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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 17 de Junho

NOVA ALBION

    Em 1579, ao dar a volta ao mundo, o corsário Sir Francis Drake é o primeiro a reivindicar parte do que hoje é território dos Estados Unidos para a coroa da Inglaterra.

Drake zarpa em 13 de dezembro de 1577 para atacar possessões espanholas no Oceano Pacífico, mas só um dos cinco navios passa pelo Cabo dos Chifres, o lugar mais perigoso da navegação mundial, no extremo sul da América do Sul.

Depois de saquear colônias espanholas na costa do Pacífico, Drake ancora um pouco ao norte da Baía de São Francisco, na Califórnia, e chama o território de Nova Albion.

O corsário da rainha Elizabeth I fica um mês na Califórnia reparando o navio e segue até onde hoje é o estado de Washington em busca de uma passagem ao norte para o Oceano Atlântico. 

Sem sucesso, atravessa os oceanos Pacífico e Índico e dá a volta no Cabo da Boa Esperança para chegar a Plymouth, na Inglaterra, em 26 de setembro de 1580. 

A frota do português Fernão de Magalhães é a primeira a ar a volta ao mundo, em 1519-22, a serviço da coroa espanhola, mas ele morre em Cebu, nas Filipinas, em 27 de abril de 1521. Drake é o primeiro capitão a completar a volta ao mundo.

ESTÁTUA DA LIBERDADE

    Em 1885, a Estátua da Liberdade, um presente da França aos Estados Unidos, chega desmontada ao porto de Nova York.

São 350 peças de cobre e ferro embaladas em 200 caixas. A estátua é inaugurada no ano seguinte pelo presidente Grover Cleveland.

O projeto é do arquiteto francês Frederic-Auguste Bartholdi, que teria usado a mãe como modelo, e do engenheiro Gustave Eiffel, o mesmo da torre com seu nome, que é o símbolo de Paris.

A França é a mais antiga aliada dos EUA. Como inimiga do Império Britânico, apoia os colonos norte-americanos na Guerra da Independência. Em contrapartida, os norte-americanos apoiam a Revolução Francesa e a proclamação da República.

Por ironia da história, um revolucionário britânico luta pela independência dos EUA e pela Revolução Francesa. Tom Paine escreve Semente do Homem, livro que leva as 13 colônias a declarar independência, é deputado da Assembleia Nacional da França e o primeiro a falar em Revolução Americana, em 1795.

GUERRA COMERCIAL DEPRESSIVA

    Em 1930, o presidente Herbert Hoover sanciona a Lei de Tarifas Smoot-Hawley, que aumenta as tarifas de importação sobre mais de 20 mil produtos para proteger a economia dos Estados Unidos.

As segundas tarifas mais altas da história americana, inferiores apenas às de 1828, deflagram uma guerra comercial. 

Ao agravar a crise financeira desencadeada pelo colapso da Bolsa de Valores de Nova York em 24 de outubro de 1929, o protecionismo e as retaliações de outros países causam uma queda de 67% no comércio exterior dos EUA e levam à Grande Depressão (1929-39), principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

URSS INVADE A LETÔNIA

    Em 1940, o Exército Vermelho da União Soviética invade a Letônia, que assim como os outros dois pequenos países bálticos, a Estônia e a Lituânia, é anexada por Josef Stalin e se torna uma república soviética.

A Letônia declara independência em 18 de novembro de 1918, depois das Revoluções de 1917 na Rússia. Em 11 de agosto de 1920, faz um acordo de paz com a Rússia Soviética.

Assim como a divisão da Polônia, a anexação dos países bálticos pela URSS é consequência do Pacto Germano-Soviético, o pacto de não agressão fechado por Adolf Hitler e Josef Stalin em 23 de agosto de 1939, nove dias antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Em 1989, na Era Mikhail Gorbachev, a URSS repudia o acordo com Hitler e a Letônia inicia o processo para recuperar a independência.

FRANÇA FORMALIZA RENDIÇÃO

    Em 1940, a França formaliza a rendição à Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O marechal Henri Pétain substitui Paul Reynaud como primeiro-ministro francês e anuncia a intenção de negociar um armistício com os nazistas. O ditador nazista Adolf Hitler retira de um museu o vagão de trem onde a Alemanha assinou a rendição na Primeira Guerra Mundial (1914-18) e faz questão de que a França assine a rendição nele, indicando que uma guerra é a continuação da outra. Herói da Primeira Guerra Mundial, Pétain chefia um governo colaboracionista durante a ocupação.

No dia seguinte, o general Charles de Gaulle faz um pronunciamento em Londres transmitido pela BBC conclamando os franceses a continuar lutando contra os nazistas. 

Os aliados invadem a região da Normandia, no Noroeste da França, em 6 de junho de 1944 e libertaram Paris em 25 de agosto do mesmo ano.

Pétain e Pierre Laval, um fascista que se torna o homem-forte do regime colaboracionista em 1942, fogem sob a cobertura dos nazistas, mas são presos e condenados à morte por traição. De Gaulle comuta a pena de Pétain para prisão perpétua. Ele morre em 1951.

INVASÃO DO EDIFÍCIO WATERGATE

    Em 1972, cinco homens são presos sob a acusação da invadir a sede do Comitê Nacional do Partido Democrata, no Edifício Watergate, em Washington.

É o início do Escândalo de Watergate, que derruba o presidente Richard Nixon e faz hoje 54 anos.

