Depois de três anos e meio, o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, anunciou hoje em Bagdá o fim da guerra contra a milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que chegou a dominar Mossul, a segunda maior cidade do país.
"Nossas forças controlam completamente a fronteira sírio-iraquiana, e eu anuncio o fim da guerra contra Daech", declarou Abadi, usando o nome derrogatório para o grupo extremista muçulmano. "Nosso inimigo queria matar nossa civilização, mas ganhamos, graças à nossa unidade e nossa determinação."
Durante a ofensiva de 2014, o Estado Islâmico chegou a controlar cerca de um terço do território iraquiano. Junto com os territórios ocupados na Síria, o Califado proclamado em junho daquele ano cobria uma área do tamanho da Grã-Bretanha com 8 a 10 milhões de habitantes.
Com a reconquista de Mossul, em julho de 2017, o braço iraquiano do Estado Islâmico começou a ser decepado. Em 22 de novembro, as forças iraquianas lançaram a última operação contra o grupo jihadista no deserto junto à fronteira com a Síria.
Apesar do anúncio, o Exército do Iraque ainda faz operações de busca no deserto atrás dos últimos esconderijos dos jihadistas.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 9 de dezembro de 2017
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
Forças do Iraque tomam Kirkuk de guerrilheiros curdos
Com a queda da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, os aliados de ocasião começam a lutar entre si. Por ordem do primeiro-ministro Haider al-Abadi, o Exército do Iraque e milícias xiitas aliadas entraram hoje na cidade de Kirkuk, que estava em poder de guerrilheiros curdos.
A operação militar é uma resposta ao plebiscito de 25 de setembro, que aprovou a independência do Curdistão iraquiano. Desde o fim da ditadura de Saddam Hussein com a invasão americana de 2003, os curdos têm autonomia regional no Iraque. Depois de desempenhar um papel importante na guerra contra o Estado Islâmico, ampliando em 40% o território sob seu controle, resolveram dar mais um passo rumo à independência.
Os peshmerga foram totalmente surpreendidos e não tiveram reação diante dos tanques iraquianos. Ficaram especialmente revoltados com a participação das Unidades de Mobilização Popular, milícias xiitas sustentadas pelo Irã. O governo regional curdo acusou o Irã de estar por trás da ofensiva.
Houve alguma resistência no quartel K1, no aeroporto, na refinaria de Kirkuk e no campo de petróleo de Baba Gurgur. Milhares de curdos fugiram rumo à região autônoma.
Enquanto suas milícias atacavam em Kirkuk, o general Kassem Suleimani, comandante da Guarda Revolucionária do Irã, ia ao enterro de Jalal Talabani, líder da União Patriótica do Curdistão, rival do Partido Democrático do Curdistão, chefiado por Massoud Barzani, que controla o governo regional.
Responsável por 6% da produção mundial de petróleo, a província de Kirkuk é uma joia cobiçada tanto pelo governo central do Iraque quando pelo Curdistão independente. Era uma província curda onde Saddam Hussein infiltrou árabes sunitas leais a seu regime numa estratégia de arabização.
Quando a França e o Reino Unido redesenharam o mapa do Oriente Médio depois da derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial, o então subsecretário de Oriente Médio do Ministério do Exterior e da Comunidade Britânica, Winston Churchill, juntou Kirkuk às províncias de Bagdá e Bássora para formar o Iraque. Queria um país suficientemente grande e rico para se contrapor ao vizinho Irã.
Assim, enterrou o sonho do Curdistão independente, uma promessa não honrada dos vencedores da guerra.
A operação militar é uma resposta ao plebiscito de 25 de setembro, que aprovou a independência do Curdistão iraquiano. Desde o fim da ditadura de Saddam Hussein com a invasão americana de 2003, os curdos têm autonomia regional no Iraque. Depois de desempenhar um papel importante na guerra contra o Estado Islâmico, ampliando em 40% o território sob seu controle, resolveram dar mais um passo rumo à independência.
Os peshmerga foram totalmente surpreendidos e não tiveram reação diante dos tanques iraquianos. Ficaram especialmente revoltados com a participação das Unidades de Mobilização Popular, milícias xiitas sustentadas pelo Irã. O governo regional curdo acusou o Irã de estar por trás da ofensiva.
Houve alguma resistência no quartel K1, no aeroporto, na refinaria de Kirkuk e no campo de petróleo de Baba Gurgur. Milhares de curdos fugiram rumo à região autônoma.
Enquanto suas milícias atacavam em Kirkuk, o general Kassem Suleimani, comandante da Guarda Revolucionária do Irã, ia ao enterro de Jalal Talabani, líder da União Patriótica do Curdistão, rival do Partido Democrático do Curdistão, chefiado por Massoud Barzani, que controla o governo regional.
Responsável por 6% da produção mundial de petróleo, a província de Kirkuk é uma joia cobiçada tanto pelo governo central do Iraque quando pelo Curdistão independente. Era uma província curda onde Saddam Hussein infiltrou árabes sunitas leais a seu regime numa estratégia de arabização.
Quando a França e o Reino Unido redesenharam o mapa do Oriente Médio depois da derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial, o então subsecretário de Oriente Médio do Ministério do Exterior e da Comunidade Britânica, Winston Churchill, juntou Kirkuk às províncias de Bagdá e Bássora para formar o Iraque. Queria um país suficientemente grande e rico para se contrapor ao vizinho Irã.
Assim, enterrou o sonho do Curdistão independente, uma promessa não honrada dos vencedores da guerra.
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quinta-feira, 5 de outubro de 2017
Iraque toma última base importante do Estado Islâmico no país
O governo do Iraque anunciou hoje a libertação da última cidade importante do país que ainda estava em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Durante visita oficial a Paris, o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, descreveu a "libertação" de Hawija como "uma vitória não apenas do Iraque, mas do mundo inteiro".
