Mostrando postagens com marcador IFOP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador IFOP. Mostrar todas as postagens

domingo, 23 de julho de 2017

Popularidade de Macron cai 10 pontos para 54%

Com uma queda de 10 pontos percentuais em julho, a popularidade do presidente da França, Emmanuel Macron, baixou para 54%, indica uma pesquisa do Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop) publicada hoje no Journal de Dimanche.

Desde maio a julho de 1995, quando Jacques Chirac caiu 15 pontos, um presidente francês não sofria uma perda de popularidade tão forte nos primeiros três meses de governo.

"Não é o fim do estado de graça, mas um primeiro alerta muito sério",  advertiu o JDD. Quando foi eleito, no segundo turno, em 7 de maio, Macron tinha o apoio de 62% dos franceses. Em junho, 64% estavam satisfeitos com o presidente.

O general Charles de Gaulle perdeu cinco pontos em três meses em 1966, de 61% para 56%. François Mitterrand recuou sete pontos em 1981, depois de sua primeira eleição, de 54% a 47%.

Entre as razões para a queda na popularidade do jovem presidente da França estão o bate-boca com o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Pierre de Villiers, que reclamava dos cortes orçamentários e pediu demissão. Macron passou uma imagem de arrogância e foi comparado a Napoleão Bonaparte.

O aumento da contribuição previdenciária e a expectativa de reformas que aumentem a idade da aposentadoria e simplifiquem a legislação trabalhista preocupam boa parte do eleitorado, além das esperadas demissões e cortes de vagas no serviço público.

Macron perdeu 11 pontos percentuais entre os maiores de 65 anos e 14 pontos na faixa de 50 a 64 anos. Caiu 12 pontos entre os eleitores do Partido Socialista e 18 pontos entre os funcionários públicos.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Dois terços das francesas já simularam orgasmo

Às vésperas do Dia Mundial do Orgasmo, celebrado em 21 de dezembro, o Instituto Francês de Opinião Pública (IFOP) divulgou uma pesquisa sobre o prazer sexual. Dois terços das francesas já fingiram ter orgasmo para não decepcionar o parceiro, noticia o jornal Le Monde. A pesquisa foi financiada pelo sítio CAM4.fr, que oferece "webcâmaras gratuitas de sexo ao vivo".

Um terço das francesas (33%) declarou não ter tido prazer na última relação sexual, em contraste com apenas 6% dos homens. Ao todo, 60% das francesas disseram ter prazer com frequência nas relações com seus atuais parceiros, 27% às vezes, 8% raramente e 5% jamais.

Algumas categorias em que foi dividida a mostra revelaram ter mais dificuldades do que outras: as menores de 25 anos, as profissionais de nível superior, as que estão acima do peso e as obesas.

Só 6% das francesas afirmaram ter orgasmo todos os dias, 37% ao menos uma vez por semana, 31% ao menos uma vez por mês e 7% menos de uma vez por mês.

A conclusão da pesquisa é que a sexualidade continua sendo "falocêntrica", orientada para a satisfação sexual masculina: "As técnicas de coito mais praticadas hoje não são aquelas mais destinadas a buscar o prazer da mulher."

A simples penetração vaginal só leva ao orgasmo 28% das mulheres ouvidas na pesquisa, enquanto 38% precisam de uma estimulação clitoriana junto com a penetração e 30% de sexo oral antes da penetração.

Para o IFOP, o segredo da satisfação feminina está na dupla estimulação, vaginal e clitoriana, o que acontece duas vezes menos do que a simples penetração. A estimulação do clitóris é fundamental. O instituto aconselha a "relativizar a oposição clássica e hoje sem sentido entre o orgasmo vaginal e o clitoriano".

A pesquisa também conclui que a tradicional "posição do missionário" ou papai e mamãe, como é mais conhecido, com homem por cima e mulher por baixo, pode dar plena satisfação à mulher. Mas destaca a importância de posições sexuais condenadas moralmente por muito tempo e em várias culturas machistas por dar mais iniciativa à mulher.

Um exemplo é a posição de Andrômaca, em que o homem se deita na cama, a mulher senta em cima do pênis e cavalga, permitindo uma penetração mais profunda. Outra é quando simplesmente ela se deita sobre o homem, a posição fêmea superior.

Essas três posições citadas acima são consideradas mais conducentes à satisfação da mulher do que a clássica posição do cachorrinho, em que a mulher fica de quatro e o homem a penetra por trás, ajoelhado ou em pé, acrescenta a pesquisa: "A distância entre prevalência e eficácia tendem a reforçar a ideia de que ela responde mais às fantasias masculinas do que à satisfação feminina."

A grande falha na pesquisa, critica Le Monde, é não ter examinado o papel das preliminares, a estimulação sexual anterior à penetração, na plena satisfação da mulher, que envolve todo um jogo de carícias que não precisam ficar restritas aos órgãos sexuais.