quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Rússia fracassa em quatro anos de invasão da Ucrânia

Quatro anos depois da invasão da Ucrânia, a Rússia, considerada a segunda maior superpotência militar do planeta, não conquistou seus objetivos políticos. O ditador Vladimir Putin depende do presidente Donald Trump para obter na mesa de negociações o que não conseguiu no campo de batalha. É uma guerra que mudou o mundo. Trouxe de volta o risco nuclear com a chantagem atômica de Putin para pressionar o Ocidente a não apoiar a Ucrânia. Os dividendos da paz do fim da Guerra Fria acabaram.
É o pior conflito armado na Europa depois da Segundo Guerra Mundial e a mais longa guerra no continente em séculos. O total de mortos, feridos e desaparecidos é estimado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) de Washington em 1,8 milhão de militares (1,2 milhão russos e 600 mil ucranianos) com pelo menos 325 mil soldados russos e 140 mil soldados ucranianos mortos. As Nações Unidas estimam que pelo menos 15 mil civis ucranianos foram mortos, mas se acredita que o verdadeiro número seja muito maior, da ordem de dezenas de milhares.

Além disso, 9,6 milhões de ucranianos fugiram do país ou foram deslocados internamente. A Ucrânia perdeu até agora 20% de seu território  25% de sua economia e cerca de 20% de sua população. Quando a União Soviética acabou, em 1991, a Ucrânia tinha cerca de 50 milhões de habitantes. No começo desta guerra, era 44 milhões. Hoje a população é estimada em 35 milhões.

O presidente Volodymyr Zelensky declarou ontem que Putin não atingiu seus objetivos: "Defendemos nossa independência. Não perdemos nosso Estado. Preservamos a Ucrânia e vamos fazer de tudo para garantir a paz e a justiça."

Em Moscou, o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, admitiu que a Rússia "não atingiu plenamente seus objetivos ainda, tanto que a operação militar continua."

Como Putin se nega a fazer qualquer concessão e Zelensky exige garantias de segurança e se nega a ceder territórios, as negociações não avançam. Trump, que sonha em ganhar o Prêmio Nobel da Paz, precisa entender que para acabar com a guerra é necessário conter o agressor e não a vítima.

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