A coalizão liderada pelos Estados Unidos descreveu a vitória como "rápida e decisiva". De acordo com a inteligência curda, os comandantes do Estado Islâmico estão orientando seus milicianos a abandonar as armas e tentar fugir com suas famílias.
Ainda há combates na periferia de Hawija, mas a presença do Estado Islâmico no Iraque se limita a algumas posições no deserto e a cidade de Kaim, na fronteira com a Síria. Pouco mais de três anos depois da proclamação do califado, o poder da milícia se esvai na poeira do deserto.
O Exército do Iraque, destruído pela invasão americana de 2003 e mal reconstruído desde então, reimpõe seu controle sobre áreas do Norte do país ocupadas pelo Estado Islâmico em junho de 2014, quando os soldados iraquianos abandonaram armas de última geração fabricadas nos EUA e fugiram, numa desmoralização total.
Muitos milicianos do Estado Islâmico eram militares das Forças Armadas do ditador Saddam Hussein, derrubado pelos EUA em 2003.
Na Síria, o Estado Islâmico ainda domina uma grande região da fronteira com o Iraque no vale do Rio Eufrates, onde enquanto as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança árabe-curda financiada, armada e treinada pelos EUA, travam a Batalha de Rakka, a capital do califado, com o apoio de uma coalizão aérea de 68 países liderada pelos americanos.
Com a maior parte de Rakka tomada pelas FDS e o Exército da Síria e aliados, inclusive a milícia jihadista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), pressionando pelo outro lado, o moral dos milicianos do Estado Islâmico em Hawija, no Iraque, entrou em colapso.
Pelo menos 600 milicianos do Estado Islâmico se renderam às forças curdas em Dibis, na província de Kirkuk. Outros 400 a 500 suspeitos estão sendo interrogados. Antes do início da Batalha de Hawija, em 21 de setembro, havia entre 2 e 3 mil homens do Estado Islâmico na região.
A coalizão liderada pelos Estados Unidos descreveu a vitória como "rápida e decisiva". De acordo com a inteligência curda, os comandantes do Estado Islâmico estão orientando seus milicianos a abandonar as armas e tentar fugir com suas famílias.
Ainda há combates na periferia de Hawija, mas a presença do Estado Islâmico no Iraque se limita a algumas posições no deserto e a cidade de Kaim, na fronteira com a Síria. Pouco mais de três anos depois da proclamação do califado, o poder da milícia se esvai na poeira do deserto.
O Exército do Iraque, destruído pela invasão americana de 2003 e mal reconstruído desde então, reimpõe seu controle sobre áreas do Norte do país ocupadas pelo Estado Islâmico em junho de 2014, quando os soldados iraquianos abandonaram armas de última geração fabricadas nos EUA e fugiram, numa desmoralização total.
Muitos milicianos do Estado Islâmico eram militares das Forças Armadas do ditador Saddam Hussein, derrubado pelos EUA em 2003.
Na Síria, o Estado Islâmico ainda domina uma grande região da fronteira com o Iraque no vale do Rio Eufrates, onde enquanto as Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança árabe-curda financiada, armada e treinada pelos EUA, travam a Batalha de Rakka, a capital do califado, com o apoio de uma coalizão aérea de 68 países liderada pelos americanos.
Com a maior parte de Rakka tomada pelas FDS e o Exército da Síria e aliados, inclusive a milícia jihadista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), pressionando pelo outro lado, o moral dos milicianos do Estado Islâmico em Hawija, no Iraque, entrou em colapso.
Pelo menos 600 milicianos do Estado Islâmico se renderam às forças curdas em Dibis, na província de Kirkuk. Outros 400 a 500 suspeitos estão sendo interrogados. Antes do início da Batalha de Hawija, em 21 de setembro, havia entre 2 e 3 mil homens do Estado Islâmico na região.
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
Turquia adverte curdos do Iraque a não declarar independência
A Turquia elogiou hoje uma decisão da Assembleia Nacional do Iraque para rejeitar a proposta de realização de um plebiscito sobre a independência do Curdistão iraquiano convocado para 25 de setembro. O governo turco teme a eclosão de um movimento pela independência do Sudeste do país, onde os curdos são maioria, e ameaçou tomar medidas de força em caso de aprovação.
O Parlamento iraquiano autorizou o primeiro-ministro Haider al-Abadi de "tomar todas as medidas necessárias" para manter a unidade do Iraque, inclusive o uso da força. O líder curdo Massoud Barzani prometeu levar à frente a votação, que considera "um direito natural".
"Consideramos a posição de insistência da liderança curda iraquiana em relação ao plebiscito e suas declarações cada vez mais emocionais preocupantes", declarou em nota o Ministério do Exterior da Turquia. "Deve-se nota que esta insistência tem um custo. Pedimos que ajam com bom senso e abandonem este projeto errôneo imediatamente."
Com cerca de 35 milhões de pessoas, os curdos são a maior nação do mundo sem um Estado Nacional, uma antiga aspiração enterrada pelo Império Britânico no fim da Primeira Guerra Mundial. O povo curdo se espalha pela Turquia, o Irã, o Iraque, a Síria e o Azerbaijão. A maioria, estimada em 15 a 20 milhões, vive na Turquia.
Na guerra civil da Síria, os curdos são a principal força terrestre aliada dos Estados Unidos na guerra contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O ditador turco, Recep Tayyip Erdogan, teme que uma faixa do Norte da Síria liberada pelas Forças Democráticas Sírias (FDS) se una ao Curdistão iraquiano.
