Pelo menos uma pessoa morreu, um idoso, e várias outras saíram feridas de manifestações violentas na província de Colón, em Honduras, contra a reeleição supostamente fraudulenta do presidente Juan Orlando Hernández, do conservador Partido Nacional.
Anselo Villareal foi baleado por um tiro disparado pelas forças de segurança durante confronto com manifestantes numa estrada perto de Saba.
Os protestos foram convocados na semana passada pela Aliança de Oposição. Seu candidato à Presidência, Salvador Nasralla, declarou-se vencedor da eleição de 26 de novembro de 2017 e acusa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de colaborar com a "fraude".
Na maioria das manifestações, as forças de segurança usaram gás lacrimogênio para dispersar a multidão.
A Constituição de Honduras não prevê a reeleição. Em 2009, o então presidente José Manuel Zelaya foi derrubado num golpe militar quando tentava obrigar o Exército a realizar um plebiscito sobre a reeleição sem a aprovação do Congresso e da Corte Suprema.
O atual presidente apelou a uma legislação internacional para alegar que tinha o direito de concorrer à reeleição, atropelando a lei hondurenha. Hernández toma posse para um segundo mandato em 27 de janeiro.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 21 de janeiro de 2018
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Zelaya não aceita derrota da mulher em Honduras
Depois de denunciar fraude na eleição presidencial de domingo passado, o ex-presidente de Honduras José Manuel Zelaya, deposto num golpe militar há quatro anos, prometeu mobilizar seus seguidores para protestar contra a derrota de sua mulher, Xiomara de Castro Zelaya.
No fim da noite de ontem pela hora local, com pouco mais de dois terços dos votos apurados, o Tribunal Supremo Eleitoral declarou a vitória do candidato conservador Juan Orlando Hernández, com 34% dos votos contra 29% para Xiomara de Castro.
Hoje de manhã, a missão observadora da União Europeia afirmou que o resultado "não é preciso nem confiável" e pediu aos fiscais dos partidos que mantenham a presença em todas as zonas eleitorais até o fim da contagem dos votos.
No fim da noite de ontem pela hora local, com pouco mais de dois terços dos votos apurados, o Tribunal Supremo Eleitoral declarou a vitória do candidato conservador Juan Orlando Hernández, com 34% dos votos contra 29% para Xiomara de Castro.
Hoje de manhã, a missão observadora da União Europeia afirmou que o resultado "não é preciso nem confiável" e pediu aos fiscais dos partidos que mantenham a presença em todas as zonas eleitorais até o fim da contagem dos votos.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Zelaya prega fim do domínio da elite em Honduras
Em discurso num encontro da Frente Nacional de Resistência Popular, criada para lutar contra o golpe de Estado de 28 de junho de 2009, o ex-presidente José Manuel Zelaya previu ontem que seus partidários vão derrotar a elite econômica que está no poder e governar Honduras durante 50 anos.
"A oligarquia mostrou que não quer democracia e que está disposta a usar a força para manter seus privilégios ", afirmou Zelaya, citado pelo jornal americano Miami Herald.
Para se transformar em partido político, a frente precisa coletar as assinaturas de 46 mil eleitores hondurenhos.
Se for proibido de se candidatar à Presidência, Zelaya pode indicar sua mulher, Xiomara Castro de Zelaya.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
OEA readmite Honduras dois anos após golpe
Quase dois anos depois do golpe que derrubou o presidente José Manuel Zelaya, a Organização dos Estados Unidos aprovou hoje a reintegração de Honduras. Só o Equador votou contra, em protesto porque os responsáveis pelo golpe não serão processados.
Honduras volta à organização regional por causa do Acordo de Cartagena, na Colômbia, que anistiou Zelaya e permitiu sua volta ao país.
A reunião teve um atraso de duas horas, atribuído a manobras da Venezuela para tentar incriminar os golpistas. Prevaleceu o projeto de resolução proposto pelo Brasil e outros países, que aceita na prática uma anistia para todos numa tentativa de virar a página do golpe.
O Equador foi o único país que defendeu publicamente o julgamento dos golpistas: "Antes da reintegração, cabe perguntar como está a situação dos direitos humanos e da impunidade dos executores do golpe", protestou a embaixadora equatoriana na OEA, Maria Isabel Salvador. "Democracia, estado de direito e devido processo não podem ser apenas palavras. Por isso, não podemos concordar com os demais países-membros.
Honduras volta à organização regional por causa do Acordo de Cartagena, na Colômbia, que anistiou Zelaya e permitiu sua volta ao país.
A reunião teve um atraso de duas horas, atribuído a manobras da Venezuela para tentar incriminar os golpistas. Prevaleceu o projeto de resolução proposto pelo Brasil e outros países, que aceita na prática uma anistia para todos numa tentativa de virar a página do golpe.
