Mostrando postagens com marcador Duma do Estado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Duma do Estado. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Ditador muda Constituição para manter o poder na Rússia

O ditador Vladimir Putin demite o governo e muda a Constituição para continuar mandando na Rússia depois de deixar a presidência, em 2024.

O governo do primeiro-ministro Dimitri Medvedev pediu demissão coletiva ontem. Em discurso na Duma do Estado, a Câmara dos Deputados da Rússia, o presidente Vladimir Putin declarou que o povo quer mudanças.

A maior mudança seria a saída de Putin, que manda e desmanda na Rússia desde que virou primeiro-ministro do presidente Boris Yeltsin, em 1999. A reforma constitucional proposta pelo ditador reduz os poderes do presidente e fortalece o primeiro-ministro e a Duma, indicando que pretende continuar sendo o homem-forte do regime.

Em seu quarto mandato, Putin decidiu que nenhum presidente poderá governar por mais de dois mandatos. Hoje, o presidente nomeia o primeiro-ministro, que precisa ser aprovado pela Duma. Com a reforma, o Parlamento vai indicar o primeiro-ministro e os ministros. Um Conselho de Estado vai supervisionar o presidente.

É o putinismo constitucional. Revela uma intenção de reduzir o papel das personalidades em favor da liderança do partido Rússia Unida e do Parlamento. Mas é uma reforma em várias etapas, sem a garantia de que o putinismo vá sobreviver a Putin. Meu comentário:

quarta-feira, 13 de junho de 2018

RÚSSIA: 144 milhões de pessoas de 130 povos diferentes

Nono país mais populoso do mundo, com 144 milhões de habitantes, a Rússia abriga 130 povos diferentes, com suas línguas, culturas e tradições próprias. 

A população diminuiu desde o fim da URSS, um componente do declínio econômico. O crescimento populacional é praticamente nulo (-0,02%). Cada mulher tem em média 1,6 filho; 79,5% das mulheres até 50 anos usam métodos anticoncepcionais.
Cerca de 80% são russos étnicos, 3,8% tártaros e 2% ucranianos. A média de idade é 38,8 anos.
A maioria da população se concentra na Rússia Europeia, especialmente na região fértil ao redor da capital, Moscou, segunda maior cidade da Europa, com 12 milhões de habitantes, atrás de Istambul, na Turquia.
Quase 75% dos russos vivem em cidades. As maiores são Moscou e São Petersburgo (5 milhões).

SAÚDE

A expectativa de vida é de 70 anos.
Os gastos com saúde equivalem a 6,2% do PIB. Em 2006, havia 4,3 médicos e 9,7 leitos hospitalares para cada mil habitantes.
Praticamente toda a população urbana e 92% nas zonas rurais têm acesso a água de boa qualidade. A Rússia, o Canadá e o Brasil estão entre os poucos países que não devem sofrer escassez de água no século 21.
Cerca de 70% dos russos vivem em habitações com tratamento de esgotos, 74% nas cidades e 59% no campo; 26,5% são obesos.
O alcoolismo é um problema sério. Um terço dos homens e um sexto das mulheres têm problemas com a bebida.
A incidência do HIV é estimada em 1%. Há 980 mil casos de infecção notificados de HIV/aids na Rússia.

EDUCAÇÃO

Os gastos com educação em 2008 foram de 4,1% do PIB. Cada russo estuda em média 14 anos.
Quase todos (99,7%) os russos são alfabetizados. 
A Rússia é o país que mais forma bacharéis na Europa, cerca de 1,405 milhão por ano, em cerca de 850 instituições de ensino superior. A Universidade de Moscou foi fundada em 1755.

IDIOMAS

Os 130 povos diferentes do país falam 100 línguas distintas. A única língua oficial nacional é o russo, mas as repúblicas e províncias podem oficializar também suas próprias línguas regionais.
Praticamente toda a população fala russo, seguido pelo tártaro com 5,3 milhões (3,7%) e o ucraniano com 1,8 milhão (1,25%).
O russo é uma das seis línguas oficias da ONU, ao lado do árabe, chinês, espanhol, francês e inglês.

