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sábado, 5 de novembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 5 de Novembro

 IMPÉRIO MUGAL

    Em 1556, um Exército mugal vence o general hindu Hemu, que tenta usurpar o trono do recém-aclamado imperador Akbar, de apenas 14 anos. Akbar consolida o poder e leva o império a uma glória sem precedentes.

O Império Mugal, com uma cultura persa-islâmica com elementos indianos, existe 1526 a 1857 e chega a dominar quase todo o subcontinente indiano, antes da colonização da Índia pelo Império Britânico.

O Taj Mahal, um dos monumentos históricos mais famosos da Índia, é construído pelo quinto imperador mugal, Shah Jahan, em homenagem à sua terceira e preferida esposa, que morre ao dar à luz seu 14º filho.

CONSPIRAÇÃO DA PÓLVORA

    Em 1605, o rei Jaime I, da Inglaterra, Jaime VI na Escócia, fica sabendo de uma tentativa de explodir o Parlamento numa conspiração católica para afastar os protestantes, que são maioria na Câmara dos Comuns, embora o rei seja católico, escocês, da Dinastia Stuart.

Por volta da meia-noite de 4 para 5 de novembro, o juiz de paz Sir Thomas Knyvet encontra Guy Fawkes no porão do Palácio de Westminster em atitude suspeita e manda revistar o local. A polícia encontra 20 barris de pólvora.

Guy Fawkes é preso. Sob tortura, confessa fazer parte de uma conspiração católica.

O líder da Conspiração da Pólvora é Robert Catesby, um católico com pai perseguido no reinado de Elizabeth I (1558-1603) por não se submeter à Igreja da Inglaterra. Fawkes, convertido ao catolicismo, é fanático a ponto de lutar pelo Exército da Espanha contra a Holanda.

Catesby alicia mais conspiradores, entre eles Francis Tresham e aluga o porão que vai até o Parlamento. Fawkes coloca os barris de pólvora, cobertos por carvão e madeira para disfarçar.

Quando se aproxima a sessão do Parlamento marcada para 5 de novembro, Tresham avisa o cunhado, Lorde Monteagle, a não ir. Monteagle avisa as autoridades.

Nas próximas semanas, todos os conspiradores são presos ou mortos. Mas os ingleses festejam até hoje o Dia de Guy Fawkes, o homem que tentou explodir o Parlamento, com fogos de artifício e a malhação de um judas.

WILSON VENCE PRESIDENTES

    Em 1912, o democrata Woodrow Wilson obtém uma ampla vitória sobre o presidente republicano William Howard Taft e o ex-presidente Theodore Roosevelt, do Partido Progressista, na única eleição da história dos Estados Unidos em que dois presidentes são derrotados por outro candidato.

Wilson governa por dois mandatos e convence os norte-americanos a entrar na Primeira Guerra Mundial (1914-18), "a guerra para acabar com todas as guerras", em 1917. No fim do conflito, seu plano de paz de 14 pontos é a base das negociações da Conferência de Paz de Versalhes, a "paz para acabar com todas as pazes". Inclui a criação da Liga das Nações, a primeira organização internacional de caráter universal dedicada à paz mundial.

ATAQUEM PEARL HARBOR

    Em 1941, a Marinha de Guerra do Império do Japão recebe a ordem ultrassecreta de preparar o bombardeio à Frota do Pacífico dos Estados Unidos estacionada em Pearl Harbor, no Havaí, o que acontece em 7 de dezembro e leva os EUA a entrar na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

As relações entre os dois países se deterioram em 1940, quando o Japão invade a Indochina e ameaça as Filipinas, um protetorado norte-americano. Os EUA fecham o Canal do Panamá a navios japoneses e impõem um embargo à venda de petróleo ao Japão, que depende totalmente da importação do produto.

Em setembro de 1941, o presidente Franklin Delano Roosevelt ameaça ir à guerra se o Japão invadir mais algum país do Sudeste Asiático. 

Os militares dominam a política japonesa. Em 17 de outubro, o ministro da Guerra, almirante Hideki Tojo, se torna primeiro-ministro e deixa claro nas negociações que o Japão não pretende se retirar dos territórios ocupados.

Tojo usa a ameaça de guerra de Roosevelt para justificar o bombardeio de Pearl Harbor e também da Península Malaia, das Índias Orientais Holandesas (hoje Indonésia) e das Filipinas, numa guerra contra as potências imperiais do Ocidente.

