A miséria está diminuindo no mundo, mas o aumento da concentração da riqueza dificulta sua erradicação, alerta um relatório do Banco Mundial publicado no último domingo. Em 2013, 767 milhões de pessoas sobreviviam com menos de US$ 1,90 por dia (R$ 6,2 pela cotação de hoje). Quase metade dos miseráveis vive na África subsaariana.
Mesmo com a desaceleração do crescimento mundial, houve um recuo de 12% na pobreza extrema, beneficiando mais de cem milhões de pessoas naquele ano. Em 1990, eram quase 2 bilhões de miseráveis.
"A extrema pobreza continua a refluir no mundo, apesar da letargia da economia mundial", diz o relatório divulgado às vésperas da reunião anual do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O número de pessoas privadas de uma renda decente ainda é grande demais, observou o presidente do banco, Jim Yong Kim, citado no relatório.
A meta das Nações Unidas é erradicar a pobreza absoluta até 2030. Kim ressalva que este objetivo não será alcançado sem a redução da desigualdade: "A mensagem é clara. Não conseguiremos se não garantirmos que os mais pobres se beneficiem do crescimento. Para isso, é preciso atacar as grandes desigualdades, sobretudo nos países que concentram um grande número de pobres."
Entre 2008, quando a crise internacional estourou, e 2013, a renda dos 60% mais ricos cresceu mais depressa do que a dos 40% mais pobres em quase metade dos 84 países examinados na pesquisa do Banco Mundial.
Para atingir a meta, o banco apela aos países mais afetados pela miséria, como o Brasil, a investir nas crianças, garantir cobertura universal de saúde ou a oferecer benefícios sociais como o Bolsa-Família para os menos favorecidos.
"Não há receita milagrosa", concluiu o presidente do Banco Mundial. "Algumas medidas terão impacto rápido sobre a desigualdade de renda. Outras darão frutos gradualmente."
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 4 de outubro de 2016
sábado, 24 de setembro de 2016
Boko Haram destruiu 910 escolas e matou 611 professores
Pelo menos 611 professores foram mortos e 19 mil obrigados a fugir do Nordeste da Nigéria pela revolta da milícia extremista muçulmana Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental. Desde que o grupo aderiu à luta armada para impor a lei islâmica, em 2009, mais de 910 escolas foram destruídas e 1,5 mil fechadas, indicam dados das Nações Unidas.
"No início de 2016, 952.029 crianças em idade escolar fugiram da violência do Boko Haram", que há um ano e meio se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, declarou Oluseyi Soremekum, assessor do escritório da ONU na Nigéria.
O novo Relatório de Monitoramento da Educação Global da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) adverte que, "ritmo anual, a universalização do ensino básico na África subsaariana só será atingida em 2080. A universalização do ensino secundário será atingida em 2099."
Assim, o subcontinente estará 70 anos atrasado em relação as metas de desenvolvimento sustentável para 2030.
"No início de 2016, 952.029 crianças em idade escolar fugiram da violência do Boko Haram", que há um ano e meio se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, declarou Oluseyi Soremekum, assessor do escritório da ONU na Nigéria.
O novo Relatório de Monitoramento da Educação Global da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) adverte que, "ritmo anual, a universalização do ensino básico na África subsaariana só será atingida em 2080. A universalização do ensino secundário será atingida em 2099."
Assim, o subcontinente estará 70 anos atrasado em relação as metas de desenvolvimento sustentável para 2030.
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