RELIGIÃO

De acordo com a Academia de Ciências da Rússia, 79% da população seguem a Igreja Cristã Ortodoxa, mas só 15% a 20% frequentam regularmente a igreja. 
Os muçulmanos são 15 a 20 milhões (10% a 14%). 
Só 7% se declararam ateus.

POLÍTICA

A Rússia é uma república federativa com um parlamento bicameral formado pelo Conselho da Federação, uma espécie de Senado, com 178 cadeiras, e a Duma do Estado, a Câmara, com 450 deputados.
A Federação Russa é formada por 46 províncias, 21 repúblicas, 9 territórios, 5 regiões autônomas, 2 cidades federais e 1 província autônoma, num total de 84 unidades federativas.
O presidente é Vladimir Putin, homem-forte do país desde 2000, eleito em março de 2018 para um quarto mandato não consecutivo. Desde 2012, os mandatos são de seis anos. Uma de suas primeiras medidas, no ano 2000, foi acabar com as eleições para governador, a pretexto de combater tendências separatistas.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Rússia adota novas medidas contra mídia internacional

A Duma do Estado, a câmara baixa do Parlamento da Rússia, aprovou hoje um projeto para enquadrar correspondentes internacionais e empresas de mídia que receberem dinheiro de fora como "agentes estrangeiros", noticiou o jornal britânico Financial Times

É uma resposta à decisão dos Estados Unidos, que exigiram que televisão oficial do Kremlin Russia Today (RT) seja registrada como "agente estrangeiro" por fazer mais propaganda do que jornalismo.

O projeto pode virar lei ainda nesta semana. Dará ao Ministério da Justiça o direito de banir qualquer meio de comunicação que receba dinheiro do exterior. Os principais alvos seriam a rede de televisão americana CNN, a rádio Voz da Alemanha e a Rádio Europa Livre, criada pelos EUA durante a Guerra Fria para combater a propaganda da União Soviética.

Para a presidente do Conselho da Federação, a câmara alta do Parlamento, nomeada diretamente pelo Kremlin, Valentina Matvienko, foi uma reação necessária à "máquina de propaganda do governo americano, que começou a perseguir a mídia russa".

A mídia é um elemento central nas investigações nos Estados Unidos sobre um possível conluio entre o Kremlin e a campanha de Trump para prejudicar sua adversária, a candidata democrata, Hillary Clinton, que adotaria posições muito mais duras em relação à Rússia.

No mês passado, sob pressão do Departamento da Justiça, o Twitter proibiu a RT e sua agência de notícias Sputnik de anunciarem. Mais de 279 mil mensagens atribuídas a agentes russos foram divulgadas pelas mídias sociais como se fossem de americanos conservadores a favor da eleição de Trump e mais tarde foram apagadas.

A medida dos EUA se aplica apenas à empresa responsável pela produção da RT nos EUA, que tem somente um empregado, Mikhail Solodovnikov, com salário mensal de US$ 56 mil. Ontem, ele alegou não saber quem controla a RT.

Embora se apresente como um meio de comunicação independente, a RT é totalmente financiada pelo Kremlin, com um orçamento de US$ 311 milhões para 2017. A produtora nos EUA tinha US$ 6,6 milhões para gastar em agosto e setembro.

A editora-chefe da RT e da Sputnik, Margarita Simonyan, afirmou que seus funcionários estão pedindo demissão "em massa" por causa da pressão e alegou que apenas dá voz a quem é ignorado pela mídia americana. Mas sua mesa tem uma linha telefônica direta com o Kremlin.

Ontem, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, acusou a Rússia de "procurar transformar a informação em arma com suas organizações de mídia estatais para plantar notícias falsas e imagens manipuladas numa tentativa de semear a discórdia no Ocidente e de minar nossas instituições." A RT reagiu publicando uma foto de May no Twitter com grandes letras vermelhas sobrepostas dizendo "notícia falsa".

domingo, 18 de setembro de 2016

Partido de Putin vence eleições parlamentares na Rússia

O partido Rússia Unida, do presidente Vladimir Putin, venceu as eleições legislativas deste domingo com 54,3% dos votos, indicam os resultados de 90% das urnas, garantindo a maioria absoluta e o controle do presidente sobre o Parlamento. 