Hoje, o Curdistão iraquiano é uma região semi-autônoma do Norte do Iraque, onde a vive a terceira maior população curda, estimada em 5,6 a 8,5 milhões de pessoas. Depois do avanço do Estado Islâmico no Iraque em 2014, os curdos passaram a ter ainda mais autonomia na prática em relação ao frágil governo central de Bagdá.
O Parlamento iraquiano autorizou o primeiro-ministro Haider al-Abadi de "tomar todas as medidas necessárias" para manter a unidade do Iraque, inclusive o uso da força. O líder curdo Massoud Barzani prometeu levar à frente a votação, que considera "um direito natural".
"Consideramos a posição de insistência da liderança curda iraquiana em relação ao plebiscito e suas declarações cada vez mais emocionais preocupantes", declarou em nota o Ministério do Exterior da Turquia. "Deve-se nota que esta insistência tem um custo. Pedimos que ajam com bom senso e abandonem este projeto errôneo imediatamente."
Com cerca de 35 milhões de pessoas, os curdos são a maior nação do mundo sem um Estado Nacional, uma antiga aspiração enterrada pelo Império Britânico no fim da Primeira Guerra Mundial. O povo curdo se espalha pela Turquia, o Irã, o Iraque, a Síria e o Azerbaijão. A maioria, estimada em 15 a 20 milhões, vive na Turquia.
Na guerra civil da Síria, os curdos são a principal força terrestre aliada dos Estados Unidos na guerra contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O ditador turco, Recep Tayyip Erdogan, teme que uma faixa do Norte da Síria liberada pelas Forças Democráticas Sírias (FDS) se una ao Curdistão iraquiano.
Hoje, o Curdistão iraquiano é uma região semi-autônoma do Norte do Iraque, onde a vive a terceira maior população curda, estimada em 5,6 a 8,5 milhões de pessoas. Depois do avanço do Estado Islâmico no Iraque em 2014, os curdos passaram a ter ainda mais autonomia na prática em relação ao frágil governo central de Bagdá.
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Iraque anuncia bombardeio ao Estado Islâmico em Tal Afar
Com o apoio da coalizão aérea liderada pelos Estados Unidos, o governo do Iraque começou a bombardear a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na cidade de Tal Afar, noticiou o jornal Daily Sabah. Quando a campanha estiver concluída, começará a ofensiva por terra.
Tal Afar está em poder do Estado Islâmico desde 2014. Depois da queda de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, que também havia sido conquistada há três anos, Tal Afar é um dos últimos redutos da milícia extremista muçulmana no Iraque.
Em 29 de junho, depois de nove meses de batalha, a televisão estatal iraquiana anunciou com orgulho: "O mito do Califado do Estado Islâmico acabou." Mas a guerra não terminou.
Sem Tal Afar, o Estado Islâmico não terá mais nenhum território importante sob controle. Para sobreviver, deve recuar a grupo terrorista clandestino e realizar atentados terroristas suicidas nas cidades do Iraque, especialmente nas áreas que um dia dominou.
No deserto, ainda há bolsões no Estado Islâmico. Por isso, parte das forças usadas na ofensiva contra Mossul foi deslocada para a província de Ambar, junto à fronteira com a Síria, onde as Forças Democráticas Sírias, uma aliança árabe-curda apoiada pelos EUA, travam a Batalha de Rakka para tomar a chamada capital do Estado Islâmico.
Depois de ganhar a guerra, o governo iraquiano terá pela frente a tarefa formidável de conquistar a paz. O país está arrasado. As milícias que apoiam o Exército do Iraque vão cobrar seu preço.
A maioria xiita está dividida entre partidários do primeiro-ministro Haider al-Abadi, do ex-primeiro-ministro Nuri al-Maliki e do clérigo radical Muktada al-Sader. Os sunitas se consideram marginalizados desde a queda do ditador Saddam Hussein, em 2003. O desafio democrático do Iraque é integrar os árabes sunitas. E os curdos convocaram um plebiscito sobre a independência para 25 de setembro.
Tal Afar está em poder do Estado Islâmico desde 2014. Depois da queda de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, que também havia sido conquistada há três anos, Tal Afar é um dos últimos redutos da milícia extremista muçulmana no Iraque.
Em 29 de junho, depois de nove meses de batalha, a televisão estatal iraquiana anunciou com orgulho: "O mito do Califado do Estado Islâmico acabou." Mas a guerra não terminou.
Sem Tal Afar, o Estado Islâmico não terá mais nenhum território importante sob controle. Para sobreviver, deve recuar a grupo terrorista clandestino e realizar atentados terroristas suicidas nas cidades do Iraque, especialmente nas áreas que um dia dominou.
No deserto, ainda há bolsões no Estado Islâmico. Por isso, parte das forças usadas na ofensiva contra Mossul foi deslocada para a província de Ambar, junto à fronteira com a Síria, onde as Forças Democráticas Sírias, uma aliança árabe-curda apoiada pelos EUA, travam a Batalha de Rakka para tomar a chamada capital do Estado Islâmico.
Depois de ganhar a guerra, o governo iraquiano terá pela frente a tarefa formidável de conquistar a paz. O país está arrasado. As milícias que apoiam o Exército do Iraque vão cobrar seu preço.
A maioria xiita está dividida entre partidários do primeiro-ministro Haider al-Abadi, do ex-primeiro-ministro Nuri al-Maliki e do clérigo radical Muktada al-Sader. Os sunitas se consideram marginalizados desde a queda do ditador Saddam Hussein, em 2003. O desafio democrático do Iraque é integrar os árabes sunitas. E os curdos convocaram um plebiscito sobre a independência para 25 de setembro.
domingo, 9 de julho de 2017
Iraque anuncia vitória contra Estado Islâmico na Batalha de Mossul
Depois de três anos e dez dias da proclamação de um califado e de nove meses de batalha, o primeiro-ministro Haider al-Abadi anunciou hoje a libertação de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, que estava em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde 10 de junho de 2014.
