Mostrando postagens com marcador 2008. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 2008. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

China revisa para cima crescimento de 2008

O governo da China revisou para cima o cálculo do produto interno bruto de 2008. Com o aumento de 4,5%, a economia que mais cresce no mundo gerou US$ 4,52 trilhões de riqueza naquele ano. 


A taxa de crescimento subiu para 9,6%. Pelo cálculo anterior, teria sido de 9%.


Para justificar a mudança, o Escritório Nacional de Estatísticas da China alegou que a participação do setor de serviços tinha sido subavaliada.


A revisão deixa a China mais perto de superar o Japão e se tornar a segunda maior economia do mundo. Isso pode acontecer já no próximo ano.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Crescimento da China cai para 6,8% ao ano

A China acaba de anunciar oficialmente a primeira estimativa para o crescimento do produto interno bruto em 2008, uma expansão de 9% com uma queda no ritmo de crescimento para 6,8% ao ano no último trimestre.

É a primeira taxa abaixo de 10% em seis anos, sinal de que a crise chegou à economia que mais cresceu no mundo nas três últimas décadas.

Este ano deve ser pior. A expectativa é que 15 milhões de chineses percam o emprego. Será um problema para o governo. Da crise da Ásia de 1997-98 até 2002, 35 milhões de chineses perderam o empregos e o regime comunista soube conter o problema social.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

FT prevê vitória de Hillary e petróleo a US$ 100

Hillary Clinton será eleita presidente dos Estados Unidos, o petróleo vai chegar a US$ 100 por barril e o Google continuará crescendo, mas não haverá recessão, prevêem analistas entrevistados pelo jornal inglês Financial Times, principal diário econômico-financeiro da Europa.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

2008 marca o fim da era Bush

No plano político, o grande acontecimento do ano é a eleição presidencial de 4 de novembro nos EUA. É o fim da era Bush.

“Tudo apontava para uma vitória democrata”, pondera o economista Paulo Wrobel, assessor da Embaixada do Brasil em Londres. Mas o jogo ainda está em aberto.

As eleições primárias e convenções regionais que indicarão os candidatos dos dois grandes partidos começam em 3 de janeiro pelo estado de Iowa.

No Partido Democrata, a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton, que estava bem à frente nas pesquisas, foi atropelada na reta final da campanha em Iowa pelo senador negro Barack Obama. Talvez tenha de esperar até a Giga-Terça-Feira, 5 de fevereiro, que substitui a antiga Super-Terça, que era realizada em março. Cerca de 20 estados farão primárias ou convenções.

Com a queda da violência no Iraque, o presidente George W. Bush termina 2007 melhor do que começou, apesar das ameaças à economia dos EUA. Isto ajuda a candidatura do Partido Republicano.

Tido como liberal demais pelo eleitorado conservador do partido, o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani, perde terreno para o pastor Mike Huckabee, o típico azarão.

O grande desafio do próximo presidente dos EUA será atacar o problema do déficit triplo: conta corrente, contas públicas e poupança privada.

Wrobel observa “um processo gradual de transformação dos EUA de um país de tradição européia para um país mais complexo lutando pela prosperidade”, com populações de origem latino-americana e asiática cada vez maiores.

A crise do Irã sofreu uma mudança radical. Diante da avaliação dos 16 serviços secretos dos EUA de que o Irã suspendeu seu programa nuclear militar clandestino, afasta-se o fantasma de um bombardeio americano ao Irã, como defendeu claramente o vice-presidente Dick Cheney.

O jogo não acabou. Para fazer uma bomba atômica, é preciso enriquecer urânio a altos teores, e o Irã continua enriquecendo urânio. É uma tecnologia de uso duplo. Mas um ataque é difícil em 2008.

América Latina entra na era pós-Fidel

A grande expectativa na América Latina em 2008 é sobre a transição em Cuba, agora que Fidel Castro, depois de 52 anos no poder, decidiu não se “apegar” mais a cargos.

Sempre houve uma suposição de que regime revolucionário cubano não sobreviveria a seu líder. O afastamento de Fidel por motivo de saúde com a possibilidade de voltar deu início a um processo controlado de transferência do poder.

Há uma nova geração que nasceu sob o regime comunista mas não tem o compromisso revolucionário dos que fizeram a revolução. “Os cubanos são mito empreendores”, afirma Paulo Wrobel. “O grande medo do regime é a desigualdade. A riqueza privada ainda é intolerável. Mas eles estão loucos para retomar o comércio com os EUA.”

O presidente interino, Raúl Castro, gostaria de fazer uma reforma no estilo chinês, uma abertura econômica sem liberalização política. Mas Cuba assinou documentos das Nações Unidas sobre direito de viajar ao exterior e liberdade de expressão que rejeitara antes.

A derrota da reforma do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para implantar o socialismo do século 21 mostra os limites da chamada “democracia plebiscitária”.

Há uma dissidência no chavismo, representada sobretudo pelo general Raúl Baduel, ex-ministro da Defesa que ficou ao lado do presidente no golpe de abril de 2002. A bola está com a oposição.

Muito mais complicada é a situação da Bolívia, um país muito pobre com uma longa história de instabilidade política, uma fratura social muito grande entre indígenas e europeus, entre o altiplano e o resto do país. Há uma paralisia política perigosa, com quatro dos nove departamentos proclamando autonomia. O presidente Lula recomendou calma a Evo Morales.

Na Argentina, a presidente Cristina Fernández de Kirchner significa sobretudo a continuidade. O governo de seu marido, Néstor Kirchner (2003-07), tirou o país da pior crise de sua história, causada pelo colapso da paridade dólar-peso no final de 2001.