O Equador foi o único país que defendeu publicamente o julgamento dos golpistas: "Antes da reintegração, cabe perguntar como está a situação dos direitos humanos e da impunidade dos executores do golpe", protestou a embaixadora equatoriana na OEA, Maria Isabel Salvador. "Democracia, estado de direito e devido processo não podem ser apenas palavras. Por isso, não podemos concordar com os demais países-membros.
domingo, 29 de maio de 2011
Zelaya volta e lança mulher para presidente
Um mês antes do segundo aniversário do golpe de estado que o derrubou, o ex-presidente José Manuel Zelaya voltou ontem a Honduras, depois de fazer um acordo com o governo atual para que todas as denúncias contra ele fossem retiradas.
Ele foi recebido como herói pelo Movimento Nacional de Resistência Popular, que deve se tornar um partido político.
Sem condições legais de disputar a presidência em 2013, Zelaya lançou desde já sua mulher, Xiomara Castro de Zelaya.
Ele foi recebido como herói pelo Movimento Nacional de Resistência Popular, que deve se tornar um partido político.
Sem condições legais de disputar a presidência em 2013, Zelaya lançou desde já sua mulher, Xiomara Castro de Zelaya.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Lobo faz acordo para permitir volta de Zelaya
O atual presidente de Honduras, Porfirio Lobo, e seu antecessor deposto, José Manuel Zelaya, assinaram um acordo ontem em Cartagena, na Colômbia, para permitir a volta do ex-presidente ao país em 28 de maio de 2011, quase dois anos do golpe.
Zelaya foi preso e deportado em 28 de junho de 2009, depois de tentar demitir o comandante das Forças Armadas, que se negou a realizar um plebiscito sobre a convocação de uma assembleia nacional constituinte sem a aprovação do Congresso e da Corte Suprema.
Todas as acusações contra ele serão suspensas para que o líder deposto volte a fazer política. O movimento de resistência formado para exigir sua volta será reconhecido como partido poítico.
Zelaya foi preso e deportado em 28 de junho de 2009, depois de tentar demitir o comandante das Forças Armadas, que se negou a realizar um plebiscito sobre a convocação de uma assembleia nacional constituinte sem a aprovação do Congresso e da Corte Suprema.
Todas as acusações contra ele serão suspensas para que o líder deposto volte a fazer política. O movimento de resistência formado para exigir sua volta será reconhecido como partido poítico.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Zelaya quer voltar após quase dois anos
O ex-presidente José Manuel Zelaya planejava voltar a Honduras em 28 de maio, um mês antes do segundo aniversário do golpe de Estado que o derrubou, em 2009, informaram seus partidários à agência de notícias Associated Press.
Ele deve chegar em companhia de outros ministros de seu governo e do chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, disse o líder da oposição hondurenha, Juan Baharona.
Zelaya foi preso em casa e expulso do país em 28 de junho de 2009 depois de demitir o comandante das Forças Armadas, que se recusou a realizar um plebiscito sem aprovação do Congresso e da Corte Suprema.
Com Zelaya fora do país, tomou posse o presidente do Congresso, Roberto Micheletti.
Os outros países do continente reagiram, invocando a cláusula democrática da Organização dos Estados Americanos (OEA) repudiaram o golpe e exigiram e restituição do poder ao presidente deposto.
Depois de duas tentativas frustradas de voltar a Honduras, Zelaya entrou clandestinamente no país em 22 de setembro e se refugiou durante meses na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.
Uma missão negociadora da OEA liderada pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, negociou o Acordo de São José, mas Zelaya não tinha apoio no Congresso e na Corte Suprema para voltar ao cargo.
Honduras realizou eleições em 28 de novembro de 2009. Os Estados Unidos, o Panamá, o Peru e a Colômbia decidiram reconhecer a vitória de Porfirio Lobo, mas o Brasil e a maioria da América Latina rejeitaram o resultado, alegando que as eleições não tinham presididas pelo presidente eleito legitimamente.
O Brasil, a Argentina, a Venezuela e outros países latino-americanos exigem agora a anulação de todos os processos contra o presidente deposto para que ele possa voltar a fazer política em Honduras.
Desde o início de 2010, Zelaya está asilado na República Dominicana. No mês passado, todas as denúncias contra ele foram retiradas, abrindo o caminho para sua volta.
Só aí será possível avaliar o peso de Zelaya no futuro político do terceiro país mais pobre do continente.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Assange teme extradição para os EUA
Em entrevista diante da casa de campo onde está hospedado, em Suffolk, na Inglaterra, o fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, admitiu que está preocupado com o risco de ser extraditado para os Estados Unidos por ter vazado na Internet mais de 250 mil documentos sigilosos da diplomacia americana.
Assange teme ter sido denunciado secretamente a um tribunal do júri nos EUA por espionagem e cumplicidade no roubo dos documentos.
