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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Ex-primeiro-ministro português será secretário-geral da ONU

O ex-primeiro-ministro de Portugal António Guterres foi escolhido hoje para ser o próximo secretário-geral das Nações Unidas, em substituição ao ex-ministro do Exterior da Coreia do Sul Ban Ki Moon, para cumprir um mandato de cinco anos a partir de 1º de janeiro de 2017.

Com 13 votos a favor e duas abstenções, o Conselho de Segurança das Nações Unidas elegeu Guterres há pouco, na sexta votação. Depois de deixar o governo de Portugal, ele foi alto comissário da ONU para refugiados até o fim de 2015.

Amanhã, a indicação deve ser referendada pela Assembleia Geral.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Total de refugiados é recorde com mais de 65 milhões

O total de refugiados no mundo por causa de conflitos armados passou de 65 milhões. É o maior registrado até hoje, revelou o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. Em uma população mundial de 7,35 bilhões, de cada 113 pessoas, uma é refugiada, está procurando asilo político ou fugiu de casa mas não do país onde vive.

Um terço dos refugiados vem da Síria (4,9 milhões),  do Afeganistão (2,7 milhões) e da Somália (1,1 milhão). Apesar do destaque dado à crise dos refugiados na Europa, onde mais de um milhão tentaram entrar no passado pelo Mar Mediterrâneo, os países ricos só acolheram 3,2 milhões.

Os países em desenvolvimento como a Turquia e o Paquistão receberam 86% do total, informa o relatório Tendências Globais. Em países pequenos como o Líbano e a Jordânia, o peso dos refugiados no orçamento e nos serviços públicos é desproporcional.

No mundo inteiro, havia no fim do ano passado 21,3 milhões de refugiados que saíram de seus países, 1,8 milhão a mais do que em 2014 e o maior número desde os anos 1990s. Cerca de 40,8 milhões fugiram de casas sem sair do país, outro recorde. Os desalojados ou deslocados internamente são hoje 2,6 milhões a mais do que em 2015.

Dos deslocados internamente, a maioria é da Colômbia (6,9 milhões), da Síria (6,6 milhões) e do Iraque (4,4 milhões). No Iêmen, 2,5 milhões ou 9% da população foram desalojados no ano passado.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Total de refugiados da Síria passa de 3 milhões

Mais de 3 milhões de pessoas fugiram da Síria por causa da guerra civil que matou mais de 193 mil pessoas desde 15 de março de 2011, revelou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. Outros 6,5 milhões foram desalojados de suas casas, mas não saíram do país. Metade da população está em fuga, dentro ou fora da Síria.

Outras centenas de milhares de sírios escaparam da guerra, mas não se registraram como refugiados nos países vizinhos, estima a ONU. Isso significa que a realidade pode ser ainda pior do que indicam os números. É "a maior emergência humanitária dos dias de hoje", denuncia o ACNUR.

A ONU também condenou a captura de 43 soldados das Ilhas Fíji que participavam da missão de paz para fiscalizar a trégua entre Israel e a Síria nas Colinas do Golã.  Eles foram detidos pelos rebeldes durante um confronto entre os jihadistas da Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda, e o Exército sírio perto do posto de fronteira de Cuneitra, tomado pela Nusra. Outros 81 soldados filipinos da força de paz estão isolados em meio ao fogo cruzado.

Apesar da ofensiva do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que só pode ser contido na opinião do Departamento da Defesa dos Estados Unidos com ataques no Iraque e na Síria, o presidente Barack Obama admitiu ontem que está consultando os aliados, mas ainda não formulou uma estratégia para enfrentar a nova ameaça do extremismo muçulmano.