Três são exilados cubanos, um cubano-americano e o outro um ex-agente da CIA (Agência Central de Inteligente). Com eles, são encontrados equipamentos sofisticados de telecomunicações que seriam usados para espionar o maior partido de oposição tendo em vista as eleições de 1972.

A presença de advogados caros chama a atenção do repórter Carl Bernstein, do jornal The Washington Post. Com seu colega Bob Woodward, o Post descobre que os cinco faziam parte da turma de encanadores da Casa Branca, o que os leva ao presidente e vários ministros. 

Nixon cai por mentir e tentar obstruir a Justiça depois que a Suprema Corte o obriga a entregar as fitas com as gravações do Salão Oval da Casa Branca. Renuncia em 9 de agosto de 1974 para escapar de um processo de impeachment. Todos os ministros envolvidos são presos. Nixon recebe perdão do presidente Gerald Ford.

ESTE BLOG DEPENDE DA AJUDA DE SEUS LEITORES. CONTRIBUIÇÕES VIA PIX PELO CNPJ 25.182.225/0001-37 

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 28 de Outubro

 ESTÁTUA DA LIBERDADE 

    Em 1886, durante cerimônia presidida pelo presidente Glover Cleveland, a última peça da Estátua da Liberdade é encaixada, concluindo a obra que saúda os visitantes e os imigrantes na entrada do porto de Nova York, nos Estados Unidos.

A Estátua da Liberdade é um presente da França para marcar a amizade e a aliança franco-norte-americana na Guerra da Independência dos EUA, que termina em 1783 com o Tratado de Paris.

A ideia é do historiador francês Edouard de Laboulaye. O projeto da Liberdade Iluminando o Mundo é do escultor francês Frédéric-Auguste Bartholdi. É uma estátua de mulher com o braço direito erguido e uma tocha na mão, com 46 metros de altura.

A estrutura para sustentar tudo isso é de Eugène-Emmanuel Viollet-le-Duc e Alexandre-Gustave Eiffel, que criou a Torre Eiffel, em Paris.

O Congresso aprova em fevereiro de 1877 o uso da Ilha de Bedloe para instalar a estátua. Ela fica pronta na França em maio de 1884. Três meses depois, os norte-americanos lançam a pedra fundamental.

A estátua de cobre chega ao porto de Nova York em mais de 200 caixas em junho de 1885. A montagem termina nesta data.

ALEMÃES SE AMOTINAM

    Em 1918, no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), marinheiros da Frota do Alto Mar do Império da Alemanha se recusam a receber ordens do almirantado para lançar mais um ataque contra a poderosa Marinha Real britânica, refletindo a frustração e o moral baixo das forças das Potências Centrais.

Diante da derrota inevitável, os impérios Alemão, Austro-Húngaro e Otomano negociam um armistício com os aliados (Estados Unidos, França e Reino Unido). A Rússia sai da guerra depois das revoluções de 1917 e a Bulgária se rende em 29 de setembro de 1918. 

Humilhado pela derrota, o comandante da Marinha alemã, almirante Reinhardt Scheer, decide lançar um último ataque para restaurar o prestígio das Forças Armadas da Alemanha.

"Uma batalha honorável, mesmo que seja uma luta até a morte, vai lançar as sementes da nova Marinha da Alemanha no futuro. Não há futuro para uma Marinha atormentada por uma paz sem honra", declarou Scheer.

Sem avisar o chanceler (primeiro-ministro) Max von Baden, ele ordena aos navios que zarpem em 28 de outubro. Os marinheiros acham que é uma missão suicida e resistem. Recebem a ordem cinco vezes e a rejeitam.

Cerca de mil amotinados são presos. A frota imperial alemã fica paralisada, primeiro na base naval de Kiel. Em novembro, o movimento se espalha por Hamburgo, Bremen, Lübeck e Munique.

A bancada social-democrata no Reichstag proclama a república em 9 de novembro. O kaiser Guilherme II abdica. A guerra acaba às 11h de 11 de novembro de 1918.

LEI SECA

    Em 1919, o Congresso derruba o veto do presidente Woodrow Wilson à Lei Volstead, que regulamenta a 18ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos e impõe a Lei Seca, proibindo a fabricação, a distribuição e o consumo de bebidas alcoólicas.

O movimento contra as bebidas alcoólicas começa no início do século 19 e ganha força no fim do século 19. A emenda é aprovada em dezembro de 1917 e ratificada por três quartos dos estados, como exige a Constituição dos EUA, em janeiro de 1919.

Nove meses depois, a Lei Volstead regulamenta sua aplicação, inclusive a criação de uma unidade especial do Departamento do Tesouro. A proibição não funciona e cria um mercado negro em que prospera o crime organizado.

Em 1933, a 21ª Emenda acaba com a proibição.

MARCHA SOBRE ROMA

    Em 1922, uma manifestação de massa e um golpe de Estado levam ao poder na Itália o Partido Nacional Fascista, liderado por Benito Mussolini.

Quando os cerca de 30 mil militantes fascistas e os paramilitares conhecidos como camisas-pretas entram na capital italiana na Marcha sobre Roma, o primeiro-ministro Luigi Facta tenta declarar estado de sítio, mas o rei Victor Emmanuel III não deixa. Mussolini está pronto para fugir se for decretado estado de sítio. No dia seguinte, o rei nomeia Mussolini primeiro-ministro.

É o início de uma era de perseguição, tortura, assassinatos políticos, aliança com o Nazismo, leis de pureza racial, guerra e derrota na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Mussolini é executado no fim da guerra por guerrilheiros de esquerda da resistência italiana.

