A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante assumiu a responsabilidade por um atentado a bomba contra um santuário xiita em Daca, a capital de Bangladesh, acusando-o no Twitter de "politeísta", noticiou a agência Reuters. Um menino morreu e 80 pessoas saíram feridas.
O alvo do ataque foi o santuário de Hossaini Dalan, que fica no bairro de Mughal, durante a procissão do Dia da Achura, a data mais importante do calendário xiita. É um festival do sacrifício, a celebração religiosa do martírio do imã Hussein ibn Ali, neto do profeta Maomé, na Batalha de Carbalá, hoje parte do Iraque, em 10 de outubro de 680 depois de Cristo. Neste dia, alguns xiitas se autoflagelam até sangrar.
Três suspeitos foram detidos para interrogatório, revelou o inspetor Mohammad Murad. A polícia suspeita que a bomba fosse de fabricação caseira. Pode ter sido uma ação de uma pequena célula da extremistas muçulmanos sunitas sem ligação direta com o comando central do EI. Mas o grupo jihadista se infiltrou no Afeganistão e tenta penetrar no Sul da Ásia, que também a Índia, o Paquistão e o Sri Lanka.
Nos últimos dois anos, houve ataques em Bangladesh contra sufis, hindus e cristãos. Esse foi o primeiro contra xiitas. Cerca de 20 mil xiitas que estavam concentrados perto do santuário continuaram a procissão.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 24 de outubro de 2015
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Atentados contra xiitas matam 58 no Afeganistão
Pelo menos 58 pessoas morreram e outras 190 saíram feridas de atentados terroristas realizado hoje em três cidades do Afeganistão contra santuários xiitas durante a procissão da festa religiosa da Achura. É a primeira vez que o conflito sectário entre sunitas e xiitas atinge o pa'ís.
Em mensagem aos meios de comunicação o porta-voz da milícia fundamentalista dos Talebã, Zabiullah Mujahid, negou a responsabilidade do grupo: "Nós condenados firmemente este ato selvagem e desumano cometido por nossos inimigos, que tentam nos culpar e dividir os afegãos com ataques contra muçulmanos."
A maior explosão aconteceu na capital afegã, Cabul, onde ao menos 54 pessoas morreram e outras 164 foram hospitalizadas. Foi atribuída a um terrorista suicida. A polícia estimou o total de mortos em 56.
Na cidade de Mazar-i-Sharif, quatro civis foram mortos e outros 20 feridos por outra ação suicida.
Em Kandahar, na província do mesmo nome, onde nasceu a Milícia dos Talebã (Estudantes), a bomba estava numa motocicleta estacionada. O alvo era uma procissão xiita, que não foi atingida. Dois policiais e três populares foram feridos, informa o jornal The New York Times.
O Festival da Achura lembra o martírio de Hussein, neto do profeta Maomé, em Carbalá, que hoje fica no Iraque, no ano 680. É a festa mais importante do calendário religioso xiita. Veja as imagens do atentado em Cabul em The Lede, o blogue do New York Times
Em mensagem aos meios de comunicação o porta-voz da milícia fundamentalista dos Talebã, Zabiullah Mujahid, negou a responsabilidade do grupo: "Nós condenados firmemente este ato selvagem e desumano cometido por nossos inimigos, que tentam nos culpar e dividir os afegãos com ataques contra muçulmanos."
A maior explosão aconteceu na capital afegã, Cabul, onde ao menos 54 pessoas morreram e outras 164 foram hospitalizadas. Foi atribuída a um terrorista suicida. A polícia estimou o total de mortos em 56.
Na cidade de Mazar-i-Sharif, quatro civis foram mortos e outros 20 feridos por outra ação suicida.
Em Kandahar, na província do mesmo nome, onde nasceu a Milícia dos Talebã (Estudantes), a bomba estava numa motocicleta estacionada. O alvo era uma procissão xiita, que não foi atingida. Dois policiais e três populares foram feridos, informa o jornal The New York Times.
O Festival da Achura lembra o martírio de Hussein, neto do profeta Maomé, em Carbalá, que hoje fica no Iraque, no ano 680. É a festa mais importante do calendário religioso xiita. Veja as imagens do atentado em Cabul em The Lede, o blogue do New York Times
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Irã prende líderes da oposição
O regime fundamentalista do Irã prende líderes da oposição depois dos violentos confrontos de ontem entre oposicionistas e as forças de segurança e suas milícias, durante a Achura, principal festa do calendário religioso xiita, que lembra a morte do imã Hussein Ali, neto do profeta Maomé, na Batalha de Carbalá, em 680.
Pelo menos oito pessoas morreram, inclusive Said Ali Mussavi, sobrinho do ex-primeiro-ministro Mir Hussein Mussavi, candidato derrotado na eleição presidencial de 12 de junho, marcadas por denúncias de fraude.
Algumas fontes falam em 15 mortes. Mais de trezentos oposicionistas foram presos. A polícia nega responsabilidade pelas mortes, e o governo organizou hoje uma manifestação antioposicionista.
Algumas fontes falam em 15 mortes. Mais de trezentos oposicionistas foram presos. A polícia nega responsabilidade pelas mortes, e o governo organizou hoje uma manifestação antioposicionista.
Ontem, o ex-presidente Khatami foi proibido de discursar pela milícia Bassij, ligada à Guarda Revolucionária Iraniana.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Irã mata oposicionistas e prende 300
As forças de segurança do Irã e milícias aliadas atacaram manifestações de protesto da oposição neste domingo, matando pelo menos cinco pessoas. O governo da França denunciou oito mortes.
