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domingo, 18 de junho de 2017

Segundo turno confirma maioria de Macron na Assembleia Nacional

Com o fechamento total das urnas no segundo turno das eleições parlamentares na França, a aliança entre a República em Marcha (ReM) e Movimento Democrático (MoDem), liderada pelo presidente Emmanuel Macron, confirma sua maioria absoluta na Assembleia Nacional. Deve eleger 355 dos 577 deputados, indica a pesquisa Ipsos/Sopra Steria.

Sozinha, a ReM deve ter 311 deputados, o que lhe garantiria maioria absoluta sem alianças. A segunda maior bancada será da coalizão entre Os Republicanos, o tradicional partido conservador herdeiro da tradição do general Charles de Gaulle, e a União Democrática Independente (UDI), com cerca de 125 deputados, cem a menos.

A coalizão do Partido Socialista (PS), que estava no poder no governo François Hollande e tinha maioria no Parlamento antes da revolução de Macron, ex-ministro da Economia de Hollande, terá 49 deputados, dos quais 34 do PS.

Em entrevista coletiva neste momento, o primeiro-secretário do PS, Jean Christophe Cambdélis, defendeu a reaglutinação da esquerda em torno de um programa progressista para enfrentar o liberalismo de Macron e o ultranacionalismo da neofascista Frente Nacional (FN).

O PS perdeu votos à direita para a ReM e à esquerda para a aliança de ultraesquerda França Insubmissa, liderada por Jean-Luc Mélenchon, que terá 30 deputados, sendo 11 do Partido Comunista Francês (PCF).

Diante de uma abstenção estimada inicialmente em 56,8%, depois de registrar 52% no primeiro turno, Mélenchon deve insistir em que Macron não tem o apoio da maioria da França para promover as reformas econômicas liberalizantes que promete, por exemplo, na legislação trabalhistas.

Por sua vez, os comunistas terão mais deputados do que a FN, que deve conquistar ao menos oito cadeiras. Para formar um grupo parlamentar, pela lei francesa, são necessários ao menos 15 deputados. Mas, na sua quarta tentativa, sua líder, Marine Le Pen, derrotada por Macron na eleição presidencial, entrou na Assembleia Nacional.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Macron terá ampla maioria na Assembleia Nacional, prevê pesquisa

O novo partido Revolução em Marcha (ReM), criado há pouco mais de um ano pelo presidente Emmanuel Macron, pode ter uma ampla maioria na Assembleia Nacional da França, indicou uma pesquisa do instituto Ipsos/Sofra.

A aliança do ReM com o Movimento Democrático (MoDem) deve obter 29,5% dos votos no primeiro turno das eleições parlamentares, no domingo, e pode eleger uma bancada de 385 a 415 deputados na Assembleia Nacional, de 577 cadeiras.

Na mesma pesquisa, a coalizão do partido conservador Os Republicanos com a centrista União Democrática Independente (UDI) teve 23% das preferências Elegeria entre 105 e 125 deputados. Na atual legislatura, os gaulistas tem 199 deputados e a UDI, 27 cadeiras.

Em terceiro, ficou a ultradireitista Frente Nacional (17%). Como no segundo turno os outros partidos costumam se aliar contra a extrema direita, a expectativa é que a FN tenha de 5 a 15 cadeiras. De acordo com o regimento interno da Assembleia Nacional, são necessários pelo menos 15 deputados para formar um grupo parlamentar.

Com 12,5% das preferências, a frente de esquerda França Insubmissa (12,5%) deve eleger de 12 a 22 deputados. A aliança do Partido Socialista com o Partido Radical de Esquerda ficou em quinto lugar em intenções de voto, com 8,5%, mas deve eleger a terceira maior bancada, de 25 a 35 deputados.

A cinco dias do primeiro turno, cerca de 60% dos eleitores inscritos pretendem votar. O segundo turno será realizado em 18 de junho de 2017.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Aliança de Macron lidera pesquisa na França

A aliança centrista entre o movimento República em Marcha, do presidente Emmanuel Macron, e o Movimento Democrático (MoDem) está na frente nas pesquisas sobre as eleições parlamentares de 11 e 18 de junho de 2017. 

Os aliados de Macron tem 29,5% das preferências contra 22% da coalizão entre o partido de centro-direita Os Republicanos e a centrista União Democrática Independente (UDI), indica pesquisa do instituto Ipsos/Sopra Steria.

Na mesma sondagem, 58% declararam estar satisfeitos com a atuação de Macron e 65% com sua postura presidencial. Um terço admite mudar seu voto.

A Frente Nacional, de extrema direita, ficou em terceiro lugar com 18%. A França Insubmissa, de extrema esquerda, teve 11,5% das intenções de voto, na frente dos socialistas e radicais de esquerda (9%).

Cerca de 45% dos franceses não querem que o presidente tenha maioria absoluta na Assembleia Nacional, preferem um governo de coalizão, enquanto 28% querem uma ampla vitória de Macron.