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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Arábia Saudita rompe relações com Irã após executar clérigo xiita

A Arábia Saudita anunciou ontem o rompimento de relações diplomáticas com o Irã, depois que manifestantes atacaram a embaixada saudita em Teerã em protesto contra a execução do clérigo Nimr al-Nimr e outros ativistas xiitas condenados por "terrorismo".

Hoje o o Bahrein e o Sudão romperam com o Irã em apoio à posição saudita.

A execução de 47 pessoas "só aumenta as manchas da problemática relação saudita com os direitos humanos", deplorou Sarah Leah, diretora de Oriente Médio da organização não governamental americana Human Rights Watch. A Anistia Internacional também condenou as execuções, acusando a Arábia Saudita de "usar o antiterrorismo para resolver diferenças políticas".

Nunca a monarquia petroleira da Arábia Saudita, sunita, e a República Islâmica do Irã, xiita, estiveram tão perto de uma guerra capaz de conflagrar o Oriente Médio.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Arábia Saudita prende suspeitos de ataque terrorista

A polícia da Arábia Saudita prendeu hoje seis suspeitos de uma ação terrorista na Província Oriental em que mascarados mataram cinco pessoas e feriram outras nove ontem num bairro da cidade de Al-Dalwa de maioria xiita, informaram as agências de notícias Gulf News e Reuters.

O ataque aconteceu no momento em que a comunidade xiita celebrava o Festival da Achura, que lembra o martírio do imã Hussein ibn Ali, neto do profeta Maomé, na Batalha de Carbalá, no ano 680 da era cristã, uma das datas-chaves do cisma entre sunitas e xiitas, observa a televisão pública britânica BBC.

Como o wahabismo, uma corrente sunita, é considerado pelo governo saudita como a interpretação correta do Corão, os xiitas, cerca de 15% dos 20 milhões de sauditas, são vistos como suspeitos e discriminados, embora as autoridades neguem. Isso explica atos terroristas como o de ontem. De acordo com relatos publicados nas redes sociais, três homens armados com revólveres e metralhadoras dispara contra a multidão que deixava um local de oração.

A tensão aumentou na Província Oriental depois da condenação à morte por sedição do clérigo e ativista xiita xeque Nimr al-Nimr, em 15 de outubro de 2014, sob protestos de sua família, que alega que ele sempre usou "métodos pacíficos e não violentos" em sua pregação, noticia o jornal inglês The Guardian.

No Oriente Médio, há hoje um amplo conflito entre sunitas e xiitas no Iraque, na Síria e no Líbano capaz de conflagrar toda a região.