Com o sucesso do agronegócio e dos biocombustíveis, a Argentina garante taxas de crescimento em torno de 9% ao ano. A economia elegeu Cristina, apesar da ameaça de crise energética no rigoroso inverno deste ano. Mas o Brasil deu um salto econômico e industrial à frente. As assimetrias são problemas que dificultam a integração regional da América Latina.

Na Europa, a Alemanha mantém sua posição como maior exportador mundial de bens, superando US$ 1 trilhão em 2007. A chanceler (primeira-ministra) adotou uma posição mais próxima dos EUA e quer a União Européia na liderança do combate ao aquecimento global.

O presidente Nicolas Sarkozy é talvez o mais pró-americano de todos os chefes de Estado da França. Quer reformar o país, enfrentando os sindicatos, para dinamizar a quinta maior economia do mundo. Tem apoio popular para isso.

Mais difícil é a situação do primeiro-ministro britânico. Gordon Brown chegou ao poder sem voto. Sucedeu Tony Blair sem passar pelo teste das urnas como líder do Partido Trabalhista. Com as pesquisas dando a liderança ao Partido Conservador, 2008 é um ano chave para Brown realizar suas reformas e se legitimar como chefe de governo.

A Espanha realiza eleições em 9 de março. Espera-se uma disputa apertada com favoritismo para o Partido Socialista Operário Espanhol do primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero e o Partido Popular, de Mariano Rajoy.

Sarkozy e Zapatero se reuniram recentemente com o primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, para relançar o projeto de uma União do Mediterrâneo, uma associação com os países do Norte da África e do Oriente Médio com acesso ao mar.

No Japão, novamente à beira da estagdeflação, o governo Yasuo Fukuda precisa mostrar que não é apenas transitório. Moderado, Fukuda quer melhorar as relações com a China, que ainda são muito difíceis, em parte pela falta de reconhecimento pelo Japão dos crimes de guerra do Exército Imperial de 1931 a 1945.

A China tentará evitar o superaquecimento da economia e começa a se preocupar com problemas ambientes. Centenas de projetos de investimento em novas fábricas foram rejeitados nos últimos dois anos. No passado, isso raramente acontecia.

Mais movimentada estará a cena política da África do Sul, com a vitória do ex-vicepresidente Jacob Zuma sobre o presidente Thabo Mbeki na disputa da liderança do Congresso Nacional Africano, partido histórica da maioria negra na luta contra a minoria branca. Em 96 anos de história, o CNA não tinha tido uma convenção tão tumultuada.

Mbeki, um jovem filho da elite que foi estudar na Europa, um esquerdista convertido à economia de mercado, era considerado insensível ao sofrimento da maioria que ainda não tem aquilo que lhes era negado pela regime segregacionista branco do apartheid: terra, casa, trabalho e serviços públicos razoáveis.

Zuma, sem educação formal, era um dos chefes do braço armado do CNA. É acusado de violência sexual e corrupção. O procurador-geral promete processá-lo. Só isso pode barrar sua ascensão à Presidência da África do Sul, o trono de Nelson Mandela.

Força dos emergentes segura crescimento mundial

Uma das grandes novidades do cenário internacional que só tende a se reafirmar em 2008 é a força das economias emergentes.

“Há um aspecto muito interessante”, nota Wrobel, que indica uma mudança estrutural na economia internacional. “É possível prever que o impacto de uma recessão nos países ricos será muito menor do que no passado”, por causa do dinamismo das economias emergentes.

“Boa parte do crescimento da China, da Índia e do Brasil se deve à expansão do mercado interno”, analisa o assessor da embaixada brasileira em Londres.

Nos últimos, a China e a Índia incorporaram centenas de milhões de pessoas ao mercado consumidor. Aqui, no Brasil, 20 milhões saíram das classes D e E por causa do crescimento econômico e dos programas sociais do governo Lula.

“Isto cria uma dinâmica interna: são produtos de baixa tecnologia com uso intensivo de mão-de-obra”, o que gera empregos, aumento da renda e mais consumo, num ciclo virtuoso.

Já a Rússia é hoje “uma grande potência energética”. Mesmo que o preço do petróleo caia um pouco, não deve cair muito. Depois da caótica era Boris Yeltsin (1991-1999) e do colapso econômico de 1998, com a alta do petróleo, sob a presidência de Vladimir Putin (1999-2008), “a Rússia conseguiu uma certa estabilidade. Tem investimento e consumo”. Voltou a ser um ator internacional importante, com sérias críticas ao Ocidente e duras críticas à independência do Kossovo.

Apesar da derrota da CPMF, o Brasil teve um grande aumento de arrecadação. Deve crescer 5% este ano. Pelas previsões do economista José Márcio Camargo, professor da PUC-Rio e sócio da consultoria Tendências, fica em 4,5% em 2008, por conta da desaceleração americana. Na opinião de Wrobel, “dá para acomodar a perda de R$ 40 bilhões de receita”.

Para não pintar um quadro otimista demais, é bom lembrar que os chineses não acreditam que sua economia possa se descolar dos EUA. Uma queda de um ponto percentual no produto interno bruto dos EUA causaria uma queda de até 6% na produção industrial chinesa.

Mas a realidade é que o mundo confia cada vez mais na China como pólo gerador de riqueza e nova locomotiva da economia internacional.

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Obama já arrecadou US$ 25 milhões

O senador negro Barack Obama, principal rival da senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton, arrecadou US$ 25 milhões em três meses para sua campanha para obter a candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 2008.

Obama não bateu o recorde de Hillary, que conseguiu US$ 26 milhões no mesmo período. Mas, com a ajuda da Internet, recebeu doações de 100 mil pessoas. Mais da metade dos US$ 25 bilhões foi obtida graças à Internet.