Ele se apresentou hoje numa delegacia de polícia no condado de Suffolk, onde está hospedado, como exige a decisão judicial que lhe permite responder em liberdade ao processo de extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais.
Uma declaração publicada no sítio da Procuradoria da Suécia pela promotora Marianne Ny comenta que ele não pode ser extraditado para os EUA sem o consentimento do país europeu onde foi preso devido a uma ordem de prisão pan-europeia. O país é o Reino Unido, que tem uma aliança estratégica com os EUA.
Mais uma vez, Assange alegou ser vítima de uma campanha difamatória, dizendo que nem ele nem seus advogados tiveram acesso aos indícios da investigação sueca, que estaria sendo feita em segredo.
Para o criador do WikiLeaks, "o risco de ser extraditado para os EUA é cada vez maior e mais provável". Assange lembrou que há senadores americanos pedindo que ela seja morto e negou ter contato com o soldado Bradley Manning, preso nos EUA sob suspeita de ter roubar os documentos.
Os promotores americanos tentam estabelecer um vínculo entre Assange e Manning. Para fugir dessa alegação, Assange afirma que uma das bases do WikiLeaks é a total independência em relação às fontes de informação.
Assange teme ter sido denunciado secretamente a um tribunal do júri nos EUA por espionagem e cumplicidade no roubo dos documentos.
Ele se apresentou hoje numa delegacia de polícia no condado de Suffolk, onde está hospedado, como exige a decisão judicial que lhe permite responder em liberdade ao processo de extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais.
Uma declaração publicada no sítio da Procuradoria da Suécia pela promotora Marianne Ny comenta que ele não pode ser extraditado para os EUA sem o consentimento do país europeu onde foi preso devido a uma ordem de prisão pan-europeia. O país é o Reino Unido, que tem uma aliança estratégica com os EUA.
Mais uma vez, Assange alegou ser vítima de uma campanha difamatória, dizendo que nem ele nem seus advogados tiveram acesso aos indícios da investigação sueca, que estaria sendo feita em segredo.
Para o criador do WikiLeaks, "o risco de ser extraditado para os EUA é cada vez maior e mais provável". Assange lembrou que há senadores americanos pedindo que ela seja morto e negou ter contato com o soldado Bradley Manning, preso nos EUA sob suspeita de ter roubar os documentos.
Os promotores americanos tentam estabelecer um vínculo entre Assange e Manning. Para fugir dessa alegação, Assange afirma que uma das bases do WikiLeaks é a total independência em relação às fontes de informação.
ÚLTIMAS REVELAÇÕES:
• O Brasil ficou confuso na crise de Honduras com a chegada de Zelaya à embaixada em Tegucigalpa, afirmam mensagens da diplomacia americana.
• As forças de segurança da Índia usam a tortura sistematicamente contra os militantes muçulmanos que lutam para integrar a Caxemira indiana ao Paquistão.
• O presidente de Cuba, Raúl Castro, pediu a instalação de um telefone vermelho com a Casa Branca.
• O presidente peruano, Alan García, responde à mensagem que o descreve como ególatra e bipolar, alegando que o documento é “fraco, superficial, rudimentar e cheio de boatos”.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Honduras está dividida e isolada um ano após golpe
Um ano depois do golpe que derrubou o presidente José Manuel Zelaya, Honduras é um país dividido internamente e isolado internacionalmente.
Às 5h da madrugada de 28 de junho de 2009, soldados do Exército prenderam Zelaya de pijama em sua residência. Ele foi colocado num avião e expulso do país. Em seguida, o Congresso aprovou sua substituição pelo presidente do Congresso, Roberto Micheletti, adversário de Zelaya no Partido Liberal.
O presidente deposto era acusado de tentar realizar um referendo sobre a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte para fazer uma nova Constituição e permitir a reeleição do presidente de Honduras sem o consentimento dos poderes Legislativo e Judiciário.
Sem apoio legal, Zelaya tentou fazer pelo menos uma consulta popular informal e demitiu o comandante das Forças Armadas, general Romero Orlando Vázquez Velásquez, quando este se negou a distribuir urnas e cédulas enviadas pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que se tornara um aliado de Zelaya com o dinheiro da Petrocaribe.
Diante da condenação internacional ao golpe, considerando-se o presidente legítimo de Honduras, Zelaya tentou voltar ao país duas vezes, de avião e por terra. Na terceira vez, entrou clandestinamente e se refugiou na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, em 21 de setembro.
Sem apoio institucional para voltar ao cargo, Zelaya dependia da pressão internacional.
O Acordo de São José, mediado pela Organização dos Estados Americanos (OEA), previa a volta do presidente deposto ao poder com o apoio do Congresso hondurenho. Mas nem o Congresso nem a Corte Suprema tinham mudado de posição em relação ao conflito que está na origem do golpe.
