Mostrando postagens com marcador proibição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador proibição. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Hoje na História do Mundo: 28 de Outubro

ESTÁTUA DA LIBERDADE 

    Em 1886, durante cerimônia presidida pelo presidente Glover Cleveland, a última peça da Estátua da Liberdade é encaixada, concluindo a obra que saúda os visitantes na entrada do porto de Nova York, nos Estados Unidos.

A Estátua da Liberdade é um presente da França para marcar a amizade e a aliança franco-norte-americana na Guerra da Independência dos EUA, que termina em 1783 com o Tratado de Paris.

A ideia é do historiador francês Edouard de Laboulaye. O projeto da Liberdade Iluminando o Mundo é do escultor francês Frédéric-Auguste Bartholdi. É uma estátua de mulher com o braço direito erguido e uma tocha na mão, com 46 metros de altura.

A estrutura para sustentar tudo isso é de Eugène-Emmanuel Viollet-le-Duc e Alexandre-Gustave Eiffel, que criou a Torre Eiffel, em Paris.

O Congresso aprova em fevereiro de 1877 o uso da Ilha de Bedloe para instalar a estátua. Ela fica pronta na França em maio de 1884. Três meses depois, os norte-americanos lançam a pedra fundamental.

A estátua de cobre chega ao porto de Nova York em mais de 200 caixas em junho de 1885. A montagem terminou nesta data.

ALEMÃES SE AMOTINAM

    Em 1918, no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), marinheiros da Frota do Alto Mar do Império da Alemanha se recusam a receber ordens do almirantado para lançar mais um ataque contra a poderosa Marinha Real britânico, refletindo a frustração e o moral baixo das forças das Potências Centrais.

Diante da derrota inevitável, os império Alemão, Austro-Húngaro e Otomano negociavam um armistício com os aliados (Estados Unidos, França e Reino Unido). A Rússia sai da guerra depois das revoluções de 1917 e a Bulgária se rende em setembro 

Humilhado pela derrota, o comandate da Marinha alemã, almirante Reinhardt Scheer, decide lançar um último ataque para restaurar o prestígio das Forças Armadas da Alemanha.

"Uma batalha honorável, mesmo que seja uma luta até a morte, vai lançar as sementes da nova Marinha da Alemanha no futuro. Não há futuro para uma Marinha atormentada por uma paz sem honra", declarou Scheer.

Sem avisar o chanceler (primeiro-ministro) Max von Baden, ele ordena aos navios que zarpem em 28 de outubro. Os marinheiros acham que é uma missão suicida e resistam. Recebem a ordem cinco vezes e a rejeitam.

Cerca de mil amotinados são presos. A frota imperial alemã fica paralisada, primeiro na base naval de Kiel. Em novembro, o movimento se espalha por Hamburgo, Bremen, Lübeck e Munique.

A bancada social-democrata no Reichstag proclama a república em 9 de novembro. O kaiser Guilherme II abdica. A guerra acaba às 11h de 11 de novembro de 1918.

LEI SECA

    Em 1919, o Congresso derruba o veto do presidente Woodrow Wilson à Lei Volstead, que regulamenta a 18ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos e impõe a Lei Seca, proibindo a fabricação, distribuição e consumo de bebidas alcoólicas.

O movimento contra as bebidas alcoólicas começa no início do século 19 e ganha força no fim do século 19. A emenda é aprovada em dezembro de 1917 e ratificada por três quartos dos estados, como exige a Constituição dos EUA, em janeiro de 1919.

Nove meses depois, a Lei Volstead regulamenta sua aplicação, inclusive a criação de uma unidade especial do Departamento do Tesouro. A proibição nunca funcionou e criou um mercado negro em que prosperou o crime organizado.

Em 1933, a 21ª Emenda acaba com a proibição.

MARCHA SOBRE ROMA

    Em 1922, uma manifestação de massa e um golpe de Estado levam ao poder na Itália o Partido Nacional Fascista, liderado por Benito Mussolini.

Quando os militantes fascistas e os paramilitares conhecidos como camisas-pretas entram na capital italiana na Marcha sobre Roma, o primeiro-ministro Luigi Facta tenta declarar estado de sítio, mas o rei Victor Emmanuel III não deixa. No dia seguinte, o rei nomeia Mussolini primeiro-ministro.

