A Fábrica Italiana de Automóveis de Turismo (Fiat) vai pagar US$ 3,65 bilhões pelos 41,5% da empresa americana Chrysler que ainda não detinha. Com o anúncio, as ações da companhia italiana subiram 13% hoje.
Como parte no negócio, a Fiat vai dar mais US$ 700 milhões ao fundo de pensão Veba, do sindicato dos trabalhadores. A partir de agora, poderá fundir totalmente as operações das duas empresas, com ganhos de escala para reduzir custos.
Durante a crise financeira internacional de 2008-9 a indústria automobilística de capital americano correu o risco de desaparecer. O presidente Barack Obama decidiu colocar a General Motors e a Chrysler em concordata, sob controle do governo.
Depois de saneada, a GM foi privatizada. A Chrysler foi vendida parcialmente à Fiat. Agora, a companhia italiana torna-se a primeira empresa estrangeira a assumir o controle total de uma grande fábrica de automóveis dos Estados Unidos.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Chrysler anuncia primeiro lucro pós-concordata
A fábrica de automóveis americana Chrysler, controlada pela Fiat desde que pediu concordata, em 2009, anunciou hoje um lucro líquido de US$ 116 milhões no primeiro trimestre de 2011, o primeiro resultado positivo depois da crise.
O faturamento da empresa nos três primeiros meses do ano registrou alta de 35% para US$ 13,1 bilhões.
O faturamento da empresa nos três primeiros meses do ano registrou alta de 35% para US$ 13,1 bilhões.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Chávez pressiona indústria automobilística
Diante do aumento da recessão e da inflação, e de uma queda de popularidade, o presidente Hugo Chávez decidiu agora pressionar as fábricas de automóveis instaladas na Venezuela.
Chávez exige que a Toyota produza mais carros para a zona rural e transfira tecnologia. Também acusou a Fiat, a Chrysler e a General Motors de não transferirem tecnologia.
O presidente mandou o ministro do Comércio, Eduardo Saman, inspecionar a fábrica da Toyota e ameaçou desapropriá-la e entregá-la a um grupo chinês.
Chávez exige que a Toyota produza mais carros para a zona rural e transfira tecnologia. Também acusou a Fiat, a Chrysler e a General Motors de não transferirem tecnologia.
O presidente mandou o ministro do Comércio, Eduardo Saman, inspecionar a fábrica da Toyota e ameaçou desapropriá-la e entregá-la a um grupo chinês.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Ford anuncia lucro trimestral de US$ 2,3 bilhões
LONDRES - Num sinal de recuperação da empresa, a Ford anunciou hoje um lucro de US$ 2,3 bilhões no segundo trimestre do ano, com ganhos significativos por redução de dívida.
Depois de chegar a ser vista como a pior das grandes empresas automobilísticas de Detroit, historicamente a capital do automóvel nos Estados Unidos, a Ford passou por um severo programa de corte de custos, fechou divisões, demitiu mais de 40 mil funcionários e tomou empréstimos de US$ 23,5 bilhões no setor privado.
Quando a General Motors e a Chrysler pediram ajuda ao Tesouro, a Ford decidiu não fazer o mesmo para evitar a ingerência governamental na empresa.
O governo Barack Obama forçou a Chrysler a fazer um acordo com a italiana Fiat e tem o controle acionário da nova GM.
Depois de chegar a ser vista como a pior das grandes empresas automobilísticas de Detroit, historicamente a capital do automóvel nos Estados Unidos, a Ford passou por um severo programa de corte de custos, fechou divisões, demitiu mais de 40 mil funcionários e tomou empréstimos de US$ 23,5 bilhões no setor privado.
Quando a General Motors e a Chrysler pediram ajuda ao Tesouro, a Ford decidiu não fazer o mesmo para evitar a ingerência governamental na empresa.
O governo Barack Obama forçou a Chrysler a fazer um acordo com a italiana Fiat e tem o controle acionário da nova GM.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Suprema Corte suspende venda da Chrysler
A Suprema Corte dos Estados Unidos aceitou hoje os recursos de três fundos de pensão do estado de Indiana, suspendendo temporariamente a venda de parte da fábrica de automóveis Chrysler para a companhia italiana Fiat.
Os fundos de pensão alegam que foram prejudicados com o pedido de concordata da empresa. A Chrysler teria oferecido o mesmo desconto para bancos e fundos, só que os bancos receberam dinheiro público do Programa de Alívio de Ativos Tóxicos e os fundos, não.
Como a decisão da Justiça pode demorar semanas ou até meses, há o temor de que a Fiat abandone o negócio, não deixando outra alternativa à Chrysler além da liquidação judicial.
A Casa Branca, que teria forçado a Chrysler a fazer o acordo com a Fiat, estaria pressionando a Suprema Corte a tomar uma decisão rápida.
Os fundos de pensão alegam que foram prejudicados com o pedido de concordata da empresa. A Chrysler teria oferecido o mesmo desconto para bancos e fundos, só que os bancos receberam dinheiro público do Programa de Alívio de Ativos Tóxicos e os fundos, não.
Como a decisão da Justiça pode demorar semanas ou até meses, há o temor de que a Fiat abandone o negócio, não deixando outra alternativa à Chrysler além da liquidação judicial.
A Casa Branca, que teria forçado a Chrysler a fazer o acordo com a Fiat, estaria pressionando a Suprema Corte a tomar uma decisão rápida.
domingo, 3 de maio de 2009
Fiat anuncia plano de expansão nesta segunda-feira
O diretor-presidente da Fiat, Sergio Marchionne, anuncia hoje os novos planos de expansão da empresa para enfrentar a concorrência no mundo globalizado.
