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sábado, 11 de abril de 2020

EUA são o país com maior número de mortos pela pandemia

Os Estados Unidos ultrapassam a Itália e são o país com maior número de mortes pela pandemia do novo coronavírus. Já eram o país com o maior número de casos confirmados, hoje em 529 mil. 

Com pelo mais 1.708 mortes hoje, os EUA somam 20.455 óbitos. As escolas da Cidade de Nova York, a mais atingida, só reabrem em setembro, depois das férias de verão no Hemisfério Norte.

No mundo inteiro, são 1.774.448 casos registrados, 108.504 mortes e 401.500 pacientes durados.

Com mais de 150 mil casos, a Itália se aproxima de 20 mil mortes, mortalidade de 12,78%. A Espanha tem mais casos, mais de 163 mil, mas menos mortes do que a Itália, 16.606, letalidade de 10,19%.

O Brasil tem 20.727 mil casos confirmados e pelo menos 1.124 mortes, letalidade de 5,42%, mas estes números indicam subnotificação porque o país testa muito pouco.

Durante visita às obras de um hospital em Goiás, pelo terceiro dia seguido, o presidente Jair Bolsonaro voltou a ignorar as recomendações de manter o isolamento físico feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e do seu próprio Ministério da Saúde

Neste sábado a organização não governamental Human Rights Watch, que significa observatório dos direitos humanos, acusou Bolsonaro de colocar os brasileiros em “grave perigo ao incitá-los a não seguir o distanciamento social” e divulgar “informações equivocadas sobre a pandemia”.

A Índia vai estender o confinamento para toda a população, de quase 1 bilhão e 400 milhões de pessoas. Até agora, o país tem 8.446 casos confirmados e 288 mortes.

A Argentina prorroga a quarentena até 26 de abril. No momento, tem 1.975 casos confirmados e 83 mortes.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Maduro admite que mandou matar piloto rebelde

Em pronunciamento transmitido pela televisão, o ditador Nicolás Maduro confirmou que mandou matar o ex-policial e piloto de helicóptero Óscar Pérez, que em junho do ano passado atacou com granadas o Tribunal Supremo de Justiça e o Ministério do Interior da Venezuela.

"A oligarquia colombiana deve saber que qualquer grupo que armem e financiem para trazer o terrorismo à Venezuela terá o mesmo destino porque estamos dispostos a defender com a vida o direito à paz, à dignidade e à independência de nossa pátria", afirmou o ditador durante cerimônia de troca do comando da Guarda Nacional Bolivarista (GNB).

Durante o cerco ao local onde Pérez estava escondido, na periferia de Caracas, o ex-policial pediu clemência. Em vídeo dramático divulgado em redes sociais, ele declarou que os rebeldes estavam prontos a se entregar, mas as forças de segurança não aceitaram a rendição.

"Sim, os massacramos, qual é o problema?", disse Maduro.

O diretor para a América da organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos), José Miguel Vivanco, comparou ontem o regime chavista às ditaduras do general Augusto Pinochet no Chile (1973-90) e da Argentina (1976-83) em sua guerra suja contra a esquerda.

"Durante as ditaduras da Argentina e do Chile, apareciam frequentemente notícias sobre terroristas mortos em enfrentamentos. Muitas vezes se tratavam de justiçamentos. Dá a impressão de que o mesmo aconteceu ontem na Venezuela", escreveu Vivanco no Twitter, citado pelo jornal venezuelano El Nacional.

Quando o coronel Hugo Chávez tentou derrubar o presidente Carlos Andrés Pérez, em 4 de fevereiro de 1992, foi preso e processado, mas depois anistiado. Quando já era presidente e foi alvo de um golpe, em 11 de abril de 2002, foi poupado e voltou ao poder num contragolpe de oficiais leais.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Fujimori recebe indulto em troca da absolvição do atual presidente do Peru

O ex-ditador Alberto Fujimori, condenado a 25 anos de cadeia por corrupção e violações dos direitos humanos, recebeu indulto de Natal e saiu da prisão depois de cumprir apenas dez anos, informou o jornal peruano La República

A medida está sendo vista como moeda de troca do atual presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, que escapou de um processo de impeachment na semana passada por receber dinheiro da propina da construtora brasileira Odebrecht.