Em uniforme militar, Abadi percorreu as ruas da cidade, arrasada no fim de uma batalha que deixou milhares de mortos e levou um milhão de pessoas a fugir de casa. O Exército do Iraque e milícias aliadas ainda devem ser alvo de ataques nas próximas semanas. Mas a Cidade Velha, onde o Estado Islâmico ofereceu feroz resistência, caiu sob controle governamental.
O Estado Islâmico tomou Mossul em menos de 48 horas, em 10 de junho de 2014. No fim daquele mês, seu líder, Abu Baker al-Baghdadi, proclamou um califado, um império do terror com jurisdição sobre o mundo inteiro.
Quando o Exército do Iraque e milícias aliadas entraram na cidade com o apoio das forças aéreas de 68 países lideradas pelos Estados Unidos, em meados de novembro de 2016, o Estado Islâmico tinha cerca de 100 mil milicianos em Mossul.
Os iraquianos tomaram primeiro o Leste da Cidade, depois os bairros do Oeste e terminaram cercando os últimos jihadistas na Cidade Velha, junto ao Rio Tigre. Cerca de 300 franco-atiradores do Estado Islâmico ainda representam uma ameaça.
A queda de Mossul, no Iraque, e de Rakka, na Síria, onde a batalha ainda está em andamento, acaba na prática com o Estado Islâmico, que regride e passa a ser apenas um grupo terrorista clandestino. Isso não o torna menos perigoso, especialmente para os países ocidentais e para as regiões liberadas.
Nos últimos meses, o Estado Islâmico lançou 1.468 ataques contra 16 cidades e regiões liberadas na Síria e no Iraque.
Em uniforme militar, Abadi percorreu as ruas da cidade, arrasada no fim de uma batalha que deixou milhares de mortos e levou um milhão de pessoas a fugir de casa. O Exército do Iraque e milícias aliadas ainda devem ser alvo de ataques nas próximas semanas. Mas a Cidade Velha, onde o Estado Islâmico ofereceu feroz resistência, caiu sob controle governamental.
O Estado Islâmico tomou Mossul em menos de 48 horas, em 10 de junho de 2014. No fim daquele mês, seu líder, Abu Baker al-Baghdadi, proclamou um califado, um império do terror com jurisdição sobre o mundo inteiro.
Quando o Exército do Iraque e milícias aliadas entraram na cidade com o apoio das forças aéreas de 68 países lideradas pelos Estados Unidos, em meados de novembro de 2016, o Estado Islâmico tinha cerca de 100 mil milicianos em Mossul.
Os iraquianos tomaram primeiro o Leste da Cidade, depois os bairros do Oeste e terminaram cercando os últimos jihadistas na Cidade Velha, junto ao Rio Tigre. Cerca de 300 franco-atiradores do Estado Islâmico ainda representam uma ameaça.
A queda de Mossul, no Iraque, e de Rakka, na Síria, onde a batalha ainda está em andamento, acaba na prática com o Estado Islâmico, que regride e passa a ser apenas um grupo terrorista clandestino. Isso não o torna menos perigoso, especialmente para os países ocidentais e para as regiões liberadas.
Nos últimos meses, o Estado Islâmico lançou 1.468 ataques contra 16 cidades e regiões liberadas na Síria e no Iraque.
terça-feira, 1 de novembro de 2016
Exército do Iraque e aliados penetram em Mossul
Com o apoio de uma coalizão aérea de 65 países liderada pelos Estados Unidos, de guerrilheiros curdos e milícias aliadas, o Exército do Iraque anunciou hoje ter penetrado hoje na cidade de Mossul, que está em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde 10 de junho de 2014.
"Terminamos de fazer uma varredurra na vila de Gogjali e assumimos o controle da emissora de televisão de Mossul", declarou o general Abdelwahab al-Saadi, comandante das forças de elite antiterrorismo que estão na linha de frente da ofensiva lançada em 17 de outubro de 2016.
Os correspondentes de guerra confirmam que as forças de segurança iraquianas consolidaram suas posições nas vilas ao redor de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque. O comando conjunto da ofensiva afirmou que "as Forças Armadas do Iraque penetraram em setores da margem esquerda da cidade de Mossul".
É um passo importante, mas as unidades da linha de frente devem aguardar reforços antes de avançar rumo ao centro da cidade.
"Vamos reforçar nosso cerco ao grupo Estado Islâmico por todos os lados", declarou o primeiro-ministro Haider al-Abadi em pronunciamento na televisão iraquiana. "Os jihadistas não têm escapatória. Só podem morrer ou se render."
A queda de Mossul será um marco do fim do califado proclamado lá pelo líder do Estado Islâmico, Abu Baker al-Baghdadi, numa rara aparição pública na mesquita central da cidade, em 29 de junho de 2014. Seu quartel-general na Síria, Rakka, também está sob ameaça de guerrilheiros curdos apoiados pela Força Aérea dos EUA.
"Terminamos de fazer uma varredurra na vila de Gogjali e assumimos o controle da emissora de televisão de Mossul", declarou o general Abdelwahab al-Saadi, comandante das forças de elite antiterrorismo que estão na linha de frente da ofensiva lançada em 17 de outubro de 2016.
Os correspondentes de guerra confirmam que as forças de segurança iraquianas consolidaram suas posições nas vilas ao redor de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque. O comando conjunto da ofensiva afirmou que "as Forças Armadas do Iraque penetraram em setores da margem esquerda da cidade de Mossul".
É um passo importante, mas as unidades da linha de frente devem aguardar reforços antes de avançar rumo ao centro da cidade.
