Um grupo armado intitulado Operações do Mártir Ali Mansur reivindicou hoje a autoria de um ataque com foguete contra a superprotegida Zona Verde de Bagdá realizado há dois dias. Ninguém saiu ferido.
Como há poucas informações sobre o grupo, há dúvidas se agiu por conta própria ou está a serviço de uma milícia maior interessada em atacar interesses do governo do Iraque ou dos Estados Unidos.
A crescente tensão entre os EUA e o Irã tornam o Iraque, um país de maioria xiita como o vizinho, num possível local para atacar americanos. O governo Donald Trump ordenou a retirada do país de todo o pessoal não essencial da embaixada e dos consulados dos EUA.
Nas últimas semanas, o governo americano acusou a República Islâmica de preparar ataques contra forças e interesses dos EUA no Oriente Médio. Trump rompeu há um ano o acordo nuclear de 2015 negociado pelo governo Barack Obama para congelar por dez anos o programa nuclear militar iraniano e reinstaurou as sanções econômicas e militares do país.
Em resposta, o governo iraniano declarou estar abandonando partes do acordo e voltando a enriquecer urânio acima do teor necessário para uso em usinas atômicas de geração de energia.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 21 de maio de 2019
domingo, 1 de maio de 2016
Iraque manda prender militantes que danificaram Parlamento
O primeiro-ministro Haider al-Abadi ordenou hoje a prisão dos ativistas que atacaram a polícia e danificaram propriedade pública durante a invasão à Assembleia Nacional do Iraque ontem em Bagdá, reportou a televisão pública britânica BBC.
Depois de mais de um mês de protestos de rua, partidários do aiatolá xiita Muktada al-Sader passaram por cima das barricadas e invadiram a ultrafortificada Zona Verde da capital iraquiana em protesto contra a não aprovação de um novo ministério formado por tecnocratas. Em resposta, o governo decretou estado de emergência em Bagdá.
Os saderistas liderados por Muktada acamparam diante do Parlamento, mas prometeram deixar a Zona Verde ainda hoje. Eles querem um governo tecnocrático, sem ministros indicados pelos partidos políticos, para combater o paternalismo político, o clientelismo e a corrupção, mas os deputados resistem.
A corrupção e a queda nos preços do petróleo nos últimos dois anos drenam os recursos públicos no momento em que o Iraque enfrenta uma guerra contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que ocupa há quase dois Mossul, a segunda maior cidade iraquiana.
Depois de mais de um mês de protestos de rua, partidários do aiatolá xiita Muktada al-Sader passaram por cima das barricadas e invadiram a ultrafortificada Zona Verde da capital iraquiana em protesto contra a não aprovação de um novo ministério formado por tecnocratas. Em resposta, o governo decretou estado de emergência em Bagdá.
Os saderistas liderados por Muktada acamparam diante do Parlamento, mas prometeram deixar a Zona Verde ainda hoje. Eles querem um governo tecnocrático, sem ministros indicados pelos partidos políticos, para combater o paternalismo político, o clientelismo e a corrupção, mas os deputados resistem.
A corrupção e a queda nos preços do petróleo nos últimos dois anos drenam os recursos públicos no momento em que o Iraque enfrenta uma guerra contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que ocupa há quase dois Mossul, a segunda maior cidade iraquiana.
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sábado, 30 de abril de 2016
Iraque declara emergência em Bagdá após invasão do Parlamento
O Iraque decretou estado de emergência na capital hoje depois que centenas de partidários do aiatolá xiita rebelde Muktada al-Sader entraram na chamada Zona Verde do centro de Bagdá e invadiram a sede da Assembleia Nacional para exigir a aprovação de um novo ministério tecnocrático, informou a televisão pública britânica BBC.
Num ato sem precedentes, os militantes xiitas passaram pelas barricadas e postos de controle da ultrafortificada Zona Verde, onde ficam os principais prédios públicos e embaixadas estrangeiras de Bagdá. A polícia usou gás lacrimogênio para dispersar os manifestantes e reforçou os postos de controle, mas uma multidão se concentrou hoje numa praça dentro da Zona Verde para continuar o protesto.