ITÁLIA INVADE A GRÉCIA

    Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o ditador Benito Mussolini surpreende até o aliado Adolf Hitler e invade a Grécia numa empreitada militar desastrosa.

A Guerra Greco-Italiana é um conflito armado dentro da Segunda Guerra Mundial. Dura 5 meses, 3 semanas e 5 dias, até 23 de abril de 1941. Termina com a vitória da Grécia.

A Itália Fascista declara guerra à França e ao Reino Unido em junho de 1940. Invade a França, o Egito e a Somalilândia, uma colônia britânica, antes de atacar a Grécia.

Depois de uma série de provocações, a Itália afunda o navio de cruzeiro grego Elli em 15 de agosto. Em 28 de outubro, Mussolini dá um ultimato, exigindo parte do território da Grécia, e o primeiro-ministro Ioannis Metaxas rejeita.

A Itália lança a invasão com tropas do Exército Real estacionadas na Albânia. Com o apoio da Força Aérea Real britânica, os gregos param a ofensiva italiana em meados de novembro e fazem um contra-ataque que ocupa uma parte do Sul da Albânia, onde o conflito entra num impasse.

"É a primeira derrota das forças do Eixo", observa o historiador Mark Mazower. Diante do fracasso de Mussolini, Hitler intervém.

Depois que a Bulgária adere ao Eixo, em 1º de março de 1941, a Alemanha Nazista invade o Norte da Grécia, em 6 de abril. A Grécia se rende. É ocupada por forças alemãs, italianas e búlgaras.

Em 20 de agosto de 1944, o Exército Vermelho da União Soviética invade a Romênia. Três dias depois, o rei Michael demite o primeiro-ministro colaboracionista, marechal Ion Antonescu, e declara guerra à Alemanha.

Neste dia, 23 de agosto, Hitler diz ao comandante militar alemão nos Bálcãs que, perdida a Romênia, não havia mais sentido em manter a ocupação da Grécia.

A Alemanha Nazista se retira de Atenas em 12 de outubro. As primeiras forças britânicas chegam à capital grega em 14 de outubro. Quatro dias depois, o governo da Grécia no exílio volta ao poder.

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terça-feira, 17 de junho de 2025

Hoje na História do Mundo: 17 de Junho

NOVA ALBION

    Em 1579, ao dar a volta ao mundo, o corsário Sir Francis Drake é o primeiro a reivindicar parte do que hoje é território dos Estados Unidos para a coroa da Inglaterra.

Drake zarpa em 13 de dezembro de 1577 para atacar possessões espanholas no Oceano Pacífico, mas só um dos cinco navios passa pelo Cabo dos Chifres, o lugar mais perigoso da navegação mundial, no extremo sul da América do Sul.

Depois de saquear colônias espanholas na costa do Pacífico, Drake ancora um pouco ao norte da Baía de São Francisco, na Califórnia, e chama o território de Nova Albion.

O corsário da rainha Elizabeth I fica um mês na Califórnia reparando o navio e segue até onde hoje é o estado de Washington em busca de uma passagem ao norte para o Oceano Atlântico. 

Sem sucesso, atravessa os oceanos Pacífico e Índico e dá a volta no Cabo da Boa Esperança para chegar a Plymouth, na Inglaterra, em 26 de setembro de 1580. 

A frota do português Fernão de Magalhães é a primeira a ar a volta ao mundo, em 1519-22, a serviço da coroa espanhola, mas ele morre em Cebu, nas Filipinas, em 27 de abril de 1521. Drake é o primeiro capitão a completar a volta ao mundo.

ESTÁTUA DA LIBERDADE

    Em 1885, a Estátua da Liberdade, um presente da França aos Estados Unidos, chega desmontada ao porto de Nova York.

São 350 peças de cobre e ferro embaladas em 200 caixas. A estátua é inaugurada no ano seguinte pelo presidente Grover Cleveland.

O projeto é do arquiteto francês Frederic-Auguste Bartholdi, que teria usado a mãe como modelo, e do engenheiro Gustave Eiffel, o mesmo da torre com seu nome, que é o símbolo de Paris.

A França é a mais antiga aliada dos EUA. Como inimiga do Império Britânico, apoia os colonos norte-americanos na Guerra da Independência. Em contrapartida, os americanos apoiam a Revolução Francesa e a proclamação da República.

Por ironia da história, um revolucionário britânico luta pela independência dos EUA e pela Revolução Francesa. Tom Paine escreve Semente do Homem, livro que leva as 13 colônias a declarar independência, é deputado da Assembleia Nacional da França e o primeiro a falar em Revolução Americana, em 1795.

GUERRA COMERCIAL DEPRESSIVA

    Em 1930, o presidente Herbert Hoover sanciona a Lei de Tarifas Smoot-Hawley, que aumenta as tarifas de importação sobre mais de 20 mil produtos para proteger a economia dos Estados Unidos.

As segundas tarifas mais altas da história americana, inferiores apenas às de 1828, deflagram uma guerra comercial. 

Ao agravar a crise financeira desencadeada pelo colapso da Bolsa de Valores de Nova York em 24 de outubro de 1929, o protecionismo e as retaliações de outros países causam uma queda de 67% no comércio exterior dos EUA e levam à Grande Depressão (1929-39), principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

URSS INVADE A LETÔNIA

    Em 1940, o Exército Vermelho da União Soviética invade a Letônia, que assim como os outros dois pequenos países bálticos, a Estônia e a Lituânia, é anexada por Josef Stalin e se torna uma república soviética.

