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terça-feira, 20 de maio de 2014

Ministro do Esporte mente ao acusar Anistia

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, aquele comunista que se aliou ao latifúndio para aprovar o Código (Anti)Florestal e anistiar desmatadores, investe agora contra a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, que faz campanha para defender o direito de realização de manifestações pacíficas durante a Copa. Mente descaradamente ao povo brasileiro ao dizer que a Anistia prega a violência.

A quem o Sr. quer enganar, ministro?

É um princípio básico da Anistia repudiar o uso da força. A Anistia nunca defendeu prisioneiros envolvidos em crimes de sangue. Repudia a anistia acordada no fim do regime militar porque ela contraria tratados internacionais firmados pelo Brasil que consideram tortura e desaparecimento de pessoas crimes contra a humanidade, imprescritíveis como os crimes do nazismo.

Como stalinista, Rebelo deve achar que a repressão faz bem à sociedade, impondo ordem e disciplina. Entre os alvos dos manifestantes violentos, exclui os bancos. Como comunista, deve achar justificado atacar bancos, símbolos maiores do capitalismo. Na prática, repete o discurso autoritário da ditadura militar contra a Anistia.

Se o ministro conseguir provar uma única das muitas acusações que faz nO Globo de hoje, que a "Anistia quer que o mundo diga às autoridades do Rio de Janeiro que não é crime explodir coquetel molotov em atos a que pessoas de boa fé levam os filhos para defender as causas justas do povo", que a ONG alega que "não é crime matar cinegrafista que registra o desempenho dos manifestantes" e que aplaude saques, atos de vandalismo, depredações e ataques a jornalistas e policiais, pedirei desculpas publicamente a Aldo Rebelo.

Mas ele não vai conseguir. O que escreve nO Globo de hoje não passa de um festival de mentiras. 

Este é o ministro responsável pela Copa com 10 dos 20 estádios mais caros da história do planeta, em mais uma rodada de benesses às empreiteiras que corrompem as campanhas eleitorais e os governos, e das obras de mobilidade que nunca saíram do papel, em que a maioria assiste mais uma vez ao banquete dos poderosos pago com dinheiro público.

Que a Seleção Brasileira tenha sorte e bom futebol para fazer o que o governo não conseguiu: ganhar a Copa!

Quanto ao ministro, tem lugar na lata de lixo da história ao lado da ideologia autoritária que professa. A corrupção só vai acabar quando o eleitorado parar de votar em quem mente e engana descaradamente o povo brasileiro, seja no debate sobre o Código Florestal ou na Copa do Mundo.

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB), partido de Rebelo, não estava envolvido em escândalos de corrupção com desvio de verbas destinadas a promover o esporte nas escolas? Que fim levaram as investigações? Caiu o ministro, mas o partido não perdeu a boquinha. Brasiilll!