O aiatolá rebelde denuncia a corrupção e a incompetência do governo central iraquiano. Muktada pressiona o primeiro-ministro Haider al-Abadi a formar um ministério de tecnocratas sem vínculo com partidos políticos. Em 30 de abril, seus partidários entraram na Zona Verde e saquearam prédios governamentais.
A mobilização começou em 18 de março com um protesto sentado contra a corrupção e a incompetência fora da Zona Verde. Há mais de um ano, está em discussão uma reforma ministerial anunciada pelo chefe de governo, adiada até agora.
Quando a Organização Bader, de Muktada, entrou na luta, começaram as manifestações de rua. Muktada também lidera sua própria milícia, o Exército Mehdi. Filho de um aiatolá morto pela ditadura de Saddam Hussein, Muktada foi um dos grandes beneficiários da invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2003.
Logo, passou a liderar uma rebelião xiita contra a ocupação estrangeira. Sua milícia atacou as tropas americanas e entrou no conflito sectário com a minoria sunita, que mandava no país durante a ditadura de Saddam Hussein (1979-2003) e desde muito antes, desde que o atual Iraque caiu sob o controle do Império Otomano, em 1638.
Muktada chegou a se refugiar no Irã para escapar da prisão durante a ocupação americana. De volta ao país, lidera um bloco parlamentar de mais de 30 deputados que usa para pressionar o governo de maioria xiita do primeiro-ministro Abadi.
Pelo arranjo de poder da frágil democracia iraquiana, o poder é dividido entre a maioria árabe xiita e as minorias árabe sunita e curda. Muktada quer acabar com o loteamento dos cargos públicos entre os partidos. Ao invadir pacificamente o Parlamento para pressionar os deputados, é a democracia funcionando.
Num ato sem precedentes, os militantes xiitas passaram pelas barricadas e postos de controle da ultrafortificada Zona Verde, onde ficam os principais prédios públicos e embaixadas estrangeiras de Bagdá. A polícia usou gás lacrimogênio para dispersar os manifestantes e reforçou os postos de controle, mas uma multidão se concentrou hoje numa praça dentro da Zona Verde para continuar o protesto.
O aiatolá rebelde denuncia a corrupção e a incompetência do governo central iraquiano. Muktada pressiona o primeiro-ministro Haider al-Abadi a formar um ministério de tecnocratas sem vínculo com partidos políticos. Em 30 de abril, seus partidários entraram na Zona Verde e saquearam prédios governamentais.
A mobilização começou em 18 de março com um protesto sentado contra a corrupção e a incompetência fora da Zona Verde. Há mais de um ano, está em discussão uma reforma ministerial anunciada pelo chefe de governo, adiada até agora.
Quando a Organização Bader, de Muktada, entrou na luta, começaram as manifestações de rua. Muktada também lidera sua própria milícia, o Exército Mehdi. Filho de um aiatolá morto pela ditadura de Saddam Hussein, Muktada foi um dos grandes beneficiários da invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2003.
Logo, passou a liderar uma rebelião xiita contra a ocupação estrangeira. Sua milícia atacou as tropas americanas e entrou no conflito sectário com a minoria sunita, que mandava no país durante a ditadura de Saddam Hussein (1979-2003) e desde muito antes, desde que o atual Iraque caiu sob o controle do Império Otomano, em 1638.
Muktada chegou a se refugiar no Irã para escapar da prisão durante a ocupação americana. De volta ao país, lidera um bloco parlamentar de mais de 30 deputados que usa para pressionar o governo de maioria xiita do primeiro-ministro Abadi.
Pelo arranjo de poder da frágil democracia iraquiana, o poder é dividido entre a maioria árabe xiita e as minorias árabe sunita e curda. Muktada quer acabar com o loteamento dos cargos públicos entre os partidos. Ao invadir pacificamente o Parlamento para pressionar os deputados, é a democracia funcionando.