Em 16 de dezembro de 2016, a Unidade Anticorrupção da Procuradoria-Geral do Peru abriu investigação contra Kuczynski por ajudar a Odebrecht a ganhar uma concorrência em 2006, quando era primeiro-ministro do governo Alejandro Toledo (2001-6). Em dezembro de 2015, houve um depósito de US$ 4 milhões de dólares nas ilhas Cayman na conta de uma empresa cujo único funcionário é Kuczynski.

Na votação do impeachment, em 21 de dezembro, o presidente perdeu a votação por 78 a 9, mas eram necessários 87 votos para destituí-lo. PPK, como é conhecido no Peru, se safou graças ao apoio da bancada fujimorista. O deputado Kenji Fujimori, filho do ex-ditador, e outros nove deputados do grupo se abstiveram.

O partido Força Popular, liderado pela ex-deputada Keiko Fujimori, filha do ex-ditador, conquistou uma maioria de 73 deputados na Assembleia Nacional, de 130 cadeiras, nas eleições do ano passado.

Em nota oficial, a Presidência do Peru justificou o "indulto humanitário" sob a alegação de que Fujimori sofre de uma doença degenerativa incurável e que as condições do cárcere representavam um grande risco à sua saúde, sua integridade e sua vida.

Ao chegar ontem à clínica onde o pai estava internado, a ex-deputada Keiko Fujimori, derrotada no segundo turno nas duas últimas eleições presidenciais, agradeceu ao atual presidente e declarou que "fez-se justiça".

Já a organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos) chamou o acordo de "negociação vulgar": "Em vez de reafirmar que no Estado de Direito não cabe tratamento especial a ninguém, ficará para sempre a ideia de que sua libertação foi uma negociação política vulgar em troca da permanência de PPK no poder."

A líder do movimento Novo Peru, Verónika Mendoza, candidata de esquerda derrotada na eleição presidencial de 2018, acusou PPK de, "mais uma vez, agir como um vendilhão da pátria". A deputada Marisa Glave, da mesma aliança, acusou o ministro da Justiça de mentir ao país. Desde 18 de dezembro, o governo teria orientado o ministério a preparar o indulto do ex-ditador.

Alberto Fujimori foi eleito presidente do Peru em 1990, derrotando no segundo turno o escritor e ganhador do Prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, que defendia uma plataforma liberal. Sem maioria no Parlamento, deu um autogolpe de Estado em 5 de abril de 1992, dissolvendo a Assembleia Nacional e fechando temporariamente o Supremo Tribunal.

No poder, ele conseguiu acabar com a hiperinflação herdada do governo Alan García (1985-90) e derrotar o grupo guerrilheiro de esquerda Sendero Luminoso, responsável por uma guerra civil com mais de 70 mil mortes, 54% atribuídas aos rebeldes. A campanha antiterrorista, liderada pelo chefe do serviço secreto, coronel Vladimiro Montesinos, foi marcada por massacres e uma violência brutal.

Depois de uma eleição fraudulenta no ano 2000, sob pressão interna e externa, diante de um escândalo revelando os esquemas de corrupção operados por Montesinos. Em 16 de setembro daquele ano, Fujimori extinguiu o Serviço de Inteligência Nacional (SIN) e anunciou a convocação de novas eleições gerais, inclusive para presidente.

Montesinos fugiu clandestinamente em 29 de outubro. Fujimori viajou em 13 de novembro para a reunião de cúpula anual do fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), naquele ano realizada em Brunei, depois foi para Tóquio e se asilou no Japão. Em 19 de novembro, o presidente enviou uma carta renunciando ao cargo.

Como o Japão rejeitou os pedidos de extradição, Fujimori se refugiou na terra de seus antepassados. Só voltou à América Latina em 6 de novembro de 2005, entrando por Santiago do Chile. Detido a pedido do Peru, ele foi extraditado para o Chile em 22 de setembro de 2007 por decisão da Corte Suprema, depois de uma longa batalha judicial.

Em 2 de janeiro de 2010, ao fim de vários processos, a pena de 25 anos de prisão por violações dos direitos humanos foi confirmada em decisão final. No ano passado, um pedido de nulidade foi rejeitado. Ontem, Kuczynski deu o perdão presidencial indevido e inesperado, resultado direto do processo de corrupção envolvendo a Odebrecht e o governo peruano.

