Pelo menos 18 pessoas morreram e 55 saíram feridas de um ataque da milícia terrorista Boko Haram no domingo à noite contra a vila de Bale, nos arredores de Maiduguri, capital do estado de Borno, no Nordeste da Nigéria, o país mais populoso da África.
O tiroteio durou horas. Múltiplas explosões foram ouvidas nas proximidades. Os extremistas muçulmanos invadiram dois bairros de Bale. Eles estacionaram seus veículos perto de um posto de polícia e lançaram o ataque com tiros e bombas caseiras. As forças de segurança contra-atacaram.
"Dezenas de pessoas, inclusive mulheres e crianças, foram feridas pelos tiros e bombas", contou um porta-voz militar citado pelo jornal nigeriano The Daily Post. "Com a escuridão, os cadáveres não foram resgatados imediatamente por medo de que houvesse terroristas suicidas entre os agressores."
Em nota, o Exército da Nigéria declarou "o ataque foi repelido e alguns insurgentes do Boko Haram foram mortos por soldados galantes. No entanto, o Boko Haram veio com suicidas que detonaram as bombas escondidas sob suas vestes enquanto fugiam do fogo dos soldados."
Cerca de 20 mil pessoas foram mortas desde 2009, quando o Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental, aderiu à luta armada para impor a lei islâmica na Nigéria e em países vizinhos como Camarões, Chade e Níger.
Em março de 2015, seu líder Abubakar Shekau jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O Boko Haram passou a se apresentar como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 2 de abril de 2018
sábado, 24 de setembro de 2016
Boko Haram destruiu 910 escolas e matou 611 professores
Pelo menos 611 professores foram mortos e 19 mil obrigados a fugir do Nordeste da Nigéria pela revolta da milícia extremista muçulmana Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental. Desde que o grupo aderiu à luta armada para impor a lei islâmica, em 2009, mais de 910 escolas foram destruídas e 1,5 mil fechadas, indicam dados das Nações Unidas.
"No início de 2016, 952.029 crianças em idade escolar fugiram da violência do Boko Haram", que há um ano e meio se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, declarou Oluseyi Soremekum, assessor do escritório da ONU na Nigéria.
O novo Relatório de Monitoramento da Educação Global da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) adverte que, "ritmo anual, a universalização do ensino básico na África subsaariana só será atingida em 2080. A universalização do ensino secundário será atingida em 2099."
Assim, o subcontinente estará 70 anos atrasado em relação as metas de desenvolvimento sustentável para 2030.
"No início de 2016, 952.029 crianças em idade escolar fugiram da violência do Boko Haram", que há um ano e meio se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, declarou Oluseyi Soremekum, assessor do escritório da ONU na Nigéria.
O novo Relatório de Monitoramento da Educação Global da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) adverte que, "ritmo anual, a universalização do ensino básico na África subsaariana só será atingida em 2080. A universalização do ensino secundário será atingida em 2099."
Assim, o subcontinente estará 70 anos atrasado em relação as metas de desenvolvimento sustentável para 2030.
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