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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Iraque anuncia bombardeio ao Estado Islâmico em Tal Afar

Com o apoio da coalizão aérea liderada pelos Estados Unidos, o governo do Iraque começou a bombardear a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na cidade de Tal Afar, noticiou o jornal Daily Sabah. Quando a campanha estiver concluída, começará a ofensiva por terra.

Tal Afar está em poder do Estado Islâmico desde 2014. Depois da queda de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, que também havia sido conquistada há três anos, Tal Afar é um dos últimos redutos da milícia extremista muçulmana no Iraque.

Em 29 de junho, depois de nove meses de batalha, a televisão estatal iraquiana anunciou com orgulho: "O mito do Califado do Estado Islâmico acabou." Mas a guerra não terminou.

Sem Tal Afar, o Estado Islâmico não terá mais nenhum território importante sob controle. Para sobreviver, deve recuar a grupo terrorista clandestino e realizar atentados terroristas suicidas nas cidades do Iraque, especialmente nas áreas que um dia dominou.

No deserto, ainda há bolsões no Estado Islâmico. Por isso, parte das forças usadas na ofensiva contra Mossul foi deslocada para a província de Ambar, junto à fronteira com a Síria, onde as Forças Democráticas Sírias, uma aliança árabe-curda apoiada pelos EUA, travam a Batalha de Rakka para tomar a chamada capital do Estado Islâmico.

Depois de ganhar a guerra, o governo iraquiano terá pela frente a tarefa formidável de conquistar a paz. O país está arrasado. As milícias que apoiam o Exército do Iraque vão cobrar seu preço.

A maioria xiita está dividida entre partidários do primeiro-ministro Haider al-Abadi, do ex-primeiro-ministro Nuri al-Maliki e do clérigo radical Muktada al-Sader. Os sunitas se consideram marginalizados desde a queda do ditador Saddam Hussein, em 2003. O desafio democrático do Iraque é integrar os árabes sunitas. E os curdos convocaram um plebiscito sobre a independência para 25 de setembro.

domingo, 29 de maio de 2016

Curdos lançam ofensiva contra o Estado Islâmico perto de Mossul

Cerca de 5,5 mil guerrilheiros curdos iniciaram uma nova ofensiva hoje no Norte do Iraque para retomar vilas a leste à cidade de Mossul dominadas pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou a agência Reuters.

Num sinal de envolvimento crescente com as operações terrestres contra o Estado Islâmico, soldados da aliança liderada pelos Estados Unidos foram visto perto da linha de frente.

Mossul, que está na origem da palavra muçulmano, é a segunda maior cidade do Iraque e a maior em poder do Estado Islâmico. Foi tomada há dois anos, em 10 de junho de 2014.

O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, espera reconquistar Mossul ainda em 2016, mas o comando militar americano não compartilha este otimismo. Os recentes protestos em Bagdá do aiatolá xiita Muktada al-Sader enfraqueceram a coalizão de governo, abalando a união necessária na luta contra os extremistas sunitas.

Enquanto isso, o Exército do Iraque e milícias aliadas, com o apoio da coalizão aérea liderada pelos EUA, está fechando o cerco sobre a cidade de Faluja, iniciado em 23 de maio, noticiou hoje a televisão estatal. Quando o cerco estiver fechado, forças antiterroristas devem desfechar ataques dentro da cidade.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Aiatolá xiita retira milícia das ruas de Bagdá

O aiatolá xiita Muktada al-Sader ordenou hoje a retirada de centenas de milicianos das ruas da capital do Iraque, um dia depois do início de patrulhas para combater o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, responsável por uma série de ataques terroristas suicidas que deixaram centenas de mortos nas últimas semanas.

Com metralhadoras montadas em veículos, combatentes da milícia Saraya al-Salam, o antigo Exército Mehdi, saíram às ruas do bairro conhecido como Cidade de Sáder e outras áreas de maioria xiita de Bagdá revistando veículos e pessoas que faziam compras em mercados públicos.

Em comunicado a seus seguidores, Muktada afirmou que os atentados terroristas comprovam que o governo do Iraque não consegue proteger os civis dos ataques do Estado Islâmico.

