O consumo de brócolis três a cinco vezes por semana reduz o risco dos cânceres de fígado, próstata, seio e intestino grosso, indica uma nova pesquisa da Faculdade de Ciências Agrícolas, do Consumo e Ambientais da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.
Além de proteger contra o câncer de fígado, a introdução de brócolis na dieta reduz o risco de desenvolver o chamado fígado gordo, com excesso de gordura, capaz de levar ao carcinoma hepatocelular, um câncer do fígado com alta taxa de mortalidade.
"A história da relação entre os brócolis e a saúde é que pode proteger contra diferentes tipos de cânceres. Mas ninguém tinha examinado especificamente o câncer de fígado", observou a professora emérita Elizabeth Jeffrey, coordenadora da pesquisa.
Ela acrescentou: "Decidimos investigar o câncer de fígado por causa da epidemia de obesidade nos EUA. Já existe literatura dizendo que a obesidade aumenta o risco de câncer de figado, especialmente nos homens. O risco aumento cinco vezes se forem obesos."
A maioria da população americana tem uma dieta com muita gordura saturada e açúcar adicionado. Isso contribui para a acumulação de gordura no fígado. O outro fator importante é o consumo de bebidas alcoólicas. Os brócolis impedem ou reduzem essa acumulação de gordura.
Na experiência com cobaias, o número de nódulos de câncer diminuiu quando a dieta passou a incluir brócolis. "Isto era o que queríamos demonstrar", declarou a professora Jeffrey. "Mas acima disso queríamos observar a saúde do fígado. Há duas maneiras de ficar com fígado gordo: com uma dieta com muita gordura saturada e açúcar, e bebendo muito álcool."
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 6 de abril de 2016
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Desemprego aumenta número de mortes por câncer de próstata
Os efeitos negativos de uma crise econômica geralmente são analisados pelos seus impactos econômicos, sociais e psicológicos. Agora, os pesquisadores estão examinando o impacto sobre a saúde. De acordo com um novo estudo, o aumento no desemprego eleva significativamente a mortalidade por câncer da próstata.
É a primeira pesquisa a explorar sistematicamente as consequências do desemprego de 1990 a 2009, especialmente da Grande Recessão de 2008-9, sobre uma doença tratável como o câncer de próstata. Depois de um aumento de um ponto percentual na taxa de desemprego, o efeito permanece por ao menos cinco anos, concluiu o médico Johnathan Watkins, do King's College de Londres.
Nos países industrializados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE), o câncer de próstata é responsável por um sexto das mortes por câncer em homens.
Um dos objetivos da pesquisa foi verificar se os pacientes desempregados não pertenciam a grupos com maior tendência de morrer de câncer na próstata. Aparentemente não. Os cientistas tentaram controlar os outros fatores capazes de contribuir para a morte como situação econômica infraestrutura, recursos dos hospitais e gastos com saúde.
A crise econômica levou vários países a adotar políticas de cortes de gastos públicos e aumentos de impostos, o chamado ajuste fiscal, para equilibrar as contas públicas. Costuma ser associada a uma deterioração da saúde, com aumento no número de suicídios, depressão, maior incidência de doenças infectocontagiosas e alta na mortalidade.
"Há duas conclusões deste estudo", resumiu Watkins. "Primeiro, as políticas de apoio ao emprego podem ter um efeito positivo nas taxas de mortalidade de doenças tratáveis como o câncer na próstata. Segundo, os profissionais de saúde devem estar atentos aos riscos adicionais causados pelo desemprego e facilitar o acesso aos cuidados de saúde para desempregados."
O relatório da pesquisa está disponível na revista científica digital ecancermedicalscience, do Instituto Europeu de Oncologia.
É a primeira pesquisa a explorar sistematicamente as consequências do desemprego de 1990 a 2009, especialmente da Grande Recessão de 2008-9, sobre uma doença tratável como o câncer de próstata. Depois de um aumento de um ponto percentual na taxa de desemprego, o efeito permanece por ao menos cinco anos, concluiu o médico Johnathan Watkins, do King's College de Londres.
Nos países industrializados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE), o câncer de próstata é responsável por um sexto das mortes por câncer em homens.
Um dos objetivos da pesquisa foi verificar se os pacientes desempregados não pertenciam a grupos com maior tendência de morrer de câncer na próstata. Aparentemente não. Os cientistas tentaram controlar os outros fatores capazes de contribuir para a morte como situação econômica infraestrutura, recursos dos hospitais e gastos com saúde.
A crise econômica levou vários países a adotar políticas de cortes de gastos públicos e aumentos de impostos, o chamado ajuste fiscal, para equilibrar as contas públicas. Costuma ser associada a uma deterioração da saúde, com aumento no número de suicídios, depressão, maior incidência de doenças infectocontagiosas e alta na mortalidade.
