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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Tunísia ergue muro para conter jihadistas da Líbia

O primeiro-ministro da Tunísia, Habib Essid, anunciou hoje o início da construção de um muro de 500 quilômetros ao longo da fronteira com a Líbia para impedir a infiltração de extremistas muçulmanos vindos da Líbia, noticiou a agência de notícias Bloomberg.

É mais um esforço para garantir a segurança da fronteira depois do ataque terrorista que matou 38 pessoas na praia de Sousse em 26 de junho de 2015. O atentado foi atribuído a aliados da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante interessados em abalar o setor de turismo, responsável por 14,5% do produto interno bruto tunisiano.

Na análise da empresa americana de estudos estratégicos Stratfor, as milícias jihadistas como Ansar al-Charia e a Brigada Ukba ibn Nafi, ligada ao Estado Islâmico, devem cometer novos atentados na Tunísia. O país, um dos que mais forneceu voluntários ao EI, não tem como erradicar o terrorismo, mas sua história, geografia e instituições políticas lhe dão força para resistir e não se tornar uma província da maior organização terrorista do mundo.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Terroristas sequestram mais 35 egípcios na Líbia

Pelo menos 35 egípcios foram sequestrados em regiões da Líbia dominadas pelas milícias extremistas muçulmanas Ansar al-Charia e Estado Islâmico, noticiou hoje o jornal Libya Herald. Seria uma retaliação aos ataques da Força Aérea do Egito contra bases jihadistas depois do massacre de 21 coptas, os cristãos egípcios, pelo Estado Islâmico, revelado no fim de semana.

Depois da divulgação do vídeo documentando mais uma atrocidade dos terroristas, o primeiro-ministro do governo líbio reconhecido internacionalmente, Abdala al-Thani, pediu às potências ocidentais que bombardeiem as milícias jihadistas que tomaram a capital, Trípoli, em agosto de 2014.

Desde então, o governo reconhecido fugiu para Tobruk, no Leste do país, a mais de mil quilômetros da verdadeira capital.

A aliança Amanhecer da Líbia, que reúne as milícias extremistas, deu 48 horas para todos os egípcios saírem do país.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Drones dos EUA matam comandantes da Al Caeda no Iêmen

Um bombardeio com aeronaves não tripuladas (drones) dos Estados Unidos matou Nabil al-Dahab, um dos comandantes do grupo Ansar al-Charia, ligado à rede terrorista Al Caeda na Península Arábica, noticiou o jornal libanês The Daily Star.

Outro líder terrorista, Khawlan al-Sanaani, também conhecido pelo nome de guerra de Abu Maissara al-Hanki, foi morto por drones junto com outros 20 terroristas do grupo na cidade de Rada. Era um dos líderes mais procurados d'al Caeda na Península Arábica.

O Iêmen vive em guerra civil, com bombardeios de drones americanos contra milícias extremistas muçulmanas e uma guerrilha do grupo xiita huti, sustentada pelo Irã, contra o frágil governo do Iêmen, apoiado por Washington e pela rede Al Caeda.

Depois de resistir a duas semanas de ofensiva dos jihadistas da Caeda, os rebeldes hutis, que controlam a capital, Saná, tomaram Adin, que esteve sob o controle dos extremistas sunitas durante esse período. Os rebeldes teriam o apoio do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, deposto pela Primavera Árabe em 2012 depois de ficar quase 34 anos no poder. Ele está sob pressão dos EUA para deixar o Iêmen.

domingo, 2 de novembro de 2014

Forças pró-governo da Líbia retomam parte de Bengázi

O Exécito da Líbia e as forças secularistas comandadas pelo general Khalifa Hifter, aliado do governo provisório, retomaram alguns bairros de Bengázi, a segunda maior cidade do país, dominada por milícias extremistas muçulmanas, noticiou hoje a televisão árabe especializada em jornalismo Al Jazira. Pelo menos 36 pessoas morreram.

Há duas semanas, o general Hifter lançou uma ofensiva para tentar recapturar regiões do país em poder das milícias islamitas. Até agora, 254 pessoas na ofensiva.

Esta luta pelo poder entre facções rivais aumenta a violência, a instabilidade e a anarquia na Líbia. Três anos depois da queda e morte do ditador Muamar Kadafi, o país tem dois parlamentos concorrentes e o governo provisório não controla as duas maiores cidades líbias.

Uma das mílicias atacadas em Bengázi foi o grupo Ansar al-Charia, acusado pelo ataque contra o Consulado dos Estados Unidos na cidade em 11 de setembro de 2012, quando o embaixador Chris Stevens e três outros cidadãos americanos foram mortos. A ofensiva governamental recapturou um quartel a caminho do aeroporto de Bengázi.

domingo, 28 de setembro de 2014

Al Caeda dispara foguete contra Embaixada dos EUA no Iêmen

O grupo jihadista Ansar al-Charia, ligado à rede terrorista Al Caeda na Península Arábia, anunciou ter disparado um foguete contra a Embaixada dos Estados Unidos no Iêmen, em retaliação contra os bombardeios com aviões não tripulados (drones) contra acampamentos de milícias extremistas ordenados pelo presidente Barack Obama.