Com o impasse, os Estados Unidos decidiram abandonar Zelaya, argumentando que as eleições de 29 de novembro de 2009 eram a melhor maneira de resolver o conflito democraticamente. Mas o Brasil e a maior parte da América Latina insistiram que eleições sem a volta do presidente deposto não teriam legitimidade.
A vitória coube a Porfirio Lobo, do Partido Conservador. O Partido Liberal foi destroçado pelo conflito entre Zelaya e Micheletti.
Em 10 de dezembro de 2009, o Brasil deu um ultimato a Zelaya, dizendo que ele deveria deixar a embaixada até 27 de janeiro de 2010, último dia do mandato interrompido pelo golpe. Desde então, ele vive na República Dominicana.
Lobo foi reconhecido pelos Estados Unidos, Panamá, Colômbia, Chile e Peru. O Brasil e a maioria dos países latino-americanos exigem a volta de Zelaya a Honduras dentro de uma anistia ampla que o permita voltar a fazer política. Nem isso a elite hondurenha aceita. Os partidários de Zelaya se queixam de perseguição política.
Em entrevista divulgada neste domingo, Micheletti, a face civil do golpe, admitiu que "não existe harmonia" em Honduras: "A situação não se normalizou. Há um clima de incerteza."
Às 5h da madrugada de 28 de junho de 2009, soldados do Exército prenderam Zelaya de pijama em sua residência. Ele foi colocado num avião e expulso do país. Em seguida, o Congresso aprovou sua substituição pelo presidente do Congresso, Roberto Micheletti, adversário de Zelaya no Partido Liberal.
O presidente deposto era acusado de tentar realizar um referendo sobre a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte para fazer uma nova Constituição e permitir a reeleição do presidente de Honduras sem o consentimento dos poderes Legislativo e Judiciário.
Sem apoio legal, Zelaya tentou fazer pelo menos uma consulta popular informal e demitiu o comandante das Forças Armadas, general Romero Orlando Vázquez Velásquez, quando este se negou a distribuir urnas e cédulas enviadas pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que se tornara um aliado de Zelaya com o dinheiro da Petrocaribe.
Diante da condenação internacional ao golpe, considerando-se o presidente legítimo de Honduras, Zelaya tentou voltar ao país duas vezes, de avião e por terra. Na terceira vez, entrou clandestinamente e se refugiou na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, em 21 de setembro.
Sem apoio institucional para voltar ao cargo, Zelaya dependia da pressão internacional.
O Acordo de São José, mediado pela Organização dos Estados Americanos (OEA), previa a volta do presidente deposto ao poder com o apoio do Congresso hondurenho. Mas nem o Congresso nem a Corte Suprema tinham mudado de posição em relação ao conflito que está na origem do golpe.
Com o impasse, os Estados Unidos decidiram abandonar Zelaya, argumentando que as eleições de 29 de novembro de 2009 eram a melhor maneira de resolver o conflito democraticamente. Mas o Brasil e a maior parte da América Latina insistiram que eleições sem a volta do presidente deposto não teriam legitimidade.
A vitória coube a Porfirio Lobo, do Partido Conservador. O Partido Liberal foi destroçado pelo conflito entre Zelaya e Micheletti.
Em 10 de dezembro de 2009, o Brasil deu um ultimato a Zelaya, dizendo que ele deveria deixar a embaixada até 27 de janeiro de 2010, último dia do mandato interrompido pelo golpe. Desde então, ele vive na República Dominicana.
Lobo foi reconhecido pelos Estados Unidos, Panamá, Colômbia, Chile e Peru. O Brasil e a maioria dos países latino-americanos exigem a volta de Zelaya a Honduras dentro de uma anistia ampla que o permita voltar a fazer política. Nem isso a elite hondurenha aceita. Os partidários de Zelaya se queixam de perseguição política.
Em entrevista divulgada neste domingo, Micheletti, a face civil do golpe, admitiu que "não existe harmonia" em Honduras: "A situação não se normalizou. Há um clima de incerteza."
sábado, 6 de março de 2010
Hillary pede reconhecimento de Lobo
Durante visita à América Central, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu à América Latina que reconheça o governo de Porfirio Lobo, em Honduras.
A maioria dos países da região resiste porque a eleição foi organizada pelo governo golpista que depôs o presidente José Manuel Zelaya, em 28 de junho de 2009.
Após visitar Brasil, Argentina e Chile na América do Sul, a chefe da diplomacia dos Estados Unidos foi para São José da Costa Rica, onde se encontrou na quinta-feira à noite com a presidente eleita, Laura Chinchilla, e com o atual presidente, Óscar Arias.
Ontem, na Guatemala, Hillary Clinton se encontrou com o presidente guatemalteco, Álvaro Colom, e com o hondurenho Porfirio Lobo.