É o início de uma era de perseguição, tortura, assassinatos políticos, aliança com o Nazismo, leis de pureza racial, guerra e derrota.

ITÁLIA INVADE A GRÉCIA

    Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o ditador Benito Mussolini surpreende até o aliado Adolf Hitler e invade a Grécia numa empreitada militar desastrosa.

A Guerra Greco-Italiana é um conflito armado dentro da Segunda Guerra Mundial. Dura 5 meses, 3 semanas e 5 dias, até 23 de abril de 1941. Termina com a vitória da Grécia.

A Itália Fascista declara guerra à França e ao Reino Unido em junho de 1940. Invade a França, o Egito e a Somalilândia, colônia britânica antes de atacar a Grécia.

Depois de uma série de provocações, a Itália afunda o navio de cruzeiro grego Elli em 15 de agosto. Em 28 de outubro, Mussolini dá um ultimato, exigindo parte do território da Grécia, e o primeiro-ministro Ioannis Metaxas rejeita.

A Itália lança a invasão com tropas do Exército Real estacionadas na Albânia. Com o apoio da Força Aérea Real britânica, param a ofensiva italiana em meados de novembro e fazem um contra-ataque que ocupa uma parte do Sul da Albânia, onde o conflito entra num impasse.

"É a primeira derrota das forças do Eixo", observa o historiador Mark Mazower. Diante do fracasso de Mussolini, Hitler intervém.

Depois que a Bulgária adere ao Eixo, em 1º de março de 1941, a Alemanha Nazista invade o Norte da Grécia, em 6 de abril. A Grécia se rende. É ocupada por forças alemãs, italianas e búlgaras.

Em 20 de agosto de 1944, o Exército Vermelho da União Soviética invade a Romênia. Três dias depois, o rei Michael demite o primeiro-ministro colaboracionista, marechal Ion Antonescu, e declara guerra à Alemanha.

Neste dia, 23 de agosto, Hitler diz ao comandante militar alemão nos Bálcãs que, perdida a Romênia, não havia mais sentido em manter a ocupação da Grécia.

A Alemanha Nazista se retira de Atenas em 12 de outubro. As primeiras forças britânicas chegam à capital grega em 14 de outubro. Quatro dias depois, o governo da Grécia no exílio volta ao poder.

domingo, 18 de novembro de 2018

Deputado democrata quer proibir fuzis de guerra nos EUA

Depois de mais de 300 massacres a tiros nos Estados Unidos neste ano, o deputado democrata Eric Swalwell, eleito na região da Baía de São Francisco, uma das mais progressistas do país, propôs em artigo publicado meses atrás no jornal USA Today a proibição de fuzis de assalto, a compra dos que estiverem em poder da população e o confisco dos que resistirem. Agora, pretende apresentar um projeto de lei nesse sentido.

Sua proposta se inspira na legislação da Austrália para conter a violência com armas de fogo. O deputado e ex-procurador estima o custo em US$ 15 bilhões, mas considera "um investimento em nosso direito mais importante, o direito à vida" para mudar a cultura americana de posse de armas de fogo.

Quando era procurador, Swalwell, conseguiu condenar a 65 anos de prisão Dreshawn Lee. Ele matou por vingança, em Oakland, na Califórnia, em 2009, o segurança Gary Johnson, três meses depois de ser denunciado à polícia por andar com uma arma de cano serrado. Até hoje, a autópsia de Gary o assombra.

Um fuzil de assalto semiautomático é uma arma de guerra. Suas balas atingem uma velocidade três vezes maior do que um tiro de uma pistola de 9 milímetros. Produzem lesões devastadoras em tecidos, órgãos e vasos sanguíneos, provocando hemorragias capazes de matar alvejando qualquer parte do corpo.

Gary não teve a menor chance, observa o deputado, nem as 20 crianças e oito adultos mortos na escola primária Sandy Hook, in Newtown, no estado de Connecticut, em 14 de dezembro de 2012; nem 49 frequentadores da boate Pulse, em Orlando, na Flórida, fuzilados em 12 de junho de 2016; nem os 59 mortos durante um concerto de música sertaneja em Paradise, na Grande Las Vegas, no estado de Nevada, em 1º de outubro de 2017; nem os 17 massacrados na escola secundária Marjorie Stone Douglas, em Parkland, na Flórida, em 14 de fevereiro de 2018; ou as quatro vítimas fatais na lanchonete Waffle House, em Nashville, no Tennessee, em 22 de abril de 2018.