A Letônia declara independência em 18 de novembro de 1918, depois das Revoluções de 1917 na Rússia. Em 11 de agosto de 1920, faz um acordo de paz com a Rússia Soviética.

Assim como a divisão da Polônia, a anexação dos países bálticos pela URSS é consequência do Pacto Germano-Soviético, o pacto de não agressão fechado por Adolf Hitler e Josef Stalin em 23 de agosto de 1939, nove dias antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Em 1989, na Era Mikhail Gorbachev, a URSS repudia o acordo com Hitler e a Letônia inicia o processo para recuperar a independência.

FRANÇA FORMALIZA RENDIÇÃO

    Em 1940, a França formaliza a rendição à Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O marechal Henri Pétain substitui Paul Reynaud como primeiro-ministro francês e anuncia a intenção de negociar um armistício com os nazistas. O ditador nazista Adolf Hitler retira de um museu o vagão de trem onde a Alemanha assinou a rendição na Primeira Guerra Mundial (1914-18) e faz questão de que a França assine a rendição nele, indicando que uma guerra é a continuação da outra. Herói da Primeira Guerra Mundial, Pétain chefia um governo colaboracionista durante a ocupação.

No dia seguinte, o general Charles de Gaulle faz um pronunciamento em Londres transmitido pela BBC conclamando os franceses a continuar lutando contra os nazistas. 

Os aliados invadem a região da Normandia, no Noroeste da França, em 6 de junho de 1944 e libertaram Paris em 25 de agosto do mesmo ano.

Pétain e Pierre Laval, um fascista que se torna o homem-forte do regime colaboracionista em 1942, fogem sob a cobertura dos nazistas, mas são presos e condenados à morte por traição. De Gaulle comuta a pena de Pétain para prisão perpétua. Ele morre em 1951.

INVASÃO DO EDIFÍCIO WATERGATE

    Em 1972cinco homens são presos sob a acusação da invadir a sede do Comitê Nacional do Partido Democrata, no Edifício Watergate, em Washington.

É o início do Escândalo de Watergate, que derruba o presidente Richard Nixon e faz hoje 53 anos.

Três são exilados cubanos, um cubano-americano e o outro um ex-agente da CIA (Agência Central de Inteligente). Com eles, são encontrados equipamentos sofisticados de telecomunicações que seriam usados para espionar o maior partido de oposição tendo em vista as eleições de 1972.

A presença de advogados caros chama a atenção do repórter Carl Bernstein, do jornal The Washington Post. Com seu colega Bob Woodward, o Post descobre que os cinco faziam parte da turma de encanadores da Casa Branca, o que os leva ao presidente e vários ministros. 

Nixon cai por mentir e tentar obstruir a Justiça. Renuncia em 9 de agosto de 1974 para escapar de um processo de impeachment. Todos os ministros envolvidos são presos. Nixon recebe perdão do presidente Gerald Ford.  

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Hoje na História do Mundo: 28 de Outubro

 ESTÁTUA DA LIBERDADE 

    Em 1886, durante cerimônia presidida pelo presidente Glover Cleveland, a última peça da Estátua da Liberdade é encaixada, concluindo a obra que saúda os visitantes na entrada do porto de Nova York, nos Estados Unidos.

A Estátua da Liberdade é um presente da França para marcar a amizade e a aliança franco-norte-americana na Guerra da Independência dos EUA, que termina em 1783 com o Tratado de Paris.

A ideia é do historiador francês Edouard de Laboulaye. O projeto da Liberdade Iluminando o Mundo é do escultor francês Frédéric-Auguste Bartholdi. É uma estátua de mulher com o braço direito erguido e uma tocha na mão, com 46 metros de altura.

A estrutura para sustentar tudo isso é de Eugène-Emmanuel Viollet-le-Duc e Alexandre-Gustave Eiffel, que criou a Torre Eiffel, em Paris.

O Congresso aprova em fevereiro de 1877 o uso da Ilha de Bedloe para instalar a estátua. Ela fica pronta na França em maio de 1884. Três meses depois, os norte-americanos lançam a pedra fundamental.

A estátua de cobre chega ao porto de Nova York em mais de 200 caixas em junho de 1885. A montagem termina nesta data.

ALEMÃES SE AMOTINAM

    Em 1918, no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), marinheiros da Frota do Alto Mar do Império da Alemanha se recusam a receber ordens do almirantado para lançar mais um ataque contra a poderosa Marinha Real britânica, refletindo a frustração e o moral baixo das forças das Potências Centrais.

Diante da derrota inevitável, os império Alemão, Austro-Húngaro e Otomano negociam um armistício com os aliados (Estados Unidos, França e Reino Unido). A Rússia sai da guerra depois das revoluções de 1917 e a Bulgária se rende em 29 de setembro de 1918. 

Humilhado pela derrota, o comandante da Marinha alemã, almirante Reinhardt Scheer, decide lançar um último ataque para restaurar o prestígio das Forças Armadas da Alemanha.

"Uma batalha honorável, mesmo que seja uma luta até a morte, vai lançar as sementes da nova Marinha da Alemanha no futuro. Não há futuro para uma Marinha atormentada por uma paz sem honra", declarou Scheer.

Sem avisar o chanceler (primeiro-ministro) Max von Baden, ele ordena aos navios que zarpem em 28 de outubro. Os marinheiros acham que é uma missão suicida e resistem. Recebem a ordem cinco vezes e a rejeitam.