O Brasil se mantém numa posição de incômoda neutralidade na guerra civil da Síria. Até agora, apoiou a posição da China e da Rússia, que vetam sistematicamente qualquer interferência do Conselho de Segurança da ONU no conflito, a pretexto de não dar margem a uma intervenção militar ocidental. É uma omissão criminosa.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Refugiados sírios no Líbano são mais de um milhão

A cada dia, 2,5 mil sírios procuram abrigo no Líbano. Em média, é um por minuto. O número de refugiados sírios oficialmente registrados no Líbano passou hoje de um milhão, um "marco arrasador" na visão das Nações Unidas.

Ao todo, 2,6 milhões de pessoas saíram da Síria desde o início da guerra civil, em 15 de março de 2011. Outros 6,5 milhões fugiram de casa, mas ainda estão no país.

Como o Líbano tinha em 2012 uma população de 4,4 milhões, os refugiados sírios já são quase um quarto do total. É a maior concentração de refugiados do mundo. A Turquia e a Jordânia têm hoje cerca de 600 mil refugiados sírios cada.

"O influxo de um milhão de refugiados seria um desafio enorme para qualquer país", comentou o ex-primeiro-ministro português António Guterres, alto comissário da ONU para refugiados, citado pelo jornal português Público. "Para o Líbano, um pequeno país cheio de problemas, é devastador."

Além da enorme quantidade de pessoas, a guerra civil no Líbano aprofunda a divisão política interna do Líbano, onde os xiitas e a milícia fundamentalista Hesbolá apoiam o ditador sírio, Bachar Assad, e os sunitas estão do lado dos rebeldes, ameaçando ampliar o conflito.

Em carta à ONU, o regime ditatorial sírio acusou grupos rebeldes de estarem preparando um ataque com armas químicas contra uma área controlada pela oposição para botar a culpa no governo. O embaixador sírio na ONU, Bachar Jaafari, afirma na carta que as forças governamentais interceptaram comunicações dos rebeldes indicando que haveria um ataque e fizeram imagens de um homem distribuindo máscaras de proteção em Jobar.

Diante do cinismo, da desfaçatez e da crueldade da ditadura de Bachar Assad no tratamento de seu próprio povo, é de se desconfiar. Sob ameaça de um bombardeio dos Estados Unidos depois de um ataque com armas químicas a um subúrbio de Damasco em 21 de setembro de 2013, a Síria prometeu entregar suas armas químicas e desmantelar todas as fábricas. Ninguém acredita que faça isso totalmente.

Quando o governo da Turquia discutiu a possibilidade de realizar uma incursão militar na Síria para punir inúmeros casos de violação de suas fronteiras, foi desaconselhado pelos EUA. Os americanos advertiram que, como o governo sírio está fragilizado e não poderia responder à altura com armas convencionais, a resposta poderia vir em mísseis carregados de gases letais.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

ONU: 7 milhões fugiram da guerra na Síria

Cerca de 7 milhões de pessoas, quase um terço da população da Síria, tiveram de fugir de casa nos dois anos e meio de guerra civil, declarou o chefe da agência das Nações Unidas para refugiados, Tarik Kurdi. Dois milhões saíram do país e 5 milhões se deslocaram internamente.

Até agora, a ajuda internacional foi "uma gota d'água num mar de necessidades humanitárias". Menos de um terço do dinheiro necessário foi dado pelos países doadores.

Como o presidente Barack Obama decidiu punir a Síria por um ataque com armas químicas com mais de 1,4 mil mortos, mas quer a autorização do Congresso, que volta do recesso parlamentar em 9 de setembro, o regime de Bachar Assad tem pelo menos uma semana para se preparar para o bombardeio de mísseis e mobilizar a opinião pública internacional.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Fuga em massa da Líbia é "pesadelo logístico"

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados já considera o êxodo da Líbia um “pesadelo logístico”.

Mais de 200 mil pessoas fugiram desde o início da Revolução de 17 de Fevereiro, como o movimento está sendo chamado no país, ainda que as primeiras manifestações tenham começado dois dias antes.

Cerca de 100 mil pessoas fugiram para a Tunísia. Duas mil pessoas estão cruzando as fronteiras terrestres por hora.