"Vamos reforçar nosso cerco ao grupo Estado Islâmico por todos os lados", declarou o primeiro-ministro Haider al-Abadi em pronunciamento na televisão iraquiana. "Os jihadistas não têm escapatória. Só podem morrer ou se render."
A queda de Mossul será um marco do fim do califado proclamado lá pelo líder do Estado Islâmico, Abu Baker al-Baghdadi, numa rara aparição pública na mesquita central da cidade, em 29 de junho de 2014. Seu quartel-general na Síria, Rakka, também está sob ameaça de guerrilheiros curdos apoiados pela Força Aérea dos EUA.
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sábado, 22 de outubro de 2016
Exército do Iraque e aliados avançam nos arredores de Mossul
Com a cobertura aérea da coalizão aérea de 65 países liderada pelos Estados Unidos, unidades do Exército do Iraque tomaram hoje a cidade majoritariamente cristã de Karakoche e avançaram na vizinha Karamless dentro da ofensiva para reconquistar Mossul, noticiou a agência Reuters citando fontes militares iraquianas.
Um pouco mais ao norte, Bartela já havia sido retomada. Dezenas de militantes continuam entrincheirados em Karakoche. As três cidades estavam sob o controle do Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde a queda de Mossul, em 10 de junho de 2014.
O secretário da Defesa dos EUA, Ash Carter, se encontrou hoje em Bagdá com o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, para avaliar o andamento da ofensiva. Ontem, em Ancara, Carter anunciou um acordo preliminar entre a Turquia e o Iraque para forças turcas participarem da Batalha de Mossul. Hoje, Al-Abadi declarou que a ajuda será pedida, se for necessária.
Desde o início da ofensiva, em 17 de outubro, o Iraque reconquistou mais de 50 vilas e pequenas cidades. As forças iraquianas estimam que haja cerca de 6 mil combatentes do Estado Islâmico estejam em Mossul.
O custo político e humanitário para retomar a segunda maior cidade iraquiana será elevado.
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domingo, 29 de maio de 2016
Curdos lançam ofensiva contra o Estado Islâmico perto de Mossul
Cerca de 5,5 mil guerrilheiros curdos iniciaram uma nova ofensiva hoje no Norte do Iraque para retomar vilas a leste à cidade de Mossul dominadas pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou a agência Reuters.
Num sinal de envolvimento crescente com as operações terrestres contra o Estado Islâmico, soldados da aliança liderada pelos Estados Unidos foram visto perto da linha de frente.
Mossul, que está na origem da palavra muçulmano, é a segunda maior cidade do Iraque e a maior em poder do Estado Islâmico. Foi tomada há dois anos, em 10 de junho de 2014.
O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, espera reconquistar Mossul ainda em 2016, mas o comando militar americano não compartilha este otimismo. Os recentes protestos em Bagdá do aiatolá xiita Muktada al-Sader enfraqueceram a coalizão de governo, abalando a união necessária na luta contra os extremistas sunitas.
Enquanto isso, o Exército do Iraque e milícias aliadas, com o apoio da coalizão aérea liderada pelos EUA, está fechando o cerco sobre a cidade de Faluja, iniciado em 23 de maio, noticiou hoje a televisão estatal. Quando o cerco estiver fechado, forças antiterroristas devem desfechar ataques dentro da cidade.
Num sinal de envolvimento crescente com as operações terrestres contra o Estado Islâmico, soldados da aliança liderada pelos Estados Unidos foram visto perto da linha de frente.
Mossul, que está na origem da palavra muçulmano, é a segunda maior cidade do Iraque e a maior em poder do Estado Islâmico. Foi tomada há dois anos, em 10 de junho de 2014.
O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, espera reconquistar Mossul ainda em 2016, mas o comando militar americano não compartilha este otimismo. Os recentes protestos em Bagdá do aiatolá xiita Muktada al-Sader enfraqueceram a coalizão de governo, abalando a união necessária na luta contra os extremistas sunitas.
Enquanto isso, o Exército do Iraque e milícias aliadas, com o apoio da coalizão aérea liderada pelos EUA, está fechando o cerco sobre a cidade de Faluja, iniciado em 23 de maio, noticiou hoje a televisão estatal. Quando o cerco estiver fechado, forças antiterroristas devem desfechar ataques dentro da cidade.
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domingo, 1 de maio de 2016
Iraque manda prender militantes que danificaram Parlamento
O primeiro-ministro Haider al-Abadi ordenou hoje a prisão dos ativistas que atacaram a polícia e danificaram propriedade pública durante a invasão à Assembleia Nacional do Iraque ontem em Bagdá, reportou a televisão pública britânica BBC.
Depois de mais de um mês de protestos de rua, partidários do aiatolá xiita Muktada al-Sader passaram por cima das barricadas e invadiram a ultrafortificada Zona Verde da capital iraquiana em protesto contra a não aprovação de um novo ministério formado por tecnocratas. Em resposta, o governo decretou estado de emergência em Bagdá.
Os saderistas liderados por Muktada acamparam diante do Parlamento, mas prometeram deixar a Zona Verde ainda hoje. Eles querem um governo tecnocrático, sem ministros indicados pelos partidos políticos, para combater o paternalismo político, o clientelismo e a corrupção, mas os deputados resistem.
A corrupção e a queda nos preços do petróleo nos últimos dois anos drenam os recursos públicos no momento em que o Iraque enfrenta uma guerra contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que ocupa há quase dois Mossul, a segunda maior cidade iraquiana.
Depois de mais de um mês de protestos de rua, partidários do aiatolá xiita Muktada al-Sader passaram por cima das barricadas e invadiram a ultrafortificada Zona Verde da capital iraquiana em protesto contra a não aprovação de um novo ministério formado por tecnocratas. Em resposta, o governo decretou estado de emergência em Bagdá.
