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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Bolsonaro será investigado pelo fracasso na pandemia

 Depois de quase 230 mil mortes, a pedido do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), a Procuradoria-Geral da República (PGR) vai investigar se o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, colocaram a vida dos brasileiros em risco ao fracassar no combate à pandemia do coronavírus de 2019.

A PGR abriu inquérito sobre a responsabilidade do ministro no colapso do sistema de saúde de Manaus, quando vários pacientes morreram por falta de oxigênio nos hospitais, mas o procurador-geral Augusto Aras não havia incluído o presidente. A maioria dos políticos não acredita que Aras, um aliado do presidente que sonha com uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), denuncie Bolsonaro.

No Congresso, o senador Randolfe Rodrigues, da Rede do Amapá, conseguiu 30 assinaturas para a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Senado sobre a covid-19. A proposta era a abertura de uma CPI mista, com deputados e senadores, mas a vitória do bolsonarista Arthur Lira para a Presidência da Câmara enterrou a ideia.

Ao lado do presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), almirante Antônio Barra Torres, que anunciou publicamente vai tomar vacina contra o novo coronavírus, Bolsonaro declarou mais uma vez que não vai tomar. Mais uma vez, sabotou medidas do seu próprio governo para combater a pandemia e voltou a fazer propaganda da inútil cloroquina. Bolsonaro é incorrigível e o melhor que o Brasil faria seria se livrar do pior presidente da história.

Nesta quinta-feira, 15º dia seguido com média diária de mortes acima de mil, foram notificadas mais 1.291 mortes e 57.848 casos novos, elevando os totais no Brasil para 228.883 óbitos e 9.397.769 casos confirmados. A média diária de mortes dos últimos sete dias ficou em 1.030. É estável em nível alto.

No mundo inteiro, são 104 milhões 830 mil casos confirmados e 2.281.608 mortes. Mais de 77 milhões de pacientes se recuperam, cerca de 25,5 milhões apresentam sintomas leves e quase 106 mil estão em estado grave.

Com mais 3.843 mortes e 119 mil casos novos em 24 horas, os Estados Unidos somam 455.657 mortes e 26.716.500 casos confirmados. O número de casos novos caiu 30% em duas semanas e os de hospitalizações, 23%, mas a média de mortes continua estável. Cerca de 152 mil mortes, 30% do total, ocorreram em asilos e casas geriátricas. Os índios estão morrendo numa porcentagem duas vezes maior do que o resto da população americana. Um em cada 475 índios morreu de covid-19.

Uma pesquisa feita em Nova Déli estima que mais da metade dos cerca de 20 milhões de moradores da capital Índia pegaram o novo coronavírus. A Índia é o segundo país em número de casos confirmados, 10,8 milhões, e o quarto em mortes, 155 mil, atrás dos EUA, do Brasil e do México. Meu comentário:

terça-feira, 20 de maio de 2014

Ministro do Esporte mente ao acusar Anistia

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, aquele comunista que se aliou ao latifúndio para aprovar o Código (Anti)Florestal e anistiar desmatadores, investe agora contra a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, que faz campanha para defender o direito de realização de manifestações pacíficas durante a Copa. Mente descaradamente ao povo brasileiro ao dizer que a Anistia prega a violência.

A quem o Sr. quer enganar, ministro?

É um princípio básico da Anistia repudiar o uso da força. A Anistia nunca defendeu prisioneiros envolvidos em crimes de sangue. Repudia a anistia acordada no fim do regime militar porque ela contraria tratados internacionais firmados pelo Brasil que consideram tortura e desaparecimento de pessoas crimes contra a humanidade, imprescritíveis como os crimes do nazismo.

Como stalinista, Rebelo deve achar que a repressão faz bem à sociedade, impondo ordem e disciplina. Entre os alvos dos manifestantes violentos, exclui os bancos. Como comunista, deve achar justificado atacar bancos, símbolos maiores do capitalismo. Na prática, repete o discurso autoritário da ditadura militar contra a Anistia.

Se o ministro conseguir provar uma única das muitas acusações que faz nO Globo de hoje, que a "Anistia quer que o mundo diga às autoridades do Rio de Janeiro que não é crime explodir coquetel molotov em atos a que pessoas de boa fé levam os filhos para defender as causas justas do povo", que a ONG alega que "não é crime matar cinegrafista que registra o desempenho dos manifestantes" e que aplaude saques, atos de vandalismo, depredações e ataques a jornalistas e policiais, pedirei desculpas publicamente a Aldo Rebelo.

Mas ele não vai conseguir. O que escreve nO Globo de hoje não passa de um festival de mentiras. 

Este é o ministro responsável pela Copa com 10 dos 20 estádios mais caros da história do planeta, em mais uma rodada de benesses às empreiteiras que corrompem as campanhas eleitorais e os governos, e das obras de mobilidade que nunca saíram do papel, em que a maioria assiste mais uma vez ao banquete dos poderosos pago com dinheiro público.

Que a Seleção Brasileira tenha sorte e bom futebol para fazer o que o governo não conseguiu: ganhar a Copa!

Quanto ao ministro, tem lugar na lata de lixo da história ao lado da ideologia autoritária que professa. A corrupção só vai acabar quando o eleitorado parar de votar em quem mente e engana descaradamente o povo brasileiro, seja no debate sobre o Código Florestal ou na Copa do Mundo.

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB), partido de Rebelo, não estava envolvido em escândalos de corrupção com desvio de verbas destinadas a promover o esporte nas escolas? Que fim levaram as investigações? Caiu o ministro, mas o partido não perdeu a boquinha. Brasiilll!