Cerca de mil amotinados são presos. A frota imperial alemã fica paralisada, primeiro na base naval de Kiel. Em novembro, o movimento se espalha por Hamburgo, Bremen, Lübeck e Munique.

A bancada social-democrata no Reichstag proclama a república em 9 de novembro. O kaiser Guilherme II abdica. A guerra acaba às 11h de 11 de novembro de 1918.

LEI SECA

    Em 1919, o Congresso derruba o veto do presidente Woodrow Wilson à Lei Volstead, que regulamenta a 18ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos e impõe a Lei Seca, proibindo a fabricação, a distribuição e o consumo de bebidas alcoólicas.

O movimento contra as bebidas alcoólicas começa no início do século 19 e ganha força no fim do século 19. A emenda é aprovada em dezembro de 1917 e ratificada por três quartos dos estados, como exige a Constituição dos EUA, em janeiro de 1919.

Nove meses depois, a Lei Volstead regulamenta sua aplicação, inclusive a criação de uma unidade especial do Departamento do Tesouro. A proibição não funciona e criou um mercado negro em que prospera o crime organizado.

Em 1933, a 21ª Emenda acaba com a proibição.

MARCHA SOBRE ROMA

    Em 1922, uma manifestação de massa e um golpe de Estado levam ao poder na Itália o Partido Nacional Fascista, liderado por Benito Mussolini.

Quando os cerca de 30 mil militantes fascistas e os paramilitares conhecidos como camisas-pretas entram na capital italiana na Marcha sobre Roma, o primeiro-ministro Luigi Facta tenta declarar estado de sítio, mas o rei Victor Emmanuel III não deixa. Mussolini está pronto para fugir se for decretado estado de sítio. No dia seguinte, o rei nomeia Mussolini primeiro-ministro.

É o início de uma era de perseguição, tortura, assassinatos políticos, aliança com o Nazismo, leis de pureza racial, guerra e derrota na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Mussolini é executado no fim da guerra por guerrilheiros de esquerda da resistência italiana.

ITÁLIA INVADE A GRÉCIA

    Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o ditador Benito Mussolini surpreende até o aliado Adolf Hitler e invade a Grécia numa empreitada militar desastrosa.

A Guerra Greco-Italiana é um conflito armado dentro da Segunda Guerra Mundial. Dura 5 meses, 3 semanas e 5 dias, até 23 de abril de 1941. Termina com a vitória da Grécia.

A Itália Fascista declara guerra à França e ao Reino Unido em junho de 1940. Invade a França, o Egito e a Somalilândia, uma colônia britânica, antes de atacar a Grécia.

Depois de uma série de provocações, a Itália afunda o navio de cruzeiro grego Elli em 15 de agosto. Em 28 de outubro, Mussolini dá um ultimato, exigindo parte do território da Grécia, e o primeiro-ministro Ioannis Metaxas rejeita.

A Itália lança a invasão com tropas do Exército Real estacionadas na Albânia. Com o apoio da Força Aérea Real britânica, os gregos param a ofensiva italiana em meados de novembro e fazem um contra-ataque que ocupa uma parte do Sul da Albânia, onde o conflito entra num impasse.

"É a primeira derrota das forças do Eixo", observa o historiador Mark Mazower. Diante do fracasso de Mussolini, Hitler intervém.

Depois que a Bulgária adere ao Eixo, em 1º de março de 1941, a Alemanha Nazista invade o Norte da Grécia, em 6 de abril. A Grécia se rende. É ocupada por forças alemãs, italianas e búlgaras.

Em 20 de agosto de 1944, o Exército Vermelho da União Soviética invade a Romênia. Três dias depois, o rei Michael demite o primeiro-ministro colaboracionista, marechal Ion Antonescu, e declara guerra à Alemanha.

Neste dia, 23 de agosto, Hitler diz ao comandante militar alemão nos Bálcãs que, perdida a Romênia, não havia mais sentido em manter a ocupação da Grécia.

A Alemanha Nazista se retira de Atenas em 12 de outubro. As primeiras forças britânicas chegam à capital grega em 14 de outubro. Quatro dias depois, o governo da Grécia no exílio volta ao poder.

segunda-feira, 17 de junho de 2024

Hoje na História do Mundo: 17 de Junho

 NOVA ALBION

    Em 1579, ao dar a volta ao mundo, o corsário Sir Francis Drake é o primeiro a reivindicar parte do que hoje é território dos Estados Unidos para a coroa da Inglaterra.

Drake zarpa em 13 de dezembro de 1577 para atacar possessões espanholas no Oceano Pacífico, mas só um dos cinco navios passa pelo Cabo Horn, o lugar mais perigoso da navegação mundial, no extremo sul da América do Sul.

Depois de saquear colônias espanholas na costa do Pacífico, Drake ancora um pouco ao norte da Baía de São Francisco, na Califórnia, e chama o território de Nova Albion.

O corsário da rainha Elizabeth I fica um mês na Califórnia reparando o navio e segue até onde hoje é o estado de Washington em busca de uma passagem ao norte para o Oceano Atlântico. 

Sem sucesso, atravessa os oceanos Pacífico e Índico e dá a volta no Cabo da Boa Esperança para chegar a Plymouth, na Inglaterra, em 26 de setembro de 1580. 

