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segunda-feira, 30 de março de 2026

Trump está entre a fuga e uma escalada na guerra

Depois de um mês da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, o presidente Donald Trump está encurralado, sem uma saída fácil. Se negociar o fim do conflito, vai obter um acordo pior do que conseguiria antes da guerra. Se enviar forças terrestres, muitos soldados norte-americanos vão morrer e o preço do petróleo vai subir ainda mais antes das eleições parlamentares de 3 de novembro, quando deve perder a maioria na Câmara e talvez no Senado.
Trump adiou até 6 de abril o ultimato para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo consumido no mundo. Se o regime iraniano continuar impedindo a circulação de navios, ameaça destruir as centrais elétricas, as instalações de petróleo e as usinas de dessalinização de água do Irã. Se isto acontecer, os iranianos afirmam que todas as instalações de gás e petróleo do Oriente Médio serão alvos da retaliação, o que pode agravar a pior crise energética da história.

O presidente dos EUA têm interesse em sair logo da guerra, enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, quer uma guerra longa que desgaste o regime iraniano militar e economicamente para deixá-lo à beira de um colapso.

Com seu discurso errático, em um mês de guerra, Trump já cantou vitória várias vezes, mas alterna declarações de que as negociações estão bem encaminhadas com ameaças de intensificar a guerra e lançar uma operação terrestre. Nesta segunda-feira, admitiu que quer controlar o petróleo do Irã como fez na Venezuela.

Enquanto isso, a economia mundial corre o risco de estagflação e a inflação nos preços dos alimentos ameaça deixar mais 45 milhões de pessoas em fome extrema.
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Economia do Japão recuou mais do que estimado inicialmente

A economia do Japão encolheu mais do que estimado inicialmente no terceiro trimestre de 2014, indicou hoje a segunda estimativa do desempenho do produto interno bruto de julho a setembro deste ano.

Em vez de cair num ritmo de 1,6% ao ano, a terceira maior economia do mundo contraiu-se em 1,9% ao ano ou 0,5% em relação ao trimestre anterior, noticiou o jornal The Wall St. Journal. Como vinha de uma baixa de 6,7% ao ano ou 1,7% na comparação trimestral no segundo trimestre, O Japão está em recessão.

É uma má notícia a apenas seis das das eleições parlamentares antecipadas convocadas pelo primeiro-ministro Shinzo Abe para tentar obter a aprovação popular para suas políticas destinadas a combater a deflação e a estagnação crônicas da economia japonesa, que estão relegando o país a uma posição secundária em relação à China, inimiga histórica.

Com o aumento de 5% para 8% de um imposto de circulação de mercadorias para melhorar as contas públicas, o consumo doméstico desabou, levando a economia à recessão. Uma desvalorização de 50% do iene em relação ao dólar nos últimos oito meses agravou ainda mais a crise na esperança de estimular as exportações. O Japão hoje tem décifit comercial.

Abe tenta ganhar tempo. Aposta que o aumento dos lucros com a exportação vai permitir às empresas japonesas investir mais e pagar melhores salários. Perdeu o apoio da opinião pública. Em pesquisa realizada pelo grupo Nikkei, só 33% defenderam a abeconomia, como é chamada a política econômica do atual primeiro-ministro, enquanto 51% se declararam contrários.

Mesmo assim, por falta de uma oposição bem organizada, o Partido Liberal-Democrata, de Abe, deve  obter uma ampla vitória no próximo domingo.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Inflação de junho nos EUA é maior em 26 anos

O índice de preços ao consumidor nos Estados Unidos subiu 1,1% em junho. É a maior taxa mensal desde junho de 1982.

Sem as altas nos preços de energia e alimentos, o núcleo do índice ficou em 0,3%, o que dá uma taxa de 2,4% nos últimos 12 anos. Este é o índice que o Comitê de Mercado Aberto da Reserva Federal (Fed), o banco central dos EUA, observa para tomar decisões sobre taxas de juros.

Mas não pode ignorar a inflação plena, que chegou a 5% ao ano, maior índice desde 1991.

Com os sérios riscos que pairam sobre a maior economia do mundo por causa dos problemas no setor de crédito hipotecário, como advertiu ontem o presidente do Fed, Ben Bernanke, a grande ameaça é a estagflação, estagnação econômica com crescimento de preços.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Fed esgota ciclo de queda dos juros

O banco central dos Estados Unidos, decidiu hoje manter inalterada a taxa básica de juros da maior economia do mundo em 2% ao ano, sinalizando que se esgotou o uso do corte de juros como instrumento para acelerar a economia.