O ex-presidente hondurenho José Manuel Zelaya esteve ontem com o presidente Hugo Chávez, em Caracas. A Venezuela condiciona o reconhecimento de Lobo a uma anista que permita a Zelaya voltar a Honduras para fazer política. Chávez continua apostando nele para representante do bolivarismo no país.
A maioria dos países da região resiste porque a eleição foi organizada pelo governo golpista que depôs o presidente José Manuel Zelaya, em 28 de junho de 2009.
Após visitar Brasil, Argentina e Chile na América do Sul, a chefe da diplomacia dos Estados Unidos foi para São José da Costa Rica, onde se encontrou na quinta-feira à noite com a presidente eleita, Laura Chinchilla, e com o atual presidente, Óscar Arias.
Ontem, na Guatemala, Hillary Clinton se encontrou com o presidente guatemalteco, Álvaro Colom, e com o hondurenho Porfirio Lobo.
O ex-presidente hondurenho José Manuel Zelaya esteve ontem com o presidente Hugo Chávez, em Caracas. A Venezuela condiciona o reconhecimento de Lobo a uma anista que permita a Zelaya voltar a Honduras para fazer política. Chávez continua apostando nele para representante do bolivarismo no país.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Corte Suprema de Honduras aceita ação contra golpistas
O presidente da Corte Suprema de Justiça de Honduras aceitou hoje a denúncia do Ministério Público contra seis comandantes militares para destituição e expulsão do país do presidente José Manuel Zelaya, em 28 de junho de 2009.
Foram intimados a depor o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, general Romeo Vásquez; o subcomandante do EMFA, general Venancio Cervantes; os comandantes do Exército, general Miguel Ángel García Padgett; da Força Aérea, general brigadeiro Luis Javier Prince; e da Marinha, contra-almirante Juan Pablo Rodríguez; e o inspetor-geral das Forças Armadas, general Carlos Cuéllar.
Foram intimados a depor o comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, general Romeo Vásquez; o subcomandante do EMFA, general Venancio Cervantes; os comandantes do Exército, general Miguel Ángel García Padgett; da Força Aérea, general brigadeiro Luis Javier Prince; e da Marinha, contra-almirante Juan Pablo Rodríguez; e o inspetor-geral das Forças Armadas, general Carlos Cuéllar.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Procuradoria pede prisão de golpistas em Honduras
O Ministério Público de Honduras pediu ontem à Corte Suprema a prisão por abuso de poder dos comandantes militares responsáveis pelo golpe de 28 de junho de 2009 e pela expulsão do presidente José Manuel Zelaya.
Depois de se encontrar com Zelaya na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, o segundo funcionário na hierarquia do setor de América do Departamento de Estado americano, Craig Kelly, defendeu a criação de uma Comissão de Verdade para investigar os crimes cometidos depois do golpe.
Zelaya insistiu na renúncia do presidente interino, Roberto Micheletti, o líder civil do golpe.
Depois de se encontrar com Zelaya na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, o segundo funcionário na hierarquia do setor de América do Departamento de Estado americano, Craig Kelly, defendeu a criação de uma Comissão de Verdade para investigar os crimes cometidos depois do golpe.
Zelaya insistiu na renúncia do presidente interino, Roberto Micheletti, o líder civil do golpe.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Brasil e EUA pedem salvo-conduto para Zelaya
Durante visita a Brasília do secretário de Estado adjunto para as Américas, Arturo Valenzuela, o Brasil e os Estados Unidos condenaram o golpe em Honduras, pediram o afastamento do presidente interino, Roberto Micheletti, e uma anistia e salvo-conduto para o presidente deposto, José Manuel Zelaya, sair da Embaixada do Brasil, onde está exilado desde 21 de setembro, e deixar o país.
Os dois países tem posição comum na crise de Honduras, declarou o assessor especial para relações internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que recebeu Valenzuela.
Em Tegucigalpa, Micheletti, o líder civil do golpe de 28 de junho de 2009, declarou que Zelaya pode sair do país quando quiser, desde que seja com o status de "asilado político", o que implicaria uma renúncia à sua reivindicação de voltar à Presidência.
Os dois países tem posição comum na crise de Honduras, declarou o assessor especial para relações internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, que recebeu Valenzuela.
Em Tegucigalpa, Micheletti, o líder civil do golpe de 28 de junho de 2009, declarou que Zelaya pode sair do país quando quiser, desde que seja com o status de "asilado político", o que implicaria uma renúncia à sua reivindicação de voltar à Presidência.
sábado, 12 de dezembro de 2009
Zelaya quer encontrar Lobo em São Domingos
O presidente deposto de Honduras, José Manuel Zelaya, exilado desde 21 de setembro na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, tem um encontro marcado com o presidente eleito, Porfirio Lobo, segunda-feira em São Domingos, capital da República Dominica, anunciou o presidente deste país.