Hoje o presidente Barack Obama autorizou as Forças Armadas dos Estados Unidos a ajudarem na retirada dos refugiados da Tunísia por mar e ar.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Brasileiros devem chegar à Grécia de madrugada

Um navio com 148 brasileiros que trabalhavam na Líbia para a construtora Queiroz Galvão saiu hoje do porto de Bengázi com destino à Grécia, onde deve chegar às 2h da madrugada de domingo, pelo horário de Brasília. É o último grupo de brasileiros que estavam no país do Norte da África em guerra civil.

De lá, eles devem receber assistência consular e voltar de avião para o Brasil, com chegada prevista para segunda-feira.

Mais de 50 mil pessoas fugiram da Líbia nesta semana. A situação no aeroporto de Trípoli é de caos total, com pessoas acampadas do lado de fora à espera de um voo para sair do país em guerra civil.

Muita gente está fugindo por terra. Um acampamento de refugiados foi armado na Tunísia, junto à fronteira com a Líbia.

Pelo mar, mais 2 mil chineses chegaram hoje à ilha de Malta. Outra embarcação chegou à ilha de Creta, na Grécia, com mais de 3 mil refugiados.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Total de refugiados no mundo chega a 67 milhões

O número total de refugiados no mundo inteiro atingiu o recorde de 67 milhões no ano passado, revelou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, que atende a 25 milhões.

"Depois de um declínio entre 2001 e 2005, vimos dois anos de alta, 2006 e 2007. É preocupante", observou o alto comissário da ONU, António Guterres, ex-primeiro-ministro de Portugal. "No momento, ainda temos uma mistura complexa de desafios globais que pode levar a mais deslocamentos forçados no futuro."

Por nacionalidade, o maior contingente é afegão, cerca de 3,1 milhões de refugiados. Em segundo lugar, vem 2,3 milhões de iraquianos. Só nas vizinhas Síria e Jordânia, há 2 milhões de refugiados iraquianos.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

ONU acusa ricos pela tragédia no Congo

O Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados, António Guterres, ex-primeiro-ministro de Portugal, acusa os países desenvolvidos de não responder adequadamente à catástrofe humanitária na República Democrática do Congo, ex-Zaire e ex-Congo Belga, que descreveu como uma das piores do mundo. Em entrevista ao jornal inglês Financial Times, afirmou ainda que historicamente o país sempre foi saqueado pelas grandes potências e suas empresas.

A ajuda internacional está muito abaixo das necessidades desse país enorme marcado pela instabilidade política e pela miséria generalizada. Nos últimos 10 anos, foi palco da chamada Primeira Guerra Mundial Africana, quando exércitos de seis países e diversos grupos irregulares travaram combates pelas riquezas do Congo.

Estima-se que a guerra matou de 3 a 4 milhões de pessoas neste país de cerca de 60 milhões de habitantes, explorado impiedosamente pelo rei Leopoldo II, da Bélgica, cenário de uma guerra civil pela independência (1960-64) e de uma ditadura cruel de Joseph Mobutu, aliado do Ocidente durante a Guerra Fria.

Em tese, a guerra civil acabou em 2003. Sob supervisão internacional, houve eleições em 2006, sem que o derrotado tenha aceitado o resultado.

Desde então, 800 mil pessoas fugiram de suas casas por causa do reinício da violência na província de Kivu do Norte, onde a violência generalizada inclui estupros, seqüestros e mutilação.

Ao contrário do Afeganistão, do Iraque e da Somália, argumenta Guterres, as grandes potências não vêem ameaças à sua segurança em decorrência da crise congolesa; "Mesmo que estejamos no meio de uma catástrofe humanitária, ninguém no exterior se sente ameaçado, então a comunidade internacional não dá atenção real à RDC. A comunidade internacional historicamente saqueou o Congo e isso não pode ser esquecido."

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