Um ataque aéreo a uma área controlada por rebeldes na província de Idlibe arrasou mais um hospital na guerra civil da Síria, matando 13 pessoas, denunciou hoje a organização não governamental Médicos sem Fronteiras (MsF).
O bombardeio realizado há dois dias destruiu o hospital. Não se sabe se partiu da ditadura de Bachar Assad ou da Força Aérea da Rússia, sua aliada.
Em pouco menos de cinco anos e meio, entre 270 e 400 mil pessoas foram mortas na guerra civil da Síria. A Rússia intervém no conflito há dez meses em apoio à ditadura de Assad, que estava prestes a desabar.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 8 de agosto de 2016
sábado, 30 de julho de 2016
Síria bombardeia hospital materno-infantil em Idlibe
Um bombardeio aéreo destruiu parcialmente ontem o único hospital materno-infantil numa área de 110 quilômetros de raio na província de Idlibe, no Noroeste da Síria, junto à fronteira com a Turquia, informou a organização não governamental Save the Children (Salve as Crianças). A região está sob controle rebelde.
O hospital de Kafer Takharim atende 1,3 mil mulheres e crianças por ano e realizou cerca de 340 partos no mês passado.
Em outros setores da cidade, os bombardeios de forças leais à ditadura de Bachar Assad mataram pelo menos cinco pessoas e deixaram 25 gravamente feridas, noticiou a agência Reuters, citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil na Síria.
O hospital de Kafer Takharim atende 1,3 mil mulheres e crianças por ano e realizou cerca de 340 partos no mês passado.
Em outros setores da cidade, os bombardeios de forças leais à ditadura de Bachar Assad mataram pelo menos cinco pessoas e deixaram 25 gravamente feridas, noticiou a agência Reuters, citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil na Síria.
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Bombardeio aéreo a hospital mata 50 pessoas na Síria
Um ataque aéreo atingiu hoje um hospital de Alepo, na Síria, matando 50 pessoas, entre elas três crianças e três médicos, inclusive o último pediatra da cidade, noticiou a televisão pública britânica BCC citando como fonte a organização não governamental Médicos sem Fronteiras (MsF).
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha advertiu que Alepo, que era a maior cidade e o principal centro econômico da Síria antes da guerra civil, está virando uma catástrofe humanitária, agravada pelos bombardeios a hospitais.
Nos últimos seis dias, pelo menos 160 civis foram mortos em Alepo. Ainda não foi esclarecido se o bombardeio de hoje foi feito por aviões da Síria ou da Rússia, que intervém militarmente na guerra civil síria desde 30 de setembro de 2015. Houve 16 bombardeios a hospitais desde outubro e 346 ataques a 246 clínicas hospitais e postos de saúde em pouco mais de cinco anos de guerra civil.
O sistema de saúde está à beira do colapso. Metade das ambulâncias foi destruída. As regiões sob controle rebelde não recebem medicamentos. A produção farmacêutica local caiu 90%. Atende a menos do que 10% da demanda.
A oposição abandonou as negociações de paz acusando o governo de violar a precária trégua em vigor desde 27 de fevereiro e a enviado especial das Nações Unidas, Staffan de Mistura, alerta que o cessar-fogo pode entrar em colapso a qualquer momento.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha advertiu que Alepo, que era a maior cidade e o principal centro econômico da Síria antes da guerra civil, está virando uma catástrofe humanitária, agravada pelos bombardeios a hospitais.
Nos últimos seis dias, pelo menos 160 civis foram mortos em Alepo. Ainda não foi esclarecido se o bombardeio de hoje foi feito por aviões da Síria ou da Rússia, que intervém militarmente na guerra civil síria desde 30 de setembro de 2015. Houve 16 bombardeios a hospitais desde outubro e 346 ataques a 246 clínicas hospitais e postos de saúde em pouco mais de cinco anos de guerra civil.
O sistema de saúde está à beira do colapso. Metade das ambulâncias foi destruída. As regiões sob controle rebelde não recebem medicamentos. A produção farmacêutica local caiu 90%. Atende a menos do que 10% da demanda.
A oposição abandonou as negociações de paz acusando o governo de violar a precária trégua em vigor desde 27 de fevereiro e a enviado especial das Nações Unidas, Staffan de Mistura, alerta que o cessar-fogo pode entrar em colapso a qualquer momento.
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domingo, 4 de outubro de 2015
MSF negam infiltração de talebã no hospital bombardeado
A organização não governamental Médicos sem Fronteiras (MSF) negou hoje que rebeldes da Milícia dos Talebã (Estudantes) tenham se refugiado no hospital da cidade de Kunduz, no Afeganistão, bombardeado ontem pela Força Aérea dos Estados Unidos, informou a agência Reuters. O total de mortos subiu para 22.
O presidente Barack Obama e o secretário da Defesa dos EUA, Ashton Carter, prometeram realizar
uma ampla investigação sobre o ataque, enquanto o comissário de direitos humanos das Nações Unidas declarou que pode ter sido um crime de guerra e exigiu um inquérito independente.
Três dias depois que o governo afegão anunciou a retomada da cidade, capital da província de Kunduz, as forças de segurança do país ainda enfrentam os extremistas muçulmanos com o apoio da Força Aérea dos EUA.
O presidente Barack Obama e o secretário da Defesa dos EUA, Ashton Carter, prometeram realizar
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| Kunduz está em chamas |
Três dias depois que o governo afegão anunciou a retomada da cidade, capital da província de Kunduz, as forças de segurança do país ainda enfrentam os extremistas muçulmanos com o apoio da Força Aérea dos EUA.
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