VELHO CAMPEÃO

    Em 1994, aos 45 anos, George Foreman se torna o campeão dos pesos-pesados mais velho do boxe ao vencer Michael Moorer, de 26 anos, em Las Vegas no 10º assalto.

Mais de 12 mil espectadores veem a primeira derrota de Moorer, que entra no ringue com 35 vitórias em 35 lutas.

Foreman nasce em Marshall, no Texas, em 1949, e abandona a escola cedo. Vira boxer ao participar de um programa de emprego no governo Lyndon Johnson (1963-69). Conquista a medalha de ouro na Olimpíada do México, em 1968, e o título mundial ao derrubar Joe Frazier no segundo assalto, somando 38 vitórias em 38 lutas, 35 por nocaute.

No ano seguinte, perde a luta do século para Mohammed Ali, em Kinshasa, no Zaire, abandona o boxe e vira pregador. Aos 38 anos, volta aos ringues e anos depois reconquista o título mundial.

FOGO AMIGO

    Em 2009, o major Nidal Malik Hasan, um psiquiatra do Exército dos Estados Unidos que tratava casos de estresse pós-traumático, mata 13 pessoas a tiros e fere outras 30, quase todas soldados, na maior base militar do mundo, o Forte Hood, no Texas, de 880 quilômetros quadrados, onde vivem ou trabalham 50 mil militares, além de familiares e do pessoal civil.

O ataque é no centro de processamento onde se apresentam os soldados que vão para as guerras no Iraque e no Afeganistão e são recebidos os que voltam. Dura 10 minutos, até Hasan ser baleado por um civil e preso.

Filho de imigrantes palestinos, Hasan se formou na Universidade Politécnica da Virgínia, Fez formação psiquiátrica na Universidade de Ciências da Saúde em Bethesda e trabalho do Centro Médico Walter Reed, o tribunal militar de Washington, antes de ir para o Forte Hood.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Ex-guarda nacional dos EUA é acusado de ligação com Estado Islâmico

Um ex-guarda nacional do estado da Virgínia será processado por planejar um atentado terrorista nos Estados Unidos em nome do Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Mohamed Bailor Jalloh, cidadão americano nascido em Serra Leoa, na África, foi preso no domingo e denunciado na terça-feira. Pode pegar 20 anos de cadeia.

De acordo com procuradores federais, Jalloh manteve contato com o Estado Islâmico durante uma visita de seis meses à Nigéria no ano passado. Lá, ele teria pensado em ir para a Líbia se juntar à base que a organização terrorista tenta implantar naquele país.

Nos EUA, Jalloh voltou a tentar manter ligações com o Estado Islâmico. Em 9 de abril, ele se encontrou com um informante do FBI, a polícia federal americana, que se fez passar por "militante do Estado Islâmico". Na ocasião, ele elogiou Mohammad Youssef Abdulaziz, o terrorista que matou cinco soldados americanos em Chattanooga, no estado do Tennessee, no ano passado.

Jalloh confessou ao agente secreto que planejava realizar um atentado como o do major Nidal Hassan, que matou 13 colegas no quartel de Forte Hood, no Texas, a maior base militar do Exército dos EUA. Ele foi preso no domingo, depois de comprar um fuzil de assalto numa loja de armas de Charlotte, na Carolina do Norte. Por orientação do FBI, a arma foi sabotada.

É mais um exemplo do risco representado por voluntários que por iniciativa própria, sob a inspiração dos jihadistas e suas redes sociais, resolvem cometer atentados e realizar massacres de civis inocentes.

O réu deixou a Guarda Nacional depois de ouvir a pregação jihadista via Internet de Anwar al-Awlaki, um americano que aderiu à rede terrorista Al Caeda e foi morto no Iêmen por um ataque de drones dos EUA.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Tiroteio mata quatro no maior quartel dos EUA

O Forte Hood, no Texas, a maior quartel do Exército dos Estados Unidos, com 41 mil soldados, está fechado por causa de um tiroteio. A morte do único atirador foi confirmada. Mais tarde, soube-se que ele se suicidou. Seria Ivan Lopez, de 31 anos, que sofria de estresse pós-traumático depois de servir na guerra do Iraque. Além dele, três soldados foram mortos e 16 saíram feridas.

No início, havia suspeita de que houvesse um segundo atirador. Os funcionários receberam orientação de fechar as janelas e se afastar delas. Aparentemente o tiroteio começou depois do desentendimento entre dois soldados.