Sob pressão nos campos de batalha, perdendo territórios, o Estado Islâmico regride cada vez mais a grupo terrorista. Os ataques contra os xiitas visam a fomentar um conflito sectário para se apresentar como defensor dos sunitas.

domingo, 1 de maio de 2016

Iraque manda prender militantes que danificaram Parlamento

O primeiro-ministro Haider al-Abadi ordenou hoje a prisão dos ativistas que atacaram a polícia e danificaram propriedade pública durante a invasão à Assembleia Nacional do Iraque ontem em Bagdá, reportou a televisão pública britânica BBC.

Depois de mais de um mês de protestos de rua, partidários do aiatolá xiita Muktada al-Sader passaram por cima das barricadas e invadiram a ultrafortificada Zona Verde da capital iraquiana em protesto contra a não aprovação de um novo ministério formado por tecnocratas. Em resposta, o governo decretou estado de emergência em Bagdá.

Os saderistas liderados por Muktada acamparam diante do Parlamento, mas prometeram deixar a Zona Verde ainda hoje. Eles querem um governo tecnocrático, sem ministros indicados pelos partidos políticos, para combater o paternalismo político, o clientelismo e a corrupção, mas os deputados resistem.

A corrupção e a queda nos preços do petróleo nos últimos dois anos drenam os recursos públicos no momento em que o Iraque enfrenta uma guerra contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que ocupa há quase dois Mossul, a segunda maior cidade iraquiana.

sábado, 30 de abril de 2016

Iraque declara emergência em Bagdá após invasão do Parlamento

O Iraque decretou estado de emergência na capital hoje depois que centenas de partidários do aiatolá xiita rebelde Muktada al-Sader entraram na chamada Zona Verde do centro de Bagdá e invadiram a sede da Assembleia Nacional para exigir a aprovação de um novo ministério tecnocrático, informou a televisão pública britânica BBC.

Num ato sem precedentes, os militantes xiitas passaram pelas barricadas e postos de controle da ultrafortificada Zona Verde, onde ficam os principais prédios públicos e embaixadas estrangeiras de Bagdá. A polícia usou gás lacrimogênio para dispersar os manifestantes e reforçou os postos de controle, mas uma multidão se concentrou hoje numa praça dentro da Zona Verde para continuar o protesto.

O aiatolá rebelde denuncia a corrupção e a incompetência do governo central iraquiano. Muktada pressiona o primeiro-ministro Haider al-Abadi a formar um ministério de tecnocratas sem vínculo com partidos políticos. Em 30 de abril, seus partidários entraram na Zona Verde e saquearam prédios governamentais.

A mobilização começou em 18 de março com um protesto sentado contra a corrupção e a incompetência fora da Zona Verde. Há mais de um ano, está em discussão uma reforma ministerial anunciada pelo chefe de governo, adiada até agora.

Quando a Organização Bader, de Muktada, entrou na luta, começaram as manifestações de rua. Muktada também lidera sua própria milícia, o Exército Mehdi. Filho de um aiatolá morto pela ditadura de Saddam Hussein, Muktada foi um dos grandes beneficiários da invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2003.

Logo, passou a liderar uma rebelião xiita contra a ocupação estrangeira. Sua milícia atacou as tropas americanas e entrou no conflito sectário com a minoria sunita, que mandava no país durante a ditadura de Saddam Hussein (1979-2003) e desde muito antes, desde que o atual Iraque caiu sob o controle do Império Otomano, em 1638.

Muktada chegou a se refugiar no Irã para escapar da prisão durante a ocupação americana. De volta ao país, lidera um bloco parlamentar de mais de 30 deputados que usa para pressionar o governo de maioria xiita do primeiro-ministro Abadi.

Pelo arranjo de poder da frágil democracia iraquiana, o poder é dividido entre a maioria árabe xiita e as minorias árabe sunita e curda. Muktada quer acabar com o loteamento dos cargos públicos entre os partidos. Ao invadir pacificamente o Parlamento para pressionar os deputados, é a democracia funcionando.