 100 na vizinha república da Ossétia do Norte.
A Rússia travou duas guerras na vizinha Chechênia, adotando uma política de terra arrasada. Defensores dos direitos humanos acreditam que a pobreza, a corrupção e a violência das forças de segurança da Rússia acabam estimulando a revolta muçulmana.
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