Em novembro de 2009, no mesmo quartel, o major médico Nidal Malek Hassan abriu fogo contra soldados que faziam os exames finais para irem para as guerras no Iraque e no Afeganistão, matando 13 soldados e ferindo outros 35. Preso, alegou estar se vingando as mortes de muçulmanos nesses países. Condenado à morte, aguarda recurso.

A Fox News, uma rede de televisão conservadora alinhada com a direita do Partido Republicano, noticiou que o FBI, a polícia federal dos EUA, estaria atrás de um recruta que estaria planejando uma "guerra santa" tendo Nidal Hassan como exemplo.

O presidente Barack Obama declarou que "a situação ainda é muito fluida" e prometeu "ir fundo para descobrir exatamente o que aconteceu".

Horas depois, o comandante do Forte Hood atribuiu o ataque a um soldado que serviu na guerra do Iraque e estaria passando por tratamento psicoterápico por causa de problemas mentais decorrentes da experiência em campo de batalha.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Hassan é condenado à morte por matança em Forte Hood

O ex-oficial médico psiquiatra do Exército dos Estados Unidos Nidal Malek Hassan foi sentenciado por um tribunal militar com a pena de morte hoje por ter assassinado 13 colegas no Forte Hood, no Texas, em 2009, informou há pouco o jornal The Washington Post.

Em sua defesa, feita por si mesmo, Hassan alegou que estava tentando evitar mais mortes de muçulmanos nas intervenções militares no Afeganistão e no Iraque, onde servira. Ele pediu para ser condenado à morte para virar mártir.

Ao disparar contra militares desarmados que faziam exames médicos antes de embarcar para os países em guerra, o ex-major gritou em árabe "Deus é grande!", o discurso dos extremistas muçulmanos. Eles invocam Alá (Deus) para defender o direito de matar supostos infiéis que, na sua visão medieval retrógrada, não obedecem às ordens divinas.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Major que matou colegas nos EUA é condenado

O major Nidal Hassan, que matou 13 soldados e feriu outros 32 ao disparar contra seus colegas do Exército dos Estados Unidos no Forte Hood, no Texas, em 2009, foi condenado hoje.

Hassan era psiquiatra do Exército e disparou contra soldados desarmados que se preparavam para ir para o Afeganistão ou Iraque. Como muçulmano, ele alegou estar vingando as mortes de inocentes nos dois países invadidos pelos EUA.

A sentença não foi anunciada. O ex-oficial pode pegar prisão perpétua e até pena de morte.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Autor do ataque em Forte Hood quis contatar Al Caeda

O major Nidal Malik Hassan, único suspeito até agora do massacre de 12 soldados e um civil na base militar de Forte Hood, no Texas, na semana passada, tentou entrar em contato com a rede terrorista Al Caeda.

As autoridades militares americanas não levaram adiante a investigação. Isso está provocando revolta.

Hassan deu vários sinais de que estava convertido ideologicamente ao jihadismo:
• defendia o direito de militares muçulmanos não lutarem contra muçulmano por "objeção de consciência";
• declarava que "os muçulmanos têm o direito de se defender"
• chegou a defender o terrorismo suicida.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Major mata 11 na maior base dos EUA

O major Nidal Malek Hassan matou 13 pessoas, 12 militares e um civil, ontem à tarde no Forte Hood, no Texas, a maior base militar dos Estados Unidos e do mundo. Ele trabalhava como psiquiatra e estaria revoltado porque ia para o Iraque.

Por volta de 16h30, pelo horário de Brasília, o major atacou perto do Centro de Prontidão, por onde os soldados americanos fazem checkups antes de irem para as guerras no Iraque e no Afeganistão e quando voltam.

As primeiras informações eram de que Hassan tinha sido morto pela Polícia do Exército. Agora há pouco, um porta-voz militar americano disse que ele foi ferido mas está no hospital em situação estável.

Assim que o atirador foi identificado, o Conselho de Relações Islâmico-Americanas divulgou uma declaração repudiando o massacre.

Em entrevista à rede de televisão Fox News, o coronel Terry Lee, que trabalhou no Forte Hood com o major Hassan, declarou que o atirador era contra as guerras no Iraque e no Afeganistão, "dizia que os EUA não deveriam estar lá e que os muçulmanos tinham o direito de se defender".

Cerca de 50 mil soldados servem no Forte Hood. Na hora do ataque, havia uns 35 mil. Era um dia de formatura e de festa.