O ex-presidente Ollanta Humala e sua mulher, Nadine Heredia, ambos detidos, receberam hoje os filhos na prisão no dia de Natal. Eles são acusados de receber US$ 3 milhões da Odebrecht.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Estado Islâmico deixa moradores de Faluja morrendo de fome

Com o bloqueio das rotas de suprimento pelo Exército do Iraque e aliados, e a proibição de deixar a cidade dominada pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a população de Faluja está passando fome, advertiu ontem a organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos), citada pela televisão pública britânica BBC.

Sem abastecimento, o que resta de comida está sendo vendidos a preços muito maiores do que o normal, obrigando os mais pobres a tentar se alimentar até com sopa de grama. Um saco de 50 quilos de farinha de trigo custa US$ 750 (R$ 2.762). Uma saca de açúcar vale US$ 500 (R$ 1.841).

Em Bagdá, a 50 quilômetros de distância, a farinha sai US$ 15 e o açúcar US$ 40.

"A população está sitiada pelo governo e presa pelo Estado Islâmico - e está morrendo de fome", afirmou o subdiretor da ONG para o Oriente Médio, Joe Stark.

Quem tenta fugir está sob ameaça de ser fuzilado. Se todos os civis saírem da cidade, os milicianos do EI não terão como se misturar à população para tentar escapar do cerco. Neste caso, os terroristas estão usando os moradores como escudos humanos. É mais um crime de guerra no longo prontuário do EI.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Arábia Saudita rompe relações com Irã após executar clérigo xiita

A Arábia Saudita anunciou ontem o rompimento de relações diplomáticas com o Irã, depois que manifestantes atacaram a embaixada saudita em Teerã em protesto contra a execução do clérigo Nimr al-Nimr e outros ativistas xiitas condenados por "terrorismo".

Hoje o o Bahrein e o Sudão romperam com o Irã em apoio à posição saudita.

A execução de 47 pessoas "só aumenta as manchas da problemática relação saudita com os direitos humanos", deplorou Sarah Leah, diretora de Oriente Médio da organização não governamental americana Human Rights Watch. A Anistia Internacional também condenou as execuções, acusando a Arábia Saudita de "usar o antiterrorismo para resolver diferenças políticas".

Nunca a monarquia petroleira da Arábia Saudita, sunita, e a República Islâmica do Irã, xiita, estiveram tão perto de uma guerra capaz de conflagrar o Oriente Médio.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Crimes de guerra do Estado Islâmico estão documentados

Os crimes de guerra da milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, inclusive o uso do estupro e da violência sexual como armas de guerra, estão documentados, afirmou ontem a organização não governamental americana  Human Rights Watch ( Observatório dos Direitos Humanos), citando sua própria investigação.

Em janeiro e fevereiro de 2015, pesquisadores da ONG entrevistaram na cidade de Dohuk 20 mulheres e adolescentes do povo yazidi que conseguiram escapar do grupo jihadista: "O HRW documentou um sistema de agressões sexuais e estupros, escravidão sexual e casamentos forçados. Tais atos são crimes de guerra e talvez crimes contra a humanidade. Muitas mulheres e meninas continuam desaparecidas, mas as sobreviventes que estão no Curdistão iraquiano precisam de assistência psicológica e outros tipos de ajuda", diz o relatório.

Outra organização de defesa dos direitos humanos, a Anistia Internacional, havia denunciado em dezembro de 2014 que a violência sexual, o estupro em massa e a escravidão sexual estavam levando as mulheres yazidis ao suicídio.

Os yazidis são um povo de origem curda que professa o zoroastrismo, a mais antiga religião monoteísta, fundada na Antiga Pérsia pelo profeta Zoroastro, considerada diabólica pelos jihadistas do Estado Islâmico. No mundo inteiro, há cerca de 700 mil yazidis, dos quais 500 a 600 mil vivem no Norte do Iraque, informa o jornal The Washington Post.

Uma entrevistada pelo HRW contou que, quando seu nome foi retirado de um chapéu e um islamita a mandou tomar banho, tomou medicamentos para se suicidar. Tentou se eletrocutar no banheiro, mas não havia energia elétrica.