Por 9-1, o Comitê do Mercado Aberto do Federal Reserve Board (Fed) manteve a taxa. O único voto contra foi a favor de um aumento.

Em nota, o Fed declarou que, embora a economia ainda apresente sinais de fraqueza, eles vão diminuindo, enquanto aumenta a expectativa inflacionária.

É um equilíbrio difícil entre a necessidade de revigorar uma economia estagnada e as crises internacionais dos alimentos e do petróleo, caracterizadas pelo crescimento de preços. Os EUA estão sob risco de estagflação, estagnação econômica e inflação.

Em conseqüência da manutenção da taxa básica de juros americana em 2% e da expectativa de alta na taxa básica do Banco Central da Europa, que está em 4% ao ano, o dólar caiu diante do euro e do iene japonês.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Força dos emergentes segura crescimento mundial

Uma das grandes novidades do cenário internacional que só tende a se reafirmar em 2008 é a força das economias emergentes.

“Há um aspecto muito interessante”, nota Wrobel, que indica uma mudança estrutural na economia internacional. “É possível prever que o impacto de uma recessão nos países ricos será muito menor do que no passado”, por causa do dinamismo das economias emergentes.

“Boa parte do crescimento da China, da Índia e do Brasil se deve à expansão do mercado interno”, analisa o assessor da embaixada brasileira em Londres.

Nos últimos, a China e a Índia incorporaram centenas de milhões de pessoas ao mercado consumidor. Aqui, no Brasil, 20 milhões saíram das classes D e E por causa do crescimento econômico e dos programas sociais do governo Lula.

“Isto cria uma dinâmica interna: são produtos de baixa tecnologia com uso intensivo de mão-de-obra”, o que gera empregos, aumento da renda e mais consumo, num ciclo virtuoso.

Já a Rússia é hoje “uma grande potência energética”. Mesmo que o preço do petróleo caia um pouco, não deve cair muito. Depois da caótica era Boris Yeltsin (1991-1999) e do colapso econômico de 1998, com a alta do petróleo, sob a presidência de Vladimir Putin (1999-2008), “a Rússia conseguiu uma certa estabilidade. Tem investimento e consumo”. Voltou a ser um ator internacional importante, com sérias críticas ao Ocidente e duras críticas à independência do Kossovo.

Apesar da derrota da CPMF, o Brasil teve um grande aumento de arrecadação. Deve crescer 5% este ano. Pelas previsões do economista José Márcio Camargo, professor da PUC-Rio e sócio da consultoria Tendências, fica em 4,5% em 2008, por conta da desaceleração americana. Na opinião de Wrobel, “dá para acomodar a perda de R$ 40 bilhões de receita”.

Para não pintar um quadro otimista demais, é bom lembrar que os chineses não acreditam que sua economia possa se descolar dos EUA. Uma queda de um ponto percentual no produto interno bruto dos EUA causaria uma queda de até 6% na produção industrial chinesa.

Mas a realidade é que o mundo confia cada vez mais na China como pólo gerador de riqueza e nova locomotiva da economia internacional.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Medo de estagflação abala bolsas

O risco de uma estagnação na maior economia do mundo, os Estados Unidos, acompanhada de inflação provocada pela alta nos preços dos alimentos e de energia derrubou ontem as bolsas de valores do mundo inteiro. A queda continua hoje na Ásia.

A inflação medida pelo índice de preços ao consumidor foi de 0,8% em novembro, o que projeta uma taxa anual para 2007 de 4,2%, em contraste com 2,5% em 2006. O núcleo da inflação, expurgados os preços de energia e alimentos, cresceu 0,3% em novembro, a maior taxa em 10 meses.

Na Europa, as principais bolsas registraram quedas de 1,5% a 2%.

Em Nova Iorque, o Índice Dow Jones caiu 1,72% para 13.167,20 pontos, enquanto a bolsa Nasdaq, das ações de empresas de alta tecnologia, perdia 2,32%. Em São Paulo, a bolsa brasileira baixou cerca de 4%.

No Japão, a Bolsa de Tóquio opera em baixa pelo quinto pregão consecutivo. O resto da Ásia segue a tendência.