"Há duas conclusões deste estudo", resumiu Watkins. "Primeiro, as políticas de apoio ao emprego podem ter um efeito positivo nas taxas de mortalidade de doenças tratáveis como o câncer na próstata. Segundo, os profissionais de saúde devem estar atentos aos riscos adicionais causados pelo desemprego e facilitar o acesso aos cuidados de saúde para desempregados."
O relatório da pesquisa está disponível na revista científica digital ecancermedicalscience, do Instituto Europeu de Oncologia.
sábado, 20 de setembro de 2014
Alguns tratamentos agravam câncer na próstata
Os tratamentos para o câncer na próstata baseados num grupo de esteroides chamados glucocorticoides podem ser úteis no combate inicial à doença, mas trazem risco de causar mutações genéticas que levam ao crescimento do tumor, concluíram pesquisas realizadas pelas maiores instituições anticâncer do Reino Unido, informa o jornal The Independent.
A principal instituição beneficente britânica de combate a este tipo de câncer, Prostate Cancer UK, quer ampliar a amostragem do estudo, realizado num pequeno grupo de homens. Aconselha aos pacientes que fazem tratamento com esteroides a não parar sem consultar um especialista.
Os pesquisadores do Instituto de Pesquisas do Câncer, do Hospital Real Marsden e da Universidade de Trento, na Itália, defendem a realização de exames de sangue rotineiramente para detectar até onde os esteroides são úteis e quando possam a ser efeito negativo.
Para o professor Paul Workman, diretor executivo do Instituto de Pesquisas do Câncer, a resistência aos medicamentos é "o maior desafio que enfrentamos no tratamento e pesquisa do câncer. Esta descoberta revela como alguns tratamentos contra o câncer podem permitir a sobrevivência das células cancerígenas mais agressivas."
Em vários pacientes, acrescenta o Independent, "o uso de esteroides coincide com a emergência destas mutações" e o progresso do câncer para formas mais avançadas e mais graves da doença. As conclusões da pesquisa foram relatadas na revista médica Science Translational Medicine.
A principal instituição beneficente britânica de combate a este tipo de câncer, Prostate Cancer UK, quer ampliar a amostragem do estudo, realizado num pequeno grupo de homens. Aconselha aos pacientes que fazem tratamento com esteroides a não parar sem consultar um especialista.
Os pesquisadores do Instituto de Pesquisas do Câncer, do Hospital Real Marsden e da Universidade de Trento, na Itália, defendem a realização de exames de sangue rotineiramente para detectar até onde os esteroides são úteis e quando possam a ser efeito negativo.
Para o professor Paul Workman, diretor executivo do Instituto de Pesquisas do Câncer, a resistência aos medicamentos é "o maior desafio que enfrentamos no tratamento e pesquisa do câncer. Esta descoberta revela como alguns tratamentos contra o câncer podem permitir a sobrevivência das células cancerígenas mais agressivas."
Em vários pacientes, acrescenta o Independent, "o uso de esteroides coincide com a emergência destas mutações" e o progresso do câncer para formas mais avançadas e mais graves da doença. As conclusões da pesquisa foram relatadas na revista médica Science Translational Medicine.
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Fatores metabólicos agravam risco de câncer de próstata
A hipertensão, o excesso de gordura e açúcar no sangue, e o excesso de peso são fatores metabólicos que aumentam o risco de morrer de câncer de próstata, concluiu uma pesquisa divulgada hoje na edição na Internet da revista Cancer, da Sociedade Americana do Câncer.
O estudo realizado na Universidade de Umea, na Suécia, examinou os dados de 289.866 que participaram do projeto. Seus autores sugerem que as recomendações sobre dieta e estilo de vida dadas para prevenir o diabetes e as doenças de coração diminuiriam a mortalidade por câncer de próstata.
Durante um período de 12 anos, 6.673 homens tiveram câncer de próstata e 961 morreram por causa da doença. Os homens com índices de massa corporal apontando obesidade correram um risco de vida 36%. Já os hipertensos têm 62% a mais de probabilidade de morrer de câncer na próstata.
O estudo realizado na Universidade de Umea, na Suécia, examinou os dados de 289.866 que participaram do projeto. Seus autores sugerem que as recomendações sobre dieta e estilo de vida dadas para prevenir o diabetes e as doenças de coração diminuiriam a mortalidade por câncer de próstata.
Durante um período de 12 anos, 6.673 homens tiveram câncer de próstata e 961 morreram por causa da doença. Os homens com índices de massa corporal apontando obesidade correram um risco de vida 36%. Já os hipertensos têm 62% a mais de probabilidade de morrer de câncer na próstata.
terça-feira, 1 de março de 2011
Exame de urina detecta câncer de próstata
Um exame de urina desenvolvido pela Universidade de Surrey, na Inglaterra, permite detectar o câncer de próstata no início.
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