Os saderistas liderados por Muktada acamparam diante do Parlamento, mas prometeram deixar a Zona Verde ainda hoje. Eles querem um governo tecnocrático, sem ministros indicados pelos partidos políticos, para combater o paternalismo político, o clientelismo e a corrupção, mas os deputados resistem.
A corrupção e a queda nos preços do petróleo nos últimos dois anos drenam os recursos públicos no momento em que o Iraque enfrenta uma guerra contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que ocupa há quase dois Mossul, a segunda maior cidade iraquiana.
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domingo, 24 de abril de 2016
Curdos e xiitas se enfrentam no Norte do Iraque
Pelo menos dez pessoas morreram em confrontos entre guerrilheiros curdos e forças paramilitares turcomenas xiitas no Norte do Iraque. O combate fechou a rodovia estratégica entre Bagdá e Kirkuk, noticiou a agência Reuters citando fontes das forças de segurança iraquianas.
Uma explosão em Tuz Khurmatu perto das sedes de dois partidos políticos rivais deflagrou o conflito armado entre as duas comunidades. Por ordem do primeiro-ministro Haider al-Abadi, o Exército do Iraque reforçou sua presença na área enquanto delegações das duas partes iniciaram negociações para resolver a disputa.
A tensão e o conflito entre xiitas e curdos aumenta o risco de fragmentação do Iraque. O país luta para retomar territórios conquistados pela milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que se aproveitou da revolta sunita contra o governo central majoritariamente xiita para tomar há dois anos Mossul, a segunda maior cidade iraquiana.
O governo regional do Curdistão iraquiano já tem autonomia e as políticas discriminatórias contra os sunitas diminuem a confiabilidade do governo Abadi, que negocia uma reforma ministerial. A retomada de Mossul é considerada essencial para o governo central de Bagdá reafirmar sua autoridade.
Uma explosão em Tuz Khurmatu perto das sedes de dois partidos políticos rivais deflagrou o conflito armado entre as duas comunidades. Por ordem do primeiro-ministro Haider al-Abadi, o Exército do Iraque reforçou sua presença na área enquanto delegações das duas partes iniciaram negociações para resolver a disputa.
A tensão e o conflito entre xiitas e curdos aumenta o risco de fragmentação do Iraque. O país luta para retomar territórios conquistados pela milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que se aproveitou da revolta sunita contra o governo central majoritariamente xiita para tomar há dois anos Mossul, a segunda maior cidade iraquiana.
O governo regional do Curdistão iraquiano já tem autonomia e as políticas discriminatórias contra os sunitas diminuem a confiabilidade do governo Abadi, que negocia uma reforma ministerial. A retomada de Mossul é considerada essencial para o governo central de Bagdá reafirmar sua autoridade.
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sábado, 26 de março de 2016
Ban Ki Moon pede união entre sunitas e xiitas contra Estado Islâmico
Ao chegar hoje a Bagdá, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon fez, ao lado do primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, um apelo às comunidades sunitas e xiitas para que se unam no combate à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou a agência Reuters.
Do lado de fora da Zona Verde, onde estão os prédios governamentais na capital iraquiana, partidários do aiatolá radical xiita Muktada al-Sader protestam sentados para exigir a queda de todos os ministros do atual governo. As manifestações começaram em 18 de março na cidade de Samarra.
O primeiro-ministro anunciou em fevereiro a intenção de mudar nove ministros, mas ainda não revelou quem pretende nomear. Hoje a Aliança Nacional Iraquiana, um bloco parlamentar xiita, ameaçou exigir a mudança de todo o ministério.
Amanhã, Abadi deve se reunir com os líderes de cinco bancadas parlamentares. Os atuais protestos liderados por Muktada devem acabar em 28 de março, mas não devem parar por aí. Ele vai continuar exigindo uma reformulação total no governo iraquiano.
Ban Ki Moon viaja acompanhado dos presidentes do Banco Mundial, Jim Yong Kim, e do Banco de Desenvolvimento Islâmico, Ahmad Mohamed Ali al-Madani. Hoje mesmo eles seguiram para Erbil, capital do governo semitautônomo do Curdistão iraquiano.
Do lado de fora da Zona Verde, onde estão os prédios governamentais na capital iraquiana, partidários do aiatolá radical xiita Muktada al-Sader protestam sentados para exigir a queda de todos os ministros do atual governo. As manifestações começaram em 18 de março na cidade de Samarra.
O primeiro-ministro anunciou em fevereiro a intenção de mudar nove ministros, mas ainda não revelou quem pretende nomear. Hoje a Aliança Nacional Iraquiana, um bloco parlamentar xiita, ameaçou exigir a mudança de todo o ministério.
Amanhã, Abadi deve se reunir com os líderes de cinco bancadas parlamentares. Os atuais protestos liderados por Muktada devem acabar em 28 de março, mas não devem parar por aí. Ele vai continuar exigindo uma reformulação total no governo iraquiano.
Ban Ki Moon viaja acompanhado dos presidentes do Banco Mundial, Jim Yong Kim, e do Banco de Desenvolvimento Islâmico, Ahmad Mohamed Ali al-Madani. Hoje mesmo eles seguiram para Erbil, capital do governo semitautônomo do Curdistão iraquiano.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Irã ameaça tirar apoio à guerra contra o Estado Islâmico
A República Islâmica do Irã ameaça retirar seu apoio à guerra contra a organização terrorista sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante se o ex-primeiro Nuri al-Maliki for processado pela queda de Mossul, tomada pelos jihadistas em junho de 2014.
Maliki chegou ontem a Teerã para encontros com líderes iranianos. No momento, o ex-chefe de governo iraquiano é alvo de várias no relatório final de uma comissão parlamentar de inquérito sobre a queda de Mossul, segunda maior cidade do Iraque.
