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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Mortes mancham referendo no Sudão

Pelo menos 32 pessoas morreram em conflitos ao longo da futura fronteira entre Sudão e Sudão do Sul. Líderes tribais alegaram que só se defenderam de ataque do Exército Popular de Libertação do Sudão, o grupo armado do Sul, nos dois primeiros dias do referendo sobre a divisão do maior país da África.

Em entrevista, o ex-presidente americano Jimmy Carter, um dos observadores internacionais, afirmou que “ninguém quer a volta da guerra no Sudão”. 

Do Quênia aos EUA, os exilados sudaneses estão votando. A votação continua até sábado. O comparecimento é alto e a expectativa é de uma ampla vitória dos sulistas.

Se a divisão do Sudão for aprovada, o Sudão do Sul nasce oficialmente daqui a seis meses.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sudão anuncia reeleição do ditador

O ditador Omar Bachir, no poder desde 1989, foi reeleito presidente do Sudão com 68% dos votos em eleição boicotada pelos principais partidos de oposição, informaram hoje as autoridades eleitorais do país.

Nos últimos dias, confrontos entre árabes nômades e o Exército Popular de Libertação Popular, o principal grupo rebelde do país, deixou 55 mortos e 85 feridos.

Durante seus 55 anos de independência, o Sudão passou 40 anos em guerra civil entre o Norte, de maioria muçulmana, e o Sul, cristão e animista.

Um plebiscito marcado para o próximo ano deve decidir se o país parte para um divórcio amigável, mas há suspeitas de que, reeleito, Bachir suspenda a consulta popular.

O presidente sudanês tornou-se no ano passado o primeiro chefe de Estado no exercício do cargo a ser denunciado pelo Tribunal Penal Internacional. Ele é acusado pelo genocídio de 300 mil pessoas na província de Darfur, no Oeste do Sudão.

domingo, 25 de abril de 2010

Confronto em Darfur deixa 55 mortos

Pelo menos 55 morreram e outras 85 saíram feridas de choques entre nômades árabes e o Exército Popular de Libertação do Sudão, do Sul do país, na divisa da província de Darfur.

O exército rebelde confirmou ter sido atacado no sábado, mas atribuiu a ação ao Exército Nacional, dominado pelo regime islamita de Cartum e o presidente Omar Bachir, no poder desde 1989.

Maior país da África, o Sudão viveu sob guerra civil a maior parte do tempo desde a independência do Império Britânico, em 1955. A primeira guerra civil entre Norte e Sul durou até 1972. Recomeçou em 1983 e só terminou em 2006.

O governo acaba de realizar eleições, boicotadas pelas forças políticas do Sul, cristão e animista, em contraste com o Norte, muçulmano, que domina o Sudão desde a independência.

Para a revista britânica The Economist, o melhor resultado possível das eleições sudanesas seria encaminhar um plebiscito para uma divisão do país.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Massacre ameaça paz no Sul do Sudão

A morte de pelo menos 190 pessoas num conflito tribal no Sul do Sudão reiniciar a guerra mais longa da História da África pós-independência.

O conflito entre o Norte muçulmano e o Sul cristão e animista começou logo após a independência do Império Britânico, em 1955, e foi até 1972. Depois de 11 anos de trégua, recomeçou em 1985 e durou até 5 de janeiro de 2005, quando foi assinado um acordo de paz no Quênia.

Essa longa guerra civil Norte-Sul não está diretamente relacionada ao genocídio na província de Darfur, no Oeste do maior país da África, onde 300 mil pessoas teriam sido mortas e 2,5 milhões fugido de casa por causa da guerra entre o Exército e a milícia Janjawid contra grupos rebeldes locais ligados a tribos não muçulmanas.

A subcoordenadora das Nações Unidas para Ajuda Humanitária ao Sudão, adverte que "no fim do ano três houve três incidentes graves de violência política no Sul do Sudão. Agora, 140 pessoas da tribo dinka foram mortas por homens armados da tribo nuer.

Pela estimativa da organização não governamental Oxfam (Comitê de Oxford para o Combate à Fome), pelo menos 2,5 mil pessoas foram mortas na região no ano passado. Outras 350 mil tiveram de fugir de suas casas.

O governo islamita sudanês atribui o conflito a uma luta interna no Movimento Popular pela Libertação do Sudão, que reúne cristãos e animistas, seguidores das religiões tradicionais da África.

Um coquetel explosivo de violência, miséria e tensão política ameaça acabar com a paz assinada no Quênia há quatro anos.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Sudão está à beira de outra guerra civil

O maior país da África é também o mais castigado pela guerra. Desde 1955, o Sudão só viveu 11 anos sem guerra. O Norte e o Sul estiveram em guerra de 1955 a 1972 e de 1983 a 2005.

Neste momento em que o genocídio na província de Darfur, no Leste do Sudão, iniciado em 2003, é a pior tragédia humanitária em andamento no mundo, o Movimento Popular de Libertação do Sudão, que representa os povos do Sul do país, adverte para o risco de reinício da guerra civil.

"Estamos à beira da guerra. Já houve choques", advertiu o general Pagan Amum, do MPLS. "Tenho certeza que isso merecerá uma resposta do Exército Popular de Libertação do Sudão". O EPLS é a ala militar do MPLS.

Em 2005, depois de 22 anos de guerra, o Norte muçulmano e o Sul cristão e animista chegaram a um acordo de paz, negociado pelo então líder do EPLS, John Garang, que se tornou vice-presidente e morreu num acidente de avião em 30 de julho do mesmo ano.