A frota do português Fernão de Magalhães é a primeira a ar a volta ao mundo, em 1519-22, a serviço da coroa espanhola, mas ele morre em Cebu, nas Filipinas, em 27 de abril de 1521. Drake é o primeiro capitão a completar a volta ao mundo.

ESTÁTUA DA LIBERDADE

    Em 1885, a Estátua da Liberdade, um presente da França aos Estados Unidos, chega desmontada ao porto de Nova York.

São 350 peças de cobre e ferro embaladas em 200 caixas. A estátua é inaugurada no ano seguinte pelo presidente Grover Cleveland.

O projeto é do arquiteto francês Frederic-Auguste Bartholdi, que teria usado a mãe como modelo, e do engenheiro Gustave Eiffel, o mesmo da torre que é o símbolo de Paris.

A França é a mais antiga aliada dos EUA. Como inimiga do Império Britânico, apoia os colonos norte-americanos na Guerra da Independência. Em contrapartida, os americanos apoiam a Revolução Francesa e a proclamação da República.

Por ironia da história, um revolucionário britânico luta pela independência dos EUA e pela Revolução Francesa. Tom Paine escreve Semente do Homem, livro que leva as 13 colônias a declarar independência, é deputado da Assembleia Nacional da França e o primeiro a falar em Revolução Americana, em 1795.

GUERRA COMERCIAL DEPRESSIVA

    Em 1930, o presidente Herbert Hoover sanciona a Lei de Tarifas Smoot-Hawley, que aumenta as tarifas de importação sobre mais de 20 mil produtos para proteger a economia dos Estados Unidos.

As segundas tarifas mais altas da história americana, inferiores apenas às de 1828, deflagram uma guerra comercial. 

Ao agravar a crise financeira desencadeada pelo colapso da Bolsa de Valores de Nova York em 24 de outubro de 1929, o protecionismo e as retaliações de outros países causam uma queda de 67% no comércio exterior dos EUA e levam à Grande Depressão (1929-39), principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial.

URSS INVADE A LETÔNIA

    Em 1940, o Exército Vermelho da União Soviética invade a Letônia, que assim como os outros dois pequenos países bálticos, a Estônia e a Lituânia, é anexada por Josef Stalin e se torna uma república soviética.

A Letônia declara independência em 18 de novembro de 1918, depois das Revoluções de 1917 na Rússia. Em 11 de agosto de 1920, faz um acordo de paz com a Rússia Soviética.

Assim como a divisão da Polônia, a anexação dos países bálticos pela URSS é consequência do Pacto Germano-Soviético, o pacto de não agressão fechado por Adolf Hitler e Josef Stalin em 23 de agosto de 1939, nove dias antes do início da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Em 1989, na Era Mikhail Gorbachev, a URSS repudia o acordo com Hitler e a Letônia inicia o processo para recuperar a independência.

FRANÇA FORMALIZA RENDIÇÃO

    Em 1940, a França formaliza a rendição à Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O marechal Henri Pétain substitui Paul Reynaud como primeiro-ministro francês e anuncia a intenção de negociar um armistício com os nazistas. Herói da Primeira Guerra Mundial, Pétain chefia um governo colaboracionista durante a ocupação.

No dia seguinte, o general Charles de Gaulle faz um pronunciamento em Londres transmitido pela BBC conclamando os franceses a continuar lutando contra os nazistas. 

Os aliados invadem a região da Normandia, no Noroeste da França, em 6 de junho de 1944 e libertaram Paris em 25 de agosto do mesmo ano.

Pétain e Pierre Laval, um fascista que se torna o homem-forte do regime colaboracionista em 1942, fogem sob a cobertura dos nazistas, mas são presos e condenados à morte por traição. De Gaulle comuta a pena de Pétain para prisão perpétua. Ele morre em 1951.

INVASÃO DO EDIFÍCIO WATERGATE

    Em 1972cinco homens são presos sob a acusação da invadir a sede do Comitê Nacional do Partido Democrata, no Edifício Watergate, em Washington.

É o início do Escândalo de Watergate, que derruba o presidente Richard Nixon e faz hoje 52 anos.

Três são exilados cubanos, um cubano-americano e o outro um ex-agente da CIA (Agência Central de Inteligente). Com eles, são encontrados equipamentos sofisticados de telecomunicações que seriam usados para espionar o maior partido de oposição tendo em vista as eleições de 1972.

A presença de advogados caros chama a atenção do repórter Carl Bernstein, do jornal The Washington Post. Com seu colega Bob Woodward, o Post descobre que os cinco faziam parte da turma de encanadores da Casa Branca, o que os leva ao presidente e vários ministros. 

Nixon cai por mentir e tentar obstruir a Justiça. Renuncia em 9 de agosto de 1974 para escapar de um processo de impeachment. Todos os ministros envolvidos são presos. Nixon recebe perdão do presidente Gerald Ford. 

sábado, 28 de outubro de 2023

Hoje na História do Mundo: 28 de Outubro

 ESTÁTUA DA LIBERDADE 

    Em 1886, durante cerimônia presidida pelo presidente Glover Cleveland, a última peça da Estátua da Liberdade é encaixada, concluindo a obra que saúda os visitantes na entrada do porto de Nova York, nos Estados Unidos.

A Estátua da Liberdade é um presente da França para marcar a amizade e a aliança franco-norte-americana na Guerra da Independência dos EUA, que termina em 1783 com o Tratado de Paris.

A ideia é do historiador francês Edouard de Laboulaye. O projeto da Liberdade Iluminando o Mundo é do escultor francês Frédéric-Auguste Bartholdi. É uma estátua de mulher com o braço direito erguido e uma tocha na mão, com 46 metros de altura.

