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sábado, 27 de janeiro de 2024

Corte da ONU manda Israel fazer todo o possível para evitar genocídio

A Corte Internacional de Justiça das Nações Unidas ordenou ontem Israel a tomar todas as medidas possíveis para impedir o cometimento contra os palestinos na Faixa de Gaza de crimes previstos na Convenção Internacional sobre Prevenção e Punição de Crimes de Genocídio, de 1948, mas exigiu um cessar-fogo imediato.

O mais alto tribunal da ONU, com sede em Haia, na Holanda, também exigiu a libertação imediata de todos os reféns sequestrados no ataque terrorista de 7 de outubro a Israel. Pelo menos 132 ainda estariam em poder de grupos armados palestinos.

Na decisão de 29 páginas, o tribunal de declara competente para examinar a queixa-crime apresentada pela África do Sul contra Israel em 29 de dezembro de 2023, que considerou plausível, e mandou Israel adotar seis das oito medidas preliminares pedidas pelo governo sul-africano.

Tanto a África do Sul quanto Israel e os palestinos apresentaram a decisão como vitória, embora alguns ministros de Israel tenham acusado o tribunal de antissemitismo por não rejeitar a petição.

O julgamento de mérito da reclamação sul-africana, apoiada pelo Brasil, deve levar anos.

As decisões do Tribunal Internacional de Justiça são obrigatórias, mas sua aplicação depende da autorização do Conselho de Segurança da ONU, onde os Estados Unidos costumam usar seu poder de veto para proteger Israel. Têm mais força simbólica do que impacto imediato no campo de batalha.

As Forças Armadas de Israel disseram que a Batalha de Khan Yunes, a mais violenta da guerra, continua em grande intensidade, enquanto a organização não governamental Médicos Sem Fronteiras (MSF) denuncia que o atendimento de saúde em Gaza entrou em colapso.

Um navio de Cingapura foi atingido no Golfo de Áden por um míssil que provocou um incêndio a bordo. A China pressionou o Irã a mandar a milícia huti Ansar Alá (Partidários de Deus) a suspender os ataques a navios, sob pena de prejudicar as relações entre os dois países.

A polícia italiana mandou adiar manifestações a favor dos palestinos marcadas para este sábado em Roma e Milão para não coincidir com o Dia Internacional em Memória do Holocausto, celebrado hoje, data da libertação do campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Fábrica de fornos de Auschwitz vira museu

A fábrica da empresa Topf & Söhne, que fazia os fornos crematórios do campo de concentração de Auschwitz, vai virar museu, revelou a revista alemã Der Spiegel. Será uma maneira de guardar para a História a intimidade das relações da indústria da Alemanha com as políticas de extermínio do nazismo.

Ontem foi o Dia do Holocausto. Comemorou-se a libertação de Auschwitz, o maior de todos os campos de concentração, onde 1,5 milhão de pessoas teriam sido mortas.

A partir de 1940, o que era um quartel do Exército da Polônia próximo a um dos principais entroncamentos ferroviários da Europa Oriental virou um centro do terrorismo mais crual praticado em toda a História da Humanidade.

Em Auschwitz, foram testados todos os tipos de tortura e realizadas experiências de manipulação genética de seres humanos.

A Topf & Söhne também projetou o sistema de ventilação das câmaras de gás.

Acredita-se que 11 milhões de pessoas morreram nos mais de 2 mil campos de concentração e centros de trabalhos forçados da Alemanha nazista. Foram 6 milhões de judeus, 1 milhão de ciganos, soldados inimigos, esquerdistas, homossexuais, deficientes físicos e mentais.