O artefato caiu a cerca de 200 metros da embaixada ferindo vários policiais iemenitas que guardavam o prédio.

sábado, 17 de maio de 2014

Conflito entre milícias mata 43 pessoas em Bengázi

Pelo menos 43 pessoas foram mortas desde ontem num conflito entre milícias rivais em Bengázi, a segunda maior cidade da Líbia, que foi chamada de "capital dos rebeldes" durante a luta contra o ditador Muamar Kadafi, em 2011.

De um lado, estão as forças do general reformado Khalifa Hafter, um dos comandantes militares da revolta popular. Do outro, as milícias fundamentalistas Brigada 17 de Fevereiro, Brigada Escudo Líbio Nº 1 e Ansar al-Charia. Este último grupo foi responsável pelo ataque ao Consulado Americano em Bengázi em 11 de setembro de 2012, quando o embaixador dos EUA e outros três funcionários foram mortos.

O ataque ao consulado, descrito inicialmente pelo Departamento de Estado como uma revolta popular contra um filme ofensivo ao profeta Maomé em vez de ataque terrorista, é até hoje explorado politicamente pela oposição ao presidente Barack Obama no Congresso dos EUA. Agora, é uma tentativa de atingir a então secretária de Estado, Hillary Clinton, que desponta como candidata do Partido Democrata à Casa Branca em 2016.

Em vez de se preocupar com a crise decorrente do colapso do Estado na Líbia, o Partido Republicano tenta reescrever o passado para tentar a vitória no futuro. É uma receita para o fracasso nos EUA e na Líbia.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Líbia manda milícias entregar as armas e se dissolver

Sob pressão da opinião pública desde a morte do embaixador americano Christopher Stevens, o presidente da Assembleia Nacional, Mohamed Magrief, e o comandante do Exército da Líbia, Yussef al-Mangoush deram 24 horas no sábado para que todas as milícias "ilegítimas" entregam as armas e se dissolvam.

Na sexta-feira, dezenas de milhares de líbios que participaram do movimento popular que derrubou há um ano o ditador Muamar Kadafi saíram às ruas para protestar contra a ação antidemocrática das milícias, especialmente do grupo salafista Ansar al Charia, acusado pelo ataque ao Consulado dos Estados Unidos em Bengázi, onde morreu o embaixador.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Manifestantes atacam milícia que matou embaixador

Dezenas de milhares de líbios do movimento popular que derrubou a ditadura de Muamar Kadafi marcharam hoje em Bengázi até a sede da milicia fundamentalista Ansar al-Charia, responsável pelo ataque ao Consulado dos Estados Unidos que resultou na morte do embaixador Christopher Stevens. Centenas atacaram a milícia.

Os manifestantes querem expulsar as milícias da cidade-símbolo da revolução na Líbia para que o novo regime não seja sequestrado por gangues de terroristas. A massa saiu às ruas para defender a democracia conquistada depois de 42 anos da ditadura cruel e personalista de Kadafi.

As bandeiras da milícia foram arrancadas e um carro incendiado, reportou a agência Reuters, citada pela TV pública britânica BBC.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Guerra entre Al Caeda e governo mata 50 no Iêmen

Um ano depois da morte de Ossama ben Laden, um dos lugares onde a rede Al Caeda está mais ativa é o Iêmen, o mais pobre dos países árabes.

Hoje o grupo Ansar al-Charia reivindicou a morte de sete soldados  e 27 combatentes de milícias aliadas ao governo, enquanto o Exército anunciava a morte de 12 rebeldes em combate. Outros quatro foram alvo de um bombardeio aérea quando transportavam munição num carro.

A rede terrorista declarou ter capturado 21 fuzis Kalachnikov, e o Exército disse ter retomado a montanha de Yassuf, ao norte de Lauder.

O Iêmen foi um dos principais focos da Primavera Árabe no Oriente Médio, ao lado da Síria e do Bahrein. A queda do ditador Ali Abdhullah Saleh, que estava no poder há 33 anos, aumentou ainda mais a instabilidade.

Como o país se tornou a principal base d'al Caeda na Península Arábica, os Estados Unidos ajudam o governo na luta contra os extremistas muçulmanos e lançam seus próprios ataques com aeronaves não tripuladas.

A legalidade desses ataques para matar inimigos em países distantes por controle remoto foi defendida hoje pelo principal assessor antiterrorismo do governo Barack Obama, John Brennan, sob a alegação de que são inimigos que ameaçam a segurança nacional dos EUA e portanto alvos legítimos que devem ser atacados se os governos dos países onde estão não quiserem ou não puderem fazer isso.