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sábado, 20 de junho de 2009

Irã aumenta a repressão à oposição

A grande manifestação convocada para hoje para protestar com uma possível fraude na eleição presidencial de 12 de junho de 2009 não aconteceu. Milícias leais ao regime bloquearam as saídas do metrô no centro da capital e a polícia usou gás lacrimogênio para dispersar os manifestantes.

Um sítio de Internet ligado ao governo anunciou que duas pessoas morreram e outras oito ficaram feridas num ataque terrorista contra o Mausoléu do Imã Khomeini, líder da revolução islâmica, em 1979, e Supremo Líder Espiritual até morte em fevereiro de 1989.

No sítio de relacionamento Facebook, uma mensagem atribuída ao principal candidato da oposição, o ex-primeiro-ministro Mir Hussein Mussavi declara estar pronto para o martírio.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Neto de Khomeini critica veto a candidaturas

Numa rara intervenção, o mais proeminente neto do herói da Revolução Islâmica no Irã, aiatolá Ruhollah Khomeini, advertiu os militares para ficarem longe da política e criticou o veto a 2,4 mil das 7,2 mil inscrições para candidatura às eleições parlamentares de 14 de março de 2008.

Como os filhos de Khomeini morreram, Hassan Khomeini, um clérigo de nível intermediário na hierarquia do regime dos aiatolás, é hoje o principal representante da família. Neste dia, 11 de fevereiro, em que se comemoram os 29 anos da revolução, ganha destaque ainda maior.

"Se um soldado quer entrar na política, ele precisa esquecer as Forças Armadas, porque a presença de armas na política significa o fim de qualquer diálogo", declarou Hassan Khomeini em entrevista publicada domingo na revista semanal Shahrvand. "É o critério de fidelidade à linha do imã Khomeini. Aqueles que dizem ser fiéis ao imã devem ser sensíveis a esta ordem, que foi dada diretamente por ele."

Hassan é o responsável pelo Mausoléu de Khomeini nos arredores de Teerã e uma figura respeitada dentro do regime, apesar de não ocupar nenhuma posição oficial.

Seus comentários tinham um alvo preciso: o comandante da Guerra Revolucionária do Irã, Mohammad Ali Jaafari, que acaba de dar apoio publicamente aos candidatos conservadores nas eleições de 14 de março.

A Guarda Revolucionária é uma tropa de elite das Forças Armadas do Irã. Muitos antigos guardas servem no governo, inclusive o presidente Mahmoud Ahmadinejad.

O neto do aiatolá também criticou o veto do regime a 2,4 mil candidatos, em sua grande maioria reformistas interessados em liberalizar a política iraniana.

"Esta lâmina não decapitou só vocês, cortou as cabeças de numerosos amigos em todos os grupos sociais, e isso é lamentável", disse Hassan Khomeini a líderes reformistas na sexta-feira. "Ninguém pode impedir o povo de decidir seu futuro."

Com essa guilhotina, o regime garantiu a vitória. Deve eleger pelo menos 190 dos 290 deputados do Majlis, o Parlamento do Irã. Os reformistas só terão candidatos em 84 distritos. É o máximo que podem eleger de deputados, se ganharem todas as cadeiras que disputam.