"Fui ao banheiro, abri a torneira e subi numa cadeira para pegar os fios conectados na lâmpada, mas não havia eletricidade", testemunhou. "Depois de perceberem que eu estava fazendo isso, me espancaram com socos e bastões de madeira. Meus olhos ficaram inchados e os braços roxos. Eles me algemaram à pia, cortaram minha roupa com facas e me lavaram. Aí, me tiraram do banheiro, trouxeram uma amiga minha e a estupraram no mesmo quarto." Ambas foram estupradas várias vezes.

Duas meninas tinham apenas 12 anos e foram passadas entre vários milicianos do EI. Uma foi raptada em 3 de agosto de 2014, quando sua família tentava fugir. As mulheres foram separadas dos homens e mandadas para uma casa em Mossul.

"Os homens vinham e nos escolhiam", lembrou a menina. "Quando chegavam, nos diziam para ficar de pé e examinavam nossos corpos. Pediam para mostramos o cabelo e às vezes batiam nas meninas que se recusavam. Usavam dishdashas [calças que vão até o tornozelo] e tinham cabelos e barbas longas."

Quando perguntou o que fariam com ela, foi estuprada: "Ele passou três dias fazendo sexo comigo." Não foi o único. Ela foi passada entre sete milicianos do Estado Islâmico, acrescenta o relatório. "Às vezes, eu era vendida. Às vezes, dada como presente. O último cara foi o mais abusado. Ele amarrava meus braços e pernas."

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Rebeldes sírios massacraram 190 civis

Pelo menos 190 civis foram mortos num ataque conjunto de 20 grupos armados de oposição da Síria contra a província de Latakia em 4 de agosto de 2013, denunciou hoje a organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos).

Os rebeldes derrotaram rapidamente as forças governamentais e avançaram rumo às aldeias de minoria alauíta, que apoia o regime. Eles capturaram 200 civis, alguns dos quais continuam detidos, e mataram 190 civis. Pelo menos 67 foram executados sumariamente.

"Aldeia após aldeia, as casas foram destruídas e incendiadas e a população desapareceu", descreveu um pesquisador do HRW, citado no jornal digital americano The Huffington Post.

terça-feira, 3 de julho de 2012

ONG denuncia 27 centros de tortura na Síria

Depois de entrevistar mais de 200 presos durante a revolta popular na Síria, a organização não governamental Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humano) identificou 27 centros de tortura usados pela ditadura de Bachar Assad para obter informações e quebrar a fibra moral dos rebeldes.

No relatório Arquipélago de Torturas: prisões arbitrárias, tortura e desaparecimentos forçados, de 81 páginas, divulgado hoje, a ONG revela a localização, os métodos usados e quem comanda os porões de ditadura síria nesta guerra civil em que cerca de 15 mil pessoas foram mortas em pouco menos de um ano e quatro meses.

Os quatro maiores centros de tortura seriam controlados pelos principais serviços secretos sírios, que concorrem entre si: o Departamento de Inteligência da Polícia, o Diretório de Segurança Política, o Diretório de Inteligência Geral e o Diretório de Inteligência da Força Aérea.

A organização de defesa dos direitos humanos quer que o Conselho de Segurança das Nações Unidas encaminhe o caso para o Tribunal Penal Internacional. Como a Síria não aderiu ao Estatuto de Roma, que criou o tribunal, só pode ser enquadrada por determinação do Conselho de Segurança.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

ONG pede investigação sobre 72 mortes na Líbia

Os bombardeios da Organização do Tratado do Atlântico Norte à Líbia, autorizados pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas para proteger a população civil, mataram pelo menos 72 pessoas inocentes e suas mortes devem ser investigadas, exigiu hoje a organização não governamental Human Rights Watch (Observatório ou Vigília dos Direitos Humanos).

Em um relatório de 76 páginas, a organização pede à OTAN uma "compensação imediata e adequada" às famílias dos 72 mortos. A ONG investigou oito locais atingidos por bombardeios aéreos das potências ocidentais e concluiu que 20 mulheres e 24 crianças foram mortas por eles, informa a AFP (Agência France Presse).

A aliança militar liderada pelos Estados Unidos interveio na guerra civil líbia sob pressão da França e do Reino Unido em março de 2011, quando as forças leais ao coronel Muamar Kadafi fechavam o cerco sobre Bengázi, a segunda maior cidade do país, diante de ameaça de um massacre dos rebeldes.

Vários países criticaram a atuação da OTAN, acusando-a de ir além do mandato para derrubar Kadafi. Os governos dos EUA, França e Reino Unido alegaram que seria impossível proteger a população civil com o ditador no poder.