Hoje a Assembleia Nacional decidiu encaminhar as conclusões da CPI ao Ministério Público. O escritório do Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, o homem-forte da ditadura teocrática iraniana, fez contato direto com o atual primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, para blindar Maliki, garantindo sua impunidade.
O Irã apoia o governo da maioria xiita no Iraque e tem interesse na preservação da unidade do país vizinho. Milícias xiitas iraquianas treinadas, financiadas e às vezes comandadas pelo Irã lutam ao lado do Exército do Iraque na guerra contra o Estado Islâmico, com a cobertura da Força Aérea dos Estados Unidos e seus aliados.
Maliki chegou ontem a Teerã para encontros com líderes iranianos. No momento, o ex-chefe de governo iraquiano é alvo de várias no relatório final de uma comissão parlamentar de inquérito sobre a queda de Mossul, segunda maior cidade do Iraque.
Hoje a Assembleia Nacional decidiu encaminhar as conclusões da CPI ao Ministério Público. O escritório do Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, o homem-forte da ditadura teocrática iraniana, fez contato direto com o atual primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, para blindar Maliki, garantindo sua impunidade.
O Irã apoia o governo da maioria xiita no Iraque e tem interesse na preservação da unidade do país vizinho. Milícias xiitas iraquianas treinadas, financiadas e às vezes comandadas pelo Irã lutam ao lado do Exército do Iraque na guerra contra o Estado Islâmico, com a cobertura da Força Aérea dos Estados Unidos e seus aliados.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
Exército do Iraque não está pronto, admite ministro britânico
Durante encontro interministerial de 21 países para discutir o combate ao terrorismo internacional, o ministro da Defesa do Reino Unido, Philip Hammond, reconheceu hoje em Londres que as Forças Armadas do Iraque não terão condições de expulsar do país a milícia extremista Estado Islâmico em menos de um a dois anos mesmo com ajuda internacional.
Na reunião, o secretário de Estado americano, John Kerry, declarou que a guerra aérea liderada pelos Estados Unidos matou cerca de 6 mil milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a metade de seus comandantes militares. O ministro britânico elogiou a guerra aérea, dizendo que parou o avanço do Estado Islâmico.
As declarações de Kerry foram criticadas nos EUA pela CNN, que lembrou que na Guerra de Vietnã o comando militar americano apresentava dados sobre número de mortos para indicar que estava ganhando.
O novo primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, lamentou a queda nos preços internacionais do petróleo, afirmando que ela reduz a capacidade de financiar a guerra contra o terrorismo.
Na reunião, o secretário de Estado americano, John Kerry, declarou que a guerra aérea liderada pelos Estados Unidos matou cerca de 6 mil milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a metade de seus comandantes militares. O ministro britânico elogiou a guerra aérea, dizendo que parou o avanço do Estado Islâmico.
As declarações de Kerry foram criticadas nos EUA pela CNN, que lembrou que na Guerra de Vietnã o comando militar americano apresentava dados sobre número de mortos para indicar que estava ganhando.
O novo primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, lamentou a queda nos preços internacionais do petróleo, afirmando que ela reduz a capacidade de financiar a guerra contra o terrorismo.
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quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Maliki anuncia sua demissão
Sob pressão dos Estados Unidos, do Irã e dos próprios xiitas iraquianos, o primeiro-ministro Nuri al-Maliki anunciou hoje sua demissão. Ele tentou resistir. Chegou a mobilizar setores das Forças Armadas. Quando perdeu o apoio do partido Dawa, o maior da comunidade xiita do Iraque, sua sorte foi liquidada.
O colapso das forças de segurança diante da ofensiva da milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante provocou uma crise política sem precedentes no conturbado Iraque pós-Saddam Hussein. O presidente Barack Obama condicionou o fornecimento de armas à saída de Maliki.
Na segunda-feira, o presidente Fuad Massum nomeou Haider al-Abadi para chefiar o governo. Maliki alegou ter direito a um terceiro mandato. Ontem, o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica do Irã, aiatolá Ali Khameni, apoiou Abadi. Sem apoio interno nem externo, Maliki foi obrigado a recuar.
Hoje finalmente Maliki declarou não querer mais nenhum cargo no governo iraquiano. Terá de ficar até a formação de um novo governo.
O colapso das forças de segurança diante da ofensiva da milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante provocou uma crise política sem precedentes no conturbado Iraque pós-Saddam Hussein. O presidente Barack Obama condicionou o fornecimento de armas à saída de Maliki.
Na segunda-feira, o presidente Fuad Massum nomeou Haider al-Abadi para chefiar o governo. Maliki alegou ter direito a um terceiro mandato. Ontem, o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica do Irã, aiatolá Ali Khameni, apoiou Abadi. Sem apoio interno nem externo, Maliki foi obrigado a recuar.
Hoje finalmente Maliki declarou não querer mais nenhum cargo no governo iraquiano. Terá de ficar até a formação de um novo governo.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
EUA e França vão armar curdos do Iraque
Diante da ofensiva do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), os Estados Unidos e a França anunciaram a decisão de armar os curdos do Norte do Iraque. Enquanto a França deve fazer isso imediatamente, os EUA promete "acelerar o envio" quando o Iraque tiver um novo governo. Isso implica o afastamento do primeiro-ministro Nuri al-Maliki.
Na segunda-feira, o presidente Fuad Massum, um curdo, nomeou o xiita Haider al-Abadi, com o apoio do Irã e de várias facções xiitas. Hoje, Maliki denunciou "uma conspiração interna e externa" pela manobra.
Hoje, a televisão pública britânica BBC noticiou que o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica no Irã, aiatolá Ali Khamenei, apoia a remoção de Maliki e a nomeação de Abadi.