Mas o governo golpista de Honduras só dá salvo-conduto a Zelaya se ele pedir asilo político no exterior, o que significa que passaria a ser ex-presidente. Irritou-se e vetou sua saída para o México porque o líder deposto planejava fazer uma viagem pela América Latina apresentando-se como presidente legítimo.
Mas o governo golpista de Honduras só dá salvo-conduto a Zelaya se ele pedir asilo político no exterior, o que significa que passaria a ser ex-presidente. Irritou-se e vetou sua saída para o México porque o líder deposto planejava fazer uma viagem pela América Latina apresentando-se como presidente legítimo.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Honduras nega salvo-conduto a Zelaya
O presidente deposto, José Manuel Zelaya, não recebeu o salvo-conduto solicitado pelo governo do México porque o pedido não cumpria os requisitos legais, alegou o ministro das Relações Exteriores do governo golpista, Carlos López Contreras, "por falta de qualificação jurídica do tipo se asilo que lhe será dado".
Como nem o governo resultante do golpe de 28 de junho de 2009 nem as eleições de 29 de novembro deste ano são reconhecidas internacionalmente, o governo golpista aproveita a oportunidade para se legitimar.
Se Zelaya for recebido como presidente legítimo de Honduras, o governo é golpista. Talvez ele crie um governo paralelo no exílio. Se Zelaya for recebido como ex-presidente, o México reconheceria que Honduras tem outro governo.
No último momento, o presidente interino, Roberto Micheletti, principal líder civil do golpe, teria decidido exigir uma definição sobre o status de Zelaya no México.
O governo golpista teria se irritado ao saber que o presidente deposto não iria para o exílio, iniciaria uma viagem pela América Latina para reivindicar sua legitimidade internacionalmente.
Como nem o governo resultante do golpe de 28 de junho de 2009 nem as eleições de 29 de novembro deste ano são reconhecidas internacionalmente, o governo golpista aproveita a oportunidade para se legitimar.
Se Zelaya for recebido como presidente legítimo de Honduras, o governo é golpista. Talvez ele crie um governo paralelo no exílio. Se Zelaya for recebido como ex-presidente, o México reconheceria que Honduras tem outro governo.
No último momento, o presidente interino, Roberto Micheletti, principal líder civil do golpe, teria decidido exigir uma definição sobre o status de Zelaya no México.
O governo golpista teria se irritado ao saber que o presidente deposto não iria para o exílio, iniciaria uma viagem pela América Latina para reivindicar sua legitimidade internacionalmente.
Zelaya agora diz que não sai
O presidente deposto de Honduras, José Manuel Zelaya, negou agora há pouco que esteja prestes a deixar a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa e embarcar com a família para o exílio no México, a convite do presidente Felipe Calderón.
Zelaya estaria intimidado porque as forças de segurança leais ao governo golpista reforçaram o cerco à representação brasileira quando foi anunciado que ele sairia.
Zelaya estaria intimidado porque as forças de segurança leais ao governo golpista reforçaram o cerco à representação brasileira quando foi anunciado que ele sairia.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Zelaya recebe salvo-conduto para sair da embaixada
O presidente deposto de Honduras, José Manuel Zelaya, deve sair em minutos da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está refugiado desde 21 de setembro de 2009, e ir para o exílio no México.
A chancelaria hondurenha já deu um salvo-conduto para que Zelaya possa ir para o aeroporto sem o risco de ser preso pelas denúncias feitas contra ele pelo Congresso e pelo governo golpista, informou agora há pouco o jornal La Prensa, de San Pedro Sula, a segunda maior cidade do país.
A chancelaria hondurenha já deu um salvo-conduto para que Zelaya possa ir para o aeroporto sem o risco de ser preso pelas denúncias feitas contra ele pelo Congresso e pelo governo golpista, informou agora há pouco o jornal La Prensa, de San Pedro Sula, a segunda maior cidade do país.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Congresso de Honduras rejeita volta de Zelaya
O mesmo Congresso que aprovou a destituição do presidente José Manuel Zelaya depois do golpe de 28 de junho de 2009 decidiu ontem rejeitar sua recondução ao cargo, exigida pelo Brasil, a Argentina, a Venezuela e a maioria dos países latino-americanos, que se recusam a reconhecer o resultado das eleições de 29 de novembro.
Pelos acordos de São José e Tegucigalpa, este último fechado em 30 outubro por partidários de Zelaya e do governo golpista liderado por Roberto Micheletti, com mediação do secretário de Estado adjunto dos EUA para a América Latina, a palavra final sobre a restituição do poder ao presidente deposto caberia ao Congresso. Ele acaba de se manifestar, mas nada indica que tenha acabado com a crise.
Depois de mais de seis horas de debate, no início da noite, a votação final registrou 111 votos contra Zelaya e apenas 14 sem seu favor.
