Os Estados Unidos ofereciam uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem a sua prisão. Teriam colaborado com ações de inteligência, mas não participado diretamente da operação que causou sua morte, de acordo com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, que está sob pressão do presidente Donald Trump para desmantelar as máfias do tráfico.
Sua morte "fecha um ciclo de extrema violência, mas abre outro também muito delicado. A questão não é saber se um líder tombou, mas se o Estado será capaz de impedir a recomposição operacional, financeira e territorial de sua organização", comentou o jornal El Heraldo de México.
A história ensina que cortar cabeças não costuma ser suficiente para acabar com cartéis de drogas ou grupos terroristas. Enquanto não mudar o ambiente que os gerou, a tendência é que outro líder tome o lugar. Neste caso, a expectativa é de uma guerra interna pelo controle do grupo opondo parentes de El Mencho e os militares e policiais que aderiram à organização criminosa.
Para o jornal El Universal, a operação marca "a verdadeira tomada do controle" do país pela presidente Sheinbaum, eleita em 2024, que ainda estaria à sombra de seu predecessor e padrinho político, Andrés Manuel López Obrador.
Na visão do jornal norte-americano The New York Times, Sheinbaum enfrentava o dilema de eliminar El Mencho e "abrir potencialmente um novo capítulo de violência a quatro meses da abertura da Copa do Mundo de futebol, que neste ano será realizada pela primeira vez em três países: EUA, Canadá e México. "Ou não fazer nada para manter o status quo." Ela preferiu enfrentar o narcotráfico.

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