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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Funcionário do Irã nega destruição do reator de Arak

Ao contrário do que anunciou uma agência de notícias do Irã, um funcionário do governo negou que o reator de água pesada da usina nuclear de Arak tenha sido desmantelado e cheio de concreto, noticiou hoje a agência Associated Press (AP).

O funcionário disse que a República Islâmica deve assinar um acordo com a China para reformar o reator e vender a água pesada produzida pelo reator aos Estados Unidos através de um terceiro país, que atuaria como intermediário.

A mudança no reator de Arak para que não produza plutônio, carga para bombas atômicas, é um ponto central do acordo assinado pelo regime dos aiatolás com as cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para desarmar o programa nuclear iraniano.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Estado Islâmico toma maiores campos de gás de Homs

Em mais uma importante vitória, desta vez na Síria, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante assumiu hoje o controle total dos campos de exploração de gás natural de Al-Hail e Arak, os maiores da província de Homs, situados a 40 e 25 quilômetros a nordeste da cidade de Palmira, noticiou a Agência France Presse (AFP).

Foi mais um duro golpe na ditadura de Bachar Assad, que vê sua base se poder em erosão. Os dois de campos eram fontes de energia vitais para as áreas controladas pelo regime sírio.

É mais uma vitória importante para o EI, que acaba de tomar Ramadi, capital da província de Ambar, a maior do Iraque.

Desde 13 de maio de 2015, o Estado Islâmico combate forças do governo da Síria junto às ruínas da cidade histórica de Palmira, patrimônio cultural da humanidade. Chegou a dominar o Norte da cidade até ser expulso por tropas sírias.

Pelo menos 364 pessoas foram mortas em Palmira, inclusive 62 civis, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental ligada à oposição com sede em Londres que faz a contagem de mortos, feridos e refugiados na guerra civil da Síria.

Desde o início do conflito, em 18 de maio de 2015, mais de 220 mil pessoas foram mortas na Síria. Quase 5 milhões fugiram do país.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Secretário de Estado dos EUA promete implementar acordo por fases

Para tentar acalmar os aliados árabes e Israel, que suspeitam do acordo nuclear das cinco grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas e da Alemanha com o Irã, o secretário de Estado americano, John Kerry, anunciou em Lausanne, na Suíça, que a implementação será gradual. A cada etapa, o cumprimento do acordo pelo Irã será avaliado, acrescentou o chefe da diplomacia dos Estados Unidos.

A intenção é reduzir e limitar o programa nuclear iraniano para impedir o país de fazer a bomba atômica, dando amplos poderes para a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão das Nações Unidas, para inspecionar suas instalações. Em troca, a república islâmica exige o fim das sanções internacionais.

Os principais pontos do acordo são:
• A central nuclear iraniana de Natanz será a única autorizada a continuar enriquecendo urânio, mas a teores usados em usinas de produção de energia atômica, de no máximo 3,67%.
• Os estoques de urânio enriquecidos acima disso serão diluídos e o combustível nuclear usado será enviado ao exterior.
• O estoque de urânio que ficará no Iraque será reduzido de 10 mil para 300 quilos.
• O número total de centrífugas será reduzido de 19 mil para 6 mil.
• A usina nuclear subterrânea de Fordo será convertida numa instalação de pesquisas. Ela foi escondida pelo regime fundamentalista iraniano. Só foi descoberta pela espionagem dos EUA.
• O reator de água pesada de Arak, uma das grandes preocupações da França, será redesenhado para que não possa produzir plutônio, outra carga usada em armas atômicas, além do urânio enriquecido.
• Estas três centrais nucleares estarão sujeitas a inspeções rigorosas sem aviso prévio da AIEA.
• Quando o Conselho de Segurança da ONU, os EUA e a União Europeia se certificarem de que o acordo está sendo cumprido, as sanções internacionais serão suspensas

As negociações foram prorrogadas por dois dias porque os EUA exigem que os detalhes estivessem neste acordo preliminar. Até 30 de junho de 2015, precisa haver um acordo definitivo.

domingo, 17 de novembro de 2013

EUA: acordo com Irã para Arak e enriquecimento de urânio

O acordo que as grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha tentam fechar nesta semana com o Irã para a construção da usina nuclear de Arak, suspende o enriquecimento de urânio e autoriza a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a fazer inspeções irrestritas nas instalações nucleares iranianas, disseram fontes do governo dos Estados Unidos ao jornal israelense Haaretz.

As bases do acordo foram reveladas pelo presidente Barack Obama aos líderes do Congresso. Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu repudiou o acordo, afirmando que o Irã poderia produzir a cada três meses material suficiente para fazer uma bomba atômica.

Com a vitória do moderado Hassan Rouhani na eleição presidencial de junho em meio a uma grave crise econômica causada pelas sanções internacionais e o desejo do governo Obama de evitar uma ação militar de Israel contra o Irã, capaz de incendiar o Oriente Médio, as negociações para evitar que o regime fundamentalista iraniano tenha armas nucleares têm sua maior chance de sucesso.

Ao mesmo tempo, Israel estaria negociando com a Arábia Saudita, inimiga do regime xiita iraniano na luta pela supremacia ideológica no islamismo, apoio a uma possível campanha aérea contra as instalações nucleares da república dos aiatolás.