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sábado, 26 de março de 2016
Ban Ki Moon pede união entre sunitas e xiitas contra Estado Islâmico
Ao chegar hoje a Bagdá, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon fez, ao lado do primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, um apelo às comunidades sunitas e xiitas para que se unam no combate à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou a agência Reuters.
Do lado de fora da Zona Verde, onde estão os prédios governamentais na capital iraquiana, partidários do aiatolá radical xiita Muktada al-Sader protestam sentados para exigir a queda de todos os ministros do atual governo. As manifestações começaram em 18 de março na cidade de Samarra.
O primeiro-ministro anunciou em fevereiro a intenção de mudar nove ministros, mas ainda não revelou quem pretende nomear. Hoje a Aliança Nacional Iraquiana, um bloco parlamentar xiita, ameaçou exigir a mudança de todo o ministério.
Amanhã, Abadi deve se reunir com os líderes de cinco bancadas parlamentares. Os atuais protestos liderados por Muktada devem acabar em 28 de março, mas não devem parar por aí. Ele vai continuar exigindo uma reformulação total no governo iraquiano.
Ban Ki Moon viaja acompanhado dos presidentes do Banco Mundial, Jim Yong Kim, e do Banco de Desenvolvimento Islâmico, Ahmad Mohamed Ali al-Madani. Hoje mesmo eles seguiram para Erbil, capital do governo semitautônomo do Curdistão iraquiano.
Do lado de fora da Zona Verde, onde estão os prédios governamentais na capital iraquiana, partidários do aiatolá radical xiita Muktada al-Sader protestam sentados para exigir a queda de todos os ministros do atual governo. As manifestações começaram em 18 de março na cidade de Samarra.
O primeiro-ministro anunciou em fevereiro a intenção de mudar nove ministros, mas ainda não revelou quem pretende nomear. Hoje a Aliança Nacional Iraquiana, um bloco parlamentar xiita, ameaçou exigir a mudança de todo o ministério.
Amanhã, Abadi deve se reunir com os líderes de cinco bancadas parlamentares. Os atuais protestos liderados por Muktada devem acabar em 28 de março, mas não devem parar por aí. Ele vai continuar exigindo uma reformulação total no governo iraquiano.
Ban Ki Moon viaja acompanhado dos presidentes do Banco Mundial, Jim Yong Kim, e do Banco de Desenvolvimento Islâmico, Ahmad Mohamed Ali al-Madani. Hoje mesmo eles seguiram para Erbil, capital do governo semitautônomo do Curdistão iraquiano.
quinta-feira, 12 de abril de 2007
Terrorista suicida ataca Parlamento do Iraque
Depois de passar por diversas barreiras de segurança e invadir a ultraprotegida Zona Verde, um homem-bomba matou oito pessoas num ataque contra a Assembléia Nacional do Iraque, em Bagdá. A explosão atingiu um café e restaurante na hora do almoço. Três mortos eram deputados.
Para o porta-voz das forças de ocupação dos Estados Unidos, general William Caldwell, o ataque tem todas as características das ações de reade terrorista Al Caeda, que ressurgiu nas últimas semanas, desafiando a operação conjunta de americanos e iraquianos para tentar controlar a violência na capital do Iraque.
"Isso nos lembra que há um inimigo tentando matar gente inocente num símbolo da democracia, reagiu o presidente George Walker Bush.
Para o porta-voz das forças de ocupação dos Estados Unidos, general William Caldwell, o ataque tem todas as características das ações de reade terrorista Al Caeda, que ressurgiu nas últimas semanas, desafiando a operação conjunta de americanos e iraquianos para tentar controlar a violência na capital do Iraque.
"Isso nos lembra que há um inimigo tentando matar gente inocente num símbolo da democracia, reagiu o presidente George Walker Bush.
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