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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Cadeados do amor combatem intolerância

Pela terceira vez em um mês, os militantes do amor prenderam no sábado passado seus cadeados com os nomes dos casais
Ponte do Amor, Argel
apaixonados numa ponte de Argel, a capital da Argélia, no Norte da África. É um protesto contra a intolerância, sobretudo religiosa, que se opõe à felicidade deles.

"Para mim, é um gesto militante de resistência depois de dez anos de integrismo, que se seguiram à década negra", comenta a médica Amina Bouraoui, referindo-se à sangrenta guerra civil contra os extremistas muçulmanos dos anos 1990s, que matou 100 mil pessoas e deixou uma forte marca salafista na sociedade argeliana.

Tentativas anteriores de consagrar a antiga "ponte do suicídio" na Ponte do Amor foram bloqueadas por muçulmanos fanáticos que dizem que os cadeados foram colocados pelas "mãos do diabo".

Um dos líderes do movimento do amor, Mehdi Mehenni, declarou à agência de notícias France Presse que o imã Chems Eddine e outros clérigos muçulmanos os acusaram de "bruxaria" em entrevistas à televisão na Argélia.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Atentados matam 67 na Argélia

Dois atentados terroristas quase simultâneos mataram pelo menos 67 pessoas hoje Argel, a capital da Argélia.

A primeira bomba explodiu diante da sede do Supremo Tribunal e do Conselho Constitucional no momento da passagem de um ônibus com estudantes que iam para a universidade. Na segunda explosão, o alvo foi um edifício onde funcionam diversas agências das Nações Unidas, inclusive o Alto Comissariado para Refugiados.

Os atentados combinados têm as características da rede terrorista Al Caeda.

Mais tarde, Al Caeda no Magreb, a região árabe do Norte da África, que vai da Mauritânia ao Egito, reivindicou a autoria dos atentados.

A Argélia viveu mais de uma década de uma violenta guerra civil, a partir de 1992, quando o governo militar suspendeu o segundo turno de eleições parlamentares que dariam a vitória à Frente Islâmica de Salvação, um partido fundamentalista muçulmano. Estima-se que mais de 100 mil pessoas morreram numa guerra brutal, marcada por atrocidades como degolas.