Além da Chrysler, com quem está fazendo uma parceria nos Estados Unidos, a Fiat quer comprar as operações da General Motors na Europa, inclusive as marcas Opel, Saab e Vauxhall, revela o jornal inglês Financial Times nesta segunda-feira.
"Do ponto de vista industrial e de engenharia, é um casamento no paraíso", declarou Marchionne.
A nova empresa teria um faturamento anual de cerca de 80 bilhões de euros (US$ 106 bilhões), com vendas de 6 a 7 milhões de carros por ano. Isso deixaria a Fiat atrás apenas da Toyota em número de unidades vendidas no mundo inteiro, disputando o segundo lugar com a Volkswagen, à frente da GM, Ford, Honda, Peugeot-Citroën, Renault-Nissan e outros nomes de peso da indústria automobilística.
É também um sinal da consolidação do setor, pressionado duplamente pelo combate ao aquecimento global e a crise econômica mundial. A indústria automobilística vai sair da crise, menor, mais concentrada e, espera-se, mais preocupada com seu impacto ambiental.
Além da Chrysler, com quem está fazendo uma parceria nos Estados Unidos, a Fiat quer comprar as operações da General Motors na Europa, inclusive as marcas Opel, Saab e Vauxhall, revela o jornal inglês Financial Times nesta segunda-feira.
"Do ponto de vista industrial e de engenharia, é um casamento no paraíso", declarou Marchionne.
A nova empresa teria um faturamento anual de cerca de 80 bilhões de euros (US$ 106 bilhões), com vendas de 6 a 7 milhões de carros por ano. Isso deixaria a Fiat atrás apenas da Toyota em número de unidades vendidas no mundo inteiro, disputando o segundo lugar com a Volkswagen, à frente da GM, Ford, Honda, Peugeot-Citroën, Renault-Nissan e outros nomes de peso da indústria automobilística.
É também um sinal da consolidação do setor, pressionado duplamente pelo combate ao aquecimento global e a crise econômica mundial. A indústria automobilística vai sair da crise, menor, mais concentrada e, espera-se, mais preocupada com seu impacto ambiental.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
EUA perderam 693 mil empregos em dezembro
O relatório oficial de emprego do governo dos Estados Unidos sai daqui a dois dias, mas uma empresa privada já calculou: em dezembro, o setor privado eliminou 693 mil vagas de emprego. No ano passado, os americanos perderam mais de 2,4 milhões de empregos.
Na Alemanha, o índice de desemprego cresceu de 7,1% para 7,4% em dezembro. O total de desempregados passa de 3,1 milhões.
E as demissões continuam no mundo inteiro. A fábrica de alumínio Alcoa (Aluminium Company of America) vai dispensar 13,5 mil funcionários. Na Itália, a Fábrica Italiana de Automóveis de Turismo (Fiat) anunciou 2 mil demissões. Já a rede varejista britânica Marks & Spencer vai fechar 27 lojas e mandar embora 1,23 mil empregados.
O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, ofereceu US$ 7 bilhões para os estados fortalecerem seus programas de seguro-desemprego.
A Intel, maior fabricante mundial de chips para computadores, teve uma queda de vendas de 23% no último trimestre do ano passado. E o grupo Time Warner vai dar baixa em títulos incobráveis, papéis podres que valiam US$ 25 bilhões.
Para estimular o crescimento, o governo da China distribuiu licenças de telefonia celular de terceira geração, que dá acesso à Internet e permite assistir televisão. Isso vai exigir obras de infra-estrutura.
A Bolsa de Tóquio teve alta de 1,7% graças às empresas eletroeletrônicas, mas Mumbai caiu 7,3% por causa de uma fraude de US$ 1,6 bilhão na Satyam Computer Services, a quarta maior exportadora de programas de computador da Índia.
Depois de vários dias de alta, as principais bolsas da Europa fecharam em baixa, com quedas de 2,8% em Londres, 1,8% em Frankfurt e 1,5% em Paris. Nos Estados Unidos, o Índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais ações da Bolsa de Nova York, caiu 2,7% e a bolsa Nasdaq, das empresas de alta tecnologia, perdeu 3%.
Na Alemanha, o índice de desemprego cresceu de 7,1% para 7,4% em dezembro. O total de desempregados passa de 3,1 milhões.
E as demissões continuam no mundo inteiro. A fábrica de alumínio Alcoa (Aluminium Company of America) vai dispensar 13,5 mil funcionários. Na Itália, a Fábrica Italiana de Automóveis de Turismo (Fiat) anunciou 2 mil demissões. Já a rede varejista britânica Marks & Spencer vai fechar 27 lojas e mandar embora 1,23 mil empregados.
O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, ofereceu US$ 7 bilhões para os estados fortalecerem seus programas de seguro-desemprego.
A Intel, maior fabricante mundial de chips para computadores, teve uma queda de vendas de 23% no último trimestre do ano passado. E o grupo Time Warner vai dar baixa em títulos incobráveis, papéis podres que valiam US$ 25 bilhões.
Para estimular o crescimento, o governo da China distribuiu licenças de telefonia celular de terceira geração, que dá acesso à Internet e permite assistir televisão. Isso vai exigir obras de infra-estrutura.
A Bolsa de Tóquio teve alta de 1,7% graças às empresas eletroeletrônicas, mas Mumbai caiu 7,3% por causa de uma fraude de US$ 1,6 bilhão na Satyam Computer Services, a quarta maior exportadora de programas de computador da Índia.
Depois de vários dias de alta, as principais bolsas da Europa fecharam em baixa, com quedas de 2,8% em Londres, 1,8% em Frankfurt e 1,5% em Paris. Nos Estados Unidos, o Índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais ações da Bolsa de Nova York, caiu 2,7% e a bolsa Nasdaq, das empresas de alta tecnologia, perdeu 3%.
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