A estrutura para sustentar tudo isso é de Eugène-Emmanuel Viollet-le-Duc e Alexandre-Gustave Eiffel, que criou a Torre Eiffel, em Paris.

O Congresso aprova em fevereiro de 1877 o uso da Ilha de Bedloe para instalar a estátua. Ela fica pronta na França em maio de 1884. Três meses depois, os norte-americanos lançam a pedra fundamental.

A estátua de cobre chega ao porto de Nova York em mais de 200 caixas em junho de 1885. A montagem terminou nesta data.

ALEMÃES SE AMOTINAM

    Em 1918, no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18), marinheiros da Frota do Alto Mar do Império da Alemanha se recusam a receber ordens do almirantado para lançar mais um ataque contra a poderosa Marinha Real britânico, refletindo a frustração e o moral baixo das forças das Potências Centrais.

Diante da derrota inevitável, os império Alemão, Austro-Húngaro e Otomano negociam um armistício com os aliados (Estados Unidos, França e Reino Unido). A Rússia sai da guerra depois das revoluções de 1917 e a Bulgária se rende em setembro 

Humilhado pela derrota, o comandante da Marinha alemã, almirante Reinhardt Scheer, decide lançar um último ataque para restaurar o prestígio das Forças Armadas da Alemanha.

"Uma batalha honorável, mesmo que seja uma luta até a morte, vai lançar as sementes da nova Marinha da Alemanha no futuro. Não há futuro para uma Marinha atormentada por uma paz sem honra", declarou Scheer.

Sem avisar o chanceler (primeiro-ministro) Max von Baden, ele ordena aos navios que zarpem em 28 de outubro. Os marinheiros acham que é uma missão suicida e resistam. Recebem a ordem cinco vezes e a rejeitam.

Cerca de mil amotinados são presos. A frota imperial alemã fica paralisada, primeiro na base naval de Kiel. Em novembro, o movimento se espalha por Hamburgo, Bremen, Lübeck e Munique.

A bancada social-democrata no Reichstag proclama a república em 9 de novembro. O kaiser Guilherme II abdica. A guerra acaba às 11h de 11 de novembro de 1918.

LEI SECA

    Em 1919, o Congresso derruba o veto do presidente Woodrow Wilson à Lei Volstead, que regulamenta a 18ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos e impõe a Lei Seca, proibindo a fabricação, distribuição e consumo de bebidas alcoólicas.

O movimento contra as bebidas alcoólicas começa no início do século 19 e ganha força no fim do século 19. A emenda é aprovada em dezembro de 1917 e ratificada por três quartos dos estados, como exige a Constituição dos EUA, em janeiro de 1919.

Nove meses depois, a Lei Volstead regulamenta sua aplicação, inclusive a criação de uma unidade especial do Departamento do Tesouro. A proibição nunca funcionou e criou um mercado negro em que prosperou o crime organizado.

Em 1933, a 21ª Emenda acaba com a proibição.

MARCHA SOBRE ROMA

    Em 1922, uma manifestação de massa e um golpe de Estado levam ao poder na Itália o Partido Nacional Fascista, liderado por Benito Mussolini.

Quando os militantes fascistas e os paramilitares conhecidos como camisas-pretas entram na capital italiana na Marcha sobre Roma, o primeiro-ministro Luigi Facta tenta declarar estado de sítio, mas o rei Victor Emmanuel III não deixa. No dia seguinte, o rei nomeia Mussolini primeiro-ministro.

É o início de uma era de perseguição, tortura, assassinatos políticos, aliança com o Nazismo, leis de pureza racial, guerra e derrota.

ITÁLIA INVADE A GRÉCIA

    Em 1940, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), o ditador Benito Mussolini surpreende até o aliado Adolf Hitler e invade a Grécia numa empreitada militar desastrosa.

A Guerra Greco-Italiana é um conflito armado dentro da Segunda Guerra Mundial. Dura 5 meses, 3 semanas e 5 dias, até 23 de abril de 1941. Termina com a vitória da Grécia.

A Itália Fascista declara guerra à França e ao Reino Unido em junho de 1940. Invade a França, o Egito e a Somalilândia, uma colônia britânica, antes de atacar a Grécia.

Depois de uma série de provocações, a Itália afunda o navio de cruzeiro grego Elli em 15 de agosto. Em 28 de outubro, Mussolini dá um ultimato, exigindo parte do território da Grécia, e o primeiro-ministro Ioannis Metaxas rejeita.

A Itália lança a invasão com tropas do Exército Real estacionadas na Albânia. Com o apoio da Força Aérea Real britânica, param a ofensiva italiana em meados de novembro e fazem um contra-ataque que ocupa uma parte do Sul da Albânia, onde o conflito entra num impasse.

"É a primeira derrota das forças do Eixo", observa o historiador Mark Mazower. Diante do fracasso de Mussolini, Hitler intervém.

Depois que a Bulgária adere ao Eixo, em 1º de março de 1941, a Alemanha Nazista invade o Norte da Grécia, em 6 de abril. A Grécia se rende. É ocupada por forças alemãs, italianas e búlgaras.

Em 20 de agosto de 1944, o Exército Vermelho da União Soviética invade a Romênia. Três dias depois, o rei Michael demite o primeiro-ministro colaboracionista, marechal Ion Antonescu, e declara guerra à Alemanha.