Entre os mortos, está Said Ali Mussavi, sobrinho do ex-primeiro-ministro Mir Hussein Mussavi, candidato derrotado pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad em junho passado numa eleição marcada por denúncias de fraude. Outras 300 foram presas.
Os protestos foram realizados durante a Achura, a principal festa do calendário dos muçulmanos xiitas, que relembra o martírio do imã Hussein Ali, neto do profeta Maomé, na Batalha de Carbalá, hoje parte do Iraque, em 10 de outubro de 680.
Perto da Praça do Imã Hussein, no centro de Teerã, a polícia dispersou manifestantes com gás lacromogênio. Os manifestantes gritavam "morte ao ditador" e rasgaram fotos de Khamenei.
A oposição afirma que o Exército teria alertado o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, de que tomaria o poder caso a polícia e as milícias leais ao regime fundamentalista atirassem em civis.
Entre os mortos, está Said Ali Mussavi, sobrinho do ex-primeiro-ministro Mir Hussein Mussavi, candidato derrotado pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad em junho passado numa eleição marcada por denúncias de fraude. Outras 300 foram presas.
Os protestos foram realizados durante a Achura, a principal festa do calendário dos muçulmanos xiitas, que relembra o martírio do imã Hussein Ali, neto do profeta Maomé, na Batalha de Carbalá, hoje parte do Iraque, em 10 de outubro de 680.
Perto da Praça do Imã Hussein, no centro de Teerã, a polícia dispersou manifestantes com gás lacromogênio. Os manifestantes gritavam "morte ao ditador" e rasgaram fotos de Khamenei.
A oposição afirma que o Exército teria alertado o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, de que tomaria o poder caso a polícia e as milícias leais ao regime fundamentalista atirassem em civis.
sábado, 19 de janeiro de 2008
Ataque de culto xiita causa 75 mortes no Iraque
Um culto xiita messiânico entrou em combate com autoridades do Iraque durante o festival religioso da Achura, o mais importante do calendário xiita, causando a morte de pelo menos 75 pessoas nos últimos dois dias.
Na sextas-feira, 18 de janeiro, pelo menos 66 pessoas morreram em violentos combates iniciados pelo culto xiita em duas importantes cidades sagradas do Sul do país: Bássora e Nassíria.
O primeiro-ministro Nuri al-Maliki declarou oficialmente que "as forças militares e de segurança conseguiram o controle total da situação, restaurando a calma".
A Achura comemora o martírio do imã Hussein, neto do profeta Maomé, no século 7.
Na sextas-feira, 18 de janeiro, pelo menos 66 pessoas morreram em violentos combates iniciados pelo culto xiita em duas importantes cidades sagradas do Sul do país: Bássora e Nassíria.
O primeiro-ministro Nuri al-Maliki declarou oficialmente que "as forças militares e de segurança conseguiram o controle total da situação, restaurando a calma".
A Achura comemora o martírio do imã Hussein, neto do profeta Maomé, no século 7.
terça-feira, 30 de janeiro de 2007
Atentados matam 42 no último dia da Achura
Uma série de atentados contra fiéis matou pelo menos 42 iraquianos no último dia da Achura, a mais importante festa religiosa do calendário xiita, que celebra o martírio do imã Hussein, neto do profeta Maomé, em 680.
O primeiro ataque matou 12 pessoas em Janakin, perto da fronteira com o Irã, durante uma procissão em que os xiitas se autoflagelavam, punindo-se por não terem acorrido em defesa de Hussein no século 7. Outras 17 pessoas morreram num ataque com morteiros contra o bairro de Adamia, no Noroeste de Bagdá. Em Dour Mondali, a 100 quilômetros a noroeste da capital iraquiana, um homem-bomba detonou seus explosivos quando estava no meio de uma multidão de 150 pessoas que entravam numa mesquista, matando 23 e ferindo outros 60.
Em 2004, atentados suicidas mataram 171 pessoas em Bagdá e Carbalá, onde Hussein foi morto na batalha que marca o cisma entre sunitas e xiitas, cerca de 10% dos mais de 1 bilhão de muçulmanos. Neste ano, com 11 mil soldados e policiais patrulhando Carbalá, os terroristas procuraram outras localidades.
Ao depor no Senado dos Estados Unidos, o novo comandante das operações militares americanas no Oriente Médio, almirante William Fallon, declarou que "chegou o momento" de dar a volta por cima no Iraque.
O primeiro ataque matou 12 pessoas em Janakin, perto da fronteira com o Irã, durante uma procissão em que os xiitas se autoflagelavam, punindo-se por não terem acorrido em defesa de Hussein no século 7. Outras 17 pessoas morreram num ataque com morteiros contra o bairro de Adamia, no Noroeste de Bagdá. Em Dour Mondali, a 100 quilômetros a noroeste da capital iraquiana, um homem-bomba detonou seus explosivos quando estava no meio de uma multidão de 150 pessoas que entravam numa mesquista, matando 23 e ferindo outros 60.
Em 2004, atentados suicidas mataram 171 pessoas em Bagdá e Carbalá, onde Hussein foi morto na batalha que marca o cisma entre sunitas e xiitas, cerca de 10% dos mais de 1 bilhão de muçulmanos. Neste ano, com 11 mil soldados e policiais patrulhando Carbalá, os terroristas procuraram outras localidades.
Ao depor no Senado dos Estados Unidos, o novo comandante das operações militares americanas no Oriente Médio, almirante William Fallon, declarou que "chegou o momento" de dar a volta por cima no Iraque.
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