Outro grupo de defesa dos direitos humanos, a Anistia Internacional, havia pedido em março deste ano a investigação de 55 mortes supostamente causadas por erros da aliança atlântica.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

China condena dissidente a 11 anos de prisão

O regime comunista da China condenou  o líder dissidente Liu Xiaobo a 11 anos de cadeia por "subversão".

As Nações Unidas denunciaram a sentença como um retrocesso na abertura do país, e os Estados Unidos exigiram a libertação imediata do oposicionista..

Liu passou um ano e meio na prisão por sua participação no movimento dos estudantes por liberdade e democracia que terminou no massacre na Praça da Paz Celestial, em 4 de junho de 1989, e três anos, de 1996 a 1996, num centro de reeducação com trabalhos forçados.

Agora, Liu foi processado por defender a democratização do país como um dos autores da Carta 08, lançada na época da Olimpíada de Pequim.

A organização não governamental Human Rights Watch (Vigília dos Direitos Humanos) prevê que 2010 será um ano de forte repressão aos dissidentes chineses.

sábado, 20 de setembro de 2008

Chávez expulsa defensores dos direitos humanos

Em mais uma atitude prepotente e arbitrária, a Venezuela expulsou dois diretores da organização não-governamental Human Rights Watch (Vigília dos Direitos Humanos).

Horas antes, José Miguel Vivanco, diretor regional da ONG, e David Wilkinson haviam apresentado um relatório denunciando o desrespeito à liberdade de imprensa, o fim da separação entre os poderes e a intolerância política que marcam os últimos 10 anos desde a vitória de Hugo Chávez na eleição presidencial de 1998.

Ambos tinham entrado na Venezuela com vistos de turista. Isso os impedia de exercer atividades políticas. Foi a desculpa usada pelo chavismo para expulsá-los. Os dois foram detidos e levados diretamente para o aeroporto

Pior foi o argumento do ministro da Informação da Venezuela. Ele acusou a ONG de ser aliada na luta dos Estados Unidos contra o governo venezuelano e de criar um clima propício a uma suposta tentativa de golpe denunciada pelos aliados do presidente na campanha para as eleições municipais venezuelanas. Alguns oficiais foram presos.

É típico de governos autoritários usar a suposta ameaça de inimigos externos para submeter a oposição interna, acusando-a de estar a serviço do inimigo. O presidente dos Estados Unidos, George Walker Bush, e seu Partido Republicano também fazem isso. No seu estilo caubói, tem mais semelhanças do que o caudilho venezuelano desconfia.

A Human Rights Watch não poupado críticas ao governo Bush na sua guerra contra o terrorismo, marcada por tortura, seqüestro, desaparecimento de pessoas e detenções ilegais. Para a propaganda chavista, isso pouco importa.

Em entrevista à GloboNews, Vivanco disse que nunca havia sido expulso de país algum dessa maneira. Ele foi colocado em um vôo da Varig para São Paulo. Só soube qual seria seu destino ao embarcar.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Human Rights Watch acusa Talebã de crimes de guerra

A Milícia dos Talebã (Estudantes) é responsável por crimes de guerra e ataques contra a população afegã que mataram pelo menos 726 civis inocentes em 2006 e nos dois primeiros meses de 2007, denuncia a organização não-governamental de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch.

O relatório O Custo Humano: as conseqüências dos ataques dos insurgentes no Afeganistão acusa também as forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a aliança militar liderada pelos Estados Unidos, e o Exército afegão por ataques indiscriminados que provocaram a morte de 230 civis inocentes no ano passado. Houve 132 atentados suicidas, sendo 20 contra alvos puramente civis.

"Cada vez mais se cometem crimes contra civis", inclusive trabalhadores de agências de ajuda humanitária, médicos, religiosos, funcionários públicos e jornalistas. "Mesmo quando o principal alvo é militar, os ataques dos insurgentes são tão indiscriminados que as principais vítimas terminam sendo civis."

A Milícia dos Talebã governou o Afeganistão de 1996 até outubro de 2001, quando foi derrubada por uma invasão americana destinada a punir os responsáveis pelos atentados de 11 de setembro de 2001, a rede terrorista Al Caeda, que tinha suas bases e centros de treinamento em território afegão, com a conivência do regime dos Talebã.