Neste dia, 23 de agosto, Hitler diz ao comandante militar alemão nos Bálcãs que, perdida a Romênia, não havia mais sentido em manter a ocupação da Grécia.

A Alemanha Nazista se retira de Atenas em 12 de outubro. As primeiras forças britânicas chegam à capital grega em 14 de outubro. Quatro dias depois, o governo da Grécia no exílio volta ao poder.

sábado, 17 de junho de 2023

Hoje na História do Mundo: 17 de Junho

NOVA ALBION

    Em 1579, ao dar a volta ao mundo, o corsário Sir Francis Drake é o primeiro a reivindicar o que hoje é território dos Estados Unidos para a coroa da Inglaterra.

Drake zarpa em 13 de dezembro de 1577 para atacar possessões espanholas no Oceano Pacífico, mas só um dos cinco navios passa pelo Cabo Horn, o lugar mais perigoso da navegação mundial. 

Depois de saquear colônias espanholas na costa do Pacífica, Drake ancora um pouco ao norte da Baía de São Francisco, na Califórnia, e chama o território de Nova Albion.

O corsário da rainha Elizabeth I fica um mês na Califórnia reparando o navio e segue até onde hoje é o estado de Washington em busca de uma passagem ao norte para o Oceano Atlântico. 

Sem sucesso, atravessa os oceanos Pacífico e Índico e dá a volta no Cabo da Boa Esperança para chegar a Plymouth, na Inglaterra, em 26 de setembro de 1580. 

A frota do português Fernão de Magalhães é a primeira a ar a volta ao mundo, em 1519-22, a serviço da coroa espanhola, mas ele morre em Cebu, nas Filipinas, em 27 de abril de 1521.

ESTÁTUA DA LIBERDADE

    Em 1885, a Estátua da Liberdade, um presente da França aos Estados Unidos, chega desmontada ao porto de Nova York.

São 350 peças de cobre e ferro embaladas em 200 caixas. A estátua é inaugurada no ano seguinte pelo presidente Grover Cleveland.

O projeto é do arquiteto francês Frederic-Auguste Bartholdi, que teria usado a mãe como modelo, e do engenheiro Gustave Eiffel, o mesmo da torre que é o símbolo de Paris.

A França é a mais antiga aliada dos EUA. Como inimiga do Império Britânico, apoia os colonos norte-americanos na Guerra da Independência. Em contrapartida, os americanos apoiam a Revolução Francesa e a proclamação da República.

Por ironia da história, um revolucionário britânico luta pela independência dos EUA e pela Revolução Francesa. Tom Paine escreve Semente do Homem, livro que leva as 13 colônias a declarar independência, é deputado da Assembleia Nacional da França e o primeiro a falar em Revolução Americana, em 1795.

GUERRA COMERCIAL DEPRESSIVA

    Em 1930, o presidente Herbert Hoover sanciona a Lei de Tarifas Smoot-Hawley, que aumenta as tarifas de importação sobre mais de 20 mil produtos para proteger a economia dos Estados Unidos.

As segundas tarifas mais altas da história americana, inferiores apenas às de 1828, deflagram uma guerra comercial. 

Ao agravar a crise financeira desencadeada pelo colapso da Bolsa de Valores de Nova York em 24 de outubro de 1939, o protecionismo e as retaliações de outros países causam uma queda de 67% no comércio exterior dos EUA e levam à Grande Depressão (1929-39), principal causa econômica da Segunda Guerra Mundial.

FRANÇA FORMALIZA RENDIÇÃO

    Em 1940, a França formaliza a rendição à Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

O marechal Henri Pétain substitui Paul Reynaud como primeiro-ministro francês e anuncia a intenção de negociar um armistício com os nazistas. Herói da Primeira Guerra Mundial, Pétain chefia um governo colaboracionista durante a ocupação.

No dia seguinte, o general Charles de Gaulle faz um pronunciamento em Londres transmitido pela BBC conclamando os franceses a continuar lutando contra os nazistas. 

Os aliados invadem a região da Normandia, no Noroeste da França, em 6 de junho de 1944 e libertaram Paris em 25 de agosto do mesmo ano.

Pétain e Pierre Laval, um fascista que se torna o homem-forte do regime colaboracionista em 1942, fogem sob a cobertura dos nazistas, mas são presos e condenados à morte por traição. De Gaulle comuta a pena de Pétain para prisão perpétua. Ele morre em 1951.

INVASÃO DO EDIFÍCIO WATERGATE

    Em 1972cinco homens são presos sob a acusação da invadir a sede do Comitê Nacional do Partido Democrata, no Edifício Watergate, em Washington.

É o início do Escândalo de Watergate, que derruba o presidente Richard Nixon e faz hoje 51 anos.

Três são exilados cubanos, um cubano-americano e o outro um ex-agente da CIA (Agência Central de Inteligente). Com eles, são encontrados equipamentos sofisticados de telecomunicações que seriam usados para espionar o maior partido de oposição tendo em vista as eleições de 1972.

A presença de advogados caros chama a atenção do repórter Carl Bernstein, do jornal The Washington Post. Com seu colega Bob Woodward, o Post descobre que os cinco faziam parte da turma de encanadores da Casa Branca, o que os leva ao presidente e vários ministros. 

Nixon cai por mentir e tentar obstruir a Justiça. Renuncia em 9 de agosto de 1974 para escapar de um processo de impeachment. Todos os ministros envolvidos são presos. Nixon recebe perdão do presidente Gerald Ford.