Dezesseis anos depois dos atentados de 11 de setembro e cinco anos depois da morte do xeique, a rede terrorista Al Caeda tem um novo líder, Hamza ben Laden. Em 14 de setembro, o grupo divulgou uma gravação de som do filho de Ossama ben Laden apelando aos jihadistas para que redobrem seus esforços de guerra santa na Síria contra uma "conspiração russo-americano-xiita contra o Islã", adverte o Centro de Combate ao Terrorismo (CTC) da Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos.
Em seu boletim de setembro, o CTC observa que Hamza ben Laden não é apenas o herdeiro natural do pai. Superprotegido desde a infância, ele está sendo preservado. Não se sabe onde ele está. É considerado o mais capaz de unificar o movimento jihadista internacional diante do colapso do califado proclamado há pouco mais de três anos pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Seu pai era contra, em princípio, matar muçulmanos. O Estado Islâmico considera os xiitas infiéis e traidores do islamismo, o que autorizaria matá-los. Assim, a pregação de Hamza contra os xiitas ajudaria a atrair os guerreiros do Estado Islâmico de volta para a rede Al Caeda.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Filho de Ben Laden desponta como novo líder do movimento jihadista
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Estado Islâmico regride a grupo terrorista sem base territorial
Com a derrota na Batalha de Mossul, no Iraque, e a derrota iminente na Batalha de Rakka, na Síria, o califado proclamado há três anos pelo líder Abu Baker al-Baghdadi está extingo na prática. O Estado Islâmico do Iraque e do Levante volta a ser apenas um grupo terrorista clandestino. Isso não o torna menos perigoso, como o mundo inteiro viu a partir dos atentados que mataram 130 pessoas em Paris em 13 de novembro de 2015.
Nos últimos meses, o Estado Islâmico fez cerca de 1.468 ataques contra 16 cidades do Iraque e da Síria liberadas dos milicianos, adverte um relatório divulgado ontem pelo Centro de Combate do Terrorismo da Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos, noticiou hoje o jornal The York Times.
O relatório A Luta Continua adverte que as vitórias militares no campo de batalha precisam ser completadas com esforços para restaurar a segurança, a governabilidade e a economia nos territórios que estavam sob o domínio do Estado Islâmico.
"Tirar o Estado Islâmico da posição de partido governante de um território não é suficiente para acabar com a habilidade do grupo de cometer violências contra indivíduos no Iraque e na Síria", alerta o relatório de 20 páginas.
Daqui para a frente, será um novo desafio: "O EI esperava o fim de seu governo há mais de um ano", observa William McCants, pesquisador da Brookings Institution e autor de O Apocalipse do EIIL: a história, a estrategia e a visão apocalíptica do Estado Islâmico. "Ele está preparado para travar uma guerra nas sombras para ressuscitar.
Nos últimos meses, o Estado Islâmico fez cerca de 1.468 ataques contra 16 cidades do Iraque e da Síria liberadas dos milicianos, adverte um relatório divulgado ontem pelo Centro de Combate do Terrorismo da Academia Militar de West Point, nos Estados Unidos, noticiou hoje o jornal The York Times.
O relatório A Luta Continua adverte que as vitórias militares no campo de batalha precisam ser completadas com esforços para restaurar a segurança, a governabilidade e a economia nos territórios que estavam sob o domínio do Estado Islâmico.
"Tirar o Estado Islâmico da posição de partido governante de um território não é suficiente para acabar com a habilidade do grupo de cometer violências contra indivíduos no Iraque e na Síria", alerta o relatório de 20 páginas.
Daqui para a frente, será um novo desafio: "O EI esperava o fim de seu governo há mais de um ano", observa William McCants, pesquisador da Brookings Institution e autor de O Apocalipse do EIIL: a história, a estrategia e a visão apocalíptica do Estado Islâmico. "Ele está preparado para travar uma guerra nas sombras para ressuscitar.
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