O presidente deposto não tem apoio institucional nem popular para retomar o poder. Apesar da convocação para que seus partidários se concentrassem diante do parlamento, compareceram apenas cerca de 200 zelaystas para acompanhar.
Toda a bancada do conservador Partido Nacional, do presidente eleito Porfirio Pepe Lobo, de 55 deputados, ficou contra Zelaya. O Partido Liberal, a que pertencem em tese tanto Zelaya quanto Micheletti, se dividiu.
Ao justificar seus votos, os deputados hondurenhos falaram em "fortalecer a democracia", elogiaram a "lisura" das eleições do domingo passado e denunciaram a interferência estrangeira indevida, citando os presidentes Lula, do Brasil, e especialmente Hugo Chávez, da Venezuela, "que pretendem nos dar lições de democracia sem nunca a terem praticado".
Sem alternativa além de apelar à sociedade internacional, Zelaya pretenderia ficar na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está desde 21 de setembro, até a data da posse de Porfirio Lobo, em 27 de janeiro de 2010.
Os EUA, o Japão, a Colômbia, a Costa Rica, o Panamá e o Peru reconheceram o resultado das eleições de 29 de novembro.
Pelos acordos de São José e Tegucigalpa, este último fechado em 30 outubro por partidários de Zelaya e do governo golpista liderado por Roberto Micheletti, com mediação do secretário de Estado adjunto dos EUA para a América Latina, a palavra final sobre a restituição do poder ao presidente deposto caberia ao Congresso. Ele acaba de se manifestar, mas nada indica que tenha acabado com a crise.
Depois de mais de seis horas de debate, no início da noite, a votação final registrou 111 votos contra Zelaya e apenas 14 sem seu favor.
O presidente deposto não tem apoio institucional nem popular para retomar o poder. Apesar da convocação para que seus partidários se concentrassem diante do parlamento, compareceram apenas cerca de 200 zelaystas para acompanhar.
Toda a bancada do conservador Partido Nacional, do presidente eleito Porfirio Pepe Lobo, de 55 deputados, ficou contra Zelaya. O Partido Liberal, a que pertencem em tese tanto Zelaya quanto Micheletti, se dividiu.
Ao justificar seus votos, os deputados hondurenhos falaram em "fortalecer a democracia", elogiaram a "lisura" das eleições do domingo passado e denunciaram a interferência estrangeira indevida, citando os presidentes Lula, do Brasil, e especialmente Hugo Chávez, da Venezuela, "que pretendem nos dar lições de democracia sem nunca a terem praticado".
Sem alternativa além de apelar à sociedade internacional, Zelaya pretenderia ficar na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, onde está desde 21 de setembro, até a data da posse de Porfirio Lobo, em 27 de janeiro de 2010.
Os EUA, o Japão, a Colômbia, a Costa Rica, o Panamá e o Peru reconheceram o resultado das eleições de 29 de novembro.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Porfirio Lobo vence eleição em Honduras
O candidato do conservador Partido Nacional, Porfirio Pepe Lobo, venceu a eleição presidencial de 29 de novembro de 2009 em Honduras. Pelo calendário eleitoral do país, deve assumir o cargo em 27 de janeiro de 2010.
Lobo teve 55% dos votos contra 38% para Elvin Santos, do Partido Liberal, ao qualquer pertencem tanto o presidente deposto em 28 de junho de 2009, José Manuel Zelaya, quanto seu substituto interino, Roberto Micheletti, que antes do golpe era presidente do Congresso.
Micheletti se afastou durante as eleições para não manchar o resultado, mas é uma atitude meramente formal, um teatro da política hondurenha.
O conflito entre zelaystas e antizelaystas dividiu os liberais, dando a vitória o Lobo, o candidato derrotado em 2005 pelo presidente deposto. Ele tem 61 anos e foi comunista na juventude, o que desperta uma certa desconfiança da oligarquia hondurenha.
Em seu primeiro comentário sobre o resultado, Zelaya declarou ser amigo pessoal de Lobo, um grande fazendeiro como ele, mas ressalvou que tem várias diferenças políticas.
A eleição, a apenas cinco meses do golpe, sem a recondução de Zelaya ao poder como exigiram a Organização dos Estados Americanos e a Assembleia Geral das Nações Unidas, dividiu os países do continente.
O Brasil, a Argentina, o Chile, a Venezuela e a maioria dos países latino-americanos recusam-se a reconhecer o resultado de eleições presididas por um governo que consideram ilegal e ilegítimo.
Já os EUA, a Colômbia, o Panamá e o Peru entendem que as eleições são a melhor saída para a pior crise política na América Central depois do fim da Guerra Fria.
Lobo teve 55% dos votos contra 38% para Elvin Santos, do Partido Liberal, ao qualquer pertencem tanto o presidente deposto em 28 de junho de 2009, José Manuel Zelaya, quanto seu substituto interino, Roberto Micheletti, que antes do golpe era presidente do Congresso.
