O governo da Etiópia prometeu reduzir barreiras protecionistas para atrair investimentos estrangeiros para o setor de mineração. É mais uma medida liberalizante do presidente Abiy Ahmed, ganhador do Prêmio Nobel da Paz deste ano por acabar com a guerra com a Eritreia.
Embora não se conheçam os detalhes da proposta, faz parte de uma ampla política de liberalização e abertura de vários setores da economia ao capital estrangeiro. A mineração é o último setor de uma abertura que começou por telecomunicações, logística e finanças.
A Etiópia, um dos países que mais cresceram no mundo nos últimos anos, têm grandes jazidas de ouro e outros metais preciosos, mas barreiras tarifárias e a incerteza política afastaram possíveis investimentos de grande empresas transnacionais.
Com a abertura política, a libertação de presos de consciência e a legalização de partidos e movimentos antes clandestinos, aumentaram as pressões separatistas de minorias étnicas, como é comum na África. Abiy Ahmed precisa fortalecer a economia e aumentar o bem-estar social para consolidar o poder.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 28 de novembro de 2019
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Presidente do México liberaliza leis sobre maconha
O presidente Enrique Peña Nieto propôs hoje a legalização de medicamentos baseados em maconha e o aumento da quantidade que os usuários da droga podem portar legalmente no México. Condenados por pequenos crimes de porte e uso de maconha serão libertados, informa a agência Reuters, citada pelo jornal digital The Huffington Post.
Desde que o presidente Felipe Calderón (2006-12), do direitista Partido de Ação Nacional (PAN) declarou guerra às máfias do tráfico de drogas para os Estados Unidos, mais 165 mil pessoas foram mortas.
Enquanto alguns estados americanos (Alasca, Colorado, Oregon, Washington e Distrito de Colúmbia) legalizavam o uso recreativo da maconha, os mexicanos continuam se matando para traficar drogas para os EUA.
Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI) era contra a liberalização das drogas. Cedeu à realidade.
"Nosso país sofreu os efeitos danosos do crime organizado ligado às drogas. Afortunadamente, um novo consenso global ganha força gradualmente para uma reforma no regime internacional de drogas", declarou o presidente na Cidade do México. "Em vez de incriminar os consumidores, vamos oferecer alternativas e oportunidades."
Em novembro de 2015, por 4 a 1, o Supremo Tribunal Federal do México decidiu que os cidadãos mexicanos têm o direito de cultivar e transportar maconha para uso pessoal e recreativo. A quantidade permitida era 5 gramas por adulto. Agora, o limite sobe para uma onça de 28 gramas.
A deputada Cristina Díaz, do PRI, apresentou um projeto de lei autorizando a importação de produtos medicinais a base de maconha. Deve ser aprovado em maio.
O Partido da Revolução Democrática (PRD), de esquerda, é a favor da legalização imediata do uso recreativo. O PRI e a coligação esquerdista Morena defenderam a convocação de um plebiscito, enquanto o PAN se limitou a propor um debate sobre o assunto.
Se a maconha for legalizada, a corretora de investimentos privados Privateer Holdings estima que o mercado mexicano movimentará US$ 1,7 bilhão por ano entre os usos medicinal e recreativo.
Desde que o presidente Felipe Calderón (2006-12), do direitista Partido de Ação Nacional (PAN) declarou guerra às máfias do tráfico de drogas para os Estados Unidos, mais 165 mil pessoas foram mortas.
Enquanto alguns estados americanos (Alasca, Colorado, Oregon, Washington e Distrito de Colúmbia) legalizavam o uso recreativo da maconha, os mexicanos continuam se matando para traficar drogas para os EUA.
Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI) era contra a liberalização das drogas. Cedeu à realidade.
"Nosso país sofreu os efeitos danosos do crime organizado ligado às drogas. Afortunadamente, um novo consenso global ganha força gradualmente para uma reforma no regime internacional de drogas", declarou o presidente na Cidade do México. "Em vez de incriminar os consumidores, vamos oferecer alternativas e oportunidades."
Em novembro de 2015, por 4 a 1, o Supremo Tribunal Federal do México decidiu que os cidadãos mexicanos têm o direito de cultivar e transportar maconha para uso pessoal e recreativo. A quantidade permitida era 5 gramas por adulto. Agora, o limite sobe para uma onça de 28 gramas.
A deputada Cristina Díaz, do PRI, apresentou um projeto de lei autorizando a importação de produtos medicinais a base de maconha. Deve ser aprovado em maio.
O Partido da Revolução Democrática (PRD), de esquerda, é a favor da legalização imediata do uso recreativo. O PRI e a coligação esquerdista Morena defenderam a convocação de um plebiscito, enquanto o PAN se limitou a propor um debate sobre o assunto.
Se a maconha for legalizada, a corretora de investimentos privados Privateer Holdings estima que o mercado mexicano movimentará US$ 1,7 bilhão por ano entre os usos medicinal e recreativo.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Legalização da maconha entra em vigor no Alasca e na capital dos EUA
A partir da zero hora de hoje, é legal fumar maconha em Washington, a capital dos Estados Unidos. Há dois dias, o uso recreativo da droga foi liberado também no estado do Alasca. O Colorado e o estado de Washington legalizaram a maconha há mais de um ano. Vinte e oito estados já aceitam o uso medicinal da erva e de substâncias derivadas da planta.
O consumo em público continua proibido no Alasca. A punição é uma multa de US$ 100. No Distrito de Colúmbia, a venda de maconha continua sendo ilegal. Adultos de mais de 21 anos podem consumir a droga, possuir até duas onças e cultivar até seis plantas para uso pessoal.
Como o Distrito de Colúmbia, o distrito federal dos EUA, não tem uma câmara legislativa e está sujeito à supervisão do Senado, alguns senadores conservadores tentam bloquear a legalização.
No Colorado, o primeiro estado a liberar a maconha, não houve o aumento da criminalidade previsto pelos adversários da proposta. Não houve mais mortes, mais crimes violentos nem mais acidentes de trânsito. Portugal descriminalizou todas as drogas em 2001 e também não sofreu consequências negativas.
Enquanto isso, na América Latina, continua a guerra contra as drogas fomentada pelos EUA, que só no México causou mais de 60 mil mortes nos últimos sete anos.
O consumo em público continua proibido no Alasca. A punição é uma multa de US$ 100. No Distrito de Colúmbia, a venda de maconha continua sendo ilegal. Adultos de mais de 21 anos podem consumir a droga, possuir até duas onças e cultivar até seis plantas para uso pessoal.
Como o Distrito de Colúmbia, o distrito federal dos EUA, não tem uma câmara legislativa e está sujeito à supervisão do Senado, alguns senadores conservadores tentam bloquear a legalização.
No Colorado, o primeiro estado a liberar a maconha, não houve o aumento da criminalidade previsto pelos adversários da proposta. Não houve mais mortes, mais crimes violentos nem mais acidentes de trânsito. Portugal descriminalizou todas as drogas em 2001 e também não sofreu consequências negativas.
Enquanto isso, na América Latina, continua a guerra contra as drogas fomentada pelos EUA, que só no México causou mais de 60 mil mortes nos últimos sete anos.
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