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quinta-feira, 23 de abril de 2020

Meias medidas não vão derrotar o coronavírus, adverte especialista

The New England Journal of Medicine, a revista médica mais prestigiada do mundo, publicou editorial defendendo pelo menos dez semanas de isolamento rigoroso como a China fez um Wuhan e um trabalho intensivo para parar a covid-19, com um comando central unificado, o que os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro não fazem, testagem em massa, isolamento dos doentes e dos casos suspeitos e proteção aos profissionais de saúde. 

O médico Harvey Fineberg adverte que é preciso ter informações suficientes sobre o inimigo: onde se esconde, a rapidez com que se move, onde é mais ameaçador e quais são suas vulnerabilidades. 

Ele defende a divisão da população em cinco grupos: os infectados, os que apresentam sintomas mas seus testes deram resultado negativo, quem foi exposto, quem não se sabe se foi exposto e quem se recuperou da infecção e está imune. 

Os casos graves seriam hospitalizados. Os menos graves ficariam em centros de convenções vazios. Os expostos que não têm sintomas iriam para hotéis que estão vazios.

“Se continuarmos com meias medidas”, adverte o especialista em saúde pública, corremos o risco de sobrecarregar a economia com aumento nos gastos com saúde, consumidores receosos e uma longa restrição às atividades de produção e consumo. 

Em resumo, é preciso ter uma estratégia clara para derrotar o vírus e abrir caminho para o renascimento da econômica. 

Na entrevista coletiva diária da Casa Branca, o presidente Donald Trump apresentou dados para alegar que o calor poderia matar o vírus ou reduzir seu tempo de sobrevivência com exposição ao sol e ao calor. Mas cientistas franceses tiveram de esquentar a água até perto do ponto de ebulição, a noventa graus centígrados, para matar o novo coronavírus. Meu comentário:

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Total de casos confirmados da pandemia passa de 2 milhões

O total de casos confirmados da pandemia do novo coronavírus passa de 2 milhões, com mais de 134.600 mortes e 510 mil casos de cura, mortalidade 6,46%. 
Os Estados Unidos voltaram a ter mais de 2 mil mortes em 24 horas e a França teve 1.438. Epidemiologistas da Universidade de Harvard temem novas ondas de contaminação até 2025, se não houver vacina nem tratamento. 

No Brasil, há 28.912 casos confirmados e 1.760 mortes, letalidade de 6,1%. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, rejeita a demissão do secretário nacional de Vigilância Sanitária, Wanderson Oliveira, e diz que sua equipe sai toda, em conjunto. O presidente Jair Bolsonaro busca um novo ministro e deve demitir Mandetta até sexta-feira.


Nos Estados Unidos, já são quase 665 mil casos confirmados e mais de 28.500 mortes, com mortalidade de 4,43%. 

A Itália tem 21.645 mortes em 165.155, com mortalidade de 13,1%. A Espanha tem mais casos confirmados do que a Itália, mais de 180 mil e 18.812 mortes, com letalidade de 10,41%. 

A França registra 17.167 mortes em 147 mil 863 casos confirmados, letalidade de 11,61 por cento, mas o número de internacionais diminuiu nas últimas 24 horas. O Reino Unido teve 12 mil 868 mortes em 98 mil 476 casos confirmados, letalidade de 13 por cento.

Um grupo de epidemiologistas da Universidade de Harvard prevê que novas onsas de contaminação possam acontecer até 2025, se não houver vacina nem tratamento, e que até 2022 será necessário manter a testagem em massa e o distanciamento social. Meu comentário:

sábado, 11 de abril de 2020

EUA são o país com maior número de mortos pela pandemia

Os Estados Unidos ultrapassam a Itália e são o país com maior número de mortes pela pandemia do novo coronavírus. Já eram o país com o maior número de casos confirmados, hoje em 529 mil. 

Com pelo mais 1.708 mortes hoje, os EUA somam 20.455 óbitos. As escolas da Cidade de Nova York, a mais atingida, só reabrem em setembro, depois das férias de verão no Hemisfério Norte.

No mundo inteiro, são 1.774.448 casos registrados, 108.504 mortes e 401.500 pacientes durados.

Com mais de 150 mil casos, a Itália se aproxima de 20 mil mortes, mortalidade de 12,78%. A Espanha tem mais casos, mais de 163 mil, mas menos mortes do que a Itália, 16.606, letalidade de 10,19%.

O Brasil tem 20.727 mil casos confirmados e pelo menos 1.124 mortes, letalidade de 5,42%, mas estes números indicam subnotificação porque o país testa muito pouco.

Durante visita às obras de um hospital em Goiás, pelo terceiro dia seguido, o presidente Jair Bolsonaro voltou a ignorar as recomendações de manter o isolamento físico feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e do seu próprio Ministério da Saúde

Neste sábado a organização não governamental Human Rights Watch, que significa observatório dos direitos humanos, acusou Bolsonaro de colocar os brasileiros em “grave perigo ao incitá-los a não seguir o distanciamento social” e divulgar “informações equivocadas sobre a pandemia”.

A Índia vai estender o confinamento para toda a população, de quase 1 bilhão e 400 milhões de pessoas. Até agora, o país tem 8.446 casos confirmados e 288 mortes.

A Argentina prorroga a quarentena até 26 de abril. No momento, tem 1.975 casos confirmados e 83 mortes.