Na segunda-feira, o presidente Fuad Massum, um curdo, nomeou o xiita Haider al-Abadi, com o apoio do Irã e de várias facções xiitas. Hoje, Maliki denunciou "uma conspiração interna e externa" pela manobra.
Hoje, a televisão pública britânica BBC noticiou que o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica no Irã, aiatolá Ali Khamenei, apoia a remoção de Maliki e a nomeação de Abadi.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
Irã apoia primeiro-ministro designado do Iraque
O primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki ficou ainda mais isolado hoje no Iraque com o apoio do Irã ao primeiro-ministro designado Haider al-Abadi, que tem 30 dias para formar um governo. Hoje o presidente do Supremo Conselho de Segurança Nacional do Irã, Ali Chamkani
Ontem, Maliki ameaçou resistir à nomeação, alegando ter direito a um terceiro mandato, e mandou tanques saírem às ruas de Bagdá, gerando rumores de golpe de Estado. Quando sua base de apoio ruiu, fez um apelo às forças de segurança para não tomarem partido na crise política.
"A rapidez do apoio internacional e dentro do Iraque mostra como Maliki se tornou impopular", comentou Hoshyar Zebari, um líder político curdo e ex-ministro do Exterior. "Houve um certo alívio do público e dos militares com o recuo, mas não sabemos o que ele tem na manga. Acredito que ele vá criar tantos problemas quanto possível no próximo mês."
Ontem, Maliki ameaçou resistir à nomeação, alegando ter direito a um terceiro mandato, e mandou tanques saírem às ruas de Bagdá, gerando rumores de golpe de Estado. Quando sua base de apoio ruiu, fez um apelo às forças de segurança para não tomarem partido na crise política.
"A rapidez do apoio internacional e dentro do Iraque mostra como Maliki se tornou impopular", comentou Hoshyar Zebari, um líder político curdo e ex-ministro do Exterior. "Houve um certo alívio do público e dos militares com o recuo, mas não sabemos o que ele tem na manga. Acredito que ele vá criar tantos problemas quanto possível no próximo mês."
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Explosões matam nove e geram caos no centro de Bagdá
Pelo menos nove pessoas morreram e outras 54 saíram feridas de duas explosões nos bairros de Karrada e Zafarânia, que ficam na região central da capital do Iraque, informou o Comando de Operações de Bagdá.
A maior bomba explodiu em Karrada, onde mora o primeiro-ministro designado Haider al-Abadi. Oito pessoas morreram e outras 51 foram feridas. Revoltados, civis atacaram a polícia.
A outra bomba era um adesivo explosivo colado num veículo civil.
Abadi, nomeado pelo presidente Fuad Massum, um curdo, enfrenta resistência do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, xiita como ele, que tem apoio de parte das incompetentes Forças Armadas iraquianas, incapazes de deter a ofensiva do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).
O caos em Bagdá e a ofensiva do EIIL são heranças da invasão do Iraque pelos Estados Unidos por ordem de George W. Bush para derrubar o ditador Saddam Hussein.
A maior bomba explodiu em Karrada, onde mora o primeiro-ministro designado Haider al-Abadi. Oito pessoas morreram e outras 51 foram feridas. Revoltados, civis atacaram a polícia.
A outra bomba era um adesivo explosivo colado num veículo civil.
Abadi, nomeado pelo presidente Fuad Massum, um curdo, enfrenta resistência do primeiro-ministro Nuri al-Maliki, xiita como ele, que tem apoio de parte das incompetentes Forças Armadas iraquianas, incapazes de deter a ofensiva do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL).
O caos em Bagdá e a ofensiva do EIIL são heranças da invasão do Iraque pelos Estados Unidos por ordem de George W. Bush para derrubar o ditador Saddam Hussein.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Primeiro-ministro do Iraque rejeita demissão
Depois de mandar o Exército sair às ruas de Bagdá, o primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, rejeitou hoje a nomeação de um novo chefe de governo, o vice-presidente do Parlamento, Haider al-Abadi, para substituí-lo, numa tentativa de golpe militar capaz de agravar ainda mais a trágica situação do país.
Ao colocar os tanques nas ruas da capital, Maliki se revelou um autocrata sem escrúpulos. O vice-presidente americano Joe Biden cumprimentou Abadi por telefone e advertiu Maliki a não atrapalhar a transição neste momento em que o Norte do Iraque é atacado pelos extremistas muçulmanos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
À tarde, um tribunal federal iraquiano declarou que a coligação Estado de Direito, favorável a Maliki, pode ignorar o presidente Fuad Massum e formar seu próprio governo, acirrando ainda mais a crise.
Agorta há pouco, o presidente Barack Obama declarou que os EUA vão continuar cooperando com as forças curdas que tentam defender Erbil, a capital do Curdistão e impedir o genocídio de minoria curda yázidi. Cerca de 50 mil pessoas, talvez 70 mil, estão isoladas no alto das montanhas e ameaçadas pela milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Ao colocar os tanques nas ruas da capital, Maliki se revelou um autocrata sem escrúpulos. O vice-presidente americano Joe Biden cumprimentou Abadi por telefone e advertiu Maliki a não atrapalhar a transição neste momento em que o Norte do Iraque é atacado pelos extremistas muçulmanos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
À tarde, um tribunal federal iraquiano declarou que a coligação Estado de Direito, favorável a Maliki, pode ignorar o presidente Fuad Massum e formar seu próprio governo, acirrando ainda mais a crise.
Agorta há pouco, o presidente Barack Obama declarou que os EUA vão continuar cooperando com as forças curdas que tentam defender Erbil, a capital do Curdistão e impedir o genocídio de minoria curda yázidi. Cerca de 50 mil pessoas, talvez 70 mil, estão isoladas no alto das montanhas e ameaçadas pela milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
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