Micheletti se afastou durante as eleições para não manchar o resultado, mas é uma atitude meramente formal, um teatro da política hondurenha.
O conflito entre zelaystas e antizelaystas dividiu os liberais, dando a vitória o Lobo, o candidato derrotado em 2005 pelo presidente deposto. Ele tem 61 anos e foi comunista na juventude, o que desperta uma certa desconfiança da oligarquia hondurenha.
Em seu primeiro comentário sobre o resultado, Zelaya declarou ser amigo pessoal de Lobo, um grande fazendeiro como ele, mas ressalvou que tem várias diferenças políticas.
A eleição, a apenas cinco meses do golpe, sem a recondução de Zelaya ao poder como exigiram a Organização dos Estados Americanos e a Assembleia Geral das Nações Unidas, dividiu os países do continente.
O Brasil, a Argentina, o Chile, a Venezuela e a maioria dos países latino-americanos recusam-se a reconhecer o resultado de eleições presididas por um governo que consideram ilegal e ilegítimo.
Já os EUA, a Colômbia, o Panamá e o Peru entendem que as eleições são a melhor saída para a pior crise política na América Central depois do fim da Guerra Fria.
domingo, 29 de novembro de 2009
Honduras vota sem grandes incidentes
A polícia de Honduras usou gás lacrimogênio para dispersar cerca de 500 manifestantes favoráveis ao presidente deposto, José Manuel Zelaya, que protestavam contra as eleições deste domingo em San Pedro Sula, a segunda maior cidade do país. Mas a votação transcorreu em relativa calma.
Na capital, Tegucigalpa, o comparecimento às urnas foi semelhante aos de eleições anteriores, num sinal de que os apelos de Zelaya por um boicote não deram resultado.
A pior crise política na América Central depois do fim da Guerra Fria divide o continente.
Enquanto os Estados Unidos decidiram aceitar o resultado das urnas como saída para a crise gerada pelo golpe de 28 de junho de 2009, e tem o apoio da Colômbia, do Panamá e do Peru, o resto da América Latina considera ilegítima a realização do pleito sem a devolução do poder a Zelaya.
Sem apoio internacional, Honduras recebeu delegações de observadores dos dois principais partidos dos Estados Unidos e do Parlamento Europeu. O eurodeputado Carlos Iturgáiz, do bloco conservador, prometeu pediu ao parlamento da União Europeia que aceite o resultado das urnas.
Na sua opinião, o pleito em Honduras foi "transparente" e transcorreu num "ambiente de liberdade e democracia", considerando "ridículo" pensar que exista a possibilidade de fraude: "Os grandes derrotados são os que quiseram boicotar estas eleições porque o tiro saiu pela culata", afirmou o eurodeputado, destacando que "até o momento" não se houve "nenhum incidente".
Itrugáiz considerou o conflito entre zelaystas e a polícia em San Pedro Sula como um fato isolado, insuficiente para ser caracterizado como um problema nacional.
O candidato favorito à Presidência de Honduras, Porfirio Lobo, do Partido Nacional, um fazendeiro conservador, prometeu pedir pessoalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que reconheça o resultado das eleições.
Na capital, Tegucigalpa, o comparecimento às urnas foi semelhante aos de eleições anteriores, num sinal de que os apelos de Zelaya por um boicote não deram resultado.
A pior crise política na América Central depois do fim da Guerra Fria divide o continente.
Enquanto os Estados Unidos decidiram aceitar o resultado das urnas como saída para a crise gerada pelo golpe de 28 de junho de 2009, e tem o apoio da Colômbia, do Panamá e do Peru, o resto da América Latina considera ilegítima a realização do pleito sem a devolução do poder a Zelaya.
Sem apoio internacional, Honduras recebeu delegações de observadores dos dois principais partidos dos Estados Unidos e do Parlamento Europeu. O eurodeputado Carlos Iturgáiz, do bloco conservador, prometeu pediu ao parlamento da União Europeia que aceite o resultado das urnas.
Na sua opinião, o pleito em Honduras foi "transparente" e transcorreu num "ambiente de liberdade e democracia", considerando "ridículo" pensar que exista a possibilidade de fraude: "Os grandes derrotados são os que quiseram boicotar estas eleições porque o tiro saiu pela culata", afirmou o eurodeputado, destacando que "até o momento" não se houve "nenhum incidente".
Itrugáiz considerou o conflito entre zelaystas e a polícia em San Pedro Sula como um fato isolado, insuficiente para ser caracterizado como um problema nacional.
O candidato favorito à Presidência de Honduras, Porfirio Lobo, do Partido Nacional, um fazendeiro conservador, prometeu pedir pessoalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que reconheça o resultado das eleições.
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