A abstenção de quase 60% favoreceu o partido oficial e indica que as oposições liberais não acreditam no sistema político.

Em segundo lugar, ficou o ultranacionalista Partido Liberal-Democrática da Rússia, liderada por Vladimir Jirinovski, com 15,3%, seguido pelo Partido Comunista com 14,9%. Os partidos de oposição liberais não conseguiram superar o mínimo de 5% dos votos exigido para ter representação na Duma do Estado (Câmara).

Nas eleições anteriores, em dezembro de 2011, a Rússia Unida obteve 49%, mas o resultado foi contestado por uma onda de manifestações de protesto comparada à Primavera Árabe. Isso levou a um endurecimento do regime de Putin, com perseguição a oposicionistas, dissidentes, homossexuais, defensores dos direitos humanos e organizações não governamentais internacionais.

A vitória prepara a reeleição de Putin em 2018 para um quarto mandato. Ele é o dirigente máximo da Rússia desde 1999 e presidente desde 2000, com um intervalo de quatro anos de 2008 a 2012, quando trocou de cargo com o primeiro-ministro Dimitri Medvedev.

Essas eleições também foram um teste para ver se o Kremlin consegue realizar eleições sem contestação.

quinta-feira, 20 de março de 2014

EUA amplia sanções ao Politburo de Putin

O presidente Barack Obama ampliou as sanções contra a Rússia depois que a Duma do Estado (Câmara) aprovou a anexação da Crimeia, acrescentando mais de 12 pessoas e um banco. Todos estão proibidos de viajar aos EUA e de fazer negócios com empresas e cidadãos americanos. A lista ampliada de Obama inclui muita gente próxima ao homem-forte do Kremlin, Vladimir Putin.

Nenhum dos punidos tem bens ou negócios nos Estados Unidos. Os alvos são do círculo íntimo de Putin, do novo Politburo da Rússia. Para não prejudicar futuras negociações, o presidente e o ministro do Exterior, Serguei Lavrov, foram excluídos.

O principal nome da nova lista é o chefe da Casa Civil do Kremlin, Serguei Ivanov. Um dos assessores mais próximos de Putin, chegou a ser cogitado para a Presidência em 2008, quando foi o atual primeiro-ministro Dimitri Medvedev acabou sendo o escolhido. Era um dos principais negociadores russos em questões de defesa com os EUA e a Organização do Tratado do Atlântico (OTAN).

Outro membro da intimidade do poder na Rússia listado por Obama é Yuri Kovalchuk, diretor do Banco da Rússia.

Um dos principais assessores do presidente para economia e finanças do presidente, Kovalchuk é conhecido como o banqueiro pessoal de Putin. É quem sabe onde onde o homem-forte do Kremlin esconde seu dinheiro, uma fortuna estimada em US$ 40 bilhões depois do festival de corrupção da Olimpíada de Inverno de Sóchi, a mais cara da história.

Guenadi Timchenko, dono da Gunvor, empresa registrada em Chipre com sede na Suíça que comercializa gás e petróleo, não teve participação direta na intervenção militar na Ucrânia e na anexação da Crimeia à Rússia. Mas está na lista. Tem fama de ser o negociador secreto de Putin em transações de petróleo e gás.

Câmara da Rússia aprova anexação da Crimeia

Por 443 a 1, a Duma do Estado, a câmara baixa do Parlamento da Rússia, aprovou hoje a integração da Crimeia à Federação Russa.

Em breve pronunciamento nos jardins da Casa Branca, o presidente Barack Obama ameaçou romper relações diplomáticas com a Rússia e anunciou novas sanções dos Estados Unidos contra os responsáveis pela anexação da ex-república autônoma da Ucrânia.

Obama prometeu impor sanções a mais indivíduos, ao banco que apoiou o movimento pela anexação da Ucrânia à Rússia e setores inteiros da economia russa.

O novo governo da Crimeia libertou hoje o comandante da Marinha da Ucrânia, detido ontem, quando soldados russos tomaram as bases navais da Frota do Mar Negro.