"No entanto, podemos dar a nós mesmos e a nossas crianças a chance que essas vítimas não tiveram. Podemos finalmente agir para tirar armas de guerra de nossas ruas de uma vez por todas", defende o deputado, membro da Comissão de Justiça e da Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes.

Salwell quer a proibição total destas armas: "Restabelecer a proibição de armas de guerra que estava em vigor de 1994 a 2004 proibiria a produção e a venda, mas não afetaria a posse das armas já existentes. Isto deixaria milhões de armas de assalto em nossas comunidades por décadas."

Tais armas só poderiam seriam restritas à polícia e a clubes de tiro: "Em vez disso, devemos proibir as armas de assalto militares semiautomáticas, comprar as armas de quem quiser cumprir a lei e processar criminalmente quem quiser desafiar a lei e manter suas armas."

Quando a Suprema Corte reafirmou, em 2008, o direito individual de portar armas para autodefesa garantido pela Segunda Emenda à Constituição dos EUA, argumenta o deputado, o ministro-relator Antonin Scalia declarou que este direito "não é ilimitado" e "não é o direito de possuir e portar qualquer arma, de qualquer maneira e para qualquer propósito".

Desde então, quatro tribunais federais de recursos mantiveram proibições a armas de assalto. "Há muitas outras armas disponíveis para autodefesa" e "o perigo que armas de assalto representam é uma razão legítima para estados e municípios as proibirem", escreveu Salwell.

Na Austrália, depois de um massacre de 35 pessoas com armas semiautomáticas, em abril de 1996, o governo proibiu seu uso e comprou 643.726 armas pelo valor de mercado por US$ 230 milhões pela cotação da época. O custo foi coberto por um imposto temporário de 0,2% do seguro nacional de saúde pública.

Nos EUA, o deputado estima que haja 15 milhões de armas de assalto em poder do público. A US$ 1 mil por fuzil de guerra, seriam necessários US$ 15 bilhões. Como o gasto do governo federal dos EUA é de US$ 4 trilhões por ano, seriam apenas 0,325% do total.

Ao mesmo tempo, os cortes de impostos do governo Donald Trump, que beneficiam sobretudo as grandes empresas e os riscos, devem aumentar a dívida pública em US$ 1,9 trilhão em uma década.

"Considerem isso um investimento para acabar com a carnificina, o sofrimento e a perda", concluiu o deputado. "Resolver nosso problema requer ousadia e vai custar caro, mas o custo de deixar como está será muito maior para nossos bolsos e nossas consciências."

sábado, 24 de novembro de 2012

Governo Obama não indica se veta liberação da maconha

Quando a Califórnia realizou um plebiscito sobre a legalização da maconha para maiores de 21 anos, há dois anos, o ministro da Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, advertiu que a lei federal que proíbe a droga seria aplicada "vigorosamente". A proposta foi derrotada por 53,5% a 46,5%. Agora, depois que os estados de Washington e do Colorado aprovaram o uso recreativo da droga por 55% a 45%, o governo Barack Obama mantém o silêncio.

"Deixem-me deixar claro que o Departamento de Justiça se opõe fortemente à Proposição 19", escreveu em 2010 o ministro, advertindo que a lei federal tem supremacia sobre leis estaduais, em resposta a uma carta de agentes aposentados da DEA (Drug Enforcement Agency), a agência de repressão às drogas, preocupados com a legalização da maconha.

Desta vez, diante de uma provocação igual, o Departamento da Justiça ficou em silêncio até agora, observa o sítio da companhia jornalística McClatchy Newspapers, que edita o jornal The Miami Herald. Faltando duas semanas para que as novas leis entrem em vigor em Washington e no Colorado, os promotores e procuradores estão encerrando os processos criminais envolvendo a droga.

É a primeira tentativa de legalização desde que a maconha foi proibida nos EUA há 75 anos. No ano passado, estima-se que 30 milhões de americanos tenham usado ilegalmente a droga, autorizada para "uso médico" em 18 estados e no Distrito de Colúmbia.

Mais de 850 mil pessoas são presas por ano por crimes relativos à maconha. Cerca de 500 mil cumprem pena por uso ou tráfico de drogas. Como cada preso custa US$ 60 mil por ano, são US$ 30 bilhões ao todo, observa um blogueiro do jornal The New York Times.